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O blog da Nina, menina que lia quadrinhos.

terça-feira, 29 de maio de 2018

O Juscelino das Ferrovias / Previsão Plausível / Comentário


O Juscelino das Ferrovias / Previsão Plausível / Comentário

     Tenho a impressão de que, por enquanto, tudo se resolve.
     Pensando o futuro próximo, todavia, penso que o próximo presidente terá que ser o presidente das ferrovias.
     Por que? Porque o combustível fóssil para os automóveis tende a desaparecer. Por que? Bom, os automóveis elétricos já começam a ser fabricados, embora sejam de custo alto para o consumidor comum, mas existem planos da GM, para que em 2023, esses automóveis façam parte das linhas de produção e que possam ser adquiridos pelos consumidores sem grandes alterações de preços. Os postos de combustíveis já estão se adaptando, para o serviço de recarga de baterias de automóveis elétricos, ao menos nos Estados Unidos, onde a GM tem a matriz.
     Essa crise, sem julgamentos iniciais, antecipa o que precisa ser feito.
     Precisamos de trens. É óbvio que para a concessão de ferrovias para transporte de passageiros e cargas é necessário um estudo de insumos e consumo.
     Por outro lado, a outra solução seria quadruplicarmos as estradas rodoviárias, algo de custo imenso, pelo menos por enquanto, porque reforçaríamos a ideia de que temos petróleo como combustível por tempo indefinido. Asfalto é petróleo.
     Bom, e os empresários?
     Os empresários brasileiros bem podem participar dos consórcios para a construção desses meios de transporte e apontar as localidades mais lucrativas. A função do empresário é ter lucro com a livre iniciativa.
     Nós temos algumas linhas de trem e metrô para treinar os futuros empregados dessas companhias.
     A geração de emprego se tornaria lucrativa.
     A regulamentação desse período desenvolvimentista bem pode ser planejado desde já, com legislação própria.
     Os empresários podem enviar esse tipo de projeto em consonância com o governo.
     Estamos atrasados nesse setor. Caminhões dividirão de uma maneira ou outra o espaço com as ferrovias ou, por fim, pedirão novas estradas de rodagem, um caminho fácil e duvidoso.
     Há mais de dez anos que fiz essa sugestão através de jornal impresso. Faço-a novamente em outro espaço, o blog.
     Numa hora de dificuldades, como essa, onde o microondas salva a falta de gás de cozinha, não é hora para criticar, pelo menos a responsável pelo almoço, no caso, eu, não critico, tenho que me virar para fazer a comida.
     Não quero criticar ninguém, quero sim, que encontrem soluções para o problema.
     Há tempo que, sem crise nenhuma, venho dizendo que alguns jornais estavam mais para a fofoca do que para as notícias. O problema é que não se sugere nada, não se planeja nada e não se faz nada de bom enquanto se fala mal. A crise resolveu o problema.
     Desliguei a televisão, pois ao imaginar o sofrimento nos hospitais e sem poder fazer nada, fiquei angustiada.
     A angústia também não é amiga de ninguém. Vim para o blog com a minha autocrítica e vontade de desabafar.
     Cadê o empreendedor, aquele que convence da necessidade de se progredir, aquele que tem um projeto original e que traz soluções? Ele existe, mas está fora da mídia. É preciso trazer para a mídia gente com projeto e iniciativa, vontade de empregar e lucrar, treinar pessoal, construir.
     Disse e me acalmo, volto à minha música.
     Obrigada pela leitura!  
       

Um comentário:

Célia Rangel disse...

Excelente sua manifestação! Precisamos de opiniões assim nas mentes que deveriam planejar a gestão do nosso país. Ao ver tamanho sofrimento de pessoas que têm pouco e, agora, não têm nada para mínima dignidade, recorro a orar, a ler mais e pensar: - chegamos ao Apocalipse?
Abraço