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segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Insight Fugidiu

Insight Fugidio

O pensamento fugiu,
Relâmpago fugidio,
Em meio à música suave

Que a vitrola não viu ou ouviu,
Porque um bem-te-vi o impediu
E, se voltar, é bondade,

Pássaro desse céu anil

Que surge e enfeita essa tarde.

domingo, 30 de outubro de 2016

Sincronicidade

Sincronicidade

Seja lá como for,
Deixamos de supor;
Temos a realidade.

O dia é intenso em fulgor,
E a luz ainda incolor,
O é em sincronicidade.

Quem sabe nesse humor,

Nasça a cumplicidade.

sábado, 29 de outubro de 2016

Plenitude

Plenitude

Se foi ar, nuvem, mar,
Foi mãe a cada dia,
Noite de luar,

Céu de evaporar
Na santa alegria
Da voz a cantar,

Que se emocionar

Nem é nostalgia.

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Onde está a minha imaginação? Crônica do Cotidiano

Onde está a minha imaginação? Crônica do Cotidiano

     Hoje aconteceu o inesperado. Saí e ao meu lado estava um grupo de jovens.
     A jovem estava muito impactada pelo sonho que teve e pedia a ajuda dos amigos para decifrá-lo. O problema foi que o ambiente emudeceu para saber do sonho da jovem.
     A jovem falava em voz alta e foi-nos impossível não ouvi-la.
     Ela sonhou com a mãe e o pai dela que moram no interior.
     Sonhou que ela voltava ao interior para morar com eles novamente e no sonho ela tinha terminado os estudos, motivo pelo qual ela mora em Curitiba.
     Chegando ao interior, no sonho, a volta dela mudava a vida dos pais dela. Eles compravam uma casa para recepcionar a filha de volta ao lar.
     Ela começou a descrever a casa, a sala e o quarto dela, o dos pais, a cozinha e a varanda.
     Quando esperávamos que ela findasse o sonho, ela continuou.
     Essa casa ficava em frente a uma floresta, bosque ou algo semelhante, cheia de árvores e ela foi passear pelo lugar.
     Ela passeava pela floresta quando encontrou uma escada e essa escada subia ao céu.
     A jovem estava realmente apavorada com o sonho e os amigos aconselharam ela a viajar para o interior durante o feriado.
     Uma das amigas foi direta:
     _Finados, escada para o céu e família distante têm tudo a ver.
     Ela estava com receio de que algo possa acontecer durante a viagem.
     O grupo de jovens ficou discutindo por meia hora a melhor atitude a ser tomada por ela, ou seja, se ela devia ou não contar para a mãe dela sobre o sonho antes de viajar, ou, se ela deveria contar sobre o sonho depois do feriado, quando já tivesse os visitado e estivesse de volta à Curitiba.
     Eu sei que ela conseguiu me tirar da imaginação qualquer poema ou conto.
     Desculpem-me pela falta de imaginação, mas aproveitei o dia para cumprir alguns compromissos.
     

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Lição de Casa

Lição de Casa

Arrumam-se as notas
Lidas calmamente,
Circuito das horas
Da tarde presente.

Músicas são auroras
Que elevam a mente;
A um tempo, formosas,
E, a outro, ciosamente.

Se enfeitam as rosas
Num jardim tangente,
Tem sabor de amoras
Do dia discernente,

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Divina Graça

Divina Graça

Persevera em Cristo Jesus
Quem aceita amar a luz,
Divina graça louvada.

Cada qual tem sua cruz
Ao peso que se reduz,
Quando em Jesus carregada.

Esse é o bem que nos conduz

A ter a vida abençoada.

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Nuance

Nuance

Pensamento com nuance,
É o acorde a emoldurar
O que muda a esse instante,
Colorindo o pautar.

Melodia de relance,
Reverbera ao se ecoar,
Faz-se ouvir visitante,
Mas volta ao seu lugar

E, num quê desse alcance,
À casa faz sonar
Ao lugar de um passante
Que a ouve sem se importar.   

