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sábado, 27 de dezembro de 2014

Sobrado

Sobrado

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Que poema surge inesperado,

Feito água nova de rio inteiro,

E muda o leito e faz ilhado,

Que corre e some e vem faceiro?

 

Poesia de solo já alagado,

De quando semeado. Viveiro,

De sonho, quando não acordado,

Terá sentido alvissareiro?

 

Se vier, que seja um anjo alado,

Que seja o dia do sol brejeiro,

Que diga flor ao descampado,

Que fique amor a esse sobrado.

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