Rio de Janeiro

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O blog da Nina, menina que lia quadrinhos.

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Entre a Prata e o Ouro

Entre a Prata e o Ouro

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Há quem prefira a cor prata,

Há quem prefira a cor d’ouro;

Gosto de olhar a praça.

 

Crianças a brincar com graça,

Mãe caprichosa ao tesouro

Cuida a correr, quase grata...

 

Vibra à esperança que abraça,

 

Vibra no tempo vindouro.

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Crônica Singela

Crônica Singela

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Era um casal. Ele malabarista. A respeito dela, eu não sei o nome da arte?!

Não sei o nome da arte, não é arte de Curitiba. Muito graciosa ela dançava sobre as pernas de pau, equilibrista. Delicada nos gestos, uma bailarina.

O vestido também não era daqui do país. Um vestido com corpete bordado e saia com rendas que chegavam aos pés das pernas de pau.

Entre as luzes do semáforo e ela, a jovem, todos nós que estávamos na esquina preferimos o bailado.

Quando o semáforo abriu para a travessia da faixa de pedestres e para os carros do outro lado da rua, ninguém teve pressa.

A moça dirigiu-se para a calçada e o seu parceiro pediu os trocados. Choveram trocados na esquina naquele momento.

Ninguém ao meu lado fotografou, não queríamos perder um momento daquilo que víamos.

A moça disse em voz alta:

“_Gracias, muchas gracias.”

Eu estava certa, a moça não era daqui.

De onde era também não sei. Nunca tinha visto algo semelhante por aqui.

As artes do seu parceiro, das argolas girando pelo ar, sim, são da arte circense.

Hoje voltei àquela esquina. Não havia casal nenhum. Justo hoje que eu fui até lá para tirar fotografias. Ontem não consegui tirar fotos, estava encantada.

Provavelmente são artistas itinerantes, desses que correm o mundo e ganham a vida se apresentando para quem os queira ver.

Momentos graciosos e encantados não marcam hora e local, não fazem parte da agenda e não se repetem.

No centro da cidade, em meio à gente ocupada, ao trânsito, absolutamente nada impede a graciosidade e o encantamento.

Bom seria sair ao cotidiano com uma máquina fotográfica pendurada junto a nós mesmos.

Mas como ninguém vai ao supermercado com uma máquina fotográfica pendurada a tiracolo, fica para a próxima vez.

terça-feira, 29 de julho de 2014

Eufonia

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                  Eufonia

Ninguém substitui pai e mãe,

Educa quem gera e cria,

Em fotos, numa poesia.

 

A escola não é o que é pai e mãe

Na vida, nesse dia a dia;

Talvez, a sua eufonia.

 

Respeita a outra, esse ser mãe,

 

De toda a sabedoria.

Uma Canção





Depois da reflexão, uma canção em forma de oração para todas as famílias.



Um abraço, Yayá.

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Pós Milenismo / Reflexão

Pós Milenismo / Reflexão

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Tomei posição. Acredito no Pós Milenismo.

O chamado Pós Milenismo é uma doutrina referente ao Apocalipse, ou a grande tribulação que culmina com a volta de Jesus Cristo e o juízo final.

A questão é a chamada Nova Terra. Entendo a nova Terra sem poderes temporais, ou melhor, não entro nas questões humanas, mas nas questões celestes.

Os seres humanos que restarem sobre a Terra serão de diversas nacionalidades e origens culturais. Haverá novos conhecimentos e relacionamentos afetivos, haverá reencontros concedidos pela justiça divina. E, esses reencontros são para manter a luz do Espírito Santo sobre todos os homens, mulheres e crianças que nela habitarem após o fim do mundo.

Ninguém sabe quais serão os habitantes que habitarão o planeta e quais serão as suas ideias de vida ideal em consonância com a mesma vontade divina que os fará habitarem a Terra por longos dias.

Dizem que essa é a posição dos otimistas, então combina comigo.

Pensem comigo: ao orarmos, Deus nos escuta e, pela graça da fé somos salvos; há diálogo entre Deus e os homens. Haverá diálogo nesse Pós Milenismo.

Se Deus é amor, haverá amor na Terra.

O fim do mundo é que são elas, todos nós tentaremos adiar as tribulações, assim como até hoje as expectativas de fim de mundo foram frustradas, esperamos que seja adiado por tempo indefinido, o que é possível, pois o tempo de Deus é outro porque é infinito.

Às vezes penso que, ao escrever o Apocalipse, o Apóstolo João revelou os perigos e problemas que a humanidade pode vir a enfrentar caso não viva os mandamentos previstos na Bíblia. Bom, nesse caso, o fim do mundo é possível.

