Rio de Janeiro

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O blog da Nina, menina que lia quadrinhos.

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Discernimentos de Amor

Discernimentos de Amor

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Distantes são os pensamentos,

Roteiros e circunstâncias

Quebrados em sentimentos

Perplexos, extravagâncias.

 

Suspiram pressentimentos

Da calma em ternas vacâncias

Do espírito sem lamentos

Ao encontro das consonâncias.

 

Comparam alguns momentos

Vividos em alternâncias

Complexas; discernimentos

De amor e suas constâncias.

domingo, 29 de junho de 2014

O Turismo de Melissa

O Turismo de Melissa

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Brasileira, vinte e cinco anos de idade, sem namorado, quis viajar ao exterior.

Melissa queria algum país diferente e pegou o avião mais barato, sem se importar com o destino da viagem.

Camelo para cá e camelo para lá, aproveitava cada momento dessa aventura.

Quando se aproximou o dia da volta ao Brasil, a moça quis comprar lembranças para a família e os amigos com o dinheiro guardado para esse fim.

Melissa entrou na loja de presentes e conversava com a gentil dona do estabelecimento, uma mulher adulta de olhos verdes e amendoados, colar de ouro e bastante atenciosa.

Enquanto escolhe os presentes, elogia a atenção dispensada pela lojista.

A lojista cai na risada e pergunta:

_A moça quer se casar com o meu marido?

_Como assim, perguntou Melissa estranhando a pergunta.

_A poligamia é permitida nesse país e quando eu vejo moças bonitas e casadoiras, eu pergunto se ela quer se casar com o meu marido.

Melissa, menos sorridente, disse que não conhecia o marido dela, a lojista.

_Não tem problema, eu te apresento para ele. Vamos até a caixa da loja.

O marido gargalhava junto com a esposa. A esposa perguntou se ele era bonito na visão de Melissa.

O homem era bonito. Olhos grandes e castanhos, cabelos castanhos quase ondulados. Ele era alto e tinha uma voz bonita, nem magro nem gordo, apenas a barriga ligeiramente saliente que completava a figura de bom marido.

Melissa disse que o marido da lojista era bonito, mas ela não estava interessada em se casar; queria voltar para o Brasil com os mimos comprados na loja.

A mulher disse que era uma pena, mas se a vontade dela era fazer compras então ela faria as vendas de boa vontade.

Melissa respirou aliviada e disse que no Brasil nenhuma mulher ofereceria o seu marido para se casar com outra mulher.

A lojista pediu que a moça escolhesse os presentes enquanto ela contava a sua história.

_Está bem.

“_Quando eu nasci, a minha mamãe e o meu papai me prometeram, em casamento, para a família dele. Eles me ensinaram que eu iria me casar com ele desde que aprendi a falar. Enquanto eu era criança eu achava essa história de não ter que procurar marido uma história linda.

Mas, quando eu cresci e cheguei perto da idade de conhecê-lo para me casar, eu fiquei muito triste. Uma amiga da minha mamãe ensinou-me como agir em caso de desgosto e me deu um roteiro a seguir: eu me casaria, teria um filho em seguida e, depois da criança desmamada, eu arranjaria uma segunda esposa para ele. O marido é obrigado por lei a manter casa para todas as esposas e filhos no meu país e, até é sinônimo de posição social manter uma dúzia de esposas, é sinal de riqueza.

Eu estava prometida e aceitei todos os conselhos porque não queria desagradar o papai e a mamãe, muito menos as nossas tradições.

Fizeram uma grande festa no dia das apresentações. Eu estava contrariada, mas conformada, pensando na segunda esposa.

No momento em que eu o vi, no entanto, eu o achei o jovem mais lindo com o qual jamais sonhei. Eu o olhei mostrando o quanto ele me encantava e, o melhor aconteceu: ele correspondeu ao meu olhar.

Casamos-nos fazendo juras de amor. Quando eu tive o meu primeiro filho, eu não me contive e pedi perdão a ele por ter pensado em arranjar uma segunda esposa. Ele riu-se porque tinha planejado ter várias esposas e não conseguiu sequer olhar para qualquer mulher depois que me conheceu.

Mas, como marido, podia mandar em mim e tinha que me dar um castigo; são os nossos costumes.

O castigo que ele me deu foi esse de perguntar a qualquer mulher bonita que, porém, não fosse do nosso país e não tivesse os nossos costumes, se ela se casaria com ele. Ele não queria nenhuma outra mulher na vida dele além de mim.

No começo, eu fiquei aborrecida, mas a cada vez que eu perguntava para uma estranha se ela se casaria com ele, ele considerava uma prova de amor e me presenteava com safiras e correntes com jades e rubis”.

Melissa ouviu a história encantada com o carinho de um para com o outro. Mesmo assim, perguntou para a lojista se, por acaso, tivesse acontecido o contrário, ela não gostasse dele ou, ele não gostasse dela.

_Somos um povo sábio, temos a poligamia para as questões matrimoniais.

Melissa sentiu saudades do Brasil, não se acostumaria por lá.

Comprou os presentes, pagou e para surpresa, recebeu um abraço afetivo e um beijo no rosto e o marido disse que era sinal de gratidão por ela não ter querido se casar com ele. Pelos costumes deles, se ela aceitasse, ele teria que se casar com ela, querendo ou não.

Melissa disse que ela não era dali e que anteriormente ela tinha dito que ele não poderia se casar com gente de fora.

_Mas você é tão bonita! Tenho certeza que você será feliz.

Sem saber o que dizer, Melissa agradeceu a consideração e gentileza, mas caiu fora dali o mais rápido possível.

