Rio de Janeiro

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O blog da Nina, menina que lia quadrinhos.

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Discurso da Independência

Discurso da Independência

 

7 de Setembro de 2013

Senhoras e senhores, na data de 7 de setembro comemora-se a data da Independência do Brasil, proclamada por D. Pedro I no dia 7 de setembro de 1.822.

O significado desta data nos dias de hoje é a proposta desse discurso.

A partir da Independência, o Brasil passou a ter governo próprio regido pelas leis elaboradas dentro do território nacional.

O Brasil é um país independente ainda hoje.

Conservamos os poderes constituídos e independentes entre si dentro de um estado laico em pleno funcionamento harmônico com a sociedade.

Contornamos a crise dos protestos de forma democrática e evitamos as interrupções dos cumprimentos das regras institucionais a contento, lembrando que protestos ocorreram pelo mundo e que, em alguns países, o desfecho infelizmente, foi triste.

Até mesmo a imprensa foi questionada nos últimos tempos, ela que é chamada de quarto poder. Todos nós somos responsáveis pelo que escrevemos e respondemos pelos textos. A imprensa, igualmente, não está acima dos questionamentos, mas também não está aquém da sua própria defesa. Estes são os nossos tempos.

Independência, no entanto, não significa a promiscuidade e a leniência com os interesses ou conveniências, pois requer a responsabilidade de cada um dos cidadãos, legitimamente possuidor das suas capacidades sociais, em relação à sociedade como um todo.

Penso que este é o momento para pensarmos no país no qual vivemos e no que podemos melhorar.

É o momento de verificarmos as necessidades dos investimentos em infraestrutura, respeitando a soberania nacional, mas permitindo, com limites pré-estabelecidos, a entrada do capital estrangeiro para a coparticipação onde forem necessárias as melhorias para a geração de empregos e desenvolvimento urbano.

O Brasil não é um país submisso a uma única ideologia e o pluripartidarismo precisa ser defendido. Se, acontecimentos políticos têm nos aborrecido, cabe somente a nós a mudança, com votos. Não nos esqueçamos de que os políticos espelham a população que o elegeu.

Valorizamos a nossa Independência na medida em que defendemos os nossos valores e os nossos princípios com liberdade. A defesa da liberdade é ato contínuo e pacífico, na grande maioria das vezes, e é praticada por todos os segmentos de sociedade que vê no seu país a sua nação, o seu povo e a sua cultura múltipla dentro do ideal de respeito das diferentes formas de conduta cívica na sua convivência democrática.

Quando amamos a nossa Independência e a nossa pátria, agimos de maneira a preservar os direitos e as garantias individuais, direitos perpetuados na nossa Constituição Cidadã.

Ao amarmos a nossa independência, cultivamos a consciência cívica que nos faz corresponsáveis pelos destinos do país. E, sendo, corresponsáveis por este destino, que incentivemos os estudos de ciências políticas e dinâmicas sociais positivas, para que entre os jovens, surjam líderes, que sigam a carreira política sem ter do que se envergonhar.

Para finalizar, homenageio a D. Pedro I, porque teve a coragem de ser músico, quando era Rei.

Eu Não Sei se O Povo Sabe…

Eu Não Sei Se o Povo Sabe

São ensinamentos que alguns aprendem desde pequenos, mas quem não sabe se prejudica por não saber.

· Escola e emprego devem ficar distantes o mais próximo possível da residência da pessoa.

· Todas as atividades de lazer devem ser compatíveis com a sua personalidade.

· Micro-contos???

· Micro-conto: um chefe de família comprou um apartamento numa praia de surfistas, onde as ondas são próprias para a prática de esportes e, agora, não leva os filhos para a praia. Perdeu o investimento e o lazer familiar.

· Micro-conto: um chefe de família comprou um imóvel perto de bares e restaurantes e, agora, não suporta o barulho e não dorme bem.

· Micro-conto: uma garota foi para a escola que fica distante uma hora e meia da sua casa e teve que pedir transferência no fim do semestre por não conciliar o tempo de estudo.

