Rio de Janeiro

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O blog da Nina, menina que lia quadrinhos.

sábado, 3 de novembro de 2012

Biorremédio / Compartilhando Notícias Saudáveis

Compartilhando Notícias Saudáveis
Biorremédio
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Veio do Rio Grande do Sul a salvação do paciente. É sério! A indústria é de lá e a fabricação também.
Não compartilhar, sabendo da novidade, seria de profundo egoísmo, mesmo se tratando de um assunto que poucas pessoas comentam em público.
A caixa do biorremédio com Cultura viva de Bacillus cereus com um milhão de endósporos/ml foi a grande novidade que chegou por aqui, Curitiba. Para que serve? Para diarreia não infecciosa.
A caixa vem com seis pequenos frascos do líquido vivo, ou seja, o remédio está vivo e entra vivo no organismo de quem o toma. É a flora intestinal voltando a funcionar regularmente porque é refeita com o biorremédio.
Conclusão: o futuro chegou, é o presente. A indicação é médica e é vendido em farmácias. Não é possível silenciar e dizer que substitui a hidratação com o soro caseiro e a alimentação balanceada, mas funciona. Sem contraindicações porque todo o ser humano convive com a sua flora intestinal.
É proibida a propaganda de medicamentos, e, como não entendo de legislação, não conto o nome comercial do produto fabricado pela Geyer Medicamentos S/A.
Quantos milhões de pacientes podem se beneficiar do produto até então desconhecido no meu círculo social.
Deixando um comentário pessoal, digo que jamais esperei ver a medicina tão avançada com a indústria farmacêutica comercializando bactérias em frascos para salvar vidas humanas. Que se renove a fé e a esperança no ser humano, nesse ser humano que vê na vida a qualidade de viver.
Bom feriado para todos.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Dia de Finados

Dia de Finados

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São curiosidades que talvez causem estranheza a todas as outras pessoas, mas músico não tem dia para se esquecer da música ou deixar de praticar o seu instrumento. Como todos sabem a música é imortal, não morre e a homenagem aos mortos no Dia de Finados é tocar, assim como para os cantores é cantar.

Hoje em dia as rádios não fazem mais programações especiais nesse dia, mas quando eu era garota, as rádios montavam programações caprichadas e, em sendo saudade, porque não lembrar um programa de rádio que fez homenagem às cantoras Dalva de Oliveira e Carmem Miranda, ambas falecidas e com uma discografia memorável. O programa durou a tarde inteira e não cansei de ouvir.

Por certo que é dia de se homenagear os familiares e amigos que já pariram dessa vida, mas com saudade boa, dos bons momentos e até das histórias pitorescas contadas por aí. Havia uma senhora que no Dia de Finados tomava uma cerveja porque ela pediu ao marido para parar com os churrascos e as cervejadas dos finais de semana, dizendo ao marido:

_Eu juro que, se você morrer pelos excessos de fim de semana, em sua memória, as saudades serão mostradas de forma diferente. Beberei cerveja no Dia de Finados!

O marido não parou, mas também não morreu muito novo: 67 anos. No ano seguinte, ela se lembrou do que havia jurado. Com remorso por ter jurado em vão e, pedindo desculpas ao marido, tomou uma garrafa de cerveja em todos os anos posteriores ao falecimento dele.

Outra história pitoresca é a do marido, que em vida, pediu à mulher e aos familiares que não fossem ao cemitério nesse dia. A mulher, de espírito independente, não o obedeceu. Fez a visita e levou flores, quase para mostrar a discordância dessa vontade do marido. Na saída, pegou uma rua vazia para se sentir à vontade para ficar triste, mas se perdeu e começou a dar volta em círculos acabando com o carro sem gasolina. Teve que abastecer no posto indicado pelos transeuntes e perguntava a eles:

_Que bairro é este?

