Loading...
Loading...

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Poesia do Vento

Poesia do Vento

Poesia é sentimento
E alguma paciência
Sem noção de tempo,
Mas com conveniência.

Como um passatempo
Sem tempo ou consciência
Nesse pensamento
Que surge aquiescência,

Inteiro aposento
Da alma em excelência
Num átimo ao cento;
Subjetiva anuência.


quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Poema da Balconista

Poema da Balconista

É Natal, minha senhora,
Os preços estão mais altos,
A promoção é o bota-fora,
São as botas de saltos altos.

Se não quer, não gaste agora,
Mas serão presentes faltos;
Também a festa tem hora,
Data e modas e contraltos

Da canção que não demora.
Vem Noel sem sobressaltos
Anunciar a quem adora;
Singeleza dos asfaltos.


terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Afinidade

Afinidade

Conto canções,
Guardo lições
De afinidade

Das emoções;
Essas porções
De saciedade,

Dissertações

Muito à vontade.


segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

O Meu Melhor Natal


O Meu Melhor Natal
     Apresentado o Intermezzo opus 142 nº 2 de Schubert, o que se deu Há pouco tempo, lembrei-me do melhor Natal da minha vida, até hoje.
     Naquele tempo existiam radiola (móvel de madeira com toca-discos em três velocidades, a saber: 33, 45 e 78 rotações acrescida de rádio Am e som de alta fidelidade), vitrolas portáteis e, rádios movidos à pilha.
     A radiola era para os discos dos adultos e, para dizer de mim, naquela época eu não queria comprar discos. Eu pedi com insistência um rádio de pilha pequeno, portátil e colorido.
     O meu pai perguntou à minha mãe sobre o presente do menino, porque ele não havia pedido nada de Natal.
     A minha mãe disse a ele que escolhesse um presente de Natal.
     Fomos ao centro da cidade e eu pedi para ver os rádios de pilha. O meu pai e o meu irmão ficaram me observando.
     De repente, o meu irmão pediu um rádio de pilha.
     A minha mãe perguntou o motivo pelo qual ele havia se decidido a querer um rádio de pilha.
     _Questões de futebol entre eu e o pai.
     Ganhamos rádios de pilha coloridos.
     O primeiro jogo de futebol a seguir do Natal foi ouvido naquele rádio de pilha com os dois fazendo estardalhaço na sala.
     Eu ouvia música clássica num fone de ouvido de uma orelha só. O fone de ouvido era monocórdio, pois o som estereofônico veio tempos depois. Na hora em que ligavam a televisão eu estava com eles, mas com o fone de ouvido numa das orelhas.
     Foi o melhor Natal da nossa vida familiar, o mais feliz.
     Todos souberam na família.
     Depois, muito tempo depois, quando o som estereofônico já existia, uma parente, cuja semelhança comigo eram os cabelos, com uma idade que eu ainda não alcancei, e do nada e por nada, trouxe um rádio de pilha novo, mas guardado por anos a fio, pois ela nunca havia ligado o rádio pequeno, em tons de preto e mármore, e me deu de presente de aniversário.
     Fiquei emocionada e o pai e a mãe com as respectivas vozes embargadas, agradeceram e perguntaram por que tamanha gentileza para comigo.
     _Eu sei que ela gosta de rádios de pilha, mas eu não quero que ela perca a capacidade de ser feliz e fazer os outros felizes. Ela me fez feliz naquele Natal.
     Apesar de todas as dificuldades que as pessoas possam atravessar na existência, eu gostaria de dividir com vocês essa mensagem que ela deixou para a humanidade.
     Quanto ao rádio de pilha que ela me deu, eu ouvi canções até que um dia, o rádio se desmontou e não teve conserto. Depois dele é que comprei um pequeno rádio estereofônico.

     