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Cultura Racional

Cultura Racional

     Duas moças sentaram-se numa mesa e, para evitar o assunto política, pois cada uma delas iria votar num candidato diferente, iniciaram uma conversa a respeito de uma conhecida ou amiga ou colega.
     _Eu não sei por que eu não gosto da Rosaura (nome fictício).
     A outra moça foi pega de surpresa porque ela queria mesmo era falar sobre as eleições.
     _Quem?
     A outra lembrou quem era a Rosaura da qual falava, conhecida de ambas as moças.
     _Por quê?
     _Eu não sei.
     A outra pediu a ela que explicasse o jeito da Rosaura que ela a ajudaria a compreender o motivo.
     _Você é psicóloga?
     _Não, mas eu entendo o ser humano.
     A moça olhou para a amiga ou colega, e gostou do desafio.
     _Está bem. Vou descrevê-la. A Rosaura pode se vestir de “povão”, mas não se comporta como “povão”.
     A outra pediu que detalhasse o comportamento do que ela chamava de povão.
     _Ela não é escrachada, mesmo quando pode, quando vai ao estádio de futebol. Eu, quando vou ao estádio de futebol, me solto.
     A outra perguntou se a Rosaura frequentava o estádio de futebol.
     _Pessoalmente, eu nunca a vi no estádio. Mas, de vez em quando ela se veste como se fosse ao estádio de futebol e não se comporta como quem vai ao estádio de futebol.
     A desafiante pediu outro exemplo. Este seria difícil de decifrar.
     _Aceito por que o contrário também é real. Quando a Rosaura se arruma finamente, ela não se comporta como pessoa rica.
     A desafiante novamente pediu algum detalhamento desse comportamento.
     _A Rosaura conta o seu dia da maneira mais natural possível. Ora, quem é poderosa não conversa normalmente, afinal o mundo tem os seus riscos e ela tem que se proteger. A Rosaura poderia fazer alguma pose a mais e não faz.
     A desafiante pediu que a outra continuasse a descrever a Rosaura.
     _Ela não é competitiva. Nós duas sabemos que o mundo é competitivo mesmo para aquelas como nós, que temos um bom emprego e não queremos perder a vaga para ninguém. Na nossa empresa será difícil alguém entrar no que depender de mim.
     A outra perguntou sobre o comportamento da Rosaura.
     _Ela chega de manhã sorrindo para mais um dia corrido. Ela diz que não se incomoda se alguém novo entrar na empresa porque ela tem bastante experiência no ramo de negócios e os novos na empresa terão que aprender o que ela já sabe.
     A desafiante perguntou sobre os defeitos da Rosaura.
     _Que eu saiba ela tem defeitos e qualidades que nem nós. Eu é que não gosto dela e não sei o motivo.
     A outra insistiu de novo para que ela fizesse uma definição contra a Rosaura.
     A desafiada perdeu a paciência e respondeu:
     _A Rosaura não se encaixa em parâmetros. Eu sei lidar com o cliente do tipo “povão” e sei lidar com o cliente do tipo “rico” e sei lidar com as pessoas iguais a mim. Ela não se encaixa em nenhum dos meus quadrados previamente previstos.
     A outra concluiu:
     _Você percebeu como eu tenho vocação para entender o ser humano. Você não gosta da Rosaura porque ela não se encaixa dentro de nenhum dos seus parâmetros.
     A moça concordou:
     _Não gosto da Rosaura e não vou gostar da Rosaura.
     Para sair do assunto Rosaura, que ela mesma havia inventado, perguntou sobre as qualidades do candidato da outra.
     _Da mesma forma que você não gosta da Rosaura, eu gosto do candidato em que vou votar porque ele tem parâmetros parecidos com os meus. Está ficando tarde, é melhor nos apressarmos.
     A outra concordou.
     Para surpresa dos ouvintes, saibam que, à saída, algumas mesas de distância, as duas cumprimentaram a Rosaura que lanchava com alguma amiga, conhecida ou colega.
      

     

