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quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Reflexão: Família

Reflexão: Família

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O amor é interessante ao se viver, é necessário suar a camisa todos os dias. Em todos os sentidos.

A família ideal ainda existe aquela composta por pai, mãe e filhos, etc. Família significa esforço diário, vontade de fazer parte dela.

As moças casadoiras, e são a maioria, que pensam em profissão, marido e filhos, que saibam que é uma vida bastante puxada. Não que seja uma questão de a mulher se transformar em escrava, mas as que fazem durar os seus relacionamentos preparam um jantar para o marido, seja este jantar o bife que ele gosta ou o lanche com pão, presunto e queijo, com café, leite e o deixa à vontade para comer ou não.

Existe outra estrutura que se forma a partir do divórcio: mães e filhos. Essa família pode existir e também necessita de atenção diária. A mãe, por mais cansada que esteja não pode pensar que os filhos maiores de dez anos se viram sozinhos. É a miragem que a exaustão causa. Crianças necessitam de atenção e cuidados até os dezoito. A probabilidade dos pré-adolescentes e adolescentes se enganarem com as pessoas é bem maior do que um adulto. Então há que se perseverar: não aceite carona de estranhos, estude, etc. Parece brincadeira, mas a mãe tem que cuidar dos estudos do filho de dez anos de idade, ele tem idade para saber que é bom estudar, mas tem vontade de jogar bola.

O homem também é responsável pela educação e presenciei pais, homens com filhos do casamento desfeito, trocando o encontro com os amigos para auxiliar os filhos a estudarem durante os finais de semana em véspera de provas.

Esse tema parece desgastado de tão repetido, mas na nossa sociedade, parece que o esforço em prol do ambiente familiar é desperdício de tempo e dinheiro.

No meu tempo as mães chegavam a disputar qual uniforme era mais branco, acredito que a marca de sabão em pó que promete o branco perfeito se inspirou nas mães daquele tempo. Aqui, faço um parêntesis para contar uma história que hoje é engraçada, mas à época, me deixou bastante aborrecida. O ferro de passar roupas entrou em curto, queimando o termostato (regulador de temperatura) e, a blusa branca foi queimada. Adianta brigar com o ferro de passar roupa? Manda-se consertar. Era assim que os fatos se davam. Fiquei aborrecida.

Não custa nada perguntar ao outro como foi o dia e ouvir. Não adianta perguntar ao familiar como foi o dia como se fosse o tradicional: “Tudo bem com você?”, e continuar o trajeto na rua como se tivesse perguntado a ninguém.

Não custa mais do que dois minutos esquentar o lanche no forno de micro-ondas e servi-lo num prato com guardanapo junto com um copo de água, a gentileza dentro de casa poderia ser natural.

Outro parêntesis: na minha casa ninguém ficava resfriado sem ganhar gemada quente. Para ser sincera eu não sei fazer a tal gemada quente com canela em pó polvilhada sobre o leite, mas que era boa, eu garanto. Eram as delícias da gripe em tempo frio. Hoje tem vacina e não é correto falar em delícias da gripe. Já disse pronto e ponto.

Para existir família é preciso que alguém se disponha a fazer um dengo e um carinho. Porque amor acaba, separação existe, o dinheiro acha que pode mandar em todo o mundo; na família não.

Penso que é necessário agendar ao menos quinze ou vinte minutos para se gastar dentro de casa, com o outro, com aqueles que convivemos na intimidade.

Família ainda é um bom negócio, são as pessoas que te aguentam nos piores dias, mas nos melhores também estão a postos para brindar por você e, por fim, é uma estrutura que funciona.

domingo, 25 de novembro de 2012

Colar de Pedras Brasileiras

O Colar de Pedras Brasileiras

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Pedras brasileiras, coloridas, requintadas, delicadas e lapidadas. Mariana em Copacabana, primeira vez no Rio de Janeiro. Colar de pedras coloridas compradas na Barra da Tijuca, maiô inteiro de butique, sandálias de dedos rendadas multicoloridas.

Saiu do hotel à beira mar, viu o encanto, quis se banhar no mar. Entre o mar e as pedras brasileiras, o obstáculo, não gostaria de se banhar vestindo o colar fino com o qual saiu do hotel sem notar que o usava.

Muito calor, sol e a exuberância do lugar a fizeram desistir de voltar ao hotel para guardá-lo, era verão e a fila no guarda-volumes do saguão do hotel estava grande.

