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sábado, 30 de junho de 2012

Sexto Sentido

Sexto Sentido

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Agora que sei que você não sabe

Que eu sei; tu, que sentes por mim, afeto,

Igual ao meu, e baila a trançar, repara,

Nos olhos que chamam por ti, desperto.

 

Esqueça-te o mal e o sofrer da carne,

Sorrindo do encontro fortuito e incerto

Repleto de amores-perfeitos no ar,

Porque são reflexos do que nos é concreto.

 

Importa é que vivamos o que nos cabe,

Desejos e sonhos, dormindo o alarde;

A vida socorre a quem ama o eterno.

 

É sexto sentido de um signo etéreo

Sem nexo causal, que se esconde ao mister

Das brumas escusas à chama que arde.

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Parabéns, Maninho!

!º Lugar no Concurso Cultural do Instituto Cervantes / Curitiba

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Hasta la curva del camino

Me voy en moto por el camino hasta la proxima curva, después otra y otra más.

Sin melífluas palabras, solo el concreto, las ruedas, el ruído del motor y del viento.

Solo, con las memorias de los amigos idos, de los amores perdidos y de las passiones que se quedan.

La Muerte és compañera de viaje, la Libertad és el espejismo de lo que viene.

Gracias, no paso por Querétaro, sigo ...  por el camino, hasta La proxima curva, ... hasta la extrema curva del extremo camino – la Vida.

Antonio Portugal Jr -11/06/2012

Meu Irmão

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Mas eu te vejo criança,

De Tico-tico branco,

E, assim brincando a infância,

Ainda te chamo mano.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

A minha gratidão à Sor Cecília pelo selo recebido!

Dedico este poema à Sor. Cecília com respeito e admiração,

 

Adoração

Dou-Te graças, oh Pai Celeste,

Pelo amor feito adoração;

Dou-Te graças porque Tu vieste:

Homem, Dor e Consolação.

 

Oro e estou contigo, meu Mestre,

Guia de toda vontade e ação;

Canto e louvo o que Tu disseste:

Benção de todo ser; devoção.

 

Graças dou, pois, a toda prece,

Sigo em frente, fé e comunhão;

Sigo em paz, norte e sul, de leste.

E, a oeste, na evangelização.

 

Livres somos, porque Trouxeste

Vida em Deus; perfeita expiação,

Finda, in “Consummatum Est”;

Luz Divina por vocação.

Poema Tintura

Poema Tintura

terça-feira, 26 de junho de 2012

Poema Simétrico

Poema Simétrico

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A vaidosa estética
Que se impõe à beleza,
Não prescinde da ética,
Nem reforma coesa;

Unidade sintética.


Vão seguindo a métrica
Estes versos, reza
De madeira cética;
Como toalha à mesa,

A florir, em poética.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

As Três Moças

As Três Moças

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São três moças, três compromissos;

A primeira planta bonsais,

A segunda vende caniços,

A terceira cuida dos ais.

 

Os Destinos, seus sacrifícios;

A primeira crê em imortais,

A segunda, a vida sem vícios,

E, a terceira, vê seus iguais.

 

Vivenciam virtudes e díssonos;

A primeira, fundamentais,

A segunda, dos seus ofícios,

E, à terceira, os espirituais.

 

Dos enigmas, seus fugidiços;

À primeira, são naturais;

À segunda, são alagadiços;

À terceira, fenomenais.

 

São consciências, três exercícios;

Ao primeiro, anjos magistrais;

Ao segundo, orlas e serviços,

E, ao terceiro, ora, e agora, mais.

sábado, 23 de junho de 2012

Indriso Calmo

Indriso Calmo

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Não quero ter pressa,

Mas quero momentos

De cor tergiversa;

 

De nuvem que cessa,

Desfaz-se nos ventos

De junho em promessa.

 

Que o sol recomeça

 

Em geada, um alento.

 

Ps. Enquanto visitava um blog surgiu a vontade de poetizar estas cores.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Crônica: A Farmácia, ou as…

Crônica: A Farmácia, ou as...

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Outro dia precisei ir até a farmácia para comprar um remédio, pensei que não demoraria mais do que meia hora e estaria em casa para o jornal da noite na televisão.

