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sexta-feira, 9 de março de 2012

Poema Físico-Emotivo

Poema Físico-Emotivo
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Que a física explique o que eu digo:
O amigo do amigo é meu amigo,
E, o nêutron se afasta sem graça
E no meio aterrado se gasta.

Acolhe a função o negativo,
Inapto a lidar no perigo
Do mal isolado que escapa
Na fita vencida de data.

A fim de manter o equilíbrio
E o fio necessário ao circuito,
Conserta-se a emenda à solapa
Com nova linhagem de prata.

quinta-feira, 8 de março de 2012

Dois presentes, dois poemas…

Presente da Maria Alice Cerqueira

 

Do Amor Exemplo

 

As gentes simples se riem das dores

À sorte, negam o seu querer,

Não sabem desta vida os amores.

 

Insiste o açoite dos seus temores

Nas juras a se contradizer,

E à dor seguida esvaem-se os valores.

 

Quem ama, sonha todas as cores.

 

Quem sofre, livra esse padecer.

 

Presente da Maria Selma

 

Estilos

 

A mulher e o seu vestido

Emocionam-se no espelho,

O vestir tem seu segredo

E revela o seu sentido.

 

Elegância é quase um rito

De passagem. Muito cedo

Aprendemos que o vermelho

Ou, é sutil, ou, então, proibido.

 

A mulher e o seu libido

Não dispensam o seu cetro

E discretas passam reto

A mostrarem o escondido.

 

Femininas, são do estilo

Novo conto de mistério,

Relicário de aconchego

Vem de ouvir um assovio.

quarta-feira, 7 de março de 2012

Rosa Inquietação


Presente da Rosa Solidão

Rosa Inquietação

Da solidão e meus amigos,
São testemunhas os sinos,
A escuridão dos espaços,
E os que trouxeram abraços.

Dos sofrimentos e signos
Não protestei meus desígnios;
Amordaçados os halos,
Fortaleceram sangrados.

À multidão, os desvalidos
Exorcisaram em gritos
A corrupção e os sobestados
Ao debochar dos devassos.

Nascer mulher é conditio
Sine qua non de alguns dísticos;
Inquestionável são os dardos
Dos corações desatados.

Feliz Dia da Mulher

presente da Sweet Melody

Dia da Mulher
O presente do amanhã é o hoje
Da mulher que não tem medo;
A garota que não foge
Da emoção, razão ou segredo.

A mulher que se comove,
Mesmo quando no tempero
Há cebola e ao rosto chove,
Se demonstra graça e afeto.

Natureza humana e forte,
Que suporta a dor e o enredo
De ser mãe, e conta Quixote,
De Cervantes em degredo.

Ser mulher é mais que dote,
Vocação sem arremedo
Que ao nascer, nasce co’a sorte;
De ser fêmea, lar e credo.

terça-feira, 6 de março de 2012

Para Rezar

Crônicas de Rezar

1- Não é que conheci um idólatra...

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Estava eu no caixa eletrônico quando alguém, que esperava a vez, na fila ao lado, comentou:

_Amigo, o seu dinheiro é sagrado? O meu é sagrado. Eu me ajoelho diante desta máquina para agradecer.

Ao ouvir esta frase me aproximei da máquina onde eu estava para tentar esconder a tela e aquilo que eu digitava. Mas o homem continuava:

_Quem criou o dinheiro? Se Deus criou o homem e ele inventou o dinheiro, o dinheiro é sagrado porque foi inventado por uma criatura criada por Deus.

O homem ao lado passou a não responder, emitindo sons como “hã e hum”. Eu estava desconfiada e nem olhei para os dois, embora achasse que o idólatra queria o dinheiro de quem estava fazendo o saque no caixa ao lado.

Não tirei um centavo para mim e fui tratando de parar com as operações. Sei que o homem entrou no caixa eletrônico e pediu ao outro que o esperasse.

_Deixe-me fazer a minha prece e vamos juntos.