Os transeuntes chegaram a perguntar de onde ela era depois de passar pela quarta vez em frente à mesma escola para pedir informações. Foi quando ela parou o carro e fez a oração ali mesmo:

_Meu amado, onde quer que você esteja e com a permissão do Senhor Deus, por favor, me leve de volta a um lugar conhecido. Desculpe por não ter te escutado, prometo que não faço mais isso, sei que você era espiritualista e pensava que era atraso de vida agir assim. No ano que vem vou ao cinema viajo, dou-te a minha palavra.

A mulher conseguiu entrar numa cidade vizinha nessas andanças de automóvel, pegou a estrada vicinal, que, no entanto, era bem sinalizada, e voltou para a casa dela.

Os músicos tocam música, não necessariamente réquiens ou marchas fúnebres ou lamentações, tocam o que combina com o seu estado de ânimo em acordo com a data.

Agora, o que tem a haver as histórias com os músicos? É que todos esperam por eles nas celebrações mais bonitas e amanhã, dia 2 de novembro, muitos deles estarão em função.

Boas meditações a todos e bom feriado aos que viajam.

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Dizendo O Que Eu Acho…

Dizendo O Que Eu Acho...

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Não são os outros que acham isso ou aquilo e dão palpites, eu também acho!

Eu acho que as cadeiras de rodas das crianças especiais deveriam obrigatoriamente ter cores infantis, rosas e azuis, flores nas camisetas das meninas e carrinhos nas camisetas dos meninos. O uniforme azul é o mais bonito, ainda gosto imensamente da cor azul, mas pode ser verde ou de outra cor, mas colorido.

Ainda achando, acho que as crianças especiais têm a infância diminuída com tantos profissionais adultos e necessários para a apoiarem e ficam esquecidos os doces de leite, de amendoim e as marias-moles do recreio. Elas têm direito a uma nutrição saudável, mas acho que a infância dá direito a balas de goma com bichos e, até mesmo monstrinhos. Eu acho horríveis crianças comerem dentaduras de goma, mas algumas desistem dos biscoitos nos supermercados por um daqueles pacotes. Eu acho que as crianças especiais têm direito ao pacote de balas de goma em formatos diversos.

Tem uma dessas escolas perto da minha casa e não raro vejo a saída da escola, crianças contentes e alegres, mas poderia ser melhor. Elas podem aproveitar a infância sem tantas responsabilidades, além daquelas obrigatórias como exercícios físicos, aprendizagem, nutrição adequada, etc.

Eu sei das dificuldades dos pais para educarem essas crianças num meio social adequado, mas festas infantis com palhaços e brincadeiras poderiam acontecer de dois em dois meses, bem planejadas para que tudo dê certo.

Eu acho, e desta vez, prometo que pararei de achar, que ninguém quer uma infância menor. Tudo bem que a vida, às vezes obriga ao amadurecimento precoce, mas, se a gente puder evitar, essas crianças serão adultos completos, tiveram infância.

domingo, 28 de outubro de 2012

O Importante / Crônica de Supermercado

O Importante / Crônica de Supermercado

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Tenho admiração por pessoas que tem a coragem de se transformar sem se importar com o tempo, seguem os seus desejos, mesmo que esses desejos sejam tão singelos quanto uma flor de Lótus; é a senhora com mais de sessenta que muda o visual e o estilo de se vestir porque tem que dar satisfações a si mesmas, porque quer se renovar, porque ainda acredita poder ser o que o seu novo espelho pede.

O espírito, ou, a alma, como queiram, é capaz de se renovar a qualquer tempo, mas para que isso seja possível, é preciso ter a mente culta e aberta às novas perspectivas. Esse estado de espírito independe da condição financeira, cada qual dentro do que pode, respeita a vontade íntima de se sentir bem.

Hoje, na fila do supermercado, a senhora que estava atrás de mim comentava com o amigo:

_Imagine o lucro que o supermercado tem com toda essa gente aqui, conte o número de pessoas na fila.

Ela teve a paciência de contar o nu, mero de pessoas na fila, o número de caixas sem atendentes, comentou que essa é uma forma de propaganda.

