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terça-feira, 11 de outubro de 2011

Partam-se os Raios–Sobre a chuva de ontem

Partam-se os Raiosclip_image002

 

Triste chuva que alaga

Ruas, casas e bairros.

Quando a seca é ressaca

De ano inteiro em soslaios.

 

Chuva d’água que amarga

Essa espera dos bravos

Homens de bem, e agrava

Esse lodo de charcos.

 

Chuva assim não tem graça,

Molha o sonho nos passos

Dúbios. Partam-se os raios

Nessa esquina sem calços.

 

Dobra o sonho à vidraça,

Anda e cobra a sua Argos;

Clama à cena que passa,

Diga a voz sem ensaios.

14 comentários:

Zélia Cunha disse...

Olá, amiga!
Lindo seu poema! Eu amo a chuva quando bate na vidraça, mas temo o raio que só nos traz desgraças. Mas contra a Mãe Natureza o que podemos fazer?
Um bom feriado a você, que a criança que habita em cada um de nós possa fluir e alegrar a nossa vida.
Beijos

Célia disse...

Estamos colhendo os reveses da natureza pelo excesso de descuidado para com ela... Excessos não são bons de forma alguma: ou da seca ou da chuva... deterioram nossos sonhos! Belo e real poema! Abraço, Célia.

Christian V. Louis disse...

Tenho o privilégio de morar em uma região onde não há alagamentos, porém, nos noticiários da tv se vê muita tristeza, pessoas que tem pouco e perdem este pouco que custaram a adquirir durante uma vida, isto quando não perdem a própria vida.
Contanto, é inevitável não concordar com Célia, que isto é o fruto que a humanidade está colhendo pelo que fez e faz contra a natureza.

Andre Martin disse...

Hummm... Não gostei do excesso de umidade no ar e no poema...
Mais do que lavar a terra e a alma, essa água parece lavar a esperança...

Em geral, nutro sentimento controverso em relação a raios e chuvas...
Acho lindos e poderosos os raios, apesar de saber da destruição que causam...
E penso que as cidades crescem despreparadas para receber as fortes chuvas quando vêm (e cedo ou tarde vêm mesmo)...
Sofremos as conseqüências de nossas inconseqüentes "desatitudes", e geralmente apelamos ao recurso mais fácil: que é maldizer a natureza.

Monja de Clausura Orden de Predicadores disse...

Hola mi querida Yayá, me encanta que te hayas divertido con mi ingenuo chiste, hemos de alegrar la vida que para muchos es dura, dura.
Hoy nos das un hermoso poema con una realidad dura. La tierra está enfadada, ya sabrás que en la isla de Hierro en España hace muchas semanas que están con cientos de terremotos pequeños y el volcán está intentando hacer una erupción, casi han evacuado a toda la gente.
Oremos para que ese volcán, permanezca mudo otros tantos siglos
Con ternura
Sor.Cecilia

Valdeir Almeida disse...

Mais uma vez, parabéns pelo poema.

Chuva boa é aquela que embala nossos sonhos e não a que as destroem. É aquela que nos inspira a escrever.

Abraços.

Mª Carmen disse...

Hola amiga, lindo poema, la lluvia en exceso trae desolación y tristeza y sin embargo bendita lluvia porque gracias a ella la vida vuelve a renacer.Besitos.

marlene edir severino disse...

São as forças da natureza...
Apenas fazemos parte, como os demais seres vivos.

Sempre belos teus poemas, Yayá!

Beijo!

Domingos Sávio disse...

a pior tempestade
é aquela dentro de nós
que arrasa alma e coração
embora chuva demais
seja apocalíptica
...


Abraço carinhoso.

Everson Russo disse...

Um belo poema, um cenário perfeito de sonhos, desejos, contemplando a força da natureza...grande beijo de bom feriado...

Artes e escritas disse...

Obrigada a todos. Oremos com a Monja para que os fenômenos naturais não tragam tantos transtornos. A chuva não trazia medo, agora traz. São pedaços de árvores que caem nas ruas, bueiros que entopem, trânsito congestionado. É bem verdade que disseram que a chuva valeu por dez dias, mas é preciso pensar numa solução de escoamento das águas. Um bom feriado e um abraço, Yayá.

Andre Martin disse...

Então, apesar da dor e traumas,
não é a chuva que é má,
nem as árvores, nem o vento...
São as cidades que não estão preparadas
para os infortúnios!
Crescem desordenadamente,
sem planejamento
dos que estão no governo,
que só querem ganhar dinheiro e votos,
que não pensam no futuro
nem a médio e longo prazo,
que não pensam nas pessoas
nem nas gerações vindouras
não se preocupam em fazer nada duradouro,
porque isto é problema para os próximos eleitos!

(penso que na monarquia seria diferente:
um reino a cuidar, senão não há reino;
em vez de um mandato a faturar,
enquanto não for cassado,
o país e o povo que se danem!)

OceanoAzul.Sonhos disse...

Muito embora goste de chuva, as cheias e inundações são terríveis, só causam tristeza e desolação para muitos.

muito bem escrito.
beijinhos
oa.s

Raquel Lautenschlager Santana disse...

Parabéns pelo poema, AMEI!!!
Beijosss.