Conscientemente não podemos dizer nada sobre como será a vida na Terra, caso Deus conceda a existência da humanidade após o seu fim de mundo.

Muito interessante é o conceito de novo céu e de nova terra. Parece que será um só porque o erro não mais existirá.

Se Deus é uma trindade: Pai, Filho e Espírito Santo, pelo menos três correntes de pensamentos, iguais e diferentes entre si, permanecerão.

Deus criou o mundo, certamente permitirá a criatividade, ele sabe que é uma boa atividade. Os filmes em 3D também.

Quanto às outras doutrinas a esse respeito, quem estuda Teologia, certamente as estudará.

Também a minha posição pode mudar, mas revisando as características da matéria estudada, adotei uma posição depois de refletir e, agora, compartilhar.

Cidadania é Voto

Cidadania é Voto

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Que digam o que disser eu acredito em eleições, no exercício da cidadania, em políticos com bons propósitos, na Justiça Eleitoral e nos mecanismos da cidadania e da democracia. Essa é a minha convicção.

As populações migram entre os bairros da cidade e mudam os endereços dos seus títulos eleitorais mudando os seus locais de votação.

Votando no mesmo lugar a trinta e poucos anos, posso tirar algumas conclusões.

Gosto do voto do jeito que ele é. O voto distrital pode se tornar voto de cabresto. Por quê? Tivemos no bairro um candidato muito bom, mas também muito forte. Ele ligou várias vezes para todos nós, moradores do bairro. Os cabos eleitorais, também do bairro. O candidato, no entanto, era muito coerente, e eu, diante da pressão para que se votasse nele, atendo ao telefonema de um parente dele e fui sincera:

_Eu votarei em você.

_E os seus familiares?

_Posso dizer que na urna eletrônica haverá um voto que não será para você. Daqui de casa. A urna é sua, todos os moradores votarão em você.

Dito e feito. Um voto não foi para ele e tivemos a certeza de que a urna eletrônica estava em perfeito funcionamento.

Certa vez, eu estava sem candidato e votei no candidato escolhido por um amigo meu. Ele obteve apenas um voto na minha urna. Ganhou as eleições e foi excelente legislador. Essas urnas eletrônicas funcionam mesmo.

Houve certa vez, que nas eleições majoritárias, houve um voto de eleições majoritárias para um partido nanico, o voto é livre, mas houve tentativa frustrada de convencimento ao contrário. Depois nos divertimos apontando para o único voto naquele candidato no bairro inteiro.

A cidadania é o livre exercício de escolher os nossos dirigentes. Penso que seja a criatividade uma das maneiras de verificarmos a lisura das eleições, porque ganhar e perder faz parte de toda a eleição. Todos os candidatos sabem disso e a população tem que saber também.

Ninguém é obrigado a votar no candidato do outro, a escolha é livre.

Em todas as eleições temos notícias de apreensões de pessoas que tentam substituir as urnas, ou que fazem a chamada boca de urna em local impróprio. A justiça eleitoral funciona e tem o apoio dos agentes públicos de segurança.

As dificuldades são aqueles que gostam de desacreditar a prática da cidadania, os desiludidos com os candidatos em que votaram nas eleições passadas. Quem não se arrependeu de algum voto que deu?

Não se preocupe, ano que vem tem mais. Essa era a frase que trocávamos entre amigos.

Outra de quando o dia das eleições era dia de festa: Alguém tem que mandar, mas tem que mandar acompanhado de outro alguém e eu tenho que escolher alguém para não ficar sem ninguém que eu conheça no meio daqueles que mandam.

Seja o seu próprio fiscal eleitoral, verifique se o seu voto está na urna em que você votou. Pode ser que você não tenha motivos para reclamar, mas não tente enganar, porque o sistema eleitoral descobre. Tem gente testando o sistema eleitoral na cidade toda, por amostragem e por meios outros como os votos em candidatos em regiões diferentes dos seus eleitores costumeiros.

O nosso país não é um país imaturo e tem muito a se desenvolver ainda.

Vamos às eleições.

domingo, 27 de julho de 2014

Poema Provençal

Poema Provençal

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Porque é bom, útil e agradável,

Nem todo o argumento convence.

Em sendo fraco, não é palpável;

Mas, sendo forte, às vezes, vence.

 

O barco precisa do amável

Esforço ao ritmo que o compense

Sobre a água a fim de ser estável,

Fraseado para que se pense.

 

Havendo ideias, há o desejável,

Possível, sem que se dispense,

Alguma meta indispensável;

Mantida a rima quanto à tense.