Rio de Janeiro

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O blog da Nina, menina que lia quadrinhos.

domingo, 31 de agosto de 2014

Inconstância

Inconstância
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Porque é primavera,
A tristeza espera
Para depois. Rua,
Que, ao olhar continua.

Entoada a quimera,
A canção libera,
Bem-Te-Vi coadjuva,
E a chuva cultua.

À nova atmosfera,
Logo se pondera,
Se ao que foi insinua,
O que é essa alma nua.

A inconstância gera
E reconsidera;
A onda flutua,
Como a um mar de lua.

sábado, 30 de agosto de 2014

Contação de História: Boi-de-Mamão





O
Bom Contador de Histórias

     Ainda estou fascinada com a palestra, mas vou compartilhar o folclore do Boi-de-Mamão
conforme contada em Santa Catarina.
     Uma esposa grávida acorda no meio da noite com desejos de comer língua.
     O marido foi até o pasto e cortou a língua do Boi e levou-a para a esposa preparar, mas
sentiu remorso e correu até a cidade para buscar o médico para salvar o Boi.
     O médico estava numa festa com a esposa e correu para ajudar o amigo que tinha cortado a
língua do Boi porque a mulher estava com desejos de mulher grávida.
     Chegando à fazenda, o médico correu para atender o Boi, mas enquanto preparava o material
observou que a sua mulher tinha sumido no meio do mato. O amigo e dono do Boi,
também.
     Ele, casado com mulher grávida, sentiu falta de carinho e, ela, esposa do médico da
cidade, era muito sozinha e os dois foram conversar a sós.
     Ao ouvirem os gritos do médico procurando pela mulher, correram para a casa da
fazenda e disseram que pensaram ter ouvido a esposa grávida chamar por ajuda.
     O médico ouvia a história da esposa e do fazendeiro enquanto o Boi estava à míngua no
campo.
     Por ali passou um benzedor, juntou o mato que curava e tratou o Boi, que já estava
fraco por não ter língua.
     Quando o médico, a mulher dele, o fazendeiro, que desta vez estava acompanhado da esposa
chegaram ao pasto, o Boi estava em pé, como que ressuscitado.
     Quando o Boi fica em pé todos dançam e comemoram.
     Essa é a história folclórica do Boi-de-Mamão do Sul do país, é parecida com as
comemorações nordestinas, mas as nordestinas são realizadas no dia de São João
e, as de Santa Catarina, antes do Natal.
     É uma festa do sincretismo religioso brasileiro e merece o carinho de toda a
população 
     A origem do nome Boi-de-Mamão tem duas origens, a primeira é a de que o homem não tirou somente
a língua do Boi, mas a cabeça e colocou um Mamão no lugar da cabeça, o que
provaria o milagre do Boi estar vivo, embora precisando de atendimento médico.
A segunda é a de que o Boi caiu depois de beber água do alambique de cachaça e
nunca perdeu a língua, ele é que não conseguia mugir porque estava bêbado e
tudo não passava de história do povo.
     Mas, Folclore não é história do povo?
     Quando tiver contador de história para adulto, serei criança de novo e assistirei com
palestra ou sem palestra.


     Bom Domingo para vocês! 

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Medos / Psicanálise - Crônica

Medos / Psicanálise

Eu não sou psicanalista, mas amei a ideia: Folclore e Psicanálise.

A palestra fascinante sobre a origem do folclore, espontânea, vinda do meio do povo.

A origem dos medos, que todos têm, em maior ou menor grau, originadas também das sensações percebidas no útero materno pelo bebê, enquanto feto.

As imagens da tenra infância, até três anos de idade, que ficam na memória como que gravadas num disco rígido de um computador, acompanhando o indivíduo por toda a vida.

São imagens diferentes daquelas criadas e reforçadas pelo ambiente da educação da criança, tais como medos originados pelo ambiente escolar regido pela cultura do medo. Esses são medos identificados e corrigíveis pela negação consciente e paulatina do medo, um medo decifrado pelo portador.

Os medos inconscientes são os medos que a psicanálise trata.