Na primeira farmácia o sistema da máquina de passar o cartão estava fora do ar, reclamei e fui tratada como inconveniente. Com razão, porque eu não deveria reclamar no balcão da farmácia a preguiça que tinha de procurar outra farmácia onde a máquina estivesse funcionando. Bem é verdade que reclamar me fez bem, as moças não tinham culpa e elas não poderiam levar como problema da farmácia, ninguém está a salvo da máquina do cartão, este é um fato. Mas, quase levaram e eu saí dizendo que são fatos que aborrecem mesmo que a gente saiba do seu acontecimento.

Recobrei a boa vontade e fui noutra farmácia, remédio para dor de dentes não tem hora e a dor de dentes não era minha, ah! Tudo bem! Chegando à outra farmácia a primeira pergunta que fiz foi a de se a máquina de passar o cartão estava funcionando. Estava. Pedi o remédio e estava em falta, mas o atendente pegou outro remédio qualquer e simulou o funcionamento do seu computador e a máquina de passar cartão:

_É pena senhora, não temos a medicação.

A colega dele o chamou de exibido, e perguntou qual o motivo de mostrar que estava tudo em ordem, que cliente era cliente. Ele fez ouvidos surdos e sugeriu outra farmácia próxima dali.

Estava na rua e resolvi ir até outra farmácia até mesmo para espairecer e esquecer as duas farmácias anteriores, cujos climas não estavam animadores.

Com certa dificuldade estacionei ao lado, pensei que fosse o estacionamento dos fundos da farmácia, mas o segurança me disse que era estacionamento de uma clínica. Pedi desculpas e iria me retirar quando o segurança disse que estava chovendo e com chuva o número de pacientes é menor nas clínicas. Disse também para que eu fosse até a farmácia e que se aparecesse algum paciente, o que ele duvidava muito, ele me chamaria. Ele saberia me encontrar.

Quando observo as portas de vidro da farmácia, verifico que todos estão em pé e prestam a atenção em alguém. Pensei comigo: o que não é para ser não é, voltarei para casa. Ocorre que duas atendentes me olhavam e faziam sinal para que eu entrasse. Completamente sem graça, entrei. A gentil moça me levou até o balcão e verificou que não tinha o bendito remédio ainda. Contou-me que era dia de inauguração e o padre abençoava o local. Solícita, agradeci e me dirigi à porta de saída acompanhada da funcionária contando em murmúrios que provavelmente aquela seria a melhor farmácia da região.

Neste momento o padre pede para que todos deem as mãos e rezem o Pai-Nosso. Eu olhei para ela e ela olhou para mim. Com determinação ela segurou uma das minhas mãos e oramos em voz alta juntamente com o padre.

Agradeci mais uma vez à moça, depois agradeci ao segurança e voltei para casa sem nada nas mãos. Desconheço quem estivesse se sentindo tão bem quanto eu quando voltei para casa.

E a dor de dentes do outro? Não é que ele achou um comprimido avulso numa caixinha ainda válida que estava na gaveta da estante da televisão?

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Quadras Invernais

Quadras Invernais
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Não se sente o caminhar,
O caminho percorrido;
Vem e passa sob o olhar,
Este tempo empedernido.

Como pássaro a vagar
Num espaço conhecido,
O ser lápis e marcar
Nestas rugas o vivido.

Quais sapatos a saudar
O seu dono, o seu bandido;
Quis o tempo se passar
Sem ser visto, preterido.

São das meias do tear
O recado comovido:
Neste inverno a começar
Sofrerão elas o sono ido.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Contradição

Contradição

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Nem tudo na vida é festa,

Mas pode ser devoção;

Tristeza não tem modéstia,

É fogo armado, São João!

 

Nem toda janela é fresta,

Mas brilha a iluminação;

Respeito já manifesta

Paçoca, milho e quentão!

 

Começam arrasta-pés

Na dança da multidão;

Não custa mais que cem réis,

Não tenha preocupação!

 

Enfeite o cabelo em viés

Costure-se em remendão;

Vestidos com flor são dez

E amor é flor em botão.

