Desfaçatez
Desfaço-me dos cacos de vidro
Com luvas de borracha e vassoura,
Ignoro o que quebrou sem aviso
No esbarro inconsequente a essa louça.
Desfaço-me do preço embutido
No doce esparramado que ousou
Perder-se no chão claro do piso
E que a água cristalina levou.
Desfaço-me no esforço empreendido,
Liberto-me em cansaço e, repouso
No lar redescoberto ao dessiso;
Recanto de minh’alma que voou.
Olá!
ResponderExcluirVim aqui agradecer pelo comentário e por me seguir no Serendipity! =)
Vc disse que gostou dos poemas que posto; fiquei feliz e agradeço de coração.
Gosto de postar de acordo com meu universo interior e é muito bom saber que isso tbm faz alguém feliz de certa forma!
BjO!
Namastê!
Yayá é seu nome (apelido)?
Estou a seguir-te tbm.
É o meu nome. Aconselhada por amigas blogueiras com experiência em blogs, coloco o meu nome. Abraço, Yayá.
ResponderExcluirOlá,
ResponderExcluirAdorei. Pragmático o texto, rapidinho deu o seu recado e dos bons! Muito legal. Beijokas e com muito carinho. Sonhe com os anjos!
Não sei o que é que se partiu. Quem ou quando se partiu.
ResponderExcluirParece-me haver aqui uma resposta que se procura esquecer, lavar...
Pode acontecer haver alguma palavra ferida sem arte nem objectiva intenção
Seja no sentido concreto ou figurado faz bem desfazer-se de um modo ou de outro daquilo que se quebrou e que nao tem jeito de ser consertado.
ResponderExcluirGrande abraço,
Bravo! Adorei.
ResponderExcluirLindo! Hoje estou sentindo meu coração aos cacos. Não são de louça, mas preciso varrê-los e encontrar o repouso em minh'alma, tb. Um abraço. Parabéns. Carol.
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