Comprou uma lata de refrigerante, colocou o colar dentro e o entesourou dentro de um castelo de areias feito por ela mesma, ao lado do guarda-sol e da cadeira.

Foi ao mar, se banhou e, segura de si, foi caminhar. Quando se deu conta, estava no Leblon. As mulheres do Leblon usam colares e brincos e pulseiras na praia. Tinha que voltar até Copacabana para pegar o seu colar, voltar, pegar o colar e vir de novo ao Leblon, desta vez produzida.

Copacabana estava lá, o seu guarda-sol, a sua saída de praia, mas o castelo, não estava mais lá.

Perguntou ao homem do quiosque sobre o castelo.

No entra e sai de gente molhada, o castelo desapareceu. Ninguém o havia danificado, sequer alguma criança o tocou. A areia do castelo estava no mesmo lugar, bastava que ela assim o desejasse e ele estaria em pé novamente.

Faltavam alguns dias para aproveitar os passeios turísticos e choveu à noite. Ela sonhou com caranguejos. No dia seguinte decidiu passear, mas na hora do almoço não teve coragem de ir à caranguejada; fez um lanche rápido e foi caminhar à beira do mar para entender o que aquela perda significava para ela. Talvez devesse se importar menos com bens materiais. Pensava nisso quando avistou o camelô vendendo colares de conchas.

Colocou o colar de conchas e o substituiu pelo colar de pedras. Feliz voltou ao grupo de excursionistas e foi passear. Morro da Urca, Corcovado.

Os dias foram passando e chegou o dia livre para as compras. Marina não foi às compras, de lembrança aos amigos comprou cartões postais e os enviou do posto de correios próximo ao hotel.

Almoçou, descansou e foi caminhar na praia.

Os pés enroscaram e a seguraram na areia. Quase tropeçou ao ver o colar de pedras brasileiras enrolado no dedão do pé.

Com ternura tomou o seu colar de pedras brasileiras, passou-os nas águas do mar e o colocaria no pescoço se não estivesse usando o colar de conchas.

Retirou o colar de conchas para devolvê-las ao mar, mas estavam amarradas entre si. Procurou na avenida uma papelaria e comprou uma tesoura escolar, sentou-se num dos bancos do calçadão e desmanchou a amarração, guardou as conchas nas cascas do milho verde, gentilmente cedidas pelo dono de outro quiosque.

Levou as conchas ao mar vestindo o colar de pedras e que o destino se encarregasse de mostrar alguma lição aos fatos, parece que ninguém precisa de lições de vida todos os dias.

