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sexta-feira, 13 de julho de 2012

Culpado

Culpado
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O policial se encontra com os amigos no final de semana na petiscaria Espetinhos Saborosos, mas devido à qualidade dos petiscos, gente de todo o tipo frequenta o local. Numa pausa de conversa para comer, João ouve:
_O senhor sabe onde fica a casa 7A aqui na rua?
O dono da petiscaria responde que fica a duas quadras dali, mas aumenta a conversa:
_Aquela casa é da dona Turmalina. Lá moram ela e o marido, doente. Quase ninguém vai lá. Se o senhor achar que eles precisam de alguma coisa me avise. Eu gosto muito deles.
O homem entra no seu automóvel, onde está escrito que ele é técnico em telefonia e segue.
Sábado é dia do João se encontrar com os amigos e é sábado de novo. Durante a pausa de conversa para a alimentação, a situação se repete:
_O senhor por acaso sabe onde fica a casa 7A? O bairro é distante e eu sou novo na praça, o táxi está fazendo com que eu aprenda lugares que eu nem imaginava que existissem e como o senhor é o dono da única mercearia aberta à tarde, pergunto.
O dono da mercearia perguntou se ele sabia se era para irem a algum médico porque ele fazia questão de ajudar a dona Turmalina naquilo que ela precisasse.
O motorista, distraído, respondeu que não, que ele trazia um farmacêutico do centro da cidade para aplicar uma injeção.
_Ah! Deve ser para o marido dela. É uma sorte que ele tenha uma mulher que possa cuidar dela. Hoje em dia as mulheres não param em casa, mas ela não. A dona Turmalina se dedica ao marido. Sozinha, coitada. Ainda bem que o marido ganha bem e pode mantê-la ao lado dele. Pode contar tudo isso o que eu digo para o homem da farmácia, aliás, é até bom que todo mundo saiba. Mas, se o senhor reparar que o marido da dona Turmalina não está bem me avise que eu mando gente lá para ajudar.
O motorista segue e o policial se irrita. Chama o seu João e pergunta:
_E se eu quiser ter um caso com a dona Turmalina, o que é que o senhor me diz?
_Pode ter, a vizinha dela vive dizendo que ela é muito faceira, para uma mulher que cuida do marido. Vai que a chance é sua!
O policial vira-se e diz, rindo:
_Vagabundo!

14 comentários:

  1. O polícia na petiscaria
    Do seu dever se esqueceu
    Com medo, talvez, da pirataria
    Junto dos amigos se escondeu!

    Num petisco participou
    Os larápios à vontade
    Bom petisco saboreou
    E viva a liberdade!

    Bom fim de semana para você, amiga
    Yayá,
    um abraço
    Eduardo.

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  2. Olá, Yayá!

    Muito legal! Acho que a dona Turmalina tinha um admirador...
    Tenha um ótimo fim de semana!
    Beijos!

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  3. O polícia ri e a mim também me deu um sorriso :))

    Bom fim de semana amiga Yayá;)

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  4. Entre cuidados e afagos desperta-se o amor!
    Bj. Célia.

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  5. Mas que senhorinha safada, ou o dono da mercearia que é mesmo um linguarudo? Prefiro acreditar nesssa hipótese. Hahahaha! Minha querida...eu jamais comeria as ovelhinhas...são tão fofinhas e depois já pensou toda aquela lã pra passar fio dental? Hahahahah!
    Lindo fim de semana pra ti querida!

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  6. Yayá,
    Muito legal seu texto, com um causo cotidiano envolve a gente.
    Beijokas doces

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  7. Passei para matar a saudade daqui.

    ¸❤✿•.¸
    ♥ Bom fim de semana!
    ♡ Beijinhos.
    Brasil

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  8. Minha força está na solidão. Não tenho medo nem de chuvas tempestivas nem de grandes ventanias soltas, pois eu também sou o escuro da noite.

    Clarice Lispector

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  9. fico feliz que tenha gostado do meu blog, meu facebook(https://www.facebook.com/#!/rodrigopassos.assis)

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  10. Lindo minha amiga, o dono da mercearia gosta mesmo de falar da vida dos outros hem!
    Beijinhos
    Maria

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  11. E é claro que não pude deixar de sorrir com este final surpreendente!
    Beijinhos,

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  12. Uma história enigmática...
    Desejo que esteja bem.
    Bj.
    Irene Alves

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