Rio de Janeiro

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O blog da Nina, menina que lia quadrinhos.

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Indriso Maternal

Indriso Maternal

Maria, mãe e mar,
Ao ensejo e ao manto
De areia, o seu lar.

Recria o sonhar;
De amor e espanto
Sonha o olhar.

Maria e o seu mar,

Entoam o seu canto.



 Indriso composto a partir da música La Mer – Mr. Bean Holiday

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Parei Para Ouvi-lo / Crônica do Cotidiano

Parei Para Ouvi-lo

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Não sei quem era e nem porque estava ali, mas o homem tinha a oratória treinada, expunha a sua teoria com entusiasmo e falava numa voz mansa, como quem sonhava acordado.

Permitam-me pensar com ele e, raciocinem para ver se há sentido naquilo que ele diz:

“_Amigos, suponham que algum empresário, publicitário, político ou líder espiritual tenha a vontade de conquistar adeptos através da internet. Surge a ideia de formar um grupo numa rede social, planejada, contratada, com o aspecto de espontânea e sem objetivo de vendas.

Essa rede não comercial sugere encontros em lugares reais. Se muitas pessoas comparecem ao evento, podemos criar a liderança com os objetivos que tencionamos criar.

Suponham, igualmente, que ao evento, pouca gente comparece. O fracasso de liderança fica demonstrado e o criador do evento, contratado por nós, é demitido.

Ocorre que existe a intenção de se testar esse novo produto, chamado de rede social, na formação de grupos sociais reais. Suponham que eu conheço uma fonte verídica na minha vida prática.

O resultado prático dessas formações de grupos têm mostrado resultados aleatórios. Às vezes, temos uma multidão de pessoas, vindas de todos os bairros, para se conhecerem e, às vezes, o resultado é inócuo.

Estes resultados aleatórios são desorganizados porque é difícil calcular o público gerado pelo evento criado a partir do mundo virtual criando-se a sensação de insegurança ao próprio público que tem vontade e disposição de comparecer ao local.

As pesquisas de público continuarão independentemente dos resultados. No meu ponto de vista, a prática e a tentativa de levar o mundo virtual ao real pode se transformar numa decepção ao marketing que os organizam, aos participantes e aos patrocinadores.

Penso que, embora todos nós utilizemos as redes sociais, os eventos devem ser criados a partir do mundo real, com estimativa de público e bilheteria, mesmo que gratuita, aos participantes desses eventos.

As reuniões, até agora, não demonstraram resultados positivos nas estatísticas ou para os investidores desses eventos.

Penso também que não há motivos para se investir em algo que, em curto prazo, não trará benefícios à comunidade, seja essa comunidade localizada num bairro ou numa cidade. Não invisto e peço aos meus filhos que não compareçam em eventos desorganizados, onde não se tem noção do que pode acontecer depois que a aglomeração se forma.

Perdoem-me o excesso de divagações, mas quando me disseram que essas festas nada têm de espontâneas, que no mínimo são testes publicitários para verificar a possibilidade de alguma condução de políticas empresariais, não gostei. Senti-me enganado. Não sou cobaia do mercantilismo.”

Agora me digam se valeu ou não valeu essa explanação de raciocínio, mesmo que seja o ponto de vista dele, do homem que se preocupa com as possibilidades na convivência social.

terça-feira, 7 de maio de 2013

Assédio Moral / Crônica de Supermercado

Assédio Moral / Crônica de Supermercado

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A moça, de aparência humilde, começou a falar sem se dar conta das pessoas em volta dela. Contava da sua supervisora. Ela não trabalhava no supermercado e se sentia com vontade de falar com a colega de trabalho que chegava à fila do pão.

_Eu não suporto mais. Eu contei, sem querer, que o meu novo cartão bancário chegou e que iria até a agência do banco para desbloqueá-lo. Você sabe o que ela fez? Perguntou se eu não me importava que ela fosse comigo até o banco. Disse que iria de automóvel e que eu pagaria a metade do custo do estacionamento para eu não me sentir envergonhada de pegar carona com ela.

A colega concordou, mas disse que a chefia anterior era bastante antipática com as funcionárias. Quem sabe ela não queria ser agradável com ela.

Agora, percebia-se que a moça ficou nervosa. Ela contava outros constrangimentos pelo qual passava.

Todos nós, na fila, ouvíamos sobre a vida funcional dela. Com certeza estava oprimida e procurava o apoio da colega, mas exagerava na confidência:

_Outro dia, na hora do almoço, fui até a rede de lanchonetes “A” (sem propaganda por aqui) e pedi o meu lanche favorito. Ela chegou e disse que não sabia que a multinacional aceitava vale-refeição. Eu dava a primeira mordida no meu sanduíche quando ela pediu para que eu pensasse antes de comer lanche na hora do almoço, pois poderiam faltar os alimentos básicos dentro de casa. Ela, com aquele jeito de cidadã benemérita, explicou que o vale-refeição é para ser gasto com compras no supermercado. O lanche perdeu o sabor. Os quinze reais eram meus e eu o estava escolhendo naquele dia de pagamento. Eu posso escolher o que comer quando pago, eu acho. Como se não bastasse a intervenção no meu lanche, ela disse que pagaria o dela com dinheiro para não gastar o vale com lanches e sentar-se-ia ao meu lado para usufruirmos o horário com uma conversa boa sobre o trabalho.

A colega disse que nenhuma das moças estava contrariada com a supervisora. Pelo contrário, elas estavam aborrecidas com outra colega que ficava de mau humor o dia inteiro.

