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sexta-feira, 18 de maio de 2012

Transformação

Transformação

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A casa me transformou

E dei razão ao que não tinha

Sequer pensado que sou,

E varro os ramos da vinha.

 

A solda que mergulhou

No plástico virou guia,

Borracha que se apagou

No anteontem em chama e linha.

 

Então minha alma zombou

De mim e da pronta sina

Fixada em algum bistrô;

Correu e se mostrou numa esquina.

 

À frente se desdobrou,

Mantendo-me com sombrinha

Na chuva que se formou;

Protege-me a sombra minha.

11 comentários:

  1. Gostei muito do seu poema.Há dias
    alguém (director do Teatro D.Maria II)
    dizia que as pessoas lêem cada vez
    menos poesia...Como se pode dizer
    isso se cada vez há mais blogues
    com poesia e mais livros de poesia
    publicados. Não consegui entender.
    Tenha um bom fim de semana.
    Beijinhos
    Irene Alves

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  2. Cada vez que passo aqui, uma nova linda poesia me espera.Transformaçõos acontecem, temos que saber vivê-las...beijos,lindo fds,chica

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  3. A vida vai-nos ensinando coisas que os livros não apresentam e a nossa casa é muitos dias nossa testemunha das nossas mudanças.

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  4. Querida, adoro passar por aqui.A singularidade dos teus poemas encantam.Vida é movimento e transformação constante, e nós nesta roda vida acompanhamos.
    Tenha um lindo domingo.Bjs Eloah

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  5. A vida está sempre em mudança mas a sua poesia é sempre bela.
    Beijinhos
    Lourdes

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  6. Lindo poema! As transformações quando alcançam a nossa alma, acabam nos protegendo.

    Um abraço e um bom domingo!

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  7. Tudo na vida se vai transformando, já assim dizia Camões: “mudam-se os tempos, muda-se a vontade, este mundo é composto de mudança…”.

    Votos de um excelente fim de semana.

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  8. A vida passa e descobrimos que vamos nos transformando, seguindo a lida, a alma menina, o corpo envelhecido...
    E nesse passar do tempo, descobrimos que somos protegidos pela nossa experiência.
    Não sei se foi isso que escreveu, mas remeteu-me para a nossa vida e o que vamos arrebanhando de experiência pelo caminho... No fim contamos somente conosco mesmo, somos nós e nós mesmos.
    Beijokas doces Yayá.

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  9. Yayá

    Sempre há uma sombrinha para nos proteger.

    bjs.

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  10. A casa num sentido tão lato.
    Muito íntimo!
    Um beijo.

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  11. É uma delícia ler seus versos. Você cuida muito bem das palavras e nos ajuda a conhecê-las. Focê faz Arte.
    Obrigado.
    Gilson.

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