domingo, 23 de outubro de 2016

Banana Madura Sobre a Calçada / Crônica do Cotidiano

Banana Madura Sobre a Calçada / Crônica do Cotidiano


     O ator de cinema Tom Hanks gosta de postar luvas para que comentem uma possível história sobre as luvas encontradas ao acaso e em diversos lugares da cidade de Nova York.
     A originalidade brasileira hoje se superou com uma sacola de supermercado sobre a calçada, como se estivesse lá por algum motivo, talvez um roteiro cinematográfico nacional.
     Eu me aproximei da sacola e tirei uma fotografia com o meu celular.
     Contando mais ou menos cinquenta metros de distância, moradores de rua almoçavam em suas tigelas com comida. Gostei do jeito que me olharam por ter tirado a foto do cacho de bananas dentro da sacola entreaberta.
     Tomei o cuidado de não me aproximar muito da sacola de bananas. Como é que vou saber se as bananas não são uma bomba disfarçada?
     A fotografia acompanha o texto para incitar a curiosidade do leitor e da leitora.
     O fato é que as bananas continuam na calçada e os moradores de rua a observar o pacote com distância, afinal eles são moradores de rua e não ladrões de bananas.
     Quanto a mim, fico a indagar se aquelas luvas que o Tom Hanks encontra, são reais, ou seja, realmente encontradas nas ruas de Nova York.
     Voltei para casa com a minha curiosidade aguçada.
     Curioso ou não, o fato é que se alguém perdeu um cacho de bananas na rua, que saiba que podem ser encontrados no mesmo lugar e que ninguém com um pingo de sanidade mental, terá coragem de se aproximar delas, a não ser para tirar fotografias.
     As bananas estão seguras, observadas por, pelo menos, dez moradores de rua.
     Outra curiosidade: a laranja madura já foi tema de música, aquela que se por acaso se encontrar na beira da estrada, está bichada ou tem marimbondo no pé.
     Garante-se, e já faz algum tempo, que uma única banana madura, em Nova York, custa noventa e nove centavos de dólar.
     Bom domingo para vocês.

       

sábado, 22 de outubro de 2016

Interpretação

Interpretação

O que eu não sei, aprendo.
Mas será que entendo?
No entanto, me inova.

Estou respondendo
Pelo que estou lendo
Sem realizar prova.

À leitura pretendo

Ser quem se renova.

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Adaptação

Adaptação

Semana esforçada,
Ao estudo suada.
Livro de hora certa,

Página dobrada,
Lida e bem pensada,
Silente e desperta.

Ao horário adaptada;

Música diversa.

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

A Impossibilidade Rejeitada- Um Absurdo / Reflexão

A Impossibilidade Rejeitada- Um Absurdo  / Reflexão

     Eu procuro ler e assistir programas diferentes para ter novas ideias. Escrever num blog todos os dias é a tarefa da imaginação a qual me obrigo todos os dias porque aprecio esta atividade.
     No programa da televisão discutiam-se os planos para daqui a dez e vinte anos, rejeitando-se as impossibilidades e pensando no que é possível.
     Cheguei da rua a pouco, aproveitei o dia para olhar vitrines de lojas, pois o calor chegou e uma compra para saudar o calor é bem vinda.
     O que a realidade das vitrines me mostrou está no campo das impossibilidades que são a realidade constatada nas vitrines.
     O fetiche sobre a cor vermelha continua e, digamos, à grande.
     Numa das vitrines, metade das cores eram neutras e na outra metade eram, pasmem?! Vermelhas.
     O que, eu me perguntei. O vermelho era proibido e agora é impositivo que se tenha uma peça vermelha no armário?
     Na cor vermelha tenho três peças não compradas, guardadas e ocultadas do público em geral. Mais nenhuma, o que eu não sei dizer se o fato conduz ao advérbio felizmente ou infelizmente.
     Há dez anos passados alguém suporia que o fetiche vermelho chegaria a esse ponto na cidade?
     Por sinceridade digo que não me lembro de exatamente da minha cor preferida naquele tempo. Eu gosto do colorido, de todas as cores, mas não lembro a ninguém ter se referido a alguma cor como especial e cheia de simbolismo. Isso para mim é problema pessoal de cada um. Lembro muito de uma conhecida que usava somente a cor preta porque não gostava de roupas ou acessórios coloridos e foi especificamente ela que se referiu a mim como apreciadora das cores, o que a fazia sentir certo mal estar psicológico. A cor preta que ela usava nada tinha a ver com a tristeza, era uma questão de bem estar.
     Eu penso que o impossível não pode ser planejado, mas temos que conviver com o impossível.
     Penso que se planeja o possível e que o impossível, o não imaginável vem junto no pacote, como um brinde para lembrar que não somos perfeitos.
     Como não se sabe se esse vermelho todo nas vitrines é desdém ou elogio, cheguei à conclusão de que o melhor é manter apenas as três peças vermelhas no armário. Ao lado de todas as outras cores se incluído as neutras e básicas (excluí a cor vermelha das básicas por precaução – não gosto de idolatria disfarçada em cores e objetos de consumo).
     Alguém sabia que pessoas oriundas de outras culturas, acham que as cores são energias e que não devemos desequilibrá-las.
     Agora sim, há vinte e poucos anos atrás eu comprava artigos para o estudo da música em um mesmo lugar e começaram a dizer que eu estava pálida.
     Quando cheguei à loja, um senhor me disse que eu não usava a cor amarela e a ausência da cor amarela fazia com que me mostrasse pálida. A brancura era tanta que numa fotografia para dois documentos diferentes foi necessária a refeitura da fotografia porque, segundo os fotógrafos, havia entrado luz no filme e a foto irradiava luz branca.
     Parece brincadeira, mas eu me forcei a usar a cor amarela e a disposição mudou e eu fiquei de tez rosada. É óbvio que eu tive medo dessa história e não me esqueço dela até hoje. Eu sei que eu tive que voltar aos dois fotógrafos e refazer as fotos.
     O fato aconteceu há mais de vinte anos. Não, não foi o sol ou a luz do sol, foi antes de toda e qualquer exposição ao ar livre.
     O impossível não se planeja, se convive. Mas tem que se contado como fator aleatório.
     Quando se inclui o impossível como fato a ser observado, é mais fácil de lidar com ele.
     Agora, no que tange ao fetiche vermelho, eu ignoro porque o problema não é meu.
     Temos que lidar com isso, nem que seja com rosas, lilases e cores próximas.
     Às vezes acho a minha localidade “sui generis”.
    

