Rio de Janeiro

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O blog da Nina, menina que lia quadrinhos.

sexta-feira, 31 de julho de 2015

Constatação / Crônica do Cotidiano

Constatação / Crônica do Cotidiano

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Existem conversas indescritíveis sobre os ensinamentos da Bíblia.

Conversando sobre o Novo Testamento, ela disse:

_Jesus Cristo não vendeu nada.

Em nenhum dos quatro livros dos Evangelhos consta que Jesus tenha vendido algo.

A conversa teológica continuou:

_Quem vendeu, se arrependeu.

Judas Iscariotes vendeu o conhecimento que tinha a respeito de Jesus. Errar é humano, trair é uma escolha, geralmente com final infeliz.

A fidelidade consiste em não servir a dois senhores, conforme Mateus 6:24 e Lucas 16:13. Seguir o caminho de Deus e não seguir o caminho contrário. No entanto, o livre-arbítrio permite que exista quem não queira seguir o caminho de Deus e os problemas derivados dessa escolha não pertence aos homens, mas a Deus. Porém, independentemente de outra condição, quando, além de contrariar a Deus, contrariam-se as leis dos homens, os problemas dessa escolha originam dois problemas em separado: um para com os homens e outro para com Deus. Jesus Cristo não contrariou a lei dos homens, outra constatação.

Foi colocada a fidelidade em termos da experiência humana, por existem pessoas com vários empregos. O legítimo chefe dessas pessoas, em princípio é Deus, porque seguirão a Deus em qualquer lugar onde estejam não O contrariando em nenhuma das suas atividades.

A fidelidade aos ensinamentos da palavra, em princípio, beneficia a quem os segue. A fidelidade não gera culpa e, não gerando culpa não gera arrependimento ou algum sentimento negativo como a ira, que é um pecado capital, ou, o medo, sentimento que não vem de tudo que é divino.

Como seres criados à imagem e semelhança de Deus, devemos ser fiéis na presença ou ausência de tudo o que é amável, segundo o Novo Testamento.

A conversa, que parece despropositada teve origem no título do Editorial do Jornal Gazeta do Povo, originário de Curitiba: De Culpado em Culpado.

Nós, cristãos, acreditamos que os erros têm solução, podemos assumir que erramos e providenciar o que é possível para desfazer os erros. Agora, a culpa é um sentimento específico, cuja remissão depende do próprio Deus.

Assim a conversa chegou ao lado do mundo, pois a culpa gera o medo e o medo provoca a mentira e, a mentira a traição, e quando a pessoa absorvida pelo sentimento de culpa toma ciência de si mesma, já pertence ao mundo e, a cada dia que passa mais e mais distante dos ensinamentos divinos, por conseguinte.

O livro dos Evangelhos contém ensinamentos que livram os pecadores desse sentimento perverso e cruel para quem o sente. Jesus veio a terra para tirar os pecados do mundo.

Ela se lembrou do livro de Gênesis e o primeiro pecado que foi usufruir da árvore do conhecimento indevidamente. Usar o conhecimento de forma indevida foi à causa de o homem viver no mundo, distante da perfeição divina.

Jesus Cristo não usou nenhum dos seus conhecimentos para criar a infelicidade de ninguém. Judas vendeu.

Se tivéssemos que elaborar algum texto para alguma revista cristã, acrescentaríamos algumas palavras: De culpa em culpa, medo em medo, mentira em mentira, traição em traição, assim é o mundo.

O Novo Testamento é muito afável e pleno de sensibilidade aos que desejam livrar-se do plano espiritual do mundo. Embora com percalços e sofrimentos, alimenta-se diariamente a esperança através das palavras sagradas.

Em Mateus, 25, temos a orientação para sermos fiel. Não é por acaso, é pelos sofrimentos causados pelo afastamento espiritual do Senhor. O afastamento espiritual do Senhor não é a ausência na frequência de uma igreja, é o afastamento da boa palavra orientadora para que se possa viver sem culpa.

Para concluir, lembrou-se que o amor é benfazejo, conforme I Coríntios 13.

Que ninguém se canse do amor visto que o amor é a essência do Espírito em nós.

Hoje foi um dia abençoador, não apenas para quem estava à companhia amiga, mas para os outros cento e poucos seres humanos que estavam no recinto.

Há que se compartilhar boas conversas.

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Luar Urbano

Luar Urbano

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Cenário Urbano

Do anoitecer,

Luar Insano!

 

Mas, ser humano,

É bem querer,

Mudar de plano.

 

Se não, não é engano;

 

É o entardecer.

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Fim de Noite

Fim de Noite

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Eu não vi a chuva de meteoros,

Mas senti o frio que o vento trouxe,

E busquei um céu com outros olhos,

Mas a noite passou e acabou-se.

 

Madrugadas lembram os coros

Incessantes de um anjo doce,

Enarmônicos bons agouros

Que o sono calmo toma posse.