· Micro-conto: o garoto pegou uma vaga numa escola distante e boa, conciliou o tempo de estudo retirando o lazer da vida dele. Obs. O tempo não volta e a opção foi feita.

· Micro-conto: a garota fez a universidade longe da sua cidade natal, que também era cidade grande. Ela depois voltou, mas não mais morou com o pai e a mãe.

· Micro-conto: Foi praticar ginástica longe de casa, mas passou na confeitaria no caminho de volta, estava cansada e com fome. Dormiu o resto do dia.

· Micro-conto: Modificou o ramo das suas atividades. Modificou-se.

· Micro-conto: Não ouviu os seus sentimentos. Eles gritaram. Os sentimentos mostraram a ela que mereciam mais consideração, assim como a intuição e a fé.

· Micro-conto: Ele deu ao adversário um Lambourghini pensando que o outro não tinha carta de motorista. Esse Micro-conto seria apelidado de crônica, porque rodam pela cidade lambourghinis e limusines, são pitorescos de se ver no trânsito lento do final do dia.

· Micro-conto: e, nome de filme: Graças a Deus é Sexta-feira!

 

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Entoação

Entoação

 

Dentro do armário

Viola e violão,

Surge a ilusão

De eco abafado.

 

Voz ao contrário,

Mito e refrão

Dizem que não.

Não, é solidário.

 

Soa o solitário

Lá em diapasão;

Não à toa, não;

Vibra o violão.

 

Cena e cenário

Dizem paixão,

Provam do pão;

Som relicário.

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Empresário de Chalana

Empresário de Chalana

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A empresária estranhou a ausência do seu concorrente na reunião anual dos vendedores pisos e laminados.

Preocupada com a concorrência, saiu da reunião e procurou informações sobre ele.

As respostas que obtinha eram as dos contos de fadas. Ninguém sabia e ninguém o tinha visto.

Procurou então um amigo comum, igualmente concorrente, mas de uma concorrência que não atemorizava aos dois.

Descobriu que o concorrente almoçava num restaurante internacional às quartas-feiras.

Convidou a secretária para almoçar com ela para se encontrar com ele.

Chegando ao restaurante e vendo o concorrente, foi ao encontro dele.

Sem nenhuma sutileza, foi direto ao assunto:

_Você tem sabido do Amir? Vocês continuam amigos, pois não?

O concorrente sorriu e respondeu:

_Sim, eu continuo amigo do Amir.

Ela o crivou de perguntas querendo saber onde ele estava e quais eram os projetos de vida dele. Negócios são importantes e a concorrência merece respeito, pensava ela, ansiosa pelas respostas.

O concorrente sentou-se com ela para almoçar.

Ela sentiu um frio na espinha com medo das respostas, mas aquele homem não costumava enganar a concorrência.

Ele, calmamente, respondeu a ela, como se tivesse todo o orgulho dela nas mãos naquele momento.

_O Amir comprou um bus home e foi para Bonito, cidade que se localiza no Mato Grosso do Sul.

Ela disse num tom cortante:

_Que horror! O que é que ele tem? Está doente?

O primeiro sorriu com o espanto da resposta e continuou contando sobre o Amir dizendo:

_O Amir se aposentou. Antes de se aposentar, ele comprou um terreno no Mato Grosso do Sul e o cercou. Agora ele se mudou para lá.

A empresária não conseguia acreditar naquilo que ele dizia e fez mais perguntas.

_O Amir arranjou uma amante e largou da esposa dele? Como é que ela está?

O concorrente desatou a rir, mas continuou a dizer do amigo:

_A esposa dele vendeu a loja para ajudar a pagar a casa que eles estão construindo na localidade de Bonito. Ele não está com nenhuma amante. Aliás, o Amir sempre foi um homem sério, assim como a esposa dele e toda a família.

Ela, indignada, exclamou:

_Ele deve estar com alguma doença. Ninguém faz isso.

O concorrente afirmou que ele e a esposa dele fizeram isso e que passaram na casa dele para se despedirem e deixarem a forma de se contatarem depois da mudança.

Ela se sentiu triste:

_Que tragédia. Agora estou sem ter com quem concorrer.