O outro homem disse que estava com pressa, pediu desculpas quase entre dentes e saiu rapidamente do local.

Não sei se agi certo, mas baixei a cabeça e me retirei também tão rápido o quanto pude. Não queria conversa com nenhum estranho naquele lugar. Mas ouvi o monólogo entre o homem e a máquina:

_Você é tudo de sagrado que eu conheço...

..................................................................................

2 – Enquanto isto, a Boa Vontade

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Irmãos, todos oramos e vigiamos porque o inimigo não descansa. Essa é uma história do Deus interior de cada um de nós. A mãe ora todos os dias para que os seus filhos sejam amigos entre eles, mas um dos seis irmãos, o menos culto, é alvo fácil de críticas porque não as consegue rebater com elegância e palavras sutis. Este filho, o Norberto, responde às críticas com expressões como:

“_Dane-se, não como na casa de ninguém, é gente que não tem o que fazer e tem o rei na barriga. Se cada um cuidasse da sua vida e não infernizasse a vida do outro o mundo seria melhor. O povo gosta é de fofoca, mesquinharia e se realiza mais vendo o outro aborrecido do que fazendo algo bom para ele. Se estas pessoas construíssem um brinquedo de papel e o dessem a uma criança que não conhece brinquedo, seria bom. Mas não, querem aporrinhar aquele que ao menos tenta fazer tudo certo.”

A mãe do Norberto sofre com estas críticas e cai em tristeza. Ela não tem condições de mudar toda a educação que deu ao filho, a mesma educação que fez do filho um homem de bem, que não passa necessidades, embora criticado pelo jeito tosco de ser. Esse é o jeito dele, aceito no ambiente dos caminhoneiros, cuja preocupação maior está na maneira de fazer o frete e ajudarem-se mutuamente durante as viagens.

Peço agora que prestem atenção na pergunta que vou lhes fazer: a quem o inimigo (os cristãos sabem o significado desta palavra) quer atingir? Norberto não para em casa, a atingida é a mãe dele. Essa é uma história de uma das nossas irmãs de igreja, que recebeu apoio das outras irmãs e que agora enfrenta os comentários dizendo aos críticos que eles não fizeram por merecer um filho como o Norberto. Ela o educou e ele é bom naquilo que faz e que ela tem orgulho do filho que tem, sem vícios e cumpridor dos seus deveres.

O inimigo é perigoso, ele fala de um, mas atinge o outro, a sua língua é de serpente. Contei essa história para que nós, cristãos, não sejamos ingênuos a ponto de dar ouvidos a tais histórias porque é a chance que o mal tem para entrar em nossas vidas. Amem irmãos.

domingo, 4 de março de 2012

Porcelana

Porcelana

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Que o engano seja porcelana,

Quebrando-se em desfaçatez

Naquele que a si mesmo engana

Com máscaras de insensatez.

 

Fingir vem de quem não se ganha,

E trai o brilho à polidez;

Mantém o espírito sem gana,

Transforma essa luz num talvez.

 

Quem nega a si, a si desengana

E, à sombra voga em palidez;

É pássaro de sebe urbana

Que chega ao voo e nega a vez.

sexta-feira, 2 de março de 2012

Caridade

Caridade

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Às vezes é manutenção

Do que se quer, do que se tem,

Do que se cria ou uma obrigação,

De quem se faz como convém.

 

Às vezes, é argumentação,

Filosofia ou tese ou vaivém

Que se convida para a ação

Beneficente de armazém.

 

Às vezes é a chamada união

Do sofrimento e não vê quem,

Nessa vontade de aflição,

Receberá este seu aberém.

 

No entanto dói essa obstinação

De amor gratuito que se obtém

Ao retornar em comoção

Do resgatar um sem vintém.

 

Compartilhar não é compaixão

Embora tenha algo a desdém;

Mesmo a pobreza ajuda a quem

Desse favor jamais se abstém.