_Poucos caixas dão a impressão de que o supermercado está lotado, mas o estacionamento está tranquilo, repleto de vagas desocupadas. Chega a ser propaganda enganosa essa fila em conjunto com os anúncios de ofertas na porta de entrada.

O homem que estava ao lado dela começou a falar sobre cervejas para ver se mudava o assunto, estava cansando não apenas a ele, mas aos ouvintes também.

A senhora começou a contar o número de cervejas e a marca mais vendida.

_Se fosse à minha cidade, a marca seria outra. Estou com saudades da minha cidade; aqui nem tem a minha marca preferida de cerveja.

O homem, desenxabido, concordou:

_Mas aqui também tem cerveja boa.

Na minha cesta não havia cervejas, estava fora da estatística ricamente elaborada por ela.

Ela parecia ter pulgas na língua, porque continuava a falar:

_Outro que vive bem é o fabricante de cervejas. A lata a menos de dois reais unidas em grupo de seis ou doze, dependendo da embalagem; quem toma cerveja toma pelo menos duas latas, dá para pensar.

A fila andava e eu esperava a minha vez. Sem máquina de calcular era difícil acompanhar o raciocínio da desconhecida. Geralmente eu cuido do que eu compro, da minha cesta e de quanto gasto e posso economizar comprando este ou aquele produto.

Sei que saí do supermercado pensando na senhora que mudou o visual e o estilo de se vestir, ela sabe ser feliz; essa outra poderia ser economista; deixou-me em dúvidas sobre se poderia ser feliz com aquele tipo de raciocínio.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Carta Literária / Livro

Carta Literária/Livro

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Curitiba, 24 de outubro de 2012.

Prezado Amigo

Quem é você que me faz esquecer o cotidiano por algumas horas para viver a sua história, geralmente repleta de dificuldades? De onde vem essa imaginação para contar tantas histórias embutidas dentro de um mesmo livro?

Gostaria de te fazer tantas perguntas na medida em que leio essas respostas sem sentido que os personagens dão aos outros personagens e a si mesmas. São perguntas tolas quase iguais àquelas que todo o mundo faz ao se conhecer: O que te move ao computador quando há tanta praticidade a ser feita lá fora?

Ao invés de te perguntar sobre a estrutura dos seus livros, eu queria saber como é que você lida com a sua vida prática, qual é o tempo de pensar, de escrever, de viver a sua realidade. Será a sua realidade feita de livros rejuntados como se fosse à parede que te esconde e protege?

Não leio um livro sequer sem ler o prefácio, a biografia, a vida de um escritor ou escritora. Nem sempre as dificuldades do autor correspondem às dificuldades dos personagens. Das alegrias, é melhor não falar. Reparo que a maioria dos escritores não fala ou revela o seu lado bom da vida. Mas ele tem o lado bom da vida. As pessoas gostam de ler o que? A leitura leve será mesmo a infantil ou a infanto-juvenil? Adulto tem que ser sério e circunspecto? A prova da maturidade é a severidade que ele tem consigo mesmo ao ler.

Leio muitas críticas aos livros de autoajuda, chamam até mesmo de caça leitor. Para ser sincera tenho, digamos uns dois ou três livros de autoajuda; não mais. A maior ajuda que posso ter vem de mim mesma e a maior fraqueza também vem de mim mesma; é aquela história de anjo bom e anjo mau. Ah! Anjo é anjo e para ele, que tem asas, são permitidas muito mais coisas do que a nós, os anjos de pau oco. Nem tanto, eu exagerei. Mas as prateleiras das livrarias estão repletas deles. Livreiro sabe o que vende. Parece que eles nos dizem o que aprenderam nas suas vidas, geralmente são conselhos bons.

Agora, prezado autor, não me venha com a história de que livro é engajado. O livro engajado é um livro amarrado, mas a mente é fértil e imaginativa. Se o livro é engajado, não compro; pode ser “non sense”, mas penso que bitola o raciocínio, que impede o crescimento do leitor.