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Bem Comum / Filosofando…2

Bem Comum / Filosofando...
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Um dos objetivos da existência de uma sociedade política é o bem comum (Enciclopédia Simpozio (versão em português do original em esperanto, página http://www.simpozio.ufsc.br/Port/1-enc/y-mega/megaetica/fil-politica/6417y800.html da web).
Penso sobre o bem comum, provavelmente a maneira adequada de a sociedade prosperar com harmonia, respeitando as individualidades e as diferenças existentes.
Ontem o “bem comum” veio à tona numa conversa frugal com um desconhecido sempre amigo, o motorista de táxi.
O motorista de táxi geralmente é articulado, sabe conversar e o tema do momento era a violência urbana. Questionou-me sobre o direito dos presos. Expliquei a ele que na minha casa todos agradecem por ser musicista e não advogada e que os meus conceitos não viriam senão através dessa paixão, às vezes absurda, pela música.
Mas disse o que pensava: _O bem comum passa pelo direito dos presos, mas também passa anteriormente ao direito de ir e vir do cidadão.
Disse também que não se pode consentir que os direitos humanos dos presos (eles têm que obter a chance de recuperação perante a sociedade, estabelecendo-se como cidadãos após o cumprimento da pena) não pode se sobrepor ao direito daqueles que nada fizeram e são livres em suas determinações para fazerem o que entenderem dentro da conformidade das leis.
Critiquei a vontade política de radicalizar posições. No meu tempo se discutia as vantagens da chamada direita com as manifestações agressivas da extrema esquerda que terminava por atingir quem não tinha nada a ver com aquilo. Dizia-se então que a direita se locupletava com as agressões da esquerda e que a esquerda gostava das medidas coercitivas para agitar os seus seguidores com maior facilidade.
Esquecem-se, no entanto, que a maioria dos cidadãos, pertence aos centros, seja centro-direita ou centro-esquerda.
De qualquer maneira, na prática, porque sou prática em tese e ações, não poderia deixar de dar um exemplo vivo da promoção do bem comum.
Estava eu no consultório médico, na fila, aguardando que as enfermeiras me avisassem da vez. Próximo a mim, um cidadão aguardando a sua vez, a televisão ligada: discutiam um problema familiar e pediam aos telespectadores que dessem a sua opinião. Eu, o cidadão e as enfermeiras caladas em frente a ela.
O cidadão não parava quieto, nervoso. Naquele instante, a emoção falou mais alto, talvez pela apelação do programa de televisão. Ele virou-se para mim e contou o seu problema:
_Os meus testículos doem horrivelmente, eu não consigo mais trabalhar, dormir, estou a ponto de explodir.
A enfermeira, prontamente interveio:
_Senhor, acalme-se que o médico o está chamando. A sua vez chegou. Cavalheiro, lembre que a senhora ao seu lado não tem testículos e não pode lhe ajudar.
Eu me senti aliviada e o bem comum naquela pequena sociedade unida por interesses diversos entre si havia sido promovida sem que eu tivesse que me encontrar em qualquer situação constrangedora.
Creio que a função da sociedade política é evitar situações constrangedoras, onde os cidadãos tenham que se posicionar nos assuntos que não lhes pertence, como os direitos dos presos vistos pela musicista. Mas que os cidadãos possam recorrer a essa sociedade política quando existe a violação dos mesmos, seja por parte de quem for.
A sociedade política tem funções maiores do que a política partidária, sendo que essa é essencial para a representação das diversas correntes sociais e de pensamentos controversos. Se, a cada direito corresponde a uma obrigação, existe a obrigação da sociedade política de garantir aos cidadãos a convivência pacífica e ordeira entre os cidadãos.
A enfermeira estava certa e a minha família também: não tenho testículos e nem vocação para a área.
Bom dia a todos os que tiverem a paciência de ler o texto.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Para Maiores de 80

Frases para serem ditas após os 80 anos...
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_ Façam o que quiserem quando eu partir, mas lembrem-se de que após algum tempo estaremos todos juntos.

Recado: _Eu parti para a eternidade e jamais deixei de ser sua amiga quando em vida.

_Apesar de toda uma vida em silêncio, ainda estou vivo para dizer que te amo e o faço hoje com ternura.

_Amizade não é herança conforme gostaríamos que fosse e não a podemos deixar, conforme gostaríamos, aos nossos filhos; a amizade que temos um pelo outro é nossa e a ninguém mais pertence.

_Não se forja o amor, ele simplesmente é.

_O fato de não saber nada ou desconheça dos fatos não implica que eu seja incapaz de raciocinar e tirar as minhas conclusões.

_Enquanto estiver viva posso fazer os meus planos mesmo que esses planos sejam o fim da picada.

_Planejam tanto com a vida alheia que se deixam se perder no próprio caminho.

_Depois que perdi todos os abraços, pude abraçar a quem queria.


sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Sexto Sentido X Oração

Sexto Sentido X Oração

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A oração pode modificar o que o sexto sentido diz, mas quem possui o tal sexto sentido prova que não é bem assim.

Não sei o que significa esse tal de sexto sentido porque não o provei. Mas existem pessoas que sentem quando o outro precisa dela mais do que ela dos outros por mais difíceis que sejam as suas condições.

São diferenças fundamentais na maneira de encarar a vida, sem culpas ou culpados; ambos, o que sente e o que não sente, seguem por caminhos de luz e de paz.

Nesse mundo cheio de mal entendidos e confusões, o sexto sentido aparece como inexplicável para a maioria, inclusive para essa que aqui vos escreve. No entanto, garanto que ainda me surpreendem em sinceridade de propósitos e bondade aqueles que sentem a tal experiência.

Não são visões, são sensações independentes de sonhos e visões. São orações instantâneas movidas a ações físicas. Admirável! Elogia-se a conduta humilde daqueles que têm pressentimentos diante daqueles que não possuem a menor capacidade para tanto e nem assim são submissos àqueles que sentem.

A pureza da bondade de uns para com os outros e as suas condições espirituais traz a paz a esses corações, às suas vidas e a compreensão de que nem tudo o que se vive pode se traduzir em palavras; apenas em emoções.

