Rio de Janeiro

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O blog da Nina, menina que lia quadrinhos.

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

O CÉU COR DE ROSA



O
Céu Cor-De-Rosa


     Eu
deveria vir ao blog daqui a pouco, mas me adianto devido a beleza poética do
dia.
     Eu não
reparei, mas a senhora chamou a família para ver a beleza do céu cor-de-rosa.
Subitamente, percebi que as luzes estavam apagadas e a luz que adentrava a sala
através das cortinas era em tom de cor-de-rosa.
     Não
resisti e fui até a janela olhar. Havia um arco-íris conforme sempre aparece
quando a chuva cessa.
     Esse
arco-íris fez o céu cor-de-rosa, como aquele descrito naquela canção antiga...
     Não
imaginava ter a felicidade de presenciar um céu cor-de-rosa.


     Em
consequência desse céu, pouco escreverei hoje, pois a canção já o descreveu
melhor que eu.
     Espero que apreciem a foto e a música, nada contemporânea, mas muito bonita.

     

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Vidraçaria

Vidraçaria

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Noite encalorada,

Plena de magia,

Sendo enluarada

Por vidraçaria.

 

Janela olha ao nada,

Carta da alforria

De amor, libertada,

Do incansável dia.

 

Está descansada

E, em paz silencia,

Ao sono acordada,

A sua ironia.

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Sombrinha

Sombrinha
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Guardo comigo a sombrinha,
Essa atenção redobrada.
Guardo-a sabendo que é a minha
Fada. Choveu, é visitada.

Logo um chover se avizinha
E ela, composta, é rearmada,
Rápida em cor que se alinha
Rosa a aparar descorada

Água que cai, mas não vinha.
Hoje, surpresa ventada,
A esmo, conforme convinha,
A essa estação desarmada.

domingo, 27 de setembro de 2015

Jardim

Jardim

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Qualquer jardim florido,

Quando avistado, é fonte

De inspiração, uma ponte,

 

O quiosque colorido

Da recreação ao horizonte;

É a terra em seu pesponte;

 

É um sorriso enxerido

 

À visão que o confronte.

sábado, 26 de setembro de 2015

Uma Tarde no Museu / Crônica do Cotidiano

Uma Tarde no Museu / Crônica do Cotidiano

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Que museu, que nada! Eu fui dar uma olhada na moda primavera verão.

Graças ao bom Deus encontrei uma conhecida para compartilhar as ideias sobre a moda atual.

O que aconteceu com a moda? Pelo visto houve uma pesquisa nas revistas de moda de época. A maioria das jovens freguesas não encontrará problema, agora, para nós, jovens há mais tempo que elas é que é o problema.

Nas vitrines estão lado a lado, as roupas que as nossas mães, tias e primas da mamãe usavam ao lado daquelas peças usadas por nós.

Eu não sei se aquelas regras de moda ainda velem, mas as dicas de moda da época que separavam as jovens, as adultas jovens e as mães, eu deixo para as leitoras e leitores interessados na área.

As jovens ficam com as saias de renda com o forro mais curto que a renda, era a maneira de usarem a minissaia, o que jamais ultrapassava, segundo a época, quatro dedos acima do joelho.

Ainda, dentre as jovens, as mais altas e longilíneas usavam as calças boca de sino, e, as mais baixinhas ficavam com as cigarretes. Os macacões e as pantalonas eram usados pelas mais magras e as mais cheinhas ficavam com as saias e as blusas. Os vestidos para as jovens exigiam algum detalhe que combinasse com a juventude. Era praticamente sem cabimento o uso dos vestidos cujas mães, tias e primas da mamãe usavam.

Os tecidos ficavam ao gosto das jovens, das adultas jovens e das mais velhas, mas até nisso havia uma diferenciação e eram usados de forma diferente e em acordo com a faixa etária.

As estampas graúdas e as estampas miúdas dependem muito mais da personalidade de cada mulher do que de alguma norma; os tons das estampas é que podem ajudar no visual.

Fui visitar as vitrines e percebi que eles misturaram todas as faixas etárias de uma época de uma vez só. Que bagunça!

Trocando ideias com essa conhecida, eu disse que é preciso garimpar e fazermos os nossos próprios arranjos no visual.

Por sorte, no ano passado eu comprei dois vestidos do estilo mamãe usava e os repaginei com o meu estilo. São vestidos do tipo chemisiers, mas de tecido de algodão, o que diferencia completamente dos tecidos sintéticos dos vestidos atuais, os quais eram usados pelas senhoras mães.