A moça falava com certa angústia:

_Eu sei. Essa funcionária está com raiva da pessoa errada e faz cara e boca para todas nós. Quem tirou a folga dela foi a chefia, não nenhuma de nós. Eu ouvi a conversa da supervisora com ela e é igual a que tem comigo. Se ela não se importasse, ela daria a folga para outra colega naquele dia da semana porque ela era indispensável naquele dia da semana para a empresa. O fato é que ela não concedeu a folga naquele dia da semana porque não quis.

A outra ficou surpresa e calada, mas a moça continuou:

_Não suporto mais o horário do almoço, ela quer ir comigo seja ao banco, seja às minhas compras, seja o lanche ou o almoço. O meu horário de almoço é dela, como se ela fosse a minha dona; como se eu fosse a sua escrava querida.

A essa altura da conversa, quem se incomodava com tantas confidências em meio à fila era eu. O fato é que eu não queria saber com qual banco ela trabalhava e muito menos do endereço daquela agência. E ela disse o endereço da agência. Chega!

Com respeito e com firmeza na voz disse a ela que agradecia a companhia dela e da colega dela na fila. Desejei boas compras como quem pede para que ela se expusesse menos naquele lugar inadequado.

Agora, penso no estado emocional em que essa moça se encontrava para dizer tanto a respeito dela mesma para muita gente. Tinha-se a impressão de que o fato da sua chefa invadir a privacidade dela era tanto, que a moça não se importava mais com quem viesse saber daquilo que ela vivenciava.

A moça era humilde, precisava do emprego e não aguentava mais a situação. Aquele lugar não era o ideal para ela desabafar.

Tem momentos que a gente não sabe ao certo o que dizer, esse foi o meu caso hoje.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Reflexão

São as dificuldades que criam os melhores momentos.
Foi uma honra participar do cineramabc na cidade de Balneário Camboriú, Santa Catarina.
As circunstâncias nos fizeram ir até Balneário Camboriú e Florianópolis.
A gentileza dos organizadores da Oficina, porém, ficará para sempre na nossa memória.
Embora com tempo aprazado, sem podermos participar das filmagens, onde todos os alunos participaram, significativamente o lenço da produção era um lenço antigo da minha mãe, que coloquei na bagagem com saudade. Simbolicamente, quem participou do filme, foi ela, através do lenço.
Voltamos para Curitiba. Sentimos que ela está com Deus. Estamos felizes.
A emoção é imensa.
Obrigado Cinerama BC ! Valeu!
http://vimeo.com/65510667

domingo, 5 de maio de 2013

Mãe: A Luz Que Brilha Eternamente

Mãe: A Luz Que Brilha Eternamente

A melhor homenagem póstuma que posso fazer à minha mãe é compartilhar o seu texto. Desse jeito, conto a fé, o brilho e a certeza que ela está com Deus.

O texto foi escrito em 1.995 e é muito significativo.

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Uma das suas canções italianas preferidas era Nessun Dorma da ópera Turandot de Puccini, na voz de Plácido Domingo.

 

Fica a homenagem ao Dia das Mães, nesse domingo antecipado, mas muito significativo.

Curitiba, 04/05/2013

Yayá

sábado, 4 de maio de 2013

Borboleteando

Borboleteando

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Borboleta dourada,

Que me encanta ao repouso,

Num momento à mirada

Do ser. Nem mesmo ouso

Um cochicho à virada.

 

Vem de voo sem parada,

Purpurina ao arrazoo

De brilhar em revoada;

Pois, ao gesto bondoso,

Sem cantar, se fez toada.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Filosofando o “Se”

Se

A partícula “se”, quando o verbo tem a sua conjugação no passado é, em minha opinião, a suposição de como seria algum fato se fosse diferente daquilo que foi. Algo que pode ser enfeitado ou enfeitado, mas que foi o que foi.

Agora, a partícula “se”, no verbo de presente, é o detalhe mais importante na vida de cada ser humano porque visa o foco que se pode elaborar a partir de uma situação real. É a leitura que cada um faz de si mesmo e, da qual, se podem elaborar diversas teorias e imagens a respeito, discutidas e questionadas, pelo ser e por aqueles que têm conhecimento da situação. Neste “se” interferem interesses múltiplos dentro desse contexto. Além das visões otimista e pessimista, têm-se a visão realista.

Este foco, o realista, nem sempre é o melhor foco de determinada situação. Nelson Rodrigues era realista e dramático. Mas, se a realidade, fosse baseada na visão do dramaturgo, todas as esperanças seriam feitas de acordes diminutos e todos os caricaturistas estariam sem ter o que fazer.

Todas as possibilidades da partícula “se”, no tempo presente, devem ser analisadas com a finalidade de verificar as variáveis possíveis e o resultado a ser conseguido incluso na análise. Dizem que esta análise é para engenheiros. Pode ser, mas não custa nada tentar analisar algo com todos os “se” possíveis e deixo a gramática para depois.

O “se” no tempo futuro, é a obrigação de cada um. Sonhos e projetos pessoais não podem ser esquecidos. Nesse caso, se não for o planejado, se descobrirá mais à frente.

Este “se” no tempo futuro é importante porque, sonhos e projetos pessoais são pessoais. Que o outro não sonhe por você para não se decepcionar. Que você sonhe com responsabilidade e carinho pelo mesmo, que não se permita a negação do sonho pelo sonhador; sonhos são bolas de algodão doce e podem se transformar em outros tão bons quanto o original.

Mas, se, pensar diferente, eu deixo o vídeo vindo do vinil e do You Tube...