Por que é assim não se sabe, mas brilha a centelha da divindade nesse afeto diferenciado entre os que oram e os sensitivos num clima de respeito mútuo que se pensa que o amanhã pode ser afetuoso entre todos os homens, mulheres e crianças que habitam sob essa atmosfera.

Deus brilha acima da chuva e do sol, mostrando a Sua superioridade em gestos tão humildes, singelos afetos, sinceras intervenções.

As divergências transformadas em compreensão, em dar as mãos, em se fazer o futuro no dia que passa, mas observando que a luz do espírito não deixa de brilhar, basta querer alcançá-la praticando o bem desinteressadamente, esse é um bem precioso a se preservar.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Escovadas

Escovadas

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Depoimentos de algumas mulheres conversavam sobre a desistência de continuar com a escova definitiva, o nome atual do alisamento dos cabelos:

_ Eu tinha uma curiosidade imensa de acordar com os cabelos lisos. Fiz a escova. Depois de um mês, parecia que eu usava peruca. A raiz crespa cresceu e ergueu toda a cabeleira meio centímetro acima da cabeça. Teve gente que perguntou onde eu comprara peruca tão perfeita, alguns me ensinavam a usar grampos para prender a peruca nos fios naturais sem deixar transparecer que era peruca. Depois de vinte explicações, comprei sal, misturei ao xampu e detonei a escova; meus cabelos ficaram ressecados, mas naturais. Eu me sinto bem melhor agora.

A outra cliente disse, concordando:

_Eu tive problemas com o meu marido. Ele se sentiu casado com outra mulher, segundo ele eu havia me transformado na mulher desejada por todos e tal transformação indicava que eu estava insatisfeita com o nosso relacionamento. Comprei sal, etecetera e tal, mas fiquei com o meu marido.

A senhora com rolos na cabeça se emocionou, dizendo:

_Vocês tiveram sorte, os meus cabelos caíram, ficaram ralos, finos e não voltaram mais a encrespar.

Todas começaram a comentar sobre os seus cabelos, inclusive as satisfeitas:

_Graças aos meus cabelos lisos, encontrei o homem da minha vida; mantenho a cor e a lisura até hoje (nestes termos escritos).

A que estava ao lado dela:

_Eu encontrei o emprego dos meus sonhos depois que mudei o visual.

E mais outra ainda disse:

_O meu marido adorou, me chamou de deusa e me levou para jantar.

O cabeleireiro, vendo o salão tão animado e dividido ao mesmo tempo, aproveitou-se da situação:

_Por falar em marido, eu tenho uma revista que ensina a conhecer o homem que vive com você, incluindo a personalidade, e gostos pessoais pelo tipo de cueca que ele usa.

Todas pegaram revistas e calaram a boca, menos a mais extrovertida, que disse:

_Espera aí amigo, marido não se divide no salão.

Moral da história: o que a gente não faz para evitar uma crônica de supermercado com chicletes e balas, totalmente imoral.

sábado, 10 de novembro de 2012

Essa Eu Não Entendi / Crônica de Supermercado

Essa Eu Não Entendi

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Noite quente e supermercado lotado. Comprei o pão e algumas outras coisas, fui ao caixa e lembrei-me de comprar o leite, voltei, peguei o leite e segui ao primeiro caixa cuja fila era menor. Às vezes, acontece da fila dos caixas das compras de carrinho estar menores que a fila dos caixas rápidos, entrei na fila.

Um senhor da fila ao lado comentou conosco que a nossa fila andava e a dele não. A senhora que estava à minha frente confidenciou que a fila era composta de cestas com poucas compras e foi simpática, todos rimos.

Parece que tem gente que não gosta de gente sorrindo. A senhora que estava à frente do cavalheiro começou a reclamar que a fila não andava porque a senhora que estava no caixa comprou carne e a etiqueta caiu. Começou a critica contra a senhora que estava no caixa: disse então que aquela senhora tinha visto a etiqueta cair e teve preguiça de voltar ao açougue para pesar novamente e pegar o preço.

A senhora que entrou na fila atrás de mim gritou com a senhora que estava sendo atendida no caixa da fila ao lado:

_Desista da carne, não prejudique quem está na fila. Você tem que comer arroz com arroz amanhã! Cara de pau, se fazendo de sonsa e atrapalhando a vida dos outros.

A outra senhora, na fila ao lado, apoiava:

_Ela não se enxerga, pensa que o mundo pode esperar por ela!