Escrevo sobre livro pensando que não tive tempo de terminar o que estou lendo. Acho engraçado olhar para o livro com vontade de dar mais uma olhada antes de dormir, mesmo com sono para dormir; é comichão semelhante á urticária, coçar e começar.

Agora, amigo autor, deixe as questões de lado. Vou ler mais um bocadinho.

De qualquer modo, agradeço a sua paciência e ao seu talento para chegar a ter o seu livro.

Essa é a bisbilhotice que vale a pena, dar uma espiada na contracapa do livro e ver se interessa ao seu momento.

Um abraço e até o próximo livro, digo, encontro,

Yayá.

domingo, 21 de outubro de 2012

As Adolescentes / Thriller Antitabagista

As Adolescentes

Thriller Antitabagista

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Duas amigas, Shirley e Taciane, ambas com dezessete anos e quase dezoito resolveram fumar escondido. Os cigarros arrumaram com o Tibério que tinha dezoito anos e comprou um maço de cigarros para as duas.

Tinha festa de aniversário no sábado, ambas iriam juntas e as mães não só deixaram, como compraram presentes para que elas entregassem ao aniversariante.

As garotas combinaram de passar em frente ao Cemitério Municipal para fingirem ir a qualquer velório e fumarem à vontade, não tinham nenhum conhecido por lá. Elas tinham a aparência de dezoito, ninguém iria desconfiar de nada. Elas não queriam ser descobertas por ninguém, apenas o Tibério sabia para arrumar a desculpa ao atraso à festa de aniversário conversando com elas pelo telefone celular e inventando a desculpa.

_Eu não gosto disso, disse a Taciane para a Shirley.

A Shirley gostava de filmes de horror e estava se divertindo com o medo da amiga.

Chegando ao Cemitério Municipal, rezaram e pediram desculpas pela atitude.

_Como se adiantasse pedir desculpas!

Eram quinze para a meia-noite quando se acendeu a luz de uma das capelas. O carro funerário chegou e deixou um caixão dentro da sala.

_Xiiii! Chegou gente, começo a não me sentir bem.

Nesse ínterim chega a funcionária do cemitério e pergunta se elas podem ficar na sala enquanto a família do defunto não chega.

_Nem pensar, disse a Taciane.

A garota foi embora, quase correndo. Se a Shirley não a detivesse elas poderiam se confundidas com marginais.

_Você está se arriscando, Taciane. Nós temos festa para ir, o vestido preto não justifica nenhuma corrida. Vamos tropeçar nos saltos! Cuidado, amiga.

Uma quadra depois, Taciane estava se acalmando. Acendeu outro cigarro, o primeiro ela deixou cair na fuga.

No que acendeu o cigarro, um moço louro de olhos azuis e cabelos encaracolados para as amigas na rua.

_Fumando, que absurdo! Vocês não sabem que o cigarro faz mal à saúde, faço parte da campanha antitabagista, vamos conversar?

Que conversar, que nada. Elas saíram correndo sem sequer perguntar quem era o moço.

_Cigarro caro este, disse a Taciane para a Shirley.

O Tibério ligou e pediu a elas que não se demorassem mais, que viessem à festa imediatamente. Elas que fossem fumar no cemitério noutro dia! Ele estava ficando sem conversa para explicar sobre as duas.

Estão andando a pé, à noite, em ruas desertas. Passa um malandro e furta o telefone celular da Shirley.

_Pode levar, faça bom proveito. Por favor, nos deixe ir embora, que a minha avó pode ter um treco se demorarmos em chegar a casa, disse a Shirley.

Moças bonitas, malandro novo, o truque deu certo.

_Ainda bem que foi o seu celular que ele levou, eu não tenho como comprar outro, disse a Taciane.

Chegaram à festa, deram os presentes e não foram perdoadas. A mãe do aniversariante ligou para a mãe das moças e avisou que elas se encontravam com rapazes às escondidas. Um dos pretensos namorados era louro, de olhos azuis e cabelos encaracolados; o outro trajava calças e camiseta preta e boné virado de lado.