O concorrente discordou, ele estava ali. Além do mais, os jovens adultos entravam no mercado com toda a vontade de vencer.

Algumas lágrimas cobriram-lhe o rosto. Sentiu-se mais velha, pensou no dia em que largaria os negócios.

O concorrente a acalmou dizendo para que ela esperasse pelos novos desafios. Ela continuava apta para lidar com os negócios e a competir. A empresa dela era a segunda maior daquele ramo de negócios. Não existiam motivos para tanta tristeza.

Para ela, no entanto, era como se tivesse sido obrigada a começar de novo, conhecer os novos competidores e vencer. Sentiu saudades.

Ainda inconformada disse ao concorrente:

_Se, algum dia, eu fizer algo semelhante, mande-me ao médico.

O concorrente concordou. Ambos almoçaram. Ele, feliz. Ela, indignada, comeu pouco.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Causo Contado/ Crônica do Cotidiano

Causo Contado/ Crônica do Cotidiano

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Essa história que me foi contada por uma amiga, vale a pena ser escrito e recontado.

Todo o cuidado é pouco quando se quer ajudar, mas ajudar é importante e não devemos nos recusar a fazê-lo, afinal, podemos proporcionar qualidade de vida a quem precisa.

Em um passeio turístico, o senhor deficiente visual foi convidado a participar e contar com a ajuda dos responsáveis pela condução.

Para subir para o ônibus, o senhor contou com a ajuda do motorista e sentou-se no lugar correto, colocando o cinto de segurança.

Ao chegarem a Morretes, cidade pitoresca do estado do Paraná, o motorista se viu obrigado a descer para verificar os bilhetes que davam direito ao passeio de trem até Paranaguá (passeio turístico obrigatório e imperdível para quem vem ao estado) e encaminhar os passageiros que tomariam o trem para a condução correta.

Dentro do ônibus estavam esta amiga e outro passageiro, que estavam sem pressa porque iriam almoçar o barreado (comida típica de carne cozida em panela de barro) no restaurante local. Eles não passeariam de trem naquele dia.

O senhor, deficiente visual, soltou o cinto de segurança e se levantou.

Os passageiros “sem pressa” viram e perguntaram se ele não preferia esperar pela ajuda do motorista.

Ele disse:

_Não se preocupem. Sou cego, mas me viro muito bem com a minha bengala.

Os passageiros se entreolharam e apontaram para a rampa que dava acesso aos degraus da saída em curva.

A senhora disse ao outro passageiro:

_Ele não conseguirá fazer isso sem ajuda.

O deficiente visual disse que faria e que ele tinha aprendido a se virar sozinho.

O passageiro homem, vendo que as palavras da senhora não surtiram efeito, ficou para ajudá-lo.

_Somente se eu precisar, disse o deficiente visual.

Enquanto isso, o motorista era rodeado pelos passageiros que precisavam de mais informações para pegar o trem.

O passageiro salvou o final feliz da viagem para todos os demais, para o deficiente visual, para a senhora e para o motorista, que ingenuamente pensou que o deficiente fosse esperar por ele para sair do ônibus.

Ela me disse que tudo é bom quando termina bem.

Não custa nada contar para vocês.

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Sotaque

Sotaque

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Este sotaque vem de dentro

D’alma, dizendo ao pensamento,

Lúdico, e próprio da cidade,

Célere ao centro da saudade.

 

Ônibus, táxis, chuva e vento;

Fugindo o inverno, diga o tempo...

Diga à sombrinha da vontade

Ao ócio, cigano em sociedade.

 

Feita a tarefa, cresce o alento,

Cônscio; valeu o conhecimento,

Prático. Dito à intimidade,

Basta vir à sinceridade.

domingo, 1 de setembro de 2013

Avis Rara

Avis Rara
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Sonhos que se repetem
Frente e verso em problemas,
Surgem e se refletem;
Velas são dos dilemas.

Cenas que se repetem
São signos de teoremas,
Dísticos dos sistemas;
Luzes que não anoitecem.

Ilhas de sóis que investem
Nessas lentes e temas,
Versam e se divertem;
Avis rara e cinemas.