A senhora que estava no caixa, porém, ergueu-se e ficou em posição de superioridade, quase como que desdenhando as provocações verbais.

O assunto não era meu, a minha fila andava rápido e eu prestava atenção nas cestas que faziam com que a fila onde estava andasse rápido.

Não demorou muito e o rapaz do supermercado chegou com o pacote de carne devidamente pesado. A senhora que estava no caixa não quis saber do que havia comprado e mandou que ele a devolvesse ao açougue porque com a demora, por certo que não estava própria para o consumo. Pagou as suas outras compras e se foi.

A senhora da fila ao lado que apoiou a falta de polidez, virou-se para a senhora que havia sido malcriada para com a outra disse:

_Por sua culpa a idosa que havia comprado a carne amanhã não almoçará como gostaria.

_Que idosa? Respondeu a que estava atrás de mim.

Aquela fila estava cansando a mim e à senhora gentil que estava na minha frente, ambas fixamos olhares em pontos neutros: as revistas ao lado dos caixas.

A senhora da outra fila disse que não era aquela senhora que havia comprado carne e a que estava atrás de mim disse que ela estava bem disposta e descansada para conversar mais se a outra estivesse disposta.

A da frente pagava a conta e finalmente chegava a minha vez. A outra puxou conversa e respondi:

_Boa noite.

Paguei as minhas compras e vim embora.

Cheguei com vontade de tomar um café com o alfajor. Cadê o alfajor? Não estava na sacola. Peguei o comprovante das compras e verifiquei que o alfajor não entrou na lista de compras. Não é possível que a senhora que estava fazendo arruaça tivesse tirado o alfajor da cesta enquanto eu olhava as revistas? Agora fiquei cismada que o que ela queria era confusão.

Essa eu não entendi.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Filosofando…

Filosofando

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Todos os seres vivos recebem um corpo físico para exercer a vida, o ser humano também. Talvez o ser humano não seja o mais inteligente dos seres vivos, mas o fato dele poder se comunicar e se fazer entendido pelos demais da mesma espécie, o faz diferente pelo alto grau de cognição.

A verdadeira moradia de este ser, a sua casa real é o seu corpo e a sua casa virtual é o que se denomina de alma, o ser invisível que nele habita. Esta casa é inteiramente viva e se movimenta continuamente, mas tem limites. Limites estes que a alma, ou, o espírito do ser que raciocina leva em consideração em cada gesto ou palavra proferida.

Enquanto a palavra, geralmente, é subjetiva, o gesto e a atitude, no entanto, produzem efeitos físicos. O ser humano oxida e gasta, se renova. Basta dizer que em três meses a pele que recobre o corpo é nova e que foi refeita sem que sequer se tome conhecimento do fato; o ser humano perde as células mortas e outras, novas em folha, estão no lugar daquelas que se foram. Não se pretende entrar no assunto da anatomia, o que se pretende aqui é entender a casa em movimento. A alma é a gerente dessa casa e, como todo gerente, ou faz o melhor para o lugar, ou leva a casa a falência.

É preciso que alma e corpo caminhem juntos em busca do equilíbrio porque o espírito se supera e se transforma, enquanto a tendência natural do corpo é o desgaste. A função dessa alma talvez seja ajudar o corpo a cuidar do desgaste e não pensá-lo como material descartável. É dever de essa alma conhecer os limites e traduzir ao corpo em forma de viver em harmonia, pois é o desequilíbrio entre o espírito e o corpo que produzem os conflitos que prejudicam a ambos. Embora de natureza e origem antagônicas caiba à alma pensar o corpo e ao corpo sentir e se ressentir dos pensamentos e emoções dela. Nascem com funções próprias a alma e o corpo, pensando igualmente nos objetivos dessa união nata.

A função do ser, em princípio, é a vida; por conseguinte, a morte é uma disfunção natural.

Se o corpo come, quem escolhe o cardápio é o espírito, que também se alimenta. Dizem alimentar o espírito os livros e a música, mas se sabe que é muito mais que isso. O espírito se alimenta de emoções e razões. Creio que estar bem consigo mesmo e fazer ao outro pensando o bem, acresce o bem estar tanto ao corpo quanto a alma. Existe uma expressão em inglês que traduz melhor o significado dessa disposição a se fazer feliz, no sentido de diminuir o sofrimento e a dor, do que na nossa amada língua portuguesa. É a expressão “In a mood”, ou seja, com humor. Quando o espírito acorda com humor para praticar o bem, mesmo que esse bem seja colocar o lixo na rua organizado para quando o caminhão de lixo passar parece que os acontecimentos do dia serão bons, porque o bom tempo está dentro da alma. O corpo sorri satisfeito quando a alma está com esta disposição.