 

Nem tudo se faz revés,

Às vezes é diversão;

Dançar a rima é ao invés

Do verso em contradição.

sábado, 16 de junho de 2012

Parabéns Sílvio Afonso 1.000 Seguidores


http://palhacopoeta.blogspot.com.br/

Permita-me uma homenagem, em forma de poema:
Homenagem ao Palhaço Poeta

O palhaço faz rir
Da tragédia anunciada
Deste mundo ao exigir
A coerência maquiada.

Se ele finge o sentir
Caricato na piada,
E demonstra a seguir,
A plateia erra aliviada.

Mas, se chora o existir,
Todos choram à expiada,
Expurgando o devir
Da falange transviada.

Se ninguém resistir,
Qual será a palhaçada,
Que sorriso há de vir,
Qual nação será guiada?

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Sobre a Não Escolha

Sobre a Não Escolha

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Nem tudo o que acontece na vida das pessoas se origina numa escolha pessoal, seria óbvio refletir que nenhum bebê escolhe a cidade onde irá nascer, mas a não escolha passa por outros aspectos mais complexos, e os quais exponho a seguir.

Agora vejamos ninguém escolhe as doenças que têm, desde as mais corriqueiras como o resfriado até as mais difíceis e doloridas, que todos sabemos da existência.

O que eu discuto, em pensamento, é a alteração de comportamento e de mentalidade que se origina a partir deste evento. São rotinas e conhecimentos novos que para serem cumpridos temos que abdicar de outras rotinas anteriores e de pensamentos arraigados, muitas vezes preconceituosos. Nada mais ridículo do que um bicho de pé ou mais nojento do que berne e, quantos cidadãos já passaram por algumas dessas situações, mesmo seguindo normas de higiene rigorosas. Depois fica a história de que era um dia de chuva, os pés se molharam em água de rua e, passados quinze dias, a surpresa desagradável aparece. No dia do tratamento, o descanso é obrigatório porque o desconforto faz parte do processo da cura. E nesse dia sem fazer nada pega um livro qualquer que está jogado em um canto da casa porque foi comprado, mas ninguém sequer abriu o apêndice para ler. Apêndice e apendicite tem a mesma morfologia.

A ler o livro, velhas questões pessoais são relembradas e resolvidas a partir dessa leitura. No dia seguinte, o cidadão elimina as prestações da casa própria vendendo um terreno que era seu, mas ele não tinha como fazer melhorias para aplainar a terra e construir a residência dos seus sonhos. No dia seguinte, ele conversa com o chefe e consegue a sonhada transferência para a agência bancária que fica próxima a casa dele, o que permite que ele almoce em casa e coma fruta de sobremesa. No dia seguinte ele, sem dívidas, permite que a mulher remodele o quarto do casal e nove meses depois o filho caçula se transforma em filho do meio.

Um ano depois, enquanto acorda de madrugada para acompanhar a mulher a dar de mamar enquanto ele faz um café e senta-se no sofá para esperar a mulher embalar o sono do filho, ele se lembra do dia da chuva. Foi o dia da transformação radical da sua vida, da mentalidade e da maneira de viver e enfrentar o cotidiano dali para frente.

Ele não escolheu a chuva, chuva não se escolhe, mas o filho foi bem vindo e ele está feliz. Cansado e com preguiça lembra-se do que era a sua vida antes dela. Eram trinta e oito minutos até chegar ao trabalho, almoçava no restaurante ao lado a comida caseira preparada pelo dono do restaurante, à noite preocupava-se com a tabela de financiamento, assistia o jornal na televisão e se deitava porque o dia seguinte exigiria que acordasse cedo. A mulher, igualmente, mas retocava o esmalte das unhas das mãos além de garantir a boa apresentação lavando os cabelos e fazendo uma escova simples para assentar os fios mais rebeldes. Agora, o bebê ficava com a sogra pela manhã e a sua mãe à tarde e os filhos mais velhos ficavam na creche.

Aquele livro não foi escolhido a não ser para passar o tempo do dia de molho com os pés erguidos sobre a almofada cuidadosamente colocada sobre a banqueta da cozinha em frente ao sofá. Não leu nenhum outro livro dali em diante, não gostava de ler e continuava não gostando.

