Rio de Janeiro

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O blog da Nina, menina que lia quadrinhos.

domingo, 7 de setembro de 2014

A Vez do Desfile / 7 de Setembro

Hoje escrevo direto do Google, que gentilmente fez da sua página inicial uma bandeira brasileira.
A idade chega, devagar, mas chega. As lembranças da infância me lembram da única vez que eu desfilei no Dia da Independência.
Viagem do tempo que conto agora. 
Contava com doze anos de idade e estudava em Itajaí, Santa Catarina.
O uniforme era especial para datas especiais. A camisa deveria ser engomada. A loja de uniformes fez a mais linda camisa para meninas que já se viu. Faltava engomar.
As pessoas são iguais, mas o ferro de passar roupas, de goma e brasa, furou a camisa.
Faltava um dia para o desfile e a minha mãe, acompanhada do meu pai, que estava conosco no feriado, foi atrás de uma camisa para que eu pudesse desfilar. Conseguiu uma não tão bonita quanto a outra, mas conseguiu. 
Os detalhes interessam? Interessam, o povo gosta de comentar: "Estava conosco no feriado, pos naquela época, 1.972, minha mãe teve enfarte e meu pai foi roubado, enfim, a situação era difícil."
Com outra camisa, as irmãs do Colégio São José me colocaram no meio da ala, com outra camisa, eu não poderia desfilar na ponta. Em compensação, fiquei perto das escaletas.
Desfilar era mais fácil do que não perder o passo com a música da fanfarra. As crianças me emprestaram a escaleta para que eu a experimentasse antes do desfile, sabiam que eu gostava do piano, mas, não adiantou, a escaleta era soprada e eu não sabia soprar e tocar.
Por ali, cidade porto, tivemos a imensa satisfação de presenciar a banda da marinha.
As ruas de Itajaí estão nos meus pés, maravilhosamente, até hoje.
Os passos ensaiados, os meneios de cabeça, e, de repente, eu avisto o meu pai e a minha mãe na calçada. Eu sorri, mas me comportei e não fiz acenos.
E foi assim que me tornei a garota de duas cidades, curitibana e "manezinha" com muito carinho, o que não foi difícil, pois um dos meus bisavós era catarinense. Como dizia meu pai: "O sangue puxa" e, como dizia a minha mãe: "lugar bom é aquele em que vivemos bem".
Assim como o Brasil, eu sou independente, com convicções próprias e culturas diversas e, modéstia à parte, tenho coração de mãe.

FELIZ DIA DA INDEPENDÊNCIA! 

sábado, 6 de setembro de 2014

Emoção Jardineira

Emoção Jardineira

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Essa chuva miúda,

Na florida amoreira,

À setembro, saúda,

Co’a mudança ligeira.

 

Com encantos de muda,

Comovente e festeira,

Faz sonhar e amiúda

A emoção jardineira.

 

Num afresco se aluda,

A beleza faceira,

De um jasmim à graúda;

A janela e a floreira.

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Canção Perdida

Canção Perdida

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Busco a canção que me traduza,

Que diga a mim o que senti,

Se é que senti nessa difusa

Misticidade do que não vi.

 

Suavidade que me induza

De novo a ouvir-me. Ensurdeci

Às emoções, sou ferro-gusa,

De construções; emburreci.

 

Numa razão, ao que me conduza,

Em parceria e, resuma em si,

Essa expressão muito confusa

Do que era o amor, quando o perdi.

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Movente

Movente

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A esperança é movente,

Alimenta-se ao dia,

É sonhada ao sol poente

E descansa e alivia

 

O cansaço, coerente.

Ao sonhar principia,

Em constante ao que sente,

Ao que vê e ao que irradia.

 

De manhã é diferente,

Pois, renova a energia,

E se faz convivente;

Não mais é o que se via.

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Ilha

Ilha

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Ainda posso cear,

O sol ainda brilha

Nesse caminhar

Sem atalho ou trilha.

 

Céu claro a azular

Num mar de mantilha,

De se suspirar

A flor que o pontilha.

 

Brando é o celebrar

Na paz andarilha,

No por que confiar;

Abre-se a escotilha.

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Felina

Felina

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Esmalte brilhante

Nas unhas de agora:

Gata cintilante.

 

Cuidado constante

E a sorte melhora;

Faz-se concordante.

 

Sê perseverante,

 

E, às unhas, decora.

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Pesquisa Eleitoral do Blog Repórter Edson Prado nas Eleições

Pesquisa Eleitoral do Blog

Repórter Edson Prado nas Eleições

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O blog cede espaço para os eleitores e transcreve a pesquisa do Edson Prado.

De acordo com as minhas pesquisas, que não incluem candidatos, mas apenas eleitores, porque o blog é imparcial e quem ganhar, que ganhe, porque o voto é secreto e somente os amigos íntimos sabem o quão secreto é o voto, fizemos as seguintes questões para a população, dentro e fora do supermercado.

_O que te motiva a votar num candidato?

As respostas foram variadas, há aquele que vota no candidato que promete acabar com o pequeno furto, porque é constrangedor sair do trabalho para ir para casa e, ter os seus reais, que não são muitos, serem levados num assalto à mão armada; há aquele que procura oportunidade de emprego para mão de obra especializada para maiores de quarenta e cinco anos, que é aquele que não pode montar o seu negócio e tem capacidade profissional; há aquele que espera melhorias na saúde porque tem alguma doença crônica e, na cidade grande, o tempo de deslocamento come o tempo útil do cidadão e ele precisa do medicamento fornecido pelo posto de saúde; há aquele que diz que vota porque é teimoso e, quem sabe, em alguma eleição ele veja a sua proposta, devidamente encaminhada para algum deputado, ser aprovada; enfim os eleitores dizem o que buscam nas eleições.

_O que o candidato deveria saber para conquistar o eleitor indeciso?

O candidato deveria propor a seguinte questão para os eleitores: A sua vida melhora se... Os indecisos são os que esperam alguma proposta que contribua para a melhoria da qualidade de vida.

_O que você acha dos candidatos exóticos?

_São absolutamente necessários, porque temos os jovens e alguns deles, pertencentes a turmas específicas, como punks (leia-se como punks, os jovens que seguem um estilo mix, ainda indefinidos sobre o que querem para o futuro), desportistas, artistas, esperam políticas públicas que contribuam de alguma maneira com a opção de vida deles.

_O que mais te chateia nas eleições?

_As pressões para votar nesse ou naquele candidato. Todas as sugestões e propagandas são bem vindas, as pressões lembram o voto de cabresto.

_O que você acha dos partidos pequenos?

_São partidos que têm a obrigação de fazer campanha, mesmo sem recursos financeiros ou doações. Todo voto é importante numa eleição e, mesmo que ele consiga dois votos, o dele e o de mais um, ele altera o resultado final das apurações.

_Candidato rico ou candidato pobre?

_Não faz diferença, desde que atenda as necessidades da população com melhorias efetivas que apareçam. Construir praça onde não existe nenhuma, por incrível que pareça, dá voto. Acabar com insetos, também.

Conclusão: a população vota num determinado candidato em acordo com a expectativa de melhora do seu dia a dia. O político que não incomoda é bem vindo, e esse político é aquele que não passa para perguntar às suas bases até a exaustão, o povo o elege e, a menos que a questão seja relevante, ninguém quer se incomodar diariamente com ele, desde que ele cumpra as suas propostas.

O blog agradece ao repórter e exerce a sua cidadania com essa postagem.