     

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Pacifista

Pacifista

Intervalo é descanso,
Ao olhar longe se avista
O horizonte que alcanço;
É a leitura que dista

Com pensamento manso,
Com vocação cronista
Do momento em remanso
Da realidade à vista.

Do instante eu não me canso,
Querendo-me ensaísta;
 Vejo o céu ao qual me afianço,
Perfeito e pacifista.

terça-feira, 18 de outubro de 2016

Santo Agostinho e o Caipora / Reflexão

Santo Agostinho e o Caipora



     Nós lemos Santo Agostinho e a história de todos os santos se assim o desejarmos, os batistas são católicos e evangélicos, começo por assim dizer para evitar perguntas tantas vezes repetidas e respondidas no mesmo sentido.
     Este texto, conversado dentro de casa merece a ideação porque o Caipora, figura folclórica brasileira, já era discutido nos anos 400 depois de Cristo. É descrito por Santo Agostinho como antípoda, “homens que pisam o reverso das nossas pegadas na parte oposta da terra, onde o sol nasce, quando se oculta de nossos olhos”.
     Ele descreve a figura mais como fábula do que como problema humano, como as malformações congênitas, mas a figura do antípoda era tida como existente já naquela época.
     O texto se torna cativante à medida que ele o usa para prevenir sobre os temas polêmicos da época dele.
     Ele, Santo Agostinho, compara o caipora com conjecturas da astronomia e, ao ler o texto, o leitor poderá lembrar-se de Galileu Galilei, que foi queimado, e Copérnico. Obviamente que depois a igreja reconheceu que errou, mais precisamente no dia 31 de outubro de 1992.
     Vamos ao texto escrito por Santo Agostinho que diz não haverem testemunhos históricos sobre a existência do Caipora:
     “..., mas em meras conjecturas e raciocínios aparentes, baseados em estar a terra suspensa na redondez do céu e o mundo ocupar o mesmo lugar, ínfimo e médio. Daí deduzem não poder carecer de habitantes a outra parte da terra, quer dizer, a parte debaixo de nós.”
     Mais alguns prolegômenos e ele conclui a ideia:
     “Além de parecer enorme absurdo dizer que alguns homens, atravessada a imensidade do oceano, puderam navegar e arribar à referida parte com o fito exclusivo de salvaguardar em sua origem a continuidade unitária do gênero humano”.
     Esse texto mostra que podemos desviar os assuntos polêmicos e nos mantermos vivos. Mostra também que é possível a involução do pensamento humano e, por diversas circunstâncias históricas e de sociedade, punir quem concluir uma ideia ao contrário dos interesses da época, não digo do interesse dominante porque não é o caso descrito.
     Ele, como cristão das primeiras épocas, não via contexto negativo em que se aprofundassem os conhecimentos. Séculos depois, no entanto, a involução cultural permitiu a punição do conhecimento pelo filósofo.
     Também não tenho o menor propósito de discutir a terra e os astros porque não é conhecimento meu.
     O meu objetivo é saber do cristianismo primitivo, o que tem me feito muito bem, espiritualmente.
     Os conhecimentos existentes naquela época eram abraçados e incorporados aos mestres, Santo Agostinho era professor renomado em Roma e aos discípulos, com os quais ele gostava de discutir as suas ideias.
     Tenho observado uma sucessão de complementos à leitura bíblica com esse livro chamado A Cidade de Deus, além de coincidências entre o título do livro e algumas experimentações pessoais, pois a cidade de deus somos nós, quando nos dispomos a seguir os ensinamentos do amor de Jesus Cristo.
     No mais, fica aqui a mitológica figura brasileira do Caipora e o conselho intrínseco ligado à sua figura que cada um percebe de maneira distinta.
    