A mulher aparece na sala e faz sinal de silêncio porque o bebê ressona em seus braços. É de madrugada e logo terão que acordar e sair. Bendita chuva, bendito bicho de pé, não houve escolha até o ponto de ônibus.

terça-feira, 12 de junho de 2012

Sublimação

Sublimação
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São tantas as amizades,
Aquelas de convivência,
De fé, jamais veleidades;
Também as de conveniência;

São trocas, sinceridades,
Confessas de tola ciência,
Que são prodigalidades
Impressas na alma, carência.

Mulheres e homens, bondades,
E trocas, reminiscência?
Conversas de intimidades,
Bobagem, inconfidência.

São particularidades
De cada um à convivência,
Pois são peculiaridades
À parte, sobrevivência.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Crônica de Celular

Crônica de Celular

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Não devemos nos apegar aos bens materiais, mas acontece que o meu velho telefone celular continuará em minhas mãos.

A operadora ligou, ofereceu bônus, pontos, aparelho incrementado, mas eu tenho um velhinho que dá conta do recado. Sem fazer propaganda, pois não quero vendê-lo. É o meu pré-pago preferido, de outra operadora que não a da linha costumeira, a qual sou fiel igualmente.

Este aparelho tem a melhor qualidade que um celular pode ter: o som. Que som maravilhoso, parece som de aparelho de som. A câmera fotográfica é quase sem pixels, mas ele é fácil de usar, bom e durável, está comigo a mais de dois anos.

Já cheguei a jogar fora aparelhos quebrados, outros eu doei e outros eu vendi, mas este meu velho, não tem conversa. Aqui em casa dizem que este é o aparelho que dá prejuízo ao fabricante, não quebra, não desgasta e não fica obsoleto pelo avanço de tecnologia, AMIGO MAIS CHEGADO QUE CHINELOS DE DEDOS. Porque não busco a tecnologia neste aparelho, busco o som.

Amigo velho não se troca não se vende e não se gosta que olhem muito também. Pode parecer absurdo, mas este é o aparelho de estimação e a operadora não digo, CLARO, ou VIVO ou TIM, não é? Oi!

A esta altura dou risada. Estou feliz com o pós-pago e com o pré-pago. O pré-pago é o que segura o gasto, gosto de uma conversa sobre a previsão do tempo que vocês não imaginam.

Parto para a segunda-feira com vontade de ver a semana bem! Parece que vai parar de chover...

sábado, 9 de junho de 2012

Inocência

Inocência

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Que a inocência seja graça

A quem dela se convença,

E convicto como a traça

E o seu livro, a si pertença.

 

Para que o mal se desfaça

Hoje e sempre e dê licença

Ao inventor d’uma uva passa

Saborosa na Provença.

 

Porque cria quem ultrapassa

O seu tempo, recompensa,

De quem ama a sua lassa

Na criação do bem que pensa.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Ele Por Nós

Ele Por Nós

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A procissão na rua,

Nas orações, nos sinos,

Vêm-nos servindo à mútua

Na Santa Mesa dos hinos.

 

Essa floreira que sua

À comunhão, os caminhos,

Na proteção da Tua

Sabedoria aos destinos.

 

Ao anoitecer, a lua,

Encobre a luz nos pingos

Da realidade à chuva

De angelicais signos.

 

Toda janela é nua

De transparência e ouvidos

Ao coração de pura

Congregação e sentidos.

terça-feira, 5 de junho de 2012

Chorando

Chorando
Canta a canção de se fazer,
Deixa-me ouvir a sua voz
Rara; clareza de entreter,
Pássaros ávidos de noz.

Seja a porção do não comer,
Diga o sentir de todos nós,
Solta a garganta bem querer,
Quero ficar contigo a sós.

Faça a emoção se comover
Nesse prantear devorando o opus,
Conta p’ra gente se entender
Nesse motivo tão veloz.

Chora o tanguinho e até mais ver,
Valsa Zequinha nos seus sóis
Antes que caiba ao dia ceder;
Sopram requintas; mis bemóis.

domingo, 3 de junho de 2012

Emissora de Rádio / A Conselheira

Emissora de Rádio

A Conselheira

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Antigamente não existia toda essa parafernália psicanalítica, as moças escreviam para a emissora de rádio onde as cartas eram sorteadas e o problema da moça era solucionado por uma conselheira ou pela opinião dos ouvintes. A opinião dos ouvintes instituiu nesse país a filosofia da “achologia”. Achologia é a instituição do: ”Eu acho que...”.

