Rio de Janeiro

Rio de Janeiro

http://frasesemcompromisso.blogs.sapo.pt/

O blog da Nina, menina que lia quadrinhos.

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Passarinho Indomável

Passarinho Indomável


Está sempre a seu lado,
Mas é animal silvestre
E não fica engaiolado.
Voa num jardim terrestre


E é pelo céu agraciado
A um doce som campestre
Nas folhas de um chão ao lado,
Que ao vento chama mestre


À proporção do chiado.
Diverte-se ao sedestre
E faz rir o enunciado;
Não há mesmo quem o amestre.

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Aos Simples

Aos Simples

Nada importa nessas simplicidades
Ditas e supostas das amizades
Quando são observadas pelos sucessos;
Nelas se comprazem belos progressos.

Cobram-se cuidados às veleidades,
Às tantas luzes do sol em verdades
Tênues, quando está bem feito o professo;
Seja conservado o que já está impresso

Nessa coincidência, única e explicada
Pelas alegrias vindouras, conscientes
Júbilos ao tempo e à razão aprazada.

Logo perdoar-se-á a malícia ausentada
Nessas condições e intenções presentes;
Zela-se a conquista ainda não premiada.


segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

A Graça de Deus

A Graça de Deus

De novo, essa missão,
Orar. Não é vocação,
Talento, ou poetizar
Que a Deus cabe perdoar,

Não, não é essa a orientação.
Deus convida à uma ação,
Que, por agora é orar,
E a Bíblia declamar.

É a nova obrigação.
À Ele toda atenção
Para ser e acertar.
Deus ama por amar. 
  

domingo, 14 de janeiro de 2018

Pecado Capital

Pecado Capital


Nada escreva magoada,
Com palavra mal dada
Por cabelo defrisado,
Exigência do diabo.

Nada escreva amargada,
De sorriso enganada;
Não se aceita o mal fiado,
Não se gosta de quiabo

Nem cobra enrodilhada.
A palavra lançada
É nó a ser desatado;
A ira gosta do brabo.

sábado, 13 de janeiro de 2018

Paradoxal

Paradoxal


Não vejo mar
Se dissolver
Sem se salgar
Ao devolver

O navegar.
Esse querer
É se espantar
Sem sequer ver,

É se apreciar
Sem entender
Todo o pensar
Acontecer.

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

A Cor da Chuva

A Cor da Chuva


É a chuva do verão
Criando a manta de ideias
D'uma congregação

Que conta à alma a abstração
De um campo de azaleias
Novas em floração;

Vitral de exposição

Em laços de colmeias.



quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Esse Lugar / Miniconto


Esse Lugar/ Miniconto

     Certa vez existiu um homem que queria ir para onde o pensamento não o acompanhasse.
     Nunca fora traído, nem mesmo por si mesmo. A razão era o seu ponto de vista admirável.
     Era amável e gentil com todos à sua volta. Não gostava de lero-lero ou mentiras; era sincero.
     Embora não fosse rico, lidava com as posses que tinha também de maneira a se elogiar.
     Não tinha vícios. Não era político. Não era nenhuma celebridade. Fiel à Deus e aos seus valores humanos de um modo próprio e verdadeiro. Era um homem comum.
     Eram múltiplas as verdades que o açodavam como se fossem feitas de chicote.
     Até que encontrou um lugar bom para viver longe desse pensamento.
     Lá nesse lugar, as verdades saem para passear e o deixam em paz para viver em família.
     Mas o fato foi mais ou menos assim: vendia um imóvel e comprava outro, sem lucro algum, apenas para se mudar. Essas verdades que o chicoteavam se mudavam junto com ele.
     A esposa o acompanhava pacientemente.
     Ninguém pode se considerar mais feliz do que essa esposa, depois da última aquisição.
     Se dizem que o sossego da vida só aparece quando ela acaba, estão enganados.
     Quem viu essa peregrinação do homem e o seu pensamento, sabe que o sossego vem da alma em conformidade com o que vê.
     Toda a verdade é para ser compartilhada, mas também é para ser revigorante ao ânimo e o seu conhecimento engrandecedor.
     No entanto, existem verdades que vêm para desafiar a vontade e a alma.
     Assim foi bom saber que o homem busca a serenidade da alma da melhor forma possível, através da vida e a sua infinita possibilidade de ser boa a cada pessoa.