No entanto, quando o corpo reclama e diz que não está bem, ele sinaliza para que o espírito, ou, o gerente, tome providências. E a alma, sorridente, não pode ignorar essa reclamação, muito menos desconhecer que o corpo tem limites. Nesse desequilíbrio, o espírito exerce a função de policial e determina onde procurar auxílio, localiza os locais e julga de acordo com os seus critérios, subjetivos, o que fazer. A busca da alma é manter o corpo em plena atividade para o seu gozo palatável. Percebe-se que um dos prazeres da alma é a vida do corpo em condições satisfatórias. Para estar bem, a alma recorre às estatísticas, às condições matemáticas, aos estudos das situações e controla as emoções porque conhece os limites do corpo, embora as emoções subvertam o raciocínio para o ideal. A emoção planeja o ideal, desconhece o corpo, tem vontades e infiltra-se ao raciocínio com facilidade; mas a razão se cerca de cientificidade para não prejudicar o corpo. Aqui a alma se subdivide em dois, para cuidar e, ao mesmo tempo amar aquilo que protege.

O espírito tem a propriedade de recorrer às energias e delas se serve, é a religião que cada um professa diante da realidade vivida pelo corpo. O corpo físico e as suas experiências influenciam direta e positivamente no caminho da fé, da ética, da postura tomada diante de problemas complexos e espirituais. O corpo comunica ao espírito o caminho a seguir na sua religiosidade e independem das influências externa ou meio ambiente, educação, etc. A experiência do corpo com o espírito é única e a decisão da alma para com o corpo é de extrema subjetividade, faz-se o melhor levando-se em consideração todos os fatores supracitados; porém, o corpo é prático, ele simplesmente existe e a sua função é a existência e necessita desse espírito para desempenhar a sua função biológica.

Para concluir, a função da vida é a vida, embora todo o mistério da alma venha a perturbar essa natureza prática.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Superpoderes

Superpoderes

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Junia é avistada saindo do caminho da floresta por Elidia e Vanessa. Faltavam alguns passos quando a primeira a encontra e pergunta como ela está.

_Estou bem, mas a caminhada é feita de imprevistos.

Elidia pede que ela a escute antes de chegar ao lugar do pódio.

Junia concorda e para a fim de ouvir o que a antiga trilheira tinha a lhe dizer.

_Você percorreu toda a trilha com distinção, certamente seguirá com a sensação de paz dentro de você, mas não voltará a ser como era antes de percorrer este caminho. Este é um caminho com muitas dificuldades, cheio de arranhões de galhos e cipós, animais selvagens, lama, banhado e insetos. Ao chegar aqui, antes de terminar a caminhada, você está machucada. Eu sei por que também passei por este caminho. Logo, pois, você sentirá a sensação de paz, de conforto das feridas cicatrizadas, disso eu também sei. Sei também que pouco do que você era antes restará tendo em vista que a onça quase te devorou e alguma cobra você teve que vencer. Não sabemos no que você se transformou trilando este caminho. Poucos o trilham. A maioria das pessoas segue por desvios mais sossegados, não sei se elas estão melhores do que eu, mas eu quero que você fique bem, que você fique em paz porque a decisão de conhecer os caminhos do poder foi sua. Siga com calma até chegar ao lugar dos superpoderes, todos adquirem algum superpoder ao terminar esta trilha.

Ainda em caminhada, Junia agradece, mas quer continuar o caminho até o pódio que garante mais sabedoria de vida.

A outra deseja boa caminhada e se vai como se não estivesse estado ali.

No caminho se encontra com Vanessa, que, diferente da Elidia, ela a encontra com ar sociável e bem disposto.

_Junia, quem é você agora? Consegui o meu superpoder também, percorri a mesma trilha, veja que poucas pessoas percorrem esta trilha.

Junia percebeu que neste ponto as duas falavam a mesma linguagem: “poucas pessoas percorrem esta trilha”. Sorriu para a Vanessa e esperou para ouvir o que ela tinha a lhe dizer.

