Quesito
Se ontem foi escrito,
Hoje foi dito
Contra a vontade,
Solta num grito,
Luz do esquisito,
Outra verdade,
Feito quesito
Da realidade.
É um blog com artes e contos, crônicas, comentários, imagens e, arteiros em geral
Quesito
Se ontem foi escrito,
Hoje foi dito
Contra a vontade,
Solta num grito,
Luz do esquisito,
Outra verdade,
Feito quesito
Da realidade.
Inexplicavelmente
Poema, quando contente,
Soa como pensamento,
Tempo de acolhimento.
É, ao largo, pertinente,
É o acerto e o encantamento,
Fonte de entendimento.
É inexplicavelmente
A alma em alongamento.
Teoria Sobre Gigantes / Reflexão
É sexta-feira e posso elaborar teorias próprias, nada úteis sobre a evolução do ser humano.
Sabemos sobre os mitológicos Titãs, as guerreiras Amazonas, o Abominável Homem das Neves, o Golias, as terras habitadas por gigantes que fizeram os homens de Moisés duvidar da possibilidade de conquistar essas terras para eles.
São indícios de que na antiguidade, de fato, existiram tribos de gigantes. Segundo essa minha teoria baseada em livros diversos, mitológicos, lendários e na Bíblia (velho Testamento), havia gigantes, mas esses gigantes eram inaptos para as lutas, pois desapareceram todos.
De onde vieram essas tribos de gigantes e o ser humano tal como conhecemos hoje?
O ser humano tal qual conhecemos hoje, tiveram a sua origem na Bíblia, mas os outros povos extintos conheceriam essa história?
Na verdade não se sabe a origem dos gigantes além da mitologia que existe em torno deles. São histórias fantásticas de tribos dominadoras e ferozes que perderam para o ser humano em sua própria humanidade.
Houve batalhas entre seres humanos tal como conhecemos hoje e os gigantes e, no uso de seu raciocínio e força, venceram os humanos de hoje.
Diante de tantas evidências, é difícil negar a existência física desses gigantes e deixá-los na mitologia quando a Bíblia, conta ao menos duas histórias onde os gigantes aparecem, as histórias do início do texto.
A possível extinção de uma parte da raça humana cria um elo perdido entre a antiguidade e o humano de hoje.
Esse elo perdido é mais significativo que as teorias da evolução propriamente dita.
As tragédias lendárias como a de Atlântida, que submergiu sob o oceano é menos importante que esse desequilíbrio ecológico da raça humana.
Um pedaço da história da humanidade se for possível provar a existência dos gigantes, está perdida para todo sempre.
A geografia do planeta Terra naquela época também influencia a questão, pois os Titãs eram nórdicos e as Amazonas, brasileiras enquanto que Golias viva pelo Oriente Médio.
Eu só bebo café e não estou brincando, é preciso analisar todas essas possibilidades antes de se buscar o elo perdido que nos dirá exatamente quando foi que o ser humano passou a existir de fato.
Se não gostarem da ideia, bem, eu li muito a semana inteira e deve ser efeito da leitura.
Musicalidade
Entre o conceito e a finalidade
E algum lirismo, toda canção,
Diz-se especial à preciosidade,
E é um torvelinho em evocação.
Chama as sinapses da tenra idade,
Toda uma lenda, recordação,
Que, sem o ar fresco da novidade,
Foge ao contexto e é diagramação.
É necessária essa liberdade
Única d’uma interpretação,
Recitativa à lira e em verdade
Entre o vocal e a sua emoção.
Retórica
Difícil é o pesquisar
O bem, o raro e o bonito,
Buscando o som inaudito,
Sabendo-se esse apreciar
Completo, sem ser fito,
Em sonho, modelo ou rito.
Retórico é esse encontrar
Perfeito ao fazê-lo dito.
Susto na Livraria / Reflexão
Com saudades dos garimpos daquelas prateleiras rotativas de livros de bolso, foi com tristeza que entrei numa livraria e observei que elas não mais existem. Encontrei uma estante num canto da livraria, cotando a ajuda dos atendentes que a indicaram.
A estante com as seguintes prateleiras: terror, ficção, policial, poesias, romances de autores clássicos.
Eu olhava os títulos enquanto dizia para a moça os que eu tinha lido.
Ela disse que eram os livros restantes que estavam ali. Parece que algumas editoras desistiram de publicar os autores clássicos.
Perguntei se, por acaso não haveria novas publicações e novas prateleiras nos próximos meses.
Ela respondeu que não, que o público não está consumindo autores clássicos e me perguntou se eu sentia a falta desses autores.
Eu sinto a falta desses autores e muito.
Parei de olhar aquela prateleira e perguntei por livros de contos.
A resposta veio de forma assustadora. Pasmem, havia três autores: terror, ficção e um livro de crônicas nacional que eu já li.
Pedi a ela “Best Sellers” e ela acompanhou-me até a estante de livros estrangeiros.
Havia uma boa quantidade de livros com pensamentos e, essas frases divertem e ajudam a pensar, mas o texto é fundamental.
A livraria estava com muitos produtos de informática e material escolar.
Eu estava chocada ao ver tal livraria naquele estado de necessidade, quando um senhor entrou e perguntou à moça sobre as editoras de Bíblia que ela disponibilizava para vender porque ele era exigente.
Na saída bisbilhotei a prateleira de livros religiosos, mas conheço as edições bíblicas e garanto que as que eu comprei são iguais as que se vendem na livraria.
Livros e mais livros com frases bonitas sobre o cristianismo e doutrinas diversas.
Comprei um Best Seller para não me esquecer de reclamar sobre o déficit da literatura clássica na livraria.
O futuro será do Kindle? Os autores clássicos da literatura ficarão esquecidos? São perguntas que faço no dia de hoje.
Por sorte, ainda tenho livros bons da literatura nacional e estrangeira clássica para ler antes de me mover para os Best Sellers.
Deixo uma opinião pessoal sobre a literatura clássica: ela acrescenta muita sabedoria de vida aos leitores, quem não a conhece não imagina o que está perdendo.