Essa diferença é importante porque a diferenciação no vestuário se era questão de busca da identidade, também era visto como forma de respeito às mães. Era muito comum entre as senhoras a afirmação de que as filhas vestiam-se como jovens e que aqueles vestidos eram apropriados às mais velhas. As mais velhas, na época tinham por volta de trinta e cinco anos a quarenta anos de idade.

Encerrando a crônica, temos que buscar a identidade de novo, mesmo agora, sendo mais velhas que as nossas mães à época. Demos boas risadas, mas é necessário para que não desconstruam a nossa juventude, que boa ou má, foi da nossa geração e de mais ninguém. Não queremos ser jovens de novo, mas não perderemos o que valeu ser feito.

Fui ao garimpo hoje e consegui achar essa tal de identificação.

A conversa bem durou por volta de uma hora.

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Olha a Tese, mentira! Crônica do Cotidiano

Olha a Tese, mentira! Crônica do Cotidiano

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A sabedoria popular assusta pelo realismo que contém. Conversa daqui e conversa dali e, olha a tese!

Vieram avisar para tomar cuidado porque o novo ideal é que a maioria dos eleitores devam favores de qualquer espécie a alguém devidamente ligado a algum partido político tendo por finalidade as eleições do próximo ano.

A tese defendida é que a classe política precisa de eleitores convictos, fato que muita gente considera improvável nos dias de hoje.

O aviso é para que ninguém se meta em confusão e faça tudo o que costuma fazer com alguma atenção a mais.

Disseram também que há interesse em democratizar o ôba-ôba da troca de favores atingindo todas as camadas sociais.

Gostei do argumento:

_Nós não temos estudo, mas não somos burros.

Se fosse apenas uma pessoa, eu nem escreveria. Foram duas pessoas, uma senhora e um jovem e em lugares diferentes.

Parece que tem gente interessada em fazer do outro alguém que faça parte da panela, a malfadada corriola.

O problema é que tem muita gente que gosta de levar a sua vida sem fazer parte de corriola nenhuma.

Escrevo o que o jovem disse:

_Eu não tenho estudo, mas tenho mulher e filhos e dou conta da minha família. A minha mulher me ajuda e a gente leva uma vida razoável. Eu não tenho motivo nenhum para dever favor a alguém.

A senhora tem uma opinião diferente:

_Eu devo favor a muita gente. Por que é que eu vou querer mais gente nessa panela, se está tudo bem feito? Eu não obrigarei ninguém a me dever favor. Tem gente que não sabe lidar com isso e, além de tudo, prejudica a minha panela.

A carraspana que essa mulher levou foi vergonhosa, mas ela está certa. Eu não sirvo para panela nenhuma e até posso estragar o bom ambiente dela. Saí rapidamente do lugar. Os favores que ela deve são outros e não sei se são imorais.

Ela tem horário para abrir a loja e, às vezes se atrasa. Os seus amigos fazem vistas grossas para esse atraso. São acordos implícitos, mas válidos, dependendo da profissão exercida.

Continuando o assunto, mas em outro lugar. Eu marquei a hora na esteticista às nove e meia e ouvi do outro lado da linha que nove e meia podia significar nove e quarenta, foi aí que me decidi por chegar nove e quarenta e cinco e cheguei ao mesmo horário que ela. Esse fato é um acordo positivo.

O que contam por aí, é a troca de favor com sentido negativo. Alguém deve favor para outro alguém e fica obrigatoriamente com um favor a dever e, quando o outro alguém necessitar de um favor, ele cobra independentemente da disposição do outro.

O boato é que quem quiser ficar fora da panela que se cuide, porque a tese do “rabo preso”, expressão vulgar que diz dos favores devidos indevidamente, parece que está passeando pelas ruas e avenidas da cidade.

Eu não sei se fiquei mais bonita, mas aí está a fita para o filme. E, contando, você acredita? Eu não sei se eu acreditaria se, alguém me contasse.

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Quimera

Quimera

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A ideia madura traz benevolência,

São as novidades lidas e escolhidas

Em meio ao momento lúdico e a prudência

Determinada às voltas e medidas,

 

Que, combinadas, formam a experiência,

Nessas paisagens das vias percorridas,

Onde as quimeras róseas da inocência

Ainda conseguem roupas coloridas,

 

Mas em silêncio, quase sem ternura,

Num perigoso jogo de textura,

O que também desgasta esse viver.

 

Todo o sentir é a essência da alma pura

Em seu perfeito gesto de criatura

Afirmadora ao espelho do seu ser.