_Eu sei das unhas toscas quebradas ao meio para conseguir uma fruta, dos enxames das vespas e da fuga ao riacho para sobreviver. Neste caminho não há viva alma para ajudar. Se alguma de nós tivesse ajuda, não obteria superpoderes. Tenho medo desses superpoderes. Houve uma jovem que trilhou este caminho e conseguiu o superpoder da intriga; não preciso dizer que foi como vencer e jogar fora o prêmio. O dom da intriga foi retirado dela quando ela a usava para persuadir as suas conhecidas a trilharem este caminho. Sem dom ou vocação, as conhecidas dela foram retiradas e colocadas em lugares diferentes; elas não haviam escolhido este caminho dos superpoderes. Eu tenho uma ferida que não cicatrizou, e, quando te vejo, agora, terminando a trilha, a ferida abre, a dor chega a ser insuportável, a ponto mesmo de me obrigar a vir te ver para ver se me alivio do meu superpoder, que eu não te posso dizer assim como você não poderá dizer o seu a ninguém. Não existe poder sem solidão, eis a minha dor. Eu espero que te fira menos. Saiba que estará conosco, comigo e com a Elidia. Embora sendo mais nova que nós, nos conhecemos a alma.

Junia percebe que dentro em si será diferente; talvez essa tenha sido a mensagem das duas. Agora se prepara para aquilo no que se transformará, além de caminhar rumo ao pódio. Ao começar a trilha ela não sabia dos superpoderes, ou da transformação que a faria diferente, agora estava avisada e teria tempo de se preparar para a Junia superpoderosa e desconhecida de si mesma que nasceria dentro em breve.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Prêmio Dardos 2012


Muito agradecida pela lembrança dos amigos, publico a premiação neste blog igualmente.
O blog www.arteseescritas.blogspot.com.br foi surprenndido por dois amigos bliogueiros com o Prêmio Dardos 2012, concedido simultaneamente pela Walkyria e pelo Fernando Santos, respectivamente>
link Walkyria: http://walkyria-voarlonge.blogspot.com.br/
link:Fernando:http://fotoaoacasoalpiarca.blogspot.com.br/
Informações sobre o SELO/PRÊMIO : imóveis
O Prêmio Dardos foi criado pelo escritor espanhol Alberto Zambade.
No ano de 2008 concedeu no seu blog Legendas de "EL Pequeño Dardo"
o primeiro Prêmio Dardos a quinze blogs selecionados por ele. 
Ao divulgar o prêmio, 
Zambade solicitou aos blogs premiados
que também indicassem outros blogs ou sites
considerados merecedores do prêmio. 
Assim a Premiação se espalhou pela Internet.
Cada ganhador do selo deve continuar a fazer premiação 
(se quiser, é claro) aos blogs que por ele considerar merecedores,
seguindo as regras a pedido do criador do selo: 
1. Exibir a imagem do selo em seu blog. 
2. Linkar o blog pelo qual recebeu a indicação
3. Escolher outros quinze blogs a quem entregar o prêmio dardos.
4. Avisar os escolhidos.imóveis
Blogs Escolhidos:
1 - http://dacadeirinhadearruar.blogspot.com.br/
2 - http://arrozcomtodos.blogspot.com.br/
3 - http://algarve-saibamais.blogspot.com.br
4 - http://lagatacoqueta.blogspot.com.br/
5 - http://alemdosfragmentos24x7.blogspot.com.br/
6 - http://profeciaeterna.blogspot.com.br/
7 - http://romancesfamiliares.blogspot.com.br/
8 - http://neuronioauditivo.blogspot.com.br/
9 - http://pensandomaleudisse.blogspot.com/
10 - http://imagina2013.­blogspot.­com/
11 - http://almamateostaborda.blogspot.com/
12 - http://lola-elmundodelola.blogspot.com.br/
13 - http://pedemeias.blogspot.com.br/
14 - http://musicanaterra.­blogspot.­com
15 - http://africaempoesia.blogspot.com.br/