Edson Prado Responde

Edson Prado Responde

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Devido às perguntas recebidas pelo repórter do blog (por enquanto), o blog abre o espaço para que ele responda concisamente algumas perguntas, que ele garante que são dos amigos dele.

Ele foi avisado que esse é espaço para artes em geral, mas, tudo bem. Enquanto a blogueira cuida deste domingo, no caso, eu mesma, passo esse espaço momentaneamente para as perguntas e respostas.

1 – Enquanto assistimos o futebol, os partidos políticos fazem as suas convenções e estabelecem os seus candidatos para as próximas eleições?

Resposta: Sim.

2 – Isso não é errado?

Resposta: Não, quem escolhe quais serão os candidatos são as bases eleitorais dos partidos políticos, não é a população. Após a escolha dos candidatos haverá campanha eleitoral e as eleições propriamente ditas.

3 – Quem garante a lisura nas apurações das eleições?

Resposta: Quem garante a lisura no processo eleitoral são os Tribunais Regionais Eleitorais, subordinados ao Superior Tribunal Eleitoral e são assessorados pela legislação vigente para assegurar um processo eleitoral em acordo com a lei.

4 – O que é que o Superior Tribunal de Justiça e o Supremo Tribunal Federal têm a ver com o processo eleitoral?

Resposta: São áreas diferentes do Sistema Judiciário Brasileiro, praticamente não intervém no processo eleitoral.

5 – Quem ganha, leva?

Resposta: Em princípio, sim. Vivemos num estado democrático de direito e o candidato que consegue o maior número de votos, assume o posto para o qual for eleito a menos que tenha pendências impeditivas de assumir o posto. Em palavras vulgares, o chamado ficha-suja não assume.

6 – Mas, existem boatos?

Resposta: Boatos são boatos. A normalidade é indicada pela própria realização das convenções partidárias. Os partidos políticos estão indicando os seus nomes e compondo as suas chapas majoritárias. O futebol não impede as convenções partidárias e nem prejudica a campanha eleitoral que tem data marcada para começar dentro de um calendário oficial.

7 – Podemos ficar com os pés no futebol e os olhos nas convenções?

Resposta: Esse é o exercício da cidadania, não somente podem como toda a população deveria prestar atenção em ambas as notícias.

8 – Em quem o senhor votará?

Resposta: O voto é secreto. Posso até mesmo confidenciar o voto com algum amigo, mas em público o voto é secreto. O voto secreto foi instituído para evitar o voto de cabresto, ou seja, o voto sob pressão ou ameaça. Cada cidadão é livre para escolher o seu candidato.

Obrigado pelas perguntas e pela confiança depositadas nesse repórter.

 

Valeu Edson Prado! Bom domingo a todos. Deus os abençoe.

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Versos de Torcedora







Torcida

O que dizer
Para amanhã,
Senão torcer...

Quer-se é vencer,
Taça e divã
Por merecer.

A sorte é ser

Seu talismã.

Desconexão / Crônica de Supermercado

Desconexão / Crônica de Supermercado

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Essa crônica nada tem a ver com a psicologia e sim com o Ponto Facultativo do Comércio em Geral.

Padaria? Fechada. Marmitex? Para quando terminar a greve dos ônibus.

Hoje foi trabalhar quem pode e em meio aos jogos da Copa do Mundo, um dia a mais ou a menos, tanto faz. As crianças estão em férias e estão todos bem.

O que são duas horas dentro do supermercado numa manhã igual às outras?

A moça do café não perde expediente, estava lá e o café foi tomado.

O repositor de produtos tentava agradar o gerente:

_Com tanta gente que não conseguiu vir hoje, trabalharei por dois. Imagine se a chefia se irrita com a gente? É nessas horas que o funcionário exemplar corre riscos de demissão. Hoje serei melhor do que em outros dias.

A moça dos avisos repete:

_Atenção senhores clientes, amanhã, dia 28 de julho fecharemos as portas para a entrada pontualmente ao meio dia.

Uma, duas, três vezes.

Eu, que não sou boba, peguei a fila em frente aos congelados, precisaria descongelar em casa, mas eles chegariam congelados até aqui.

O supermercado se vira bem com os caixas e, todos os clientes compreendem a situação dos que não puderam chegar ao trabalho no dia de hoje.

Surpreendente foi o ponto facultativo do comércio. Abriu o estabelecimento quem quis ou quem pode.

Esse desencaixe de ideias deixou muita gente em desconexão real, sem saber onde fazer as compras, mudando de opção de estabelecimentos na última hora.

Uma manhã de improvisos na rua, com carro elétrico parando por falta de bateria e caminhão da companhia de luz arrumando postes. Todos os motoristas colaborando uns com os outros.

Uma improvisação generalizada que exige o autocontrole para evitar transtornos a si e aos outros.

Se ninguém avisou até agora, ou se alguns não sabem desse ponto facultativo, estejam sabendo e se previnam antes de terem que improvisar.

Ufa! Consegui fazer o que precisava, cumpri as minhas metas!

Mesmo com filas, os supermercados são uma opção para o dia de hoje.

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Lampejo

Lampejo

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Nem em meus sonhos vejo

O que à janela passa,

São a pirueta e o beijo

Acima da vidraça.

 

Plasticidade e ensejo

De ser somente graça

De pão, goiabada e queijo,

E, bem-te-vi na praça.

 

E viu o voo algum desejo,

Fotografia que abraça

Nessa visão e lampejo

Da liberdade e a garça.

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Reconforto

Reconforto


Sopra essa leveza
Onde era a tristeza,
Carcaça de amor.

Alguma certeza,
Na incerta presteza,
Levou toda a dor.

Com toda a clareza,

Reconfortador.