Loading...
Loading...

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

A Impossibilidade Rejeitada- Um Absurdo / Reflexão

A Impossibilidade Rejeitada- Um Absurdo  / Reflexão

     Eu procuro ler e assistir programas diferentes para ter novas ideias. Escrever num blog todos os dias é a tarefa da imaginação a qual me obrigo todos os dias porque aprecio esta atividade.
     No programa da televisão discutiam-se os planos para daqui a dez e vinte anos, rejeitando-se as impossibilidades e pensando no que é possível.
     Cheguei da rua a pouco, aproveitei o dia para olhar vitrines de lojas, pois o calor chegou e uma compra para saudar o calor é bem vinda.
     O que a realidade das vitrines me mostrou está no campo das impossibilidades que são a realidade constatada nas vitrines.
     O fetiche sobre a cor vermelha continua e, digamos, à grande.
     Numa das vitrines, metade das cores eram neutras e na outra metade eram, pasmem?! Vermelhas.
     O que, eu me perguntei. O vermelho era proibido e agora é impositivo que se tenha uma peça vermelha no armário?
     Na cor vermelha tenho três peças não compradas, guardadas e ocultadas do público em geral. Mais nenhuma, o que eu não sei dizer se o fato conduz ao advérbio felizmente ou infelizmente.
     Há dez anos passados alguém suporia que o fetiche vermelho chegaria a esse ponto na cidade?
     Por sinceridade digo que não me lembro de exatamente da minha cor preferida naquele tempo. Eu gosto do colorido, de todas as cores, mas não lembro a ninguém ter se referido a alguma cor como especial e cheia de simbolismo. Isso para mim é problema pessoal de cada um. Lembro muito de uma conhecida que usava somente a cor preta porque não gostava de roupas ou acessórios coloridos e foi especificamente ela que se referiu a mim como apreciadora das cores, o que a fazia sentir certo mal estar psicológico. A cor preta que ela usava nada tinha a ver com a tristeza, era uma questão de bem estar.
     Eu penso que o impossível não pode ser planejado, mas temos que conviver com o impossível.
     Penso que se planeja o possível e que o impossível, o não imaginável vem junto no pacote, como um brinde para lembrar que não somos perfeitos.
     Como não se sabe se esse vermelho todo nas vitrines é desdém ou elogio, cheguei à conclusão de que o melhor é manter apenas as três peças vermelhas no armário. Ao lado de todas as outras cores se incluído as neutras e básicas (excluí a cor vermelha das básicas por precaução – não gosto de idolatria disfarçada em cores e objetos de consumo).
     Alguém sabia que pessoas oriundas de outras culturas, acham que as cores são energias e que não devemos desequilibrá-las.
     Agora sim, há vinte e poucos anos atrás eu comprava artigos para o estudo da música em um mesmo lugar e começaram a dizer que eu estava pálida.
     Quando cheguei à loja, um senhor me disse que eu não usava a cor amarela e a ausência da cor amarela fazia com que me mostrasse pálida. A brancura era tanta que numa fotografia para dois documentos diferentes foi necessária a refeitura da fotografia porque, segundo os fotógrafos, havia entrado luz no filme e a foto irradiava luz branca.
     Parece brincadeira, mas eu me forcei a usar a cor amarela e a disposição mudou e eu fiquei de tez rosada. É óbvio que eu tive medo dessa história e não me esqueço dela até hoje. Eu sei que eu tive que voltar aos dois fotógrafos e refazer as fotos.
     O fato aconteceu há mais de vinte anos. Não, não foi o sol ou a luz do sol, foi antes de toda e qualquer exposição ao ar livre.
     O impossível não se planeja, se convive. Mas tem que se contado como fator aleatório.
     Quando se inclui o impossível como fato a ser observado, é mais fácil de lidar com ele.
     Agora, no que tange ao fetiche vermelho, eu ignoro porque o problema não é meu.
     Temos que lidar com isso, nem que seja com rosas, lilases e cores próximas.
     Às vezes acho a minha localidade “sui generis”.
    

     

Um comentário:

Luis Coelho disse...

Bom dia
Peço desculpa pela ausência, mas desviei-me da blogosféra. Estou voltando e revisitando todos os meus amigos e conhecidos.

O tema das cores mexeu bastante comigo nos anos verdes da minha vida.
Depois o olhar foi arrumando as cores mais discretas e que me vestem como gosto.
Vermelho - nunca foi uma cor amada, mas o preto sim.
Claro que existem roupas para todos os dias e para as diversas ocasiões.
O vermelho não fica bem num funeral.
Parece-me que esta cor está ligada à industria do sexo.
Este tema das cores é apaixonante.