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sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Gato da Sorte

Gato da Sorte

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Esse gato que me rouba

Sem dizer a que me leva,

Faz sentir-me feito boba,

Nesse olhar ao que despreza.

 

Desse jeito não sou loba,

Sem saber o que me espera;

Nesse dengo visto a touca

E me faço de pantera.

 

Esse gato que me estouva,

Ao frigir minha panela

Que meu peixe, minha anchova,

Quer o prato da janela.

 

O que quer quem se afeiçoa

Por um gato à cabidela,

A não ser o que não doa,

A não ser o que revela.

3 comentários:

  1. Olá, boa noite! Hoje é tão simplesmente para lhe desejar um Bom Ano de 2014.
    Saudações poéticas!

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  2. Não dói e não se sabe...
    Com a revelação, sua sorte, não precisará da segunda vida. Nem saber o que é cabidela.
    Gostei muito.
    Ótimo final de semana.
    Gilson.

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  3. Gostei muito!
    Bjs e bom fim de semana!
    Maria

    ResponderExcluir

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