Discurso da Independência
7 de Setembro de 2013
Senhoras e senhores, na data de 7 de setembro comemora-se a data da Independência do Brasil, proclamada por D. Pedro I no dia 7 de setembro de 1.822.
O significado desta data nos dias de hoje é a proposta desse discurso.
A partir da Independência, o Brasil passou a ter governo próprio regido pelas leis elaboradas dentro do território nacional.
O Brasil é um país independente ainda hoje.
Conservamos os poderes constituídos e independentes entre si dentro de um estado laico em pleno funcionamento harmônico com a sociedade.
Contornamos a crise dos protestos de forma democrática e evitamos as interrupções dos cumprimentos das regras institucionais a contento, lembrando que protestos ocorreram pelo mundo e que, em alguns países, o desfecho infelizmente, foi triste.
Até mesmo a imprensa foi questionada nos últimos tempos, ela que é chamada de quarto poder. Todos nós somos responsáveis pelo que escrevemos e respondemos pelos textos. A imprensa, igualmente, não está acima dos questionamentos, mas também não está aquém da sua própria defesa. Estes são os nossos tempos.
Independência, no entanto, não significa a promiscuidade e a leniência com os interesses ou conveniências, pois requer a responsabilidade de cada um dos cidadãos, legitimamente possuidor das suas capacidades sociais, em relação à sociedade como um todo.
Penso que este é o momento para pensarmos no país no qual vivemos e no que podemos melhorar.
É o momento de verificarmos as necessidades dos investimentos em infraestrutura, respeitando a soberania nacional, mas permitindo, com limites pré-estabelecidos, a entrada do capital estrangeiro para a coparticipação onde forem necessárias as melhorias para a geração de empregos e desenvolvimento urbano.
O Brasil não é um país submisso a uma única ideologia e o pluripartidarismo precisa ser defendido. Se, acontecimentos políticos têm nos aborrecido, cabe somente a nós a mudança, com votos. Não nos esqueçamos de que os políticos espelham a população que o elegeu.
Valorizamos a nossa Independência na medida em que defendemos os nossos valores e os nossos princípios com liberdade. A defesa da liberdade é ato contínuo e pacífico, na grande maioria das vezes, e é praticada por todos os segmentos de sociedade que vê no seu país a sua nação, o seu povo e a sua cultura múltipla dentro do ideal de respeito das diferentes formas de conduta cívica na sua convivência democrática.
Quando amamos a nossa Independência e a nossa pátria, agimos de maneira a preservar os direitos e as garantias individuais, direitos perpetuados na nossa Constituição Cidadã.
Ao amarmos a nossa independência, cultivamos a consciência cívica que nos faz corresponsáveis pelos destinos do país. E, sendo, corresponsáveis por este destino, que incentivemos os estudos de ciências políticas e dinâmicas sociais positivas, para que entre os jovens, surjam líderes, que sigam a carreira política sem ter do que se envergonhar.
Para finalizar, homenageio a D. Pedro I, porque teve a coragem de ser músico, quando era Rei.