Entremos na era do rádio por alguns minutos. A conselheira sentimental chama-se Karina Silvana. Estamos no dia 14 de junho de 1.959 e o programa entra no ar:

_Bom dia queridas ouvintes. A carta sorteada de hoje é da Maria Georgina, de acordo com o pseudônimo enviado pela ouvinte. Atenção você que se chama Maria Georgina que trataremos do seu caso após os intervalos comerciais.

Sublinhamos os principais pontos da carta e cortamos os elogios, as críticas depois de anotarmos as sugestões sempre elegantes das nossas ouvintes. Vamos à leitura:

“Querida Karina: minha mãe casou-se novamente e vive bem com o meu padrasto. Eu tenho dezenove anos e saio para passar os finais de semana com as minhas amigas. A minha mãe implicou com essas saídas aos finais de semana, mas eu tive juízo e saí para acampar, meditar e deixar que ela e o meu padrasto pudessem namorar em casa. As brigas se tornaram insuportáveis e eu saí de casa porque ela brigava comigo na frente dele, eu me sentia humilhada e sem pai para reclamar dos exageros dela. Pago aluguel, economizo o salário de vendedora para daqui a dois anos dar um entrada num imóvel meu. Vivo com modéstia e pelo menos, a comida não falta. A minha irmã, que também é casada deseja que eu vá morar com ela, mas acho que não dará certo. Elas estão tristes comigo e estou com pena da minha irmã, mas não quero deixar o apartamento que eu aluguei por pena. Elas estão bem e eu estou me resolvendo. Gostaria da sua opinião sobre as atitudes que tomei.”

Querida ouvinte Maria Georgina, diante do que li, tenho que te dar os meus parabéns. Você é maior de idade, se sustenta e pelo que me conta não tem hábitos perniciosos. Padrasto não tem obrigação de ser pai e aguentar certos desentendimentos. Acredito que para ele a situação também seja constrangedora. A sua irmã tem boa vontade e quer conciliar a situação, mas ela não está pensando no marido e nos filhos; ela tem a vida dela organizada e seria um absurdo ela trazer para a casa dela o problema que é seu e da sua mão. Na carta, embora não tenha sido lido o trecho em que você conta que visita a sua mão semanalmente, mostra que você é madura e não saiu de casa por nada.

O resumo e a análise estão prontos. Agora vamos ao meu conselho: Continue enfrentando as suas dificuldades com coragem. Para tirar qualquer dúvida que você possa ter pense comigo num motivo para que você tenha que ser apêndice de outra família, levando em consideração que você já mantém um bom relacionamento com a sua mãe e a sua irmã. Elas estão preocupadas e é natural que estejam preocupadas, mas com carinho e educação você explicará que este é o melhor caminho para você. Não se esqueça de dizer para que elas te visitem e não reparem nos móveis porque começo de vida nova é difícil para todos. Lembre a elas que certamente passaram por dificuldades que transpuseram com determinação e confiança. Desejo felicidades nessa sua escolha e peço que escreva novamente quando conseguir montar o seu canto do jeito que você deseja.

Agora vamos ao intervalo comercial para que os nossos patrocinadores deem o recado deles e voltaremos em seguida para as despedidas do dia de hoje. Este programa mostra a vida real, mas com otimismo. Por gentileza coloquem pseudônimos para que possamos ficar à vontade e nos certificarmos de que a vida particular dos nossos ouvintes não esteja exposta às pessoas de má fé.

Terminamos agora mais um Programa Sinta-se Bem. Bom apetite que o cheirinho do almoço já chegou aos nossos estúdios. Uma boa tarde a todos que tiveram a gentileza de estar conosco durante a manhã do dia de hoje.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Bolinho de Chuva

Bolinho de Chuva

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A tigela colore,

Transforma esta rua

Em feira de doce

No fogo, compactua.

 

E que não se molhe

Sem guarda-chuva,

Marquise não encolhe

Debaixo da lua.

 

E não se incomode

Se a massa está crua

Que logo é de cobre;

Canela no açúcar.

 

No vidro que escorre

Na chuva que é sua;

Que a nossa é concorde:

Bolinho de chuva.