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domingo, 10 de novembro de 2013

Cordel de Rio

Cordel de Rio

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Quem brinca com cobra d’água,

Não sabe do seu dorido:

Não pica e não faz perigo;

Cobre em verde nessa mágoa.

 

Cabra-cega, cobra d’água,

Nesse giro divertido

Chama o rio como a um amigo;

Pesca gente embaraçada.

 

Verde claro, vede essa água,

Tira os braços do arredio

Barco; o remo é que é o seu abrigo,

Nesse rio de cobra-d’água.

 

Cabra-cega não naufraga,

Brinca o dia sem ter navio;

Sabe o dia de pão de trigo

Desse rancho sem anágua.

 

Rio não brinca à cobra d’água,

Conta à lenda o seu sombrio;

Salvo é o porto e o chão batido,

Sóbrio ponto entre o cais e a água.

7 comentários:

  1. Cordel de Rio.
    Lá no meio da água
    Deve estar mais frio
    Sem barco não remava.

    Olhei para a outra margem
    Lá do outro lado
    Vi a verde paisagem
    E nuvens cinzentas no céu azulado,

    De cobras só de ouvir falar
    Fico com o corpo todo arrepiado
    Para elas sempre que posso evito olhar
    Não segue viagem barco parado.

    Boa noite para você
    amiga Yayá, um abraço
    Eduardo.

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  2. muito gostoso de ler..
    amei.
    beijo e boa semana!

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  3. Oi Yayá,

    "Cordel de Rio"! Lindo!
    Dá para imaginar o rio serpenteando por entre campos e matas!
    Tenha uma linda semana!
    Beijos!

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  4. Cada lenda com sua magia....
    Beijo Lisette.

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  5. Gosto muito de cordel, é ótimo e estimula a leitura.
    Esse é de prima, e nos faz lembrar de muitas lendas dos rios em Brasil'is Varonil.
    Abraço

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  6. Belo cordel!Fez-me reviver lembranças da infância, da cabra cega e do medo da cobra d`água.Enfim, gostoso voltar a memória.Boa semana.Bjs Eloah

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