No entanto, conforme o tema da palestra, todos podem verificar os seus grandes medos, porque o inconsciente conversa com o consciente, e, de repente, no meio de um filme, a lembrança de algo que te fez sentir medo é lembrada. Não é lembrada à toa, é lembrada para que você pense naquele medo e, a partir daí, reflita qual medo da vida adulta é originada dessa lembrança.

A distância cultural dos costumes foi marcante na diferença dos medos antigos, como o medo do bicho-papão, que, aliás, reforce-se, em particular, eu e o público em geral, que o bicho-papão não era permitido na minha infância. Se eu tivesse medo do bicho-papão eu não a teria assistido o filme, que foi de arrepiar os cabelos para as crianças.

Vamos exemplificar a diferença com a história contada durante a palestra:

A mãe dirigia o automóvel com o filho no banco de trás e, para distrair o filho, pediu ao menino que contasse a história dos três porquinhos.

O menino contou do primeiro porquinho e a mãe ajudou no final:

_A casa era de palha e o vento derrubou.

O menino contou do segundo porquinho e a mãe ajudou no final:

_A casa era de madeira e não suportou a ventania.

Como o trajeto até a sua casa estava no final, a mãe tentou encurtar a história:

_E o último porquinho, aquele que construiu a casa de tijolos e que a fez com muito capricho, o que aconteceu com ele.

O menino, seguro de si respondeu:

_Se deu mal também, porque foi o meu almoço de hoje na escola.

A educação de hoje é outra, mas há valores ainda a se preservar. Outro ponto a se discutir, incluindo as nossas tradições folclóricas. Gostei da sugestão de fazermos a festa do Halloween, a festa americana que é bem aceita no Brasil, com o Bicho-Papão e o Curupira, o protetor da floresta, entre outras criaturas brasileiras assustadoras e bem vindas enquanto formas lúdicas de lidar com o medo.

Outro ponto que merece discussão é a qualidade de sabedoria e conhecimentos gerais que as mães, ocupadas como estão pelas inúmeras atividades diárias, conseguem passar para os filhos na forma de alguns anos atrás, contando as histórias dos seus pais e avós. Esse lapso de tradição oral entre as gerações gera a perda da cultura, irrecuperável pelas gerações seguintes. Esse é um medo social, porque são costumes passados de geração para geração que ficarão perdidos.

Palestras são formas de contar histórias e sugerir soluções através das experiências da vida pessoal e profissional de cada palestrante.

Compartilhar ideias é uma forma de manter e atualizar conhecimentos.

Contudo, é antiético divulgar nomes de psicanalistas e eu não o farei. Espero que tenham gostado do resumo.

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Sem Palavras







Sem Palavras

O que o poema não diz
Nem de leve; a canção,
Consolida feliz
Em saudade e razão.

Apagando esse giz,
Vem lembrar a noção
Da questão nesse xis;
De um nariz à emoção.

Não se nega ou desdiz,
Que a palavra cria a ação,
Mas sem letra, condiz,
Com amor sem senão.


quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Bom Humor

Bom Humor

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Venha agora,

Cobertor.

Sem demora!

 

Foi-se embora

O calor,

Colabora.

 

Que já é hora...

 

Bom humor.

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Bordado

Bordado

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O bordado se conhece,

Reconheça pelo avesso,

Pois, onde há nós, não tem preço;

Há a beleza de quem tece.

 

O vidrilho não merece

O descaso do começo,

O desenho é seu adereço

E, ao cuidado, se enternece.

 

O princípio é o que enobrece

Todo o meio que estabeleço,

Pois, mostrado pelo avesso,

Quem bordou se resplandece.

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Palavra Viva

Palavra Viva

clip_image002Luz Matinal no Armário

A cruz brilha livre,

Sem interferência

Humana ao que vive

Além da existência.

 

Em luz que se avive,

Na foto sem ciência;

O sol que adjetive,

A fé em sua fluência.

 

Ele ama e convive

Vivo, em excelência,

Oração inclusive,

Tripla quintessência.

 

Obs. Pela doutrina da igreja que frequento, a cruz livre indica que Jesus vive e está no meio de nós nessa condição: livre e vivo.