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quinta-feira, 12 de abril de 2012

Poema Operário

Poema Operário
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Ouço a bigorna e o martelo,
Poema operário de sonho
Áspero à frase sem prelo,
Dita e pensada sem dono.

Bate à parede com prego,
Fura e põe rosca ao canhoto,
Pincha o tijolo num certo
Prumo, constrói o seu rastelo.

Some depressa o seu tédio
De arte, aparato e reboco;
Canta uma moda-remédio
A essa mulher desse almoço.

Poema que mora no incerto
Da arte que foge ao rebolo,
Sente nos calos o cego
Tato à caneta de cromo.

Serve buscando o caderno
Para pintar o barroco,
Necessidade do inferno
É poetizar esse pouco.

10 comentários:

  1. Adorei o poema, especialmente porque lembra nomes que tendem em cair em desuso, mas que sem dúvida fazem parte do dicionário dos operários da construção civil.

    Um abraço amigo. Paula

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  2. Ah! Se não carregássemos a poesia dentro de nós... não haveria reboco que juntasse nossas emoções!
    Bj. Célia

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  3. O poema operário
    Como é que ele o escreveu
    Talvez noutro horário
    Quando a bigorna acendeu!

    Com o martelo batia
    Para a chapa endireitar
    Som poético produzia
    Que fazia os poetas dançar!

    A pintar transmitia
    O que estava imaginando
    No silêncio dizia
    Seu trabalho realizando!

    Tenha uma noite muito feliz
    um abraço
    Eduardo.

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  4. Lindo poema, com palavras bem rebuscadas!!!
    Gostei!
    Ivone

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  5. Gostei muito do poema , diferente,fala do imaginario dando forma e sonhando, poetas são os artistas da construção, operários que constroem através das palavras.
    Aralos e parabéns ao poeta que escreveu e pelo seu reconhecimento, Operários são os construtores da nação e merecem nosso cari]nho. Quantas de nos não temos operários em nossa familia e temos orgulho de ter. bjus

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  6. uma beleza de poema... é... a arte esta onde a vemos ou colocamos... prazer em seguir sua poesia...bjuuu

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  7. Um elogio bem merecido ao operário,grande trabalhador!
    Abraço carinhoso retornando ao blogspot.

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  8. Uma elegia bem necessária neste tempo em que o trabalho é menosprezado!

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  9. Poema rimado uma linda canção ao operário.

    Beijos

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