domingo, 4 de dezembro de 2016

Reflexão / Leitura Bíblica

Reflexão / Leitura Bíblica
     Estou terminando a leitura da Bíblia. Faltam alguns dias, mas será uma releitura, pois são textos bastante conhecidos do Evangelho.
     Essa leitura, que não passou, conforme a agenda de leitura propôs, de uma conversa particular entre o leitor e Deus.
     Obviamente já me dispus a emprestar essa agenda a quem quiser cumprir este desafio de uma leitura diária até que a Bíblia inteira esteja concluída.
     Ainda hoje li em voz alta e compartilhei com familiares algumas ilações sobre o trecho lido.
     Sei que o ano seguinte será diferente, estarei mais ciente do amor de Deus para com toda a humanidade.
     Quanto à vida prática, dois fatos curiosos aconteceram. Curiosos e sérios, os quais conto sem nenhum problema, pois se há luz, que a coloquemos em cima da mesa.
     !- Sofri um efeito colateral de um remédio e, se eu não descobrisse que era efeito colateral, provavelmente eu iria ser hospitalizada.
     2- Fui picada por um bicho, numa localidade diferente da minha e, a farmacêutica, muito gentil, disse que era algo relativamente normal naquela região e me deu um gel de cânfora para passar no local e extrair o veneno. Ela deu o prazo de vinte e quatro horas e, em caso contrário, ela me indicaria o lugar adequado para o tratamento do veneno da picada do bicho. Eu não sei que bicho foi, mas o gel que sobrou está comigo.
     Não gosto de misturar coisas práticas com a Bíblia, mas o texto indicativo da agenda dizendo para pensar nas próprias atitudes. Assim fez lembrar o remédio que eu estava tomando e, em primeiro lugar fui atrás dos efeitos colaterais do remédio, para depois tomar outra atitude. O texto me influenciou e me ajudou muito. Essa é uma ilação que eu jamais tinha pensado antes: qual atitude minha poderia estar me fazendo mal, pergunta esta relacionada com uma medicação. Se ajudar alguém, as reações alérgicas aparecem de repente, mesmo depois de anos tomando a mesma medicação - no meu caso, oito anos.
     Quanto à mordida do bicho, provavelmente um aracnídeo, segundo a farmacêutica que viu o ferimento, nem preciso dizer que ser picada por bicho em terra que não é a da gente, dá um susto daqueles.
     No que tange ao lado espiritual, marcar o despertador para as seis da manhã para ler a Bíblia, durante o ano inteiro, foi uma experiência incrível. Tomar o café da manhã com a Bíblia me esperando na sala, para dizer coisas boas para a minha vida foi um presente. Nos dias frios, entre um capítulo e outro, eu peguei mais um pouco de café.     
     Quanto à leitura, começamos pelo começo, o livro do Gênesis, mas não terminamos no Apocalipse. O autor da agenda fez questão de terminar o livro num dos Evangelistas.
     O amor de Jesus Cristo é a ênfase.
     Não senti diferença no que tange ao cotidiano. Senti a diferença de me sentir bem por dentro todos os dias e com qualquer tempo. O que muda é a disposição para a vida, com as suas alegrias e dificuldades, coisas que todos têm.
     O ano inteiro eu falei no assunto, se não neste blog, em outro eu o disse em poucas palavras.
     Também não tem nada a ver com levar uma vida religiosa, não é esse o objetivo do livro. O objetivo do livro é levar ao leitor a possibilidade de trazer a Bíblia como livros lidos e, em parte, entendidos de maneira intuitiva.
     A agenda não recomenda nenhum livro de teologia, o que fica a critério do leitor, para quando estiver disposto a ler, o foco é única e exclusivamente a leitura bíblica por inteiro.
     A interpretação teológica está sob a responsabilidade dos religiosos, mas a leitura é livre aos fiéis.
     Provavelmente novas agendas estão à venda este ano e é um bom presente.
     A conversa particular com Deus continua mais uns dias e a resposta Dele são as reflexões que fazemos todos os dias após a leitura do texto indicado. Essas reflexões acabam por resultar em momentos práticos e fazem a melhora do pensamento, nesse mundo, por vezes confuso e com atribulações.
     Somos humanos, mas dentro de cada um de nós mora a partícula divina, chamada alma e esta é viva independentemente da condição mortal do ser humano, muito embora a vida, enquanto matéria seja valorizada ao máximo por Cristo, que faz o impossível para que todos vivam em carne e osso e saúde. Ele mesmo ressuscitou na forma material para valorizar a vida.
     Daqui em diante, conforme o assunto fica complexo, o assunto é para os teólogos.
     Grata pela leitura.   

     

sábado, 3 de dezembro de 2016

Cuidando do Sobrinho / Crônica de Supermercado

Cuidando do Sobrinho / Crônica de Supermercado

     Consegui uma crônica na fila do supermercado. A tia, com vinte e três anos de idade, moça bonita e delicada com o sobrinho, de oito anos de idade.
     Ele pediu a ela um pacote de balas, daqueles de duzentos gramas, com balas de goma com formatos diversos.
     Ela disse a ele que comprasse e ele ficou olhando o pacote de balas.
     _Engraçado que eu nunca vi na sua casa esse tipo de bala em nenhum pacote. Você pode comer essas balas?
     O menino disse que sim, pode comer dessas balas de goma.
     A tia, preocupada perguntou se ele já havia comida dessas balas antes de hoje.
     _Sim, titia. Já comi.
     A tia, desconfiada, perguntou onde é que ele tinha comido dessas balas.
     O menino baixou a cabeça, pensativo, para dar uma boa resposta para a tia. Pensou em voz decrescente a resposta “já comi”. Repetiu, murmurando a pergunta: onde, onde, onde. Achou a resposta, uma resposta com sonoridade semelhante à pergunta:
     _Sim, titia, eu comi ontem.
      Eu comecei a olhar para os lados para não rir.
     Ela percebeu que a resposta não era verdadeira e disse a ele:
     _Eu acho que eu não vou levar você ao Shopping porque você vai me pedir coisas e eu não vou gostar disso.
     O menino olhou para a tia e disse com toda a educação:
     _Titia, pode me levar ao Shopping que eu não vou pedir nada para você.
     Ela olhou séria para ele e perguntou se ele estava falando sério.
     Ele, meio sem jeito disse que sim, que estava falando sério.
     _Se é assim, está bem. Vamos ao Shopping.
     Ele pensou em voz alta novamente:
     _Eu consegui as balas, por que eu pediria mais alguma coisa?
     A tia olhou para o menino com seriedade e perguntou o que é que ele tinha dito.
     _Nada não, titã. Posso abrir o pacote de balas aqui?
     Ela disse a ele para abrir o pacote de balas depois que as balas passassem pelo caixa e fossem pagas.
     O menino respondeu que iria esperar na fila até que a tia fosse à caixa registradora. E esperou, a tia estava muito séria e ele não se arriscou a dizer mais nada.

     Eu não tenho nada a ver com isso, mas tenho a impressão que o assunto entre eles se estenderá por mais tempo.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Retrospectiva

Retrospectiva

É final de ano,
Revejo os passos,
Nos meus sapatos.

Terreno plano,
Caminhos vastos
E passeios gastos.

Se não me engano,

Passos cordatos.