sábado, 3 de novembro de 2012

Biorremédio / Compartilhando Notícias Saudáveis

Compartilhando Notícias Saudáveis
Biorremédio
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Veio do Rio Grande do Sul a salvação do paciente. É sério! A indústria é de lá e a fabricação também.
Não compartilhar, sabendo da novidade, seria de profundo egoísmo, mesmo se tratando de um assunto que poucas pessoas comentam em público.
A caixa do biorremédio com Cultura viva de Bacillus cereus com um milhão de endósporos/ml foi a grande novidade que chegou por aqui, Curitiba. Para que serve? Para diarreia não infecciosa.
A caixa vem com seis pequenos frascos do líquido vivo, ou seja, o remédio está vivo e entra vivo no organismo de quem o toma. É a flora intestinal voltando a funcionar regularmente porque é refeita com o biorremédio.
Conclusão: o futuro chegou, é o presente. A indicação é médica e é vendido em farmácias. Não é possível silenciar e dizer que substitui a hidratação com o soro caseiro e a alimentação balanceada, mas funciona. Sem contraindicações porque todo o ser humano convive com a sua flora intestinal.
É proibida a propaganda de medicamentos, e, como não entendo de legislação, não conto o nome comercial do produto fabricado pela Geyer Medicamentos S/A.
Quantos milhões de pacientes podem se beneficiar do produto até então desconhecido no meu círculo social.
Deixando um comentário pessoal, digo que jamais esperei ver a medicina tão avançada com a indústria farmacêutica comercializando bactérias em frascos para salvar vidas humanas. Que se renove a fé e a esperança no ser humano, nesse ser humano que vê na vida a qualidade de viver.
Bom feriado para todos.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Dia de Finados

Dia de Finados

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São curiosidades que talvez causem estranheza a todas as outras pessoas, mas músico não tem dia para se esquecer da música ou deixar de praticar o seu instrumento. Como todos sabem a música é imortal, não morre e a homenagem aos mortos no Dia de Finados é tocar, assim como para os cantores é cantar.

Hoje em dia as rádios não fazem mais programações especiais nesse dia, mas quando eu era garota, as rádios montavam programações caprichadas e, em sendo saudade, porque não lembrar um programa de rádio que fez homenagem às cantoras Dalva de Oliveira e Carmem Miranda, ambas falecidas e com uma discografia memorável. O programa durou a tarde inteira e não cansei de ouvir.

Por certo que é dia de se homenagear os familiares e amigos que já pariram dessa vida, mas com saudade boa, dos bons momentos e até das histórias pitorescas contadas por aí. Havia uma senhora que no Dia de Finados tomava uma cerveja porque ela pediu ao marido para parar com os churrascos e as cervejadas dos finais de semana, dizendo ao marido:

_Eu juro que, se você morrer pelos excessos de fim de semana, em sua memória, as saudades serão mostradas de forma diferente. Beberei cerveja no Dia de Finados!

O marido não parou, mas também não morreu muito novo: 67 anos. No ano seguinte, ela se lembrou do que havia jurado. Com remorso por ter jurado em vão e, pedindo desculpas ao marido, tomou uma garrafa de cerveja em todos os anos posteriores ao falecimento dele.

Outra história pitoresca é a do marido, que em vida, pediu à mulher e aos familiares que não fossem ao cemitério nesse dia. A mulher, de espírito independente, não o obedeceu. Fez a visita e levou flores, quase para mostrar a discordância dessa vontade do marido. Na saída, pegou uma rua vazia para se sentir à vontade para ficar triste, mas se perdeu e começou a dar volta em círculos acabando com o carro sem gasolina. Teve que abastecer no posto indicado pelos transeuntes e perguntava a eles:

_Que bairro é este?

Os transeuntes chegaram a perguntar de onde ela era depois de passar pela quarta vez em frente à mesma escola para pedir informações. Foi quando ela parou o carro e fez a oração ali mesmo:

_Meu amado, onde quer que você esteja e com a permissão do Senhor Deus, por favor, me leve de volta a um lugar conhecido. Desculpe por não ter te escutado, prometo que não faço mais isso, sei que você era espiritualista e pensava que era atraso de vida agir assim. No ano que vem vou ao cinema viajo, dou-te a minha palavra.

A mulher conseguiu entrar numa cidade vizinha nessas andanças de automóvel, pegou a estrada vicinal, que, no entanto, era bem sinalizada, e voltou para a casa dela.

Os músicos tocam música, não necessariamente réquiens ou marchas fúnebres ou lamentações, tocam o que combina com o seu estado de ânimo em acordo com a data.

Agora, o que tem a haver as histórias com os músicos? É que todos esperam por eles nas celebrações mais bonitas e amanhã, dia 2 de novembro, muitos deles estarão em função.

Boas meditações a todos e bom feriado aos que viajam.