Rio de Janeiro

Rio de Janeiro

http://frasesemcompromisso.blogs.sapo.pt/

O blog da Nina, menina que lia quadrinhos.

quinta-feira, 11 de junho de 2020

Lembranças

Lembranças


Lembrou, lembrado,
Era o eu brincando;
Lembrou, lembrado:
Você brincando;


Lembrou, lembrado,
Era até quando
Esse contado:
É o tempo voando.


Nesse fraseado
Ao meio solando,
Ao caminhado
Vai-se assobiando.

quarta-feira, 10 de junho de 2020

Iluminado

Iluminado


Este ano não está perdido,
Embora esteja parado;
E o verbo não está perdido,
Embora reorganizado


Pelo que foi conhecido,
Embora esteja contado
Dia a dia pelo descabido,
Pelo verso deslocado,


Mas eterno e compreendido
E reencontrado a seu lado,
Repetido e proferido,
Para sempre iluminado.


terça-feira, 9 de junho de 2020

Desatenta Luz

Desatenta Luz


Anoiteceu,
Observou o tempo,
O firmamento
Que então cedeu

E veio e choveu,
Caiu água ao sedento
À terra sem vento,
E aconteceu

Que se acendeu
A luz, momento
Que desatento,
Viu na fé um céu. 



segunda-feira, 8 de junho de 2020

Considerações sobre a Verdade / Comentário

Considerações sobre a Verdade / Comentário

     Onde está essa verdade sobre o coronavírus? A Organização Mundial de Saúde acaba de divulgar que, depois de um estudo, constatou-se que os infectados por coronavírus, mas não sintomáticos, NÃO transmitem o coronavírus ou que seria algo raríssimo que houvesse a transmissão dessa maneira.
     Não vou comentar o número de vítimas do Brasil, pois prefiro lembrar dos milhares de idosos em Nova York, que mesmo sem sair do asilo, pegaram a doença e morreram.
     Além do contato direto de contaminado com outras pessoas, o que mais transmite o coronavírus?
     Será que em todos os asilos houveram pessoas febris trabalhando para os idosos?
     Algo está errado com a verdade.
     Quando algo está errado com a verdade, vem uma sensação de insegurança, porque se a OMS estiver dizendo a verdade, menos o ser humano sabe sobre o coronavírus.
     Depois da notícia, percebe-se que o ser humano precisa de respostas, motivos para os milhares de novaiorquinos que morreram em consequência do vírus.
     Em casa, assisto mais televisão.
     Duas entrevistas foram fundamentais.
     A primeira, de um chefe executivo de uma empresa alemã, na CNN Internacional, que disse que o mundo ficará melhor depois do coronavírus, porque 2020 será marcado pela não poluição do ambiente por parte dos combustíveis, tanto de aviões quanto de automóveis.
     Outra entrevista sensacional foi a do empresário brasileiro Nizan Guanaes na CNN brasileira. Ele teve a doença e acha que pegou no avião porque empresários viajam muito de avião.
     Tenho ouvido sobre o futuro e algumas mulheres dizendo que o chamado Home Office é uma ideia excelente. O fato é que eu ouço as pessoas e as mulheres voltaram para a cozinha e almoçam com a família, atendem os filhos e cuidam da casa e do trabalho; algumas estão no limite da culinária, não pelo fato de cozinhar, mas porque a cozinha precisa ser limpa com pratos e panelas nos devidos lugares. Elas fazem isso pela saúde delas e da família. Enfim, dos vinte aos setenta, todas de volta à cozinha, afinal a segurança alimentar interessa à todos.
     As ideias estão confusas porque as rotinas foram alteradas e ninguém sabe o que, de fato, é melhor.
     Graças a Deus, a maioria dos moradores, no meu bairro, é responsável e se cuida ao sair, evitando aglomerações.
     O fato é que os trinta e sete mil mortos no país são reais, e as pessoas tem medo.
     Em meio a tudo isso, e voltando ao início, a OMS agora sustenta que o vírus não se dá especificamente pela contaminação, mas pelo sintoma.
     Desliguei a televisão e vim desabafar, onde está essa verdade da qual todos precisam? Nos postes de iluminação pública e nas estradas de rodagem?!
     Não se sabe. 
     
         

domingo, 7 de junho de 2020

Poema Irônico

Poema Irônico


Esvazio
O vazio
À exaustão,


Extravio
O arrepio
Com razão;


Luzidio


Esfregão.

sábado, 6 de junho de 2020

Inimaginável


Inimaginável


Nem mesmo o que seria,
Agora pode ser,
Onde o agora seria
Simples a se prever,


E ao ser se sugiria
 Normal a se escrever,
Mas não é e se atém a um dia
  Outro e a se reescrever;


Não é igual ao que seria,
E nesse acontecer
Estamos noutro dia
De outro modo a nos ver.

sexta-feira, 5 de junho de 2020

Maria Eduarda, Obedeça a seu Pai / Miniconto

Maria Eduarda, Obedeça a seu Pai

     Foi num saguão de um hotel cinco estrelas no Rio de Janeiro, onde houve a reprimenda da mãe à filha de dez anos de idade:
     _Se desobedecer a seu pai, o castigo virá da mamãe.
     Maria Eduarda olhou para a mãe assustada.
     _O seu pai disse que não era gente para você brincar. Não brinque comigo, Maria Eduarda, que eu infernizo a sua vida até que você obedeça a seu pai.
     Maria Eduarda retrucou:
     _Mamãe, estamos numa festa de aniversário. O que é isso?
     A mãe de Maria Eduarda disse que era este o motivo de estarem no saguão do hotel ao invés da sala da recepção.
     Algumas crianças ouviram a conversa.
     _Mamãe, estão ouvindo!
     A mãe respondeu:
     _Observe Maria Eduarda que quem está ouvindo não faz parte da festa. Você vai obedecer e agora, senão iremos passar a tarde na casa da vovó e a festa acaba aqui.
     Maria Eduarda perguntou como é que deveria agir para ficar na festa.
     A mãe respondeu:
     _Com a educação que nós, eu e o seu pai demos para você. Brinque somente com as crianças do seu meio, você sabe o que eu quero dizer e não se faça de desentendida.
     Nisso algumas pessoas saem do salão de festas e vêm saber o motivo de mãe e filha terem se retirado do salão de festas.
     _O Adamastor foi pegar o automóvel para estacionar mais próximo do hotel. É um carro antigo e ele tem ciúmes do automóvel.
     Adamastor entra no hotel com as chaves do automóvel nas mãos.
     A esposa diz à ele:
     _Que exagero esse seu cuidado com o automóvel!
     Ele sorri para a esposa e a convidada da festa e diz que mesmo o automóvel estando próximo do hotel, ele gostaria que alguém olhasse para ver se estava tudo bem com o automóvel e pensava em dar um gorgeta para que algum garçom olhasse o carro de vez em quando.
     A mulher diz à ele:
     _A Maria Eduarda hoje não está muito animada para brincar, deixe que ela brinque com o videogame da recepção e assim ela olha o carro enquanto nós aproveitamos para conversar.
     Maria Eduarda prontamente respondeu:
     _Sim, papai. Eu ficarei aqui fora jogando vídeogame. Não estou suportando muito barulho hoje.
     O saguão ficou em silêncio até que chegou a camareira reclamando da falta de gorjetas durante as arrumações dos quartos.