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Deixa Prá Lá

Deixa Prá Lá
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Fazia tempo que o cachorro do Geraldo não latia daquele jeito à noite. O chacreiro acordou assustado e em seguida acordou a sua mulher, Lucinda.
_Mulher, será que tem ladrão por aqui? Da última vez que o Cuíca latiu assim eram ladrões no galinheiro. Vou ver o que está acontecendo.
A mulher pediu para que ele tomasse cuidado, nunca se sabe o que se vai encontrar vindo do mato, ainda mais que passavam das dez horas da noite.
Quinze minutos depois Geraldo volta e diz que não viu nada, estava tudo normal no galinheiro, no chiqueiro e na coxia. Disse também que o tratador dos animais estava acordado e que conversou com ele, dizendo que também não viu nada de diferente e também estranhou o latido.
Passaram-se alguns dias e o Cuíca latiu à noite novamente. Geraldo acordou e acordou a Lucinda:
_Mulher, alguma coisa está acontecendo por aqui. O cachorro não late assim se não for onça, raposa ou morcego, precisamos nos cuidar.
Na quarta vez em quinze dias, Geraldo disse à sua mulher que não iria deixar passar mais nenhuma semana sem averiguar o que acontecia na chácara durante a noite. Tinha contado as galinhas, os porcos, os cavalos e as ovelhas recém-adquiridas e não faltava nenhuma. As laranjeiras estavam carregadas e as laranjas passadas caíam do pé.
Montou o seu plano de averiguação: a mulher cuidaria da chácara de dia mentindo que ele estava indisposto para os empregados e, à noite, ele ficaria de vigia na porteira de entrada até que o cachorro latisse de novo.
Passaram-se alguns dias e, a dona Romilda, senhora de mais de cinquenta anos de idade, viúva e frequentadora assídua da igreja, chega até a porteira. Ele, Geraldo, de vigia escondido na moita. O cachorro late e o tratador aparece e abre a porta para a dona Romilda.
Romilda entra na casa do tratador. Barulho de panelas e chaleiras é ouvido lá fora.
Geraldo se sente na obrigação de descobrir o que se passa lá. Na maior sem cerimônia bate à porta do empregado e pede para tomar um copo de água. Disse que o cachorro latiu e que ele se sentia bem disposto para convidar o tratador para percorrer a chácara.
O tratador de animais disse que não podia sair naquela noite e explicou:
_O senhor sabe que o meu pai caducou e eu o trouxe para morar aqui. O senhor sabe que eu o levei ao médico e o doutor sugeriu que ele se alimentasse diretamente pelo nariz até o estômago para que não morresse de fome. Enquanto eu pegava as guias para a comida encontrei a dona Romilda e ela veio me ensinar a dar de comer. Sabe que está dando certo! Não é que ele não consiga comer porque não consegue engolir direito. O pai come que nem bicho preguiça, conforme a dona Romilda está me ensinando. A gente dá uma colher de sobremesa de arroz esmagado com o garfo coberto com purê, caldo de feijão coado, frango desfiado e espera ele engolir. Depois ele toma um gole de água. Demora mais de quarenta minutos até ele almoçar ou jantar. Durante o dia a gente complementa com banana amassada, leite batido com maçã, doces moles e bolo úmido de fubá. O pai conseguiu engordar e recuperar as forças. Peço desculpas por não lhe avisar, mas a dona Romilda está aqui porque, enquanto eu durmo para levantar cedo e trabalhar, ela alimenta o pai, que dorme pouco e quando acorda, tem fome.
Geraldo disse que não tinha vindo até a casa dele por desconfiar dele, mas ouviu o cachorro e estava atrás do motivo dos latidos noturnos.
_O senhor pode deixar que ao que amanhecer eu vasculho toda a chácara para ver se eu encontro um motivo para o Cuíca latir desse jeito.
Geraldo voltou para a casa a fim de dormir o sono mais tranquilo das últimas semanas. Deixou o homem verificar todos os bichos, foi melhor para ambos. Ignorou os latidos dali em diante, a casa estava guardada pela dona Romilda.