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domingo, 30 de janeiro de 2011

Antropofagia–Poesia

Antropofagia

O ser que se devora sem vontade.

E lenta, a emoção perde a identidade

De si mesmo. Arauto da fortuna,

Lamenta-se. Sucesso da metade

Ausente. Dor ressaca, dor verdade.

O preço pago é vazio, lacuna.

No outro aguça a fome que apetece

De si mesmo, a fome atividade;

Que surge e vem de forma inoportuna.

Anima-se, bicho homem divindade,

Antigo fim será modernidade.

D’uma digna espécie se enraivece.

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