 

É bonito ver pingos d’ouros

A chover d’um céu que se esboce

Em dourado; estrelas são fósforos,

A cair, grãos de chá de erva-doce.

terça-feira, 28 de julho de 2015

9/8

9/8

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Três compassos,

Meus cansaços,

Arrumados.

 

Com meus braços,

Piano em laços

Compassados.

 

Dez compassos

 

Adequados.

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Escola

Escola

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Janelas de tantas histórias,

Que mostram futuras memórias,

Miradas de muitos passantes,

 

Serão elas as contraditórias

Porções de luzes aleatórias,

A contar desses estudantes?

 

Por si, as questões conciliatórias,

 

Constroem metas edificantes.

domingo, 26 de julho de 2015

Família Interativa / Crônica do Cotidiano

Família Interativa / Crônica do Cotidiano

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Muita gente na fila, domingo tem filas adoráveis. No banco da diagonal, um casal, uma criança e uma senhora, provavelmente alguma comemoração do dia da avó.

O telefone da moça toca e ela olha para a senhora ao lado e diz:

_Mãe, é a Belinha. Eu atendo agora ou deixo para depois?

A mãe disse que não deixasse a irmã esperando ao telefone.

A moça hesitou, mas atendeu:

_Belinha, como vai você? Que saudades!

A irmã da moça ao ouvir o alô da irmã, feliz da vida começou a perguntar da festa da sobrinha no dia anterior. Disse que sentia não estar presente, mas casa nova em cidade nova precisa ser ajeitada antes de se programar uma viagem para rever a família.

A moça olhou para a mãe, ligeiramente séria, engoliu em seco e contou da festa:

_Foi festa de criança com salgadinhos, docinhos e gelatina em copinho. A mãe disse que gostou.

A moça terminou de contar da festa e olhou para frente como quem quer dizer que a mãe ficou aborrecida pela ausência da outra filha.

Essa pausa silenciosa fez com que a irmã, do outro lado da linha, perguntasse se estava tudo bem com eles, porque ela estava estranha.

A moça respondeu:

_Conosco está tudo bem? Mas, e você, como está? Dizem que chove muito no Rio de Janeiro nesta época do ano, é verdade? Você consegue ver o mar aí do seu apartamento? Não, eu sei que tudo é caro e não dá para alugar um apartamento em frente ao mar. Estou ansiosa por saber de você, mas a mãe também quer falar com você.

A irmã, do outro lado da linha, sem ver a outra tensa dos pés à cabeça, animou-se e pôs-se a falar:

_Dinheiro para alugar um apartamento na beira do mar, eu não tenho. Sabe o que foi que eu fiz? Aluguei um apartamento num edifício alto e, adivinhe! Abro a janela e avisto o mar! Não chove tanto e nem é tão frio quanto em Curitiba, estou amando esse lugar!

A moça disse que estava feliz pela irmã, que desejava que ela se adaptasse à cidade e que tudo desse certo para ela.

A irmã respondeu que mal chegou e se sentiu adaptada, comprou os móveis e caminhou na orla.

A moça completou o assunto:

_Eu fico feliz por você, eu estou feliz por você. Não se preocupe por não ter vindo à festa da Aninha, quando você puder, você vem nos ver. Quem sabe nós damos uma volta por aí e nos encontramos para conversar. A mãe quer falar com você.

A moça, percebendo que a irmã estava bem, conversou mais e mais, inventou assunto enquanto a mãe olhava para ela.

_A mãe quer falar com você!

Logo em seguida foram chamados para o lanche.

A moça, disse a irmã:

_Estão nos chamando para o lanche e estamos atrasados. Você dá um alô para a mãe antes de entrarmos para lanchar?

A Belinha disse que era que ela conversaria com a mãe, ela estava demorando em falar com a mãe porque a irmã estava contando as novidades e a saudade era igual da parte dela.

A moça olhou para o marido e a filha mencionando a entrada para o lanche e passou o celular para a mãe.

A mãe fez que acompanharia a entrada da família e assim que a turma entra na sala de refeições, ela deu a meia-volta e saiu dizendo que não lancharia enquanto não tivesse uma conversa séria com a outra filha.

Não fiquei para ver o fim da história, pois o domingo seria encompridado.

Bom domingo a todos!

sábado, 25 de julho de 2015

Escritas

Escritas

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Escritas são impressões pessoais

Que contam com palavras tais,

Que pintam a sonhar um quadro

Descrito em seus pincéis de esquadro.

 

Das terras desiguais d’um cais

D’um porto, d’um navio em Cascais,

Que o avião te fotografa alado

Ao lume da cidade ao lado.

 

Lisboa, de tantas ruas, de ais,

Descritos nessa luz, virtuais,

Que fado ao som d’um céu tocado

Não enseja compreender o achado!