    



Bibliografia: Santo Agostinho, A Cidade de Deus, parte II, livro Décimo Sexto, capítulo IX.

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Misericórdia

Misericórdia

Conversa de paz,
Jamais tanto faz;
Toda compreensão

Constrói e satisfaz
E mesmo o sagaz
Roga em oração.

Pelo amor verás

Em Jesus comunhão.

domingo, 16 de outubro de 2016

Movimento

Movimento

Corre o tempo
Detalhado
Ao dia lento,

Alimento
Mui louvado
Que acrescento;

Pensamento,
Som consoado,
Movimento.

sábado, 15 de outubro de 2016

Capricho

Capricho

Azul é o céu agora
À luz da janela,
Tarde que se esmera
Em versos lá fora.

O dia colabora
Ao tempo de espera
Do amanhã, que a essa hora,
Será menor que ela.

O hoje se demora
Ao sono e vê a esfera
Do relógio e troca
O tempo a quem dera.

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Fé Absorta

Fé Absorta

Essa friagem
Não comporta
A paisagem

Essa imagem
Que se importa
É a bagagem

Da mensagem;

Fé absorta.

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

O Primeiro Presente de Natal de 2016

O Primeiro Presente de Natal de 2016



     Piano a seis mãos:
    Decore a Entrada,
Seja agraciada.

Corações sãos
À Noel agrada;
A luz cantada

Abençoa irmãos:

Ouça a chamada.






quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Mansidão

Mansidão

Mansidão é mar,
Dentro à alma o ser
Amanhecer,

Contínuo a olhar
O céu, sem ver,
A se escrever;

O contemplar

Todo esse ver.

terça-feira, 11 de outubro de 2016

Paráfrase

Paráfrase

Quanto mais leio,
Mais quero ler;
Um livro inteiro,
E outro a reler.


É meio e recreio
De se entreter;
Como em passeio,
Fome a se ter.

Parafraseio
O livro e o ser
Onde o recheio
É a alma e o saber.

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Pensadores

Pensadores

Faltam pensadores
Que contem do dia,
De todos andores,

Colaboradores;
Aos quais se diria
De todas as cores.

Sem os seus cantores

A história é vazia.

domingo, 9 de outubro de 2016

Espaço

Espaço

Onde falta o espaço,
Descansa o cansaço,
Esse não pensar.

Casaco no braço,
Amanhã é compasso;
Música no lar.

Chama-se de espaço

O cantarolar.

sábado, 8 de outubro de 2016

Bronca Certeira / Crônica de Supermercado

Bronca Certeira / Crônica de Supermercado

     Hoje eu estava na fila por um motivo diferente, pois encontrei um anti-mofo que deixou o guarda-roupas sem mofo, apesar do frio e da chuva. Hoje, quando abri o guarda-roupa e vi que o mofo não estava mais lá, corri para comprar um novo, pois aquele estava precisando ser jogado fora com tanta água absorvida.
     Não prestei muita atenção na fila, mas sim na minha vez de me dirigir ao caixa.
     À minha frente, porém, havia um casal e uma menina de mais ou menos três meses dentro do berço portátil. A menina estava com o rosto voltado para a parte de trás do berço junto ao carrinho de compras e a o seu pai. A mãe estava acompanhando os dois, contrariada.
     Eu não me dei conta das compras do carrinho deles até que a fiscal chegou e disse que pneus automotivos não passam pelo caixa, eles somente podem ser pagos num local apropriado dentro do supermercado.
     _Como foi que esses pneus chegaram até aqui? É impossível que ninguém tenha visto os dois pneus em cima do carrinho de compras.
     Bom, eu estava na fila e não tinha observado até aquele momento.
     O homem pediu desculpas e foi retirar os pneus do carrinho quando a fiscal disse que era tarefa dela verificar os pneus e devolvê-los ao lugar correto.
     A mulher dele olhou contrariada para ele.
     Por um instante todos olharam para os pneus.
     Eu não gosto de interferir, mas não me contive:
     _Gente, olhem a passageira do carrinho.
     O homem olhou para mim e eu apontei o dedo, para a filha deles.
     Mas não é que estavam distraídos mesmo?!
     Depois de olharem para a menininha, a fiscal foi-se embora com os pneus, o pai da criança sentiu-se orgulhoso de ter trazido a filha para fazer arte e a mãe, com a ajuda da moça do caixa e do marido, começou a passar as compras que estavam sob dos pneus.
     Tem situações que para acreditar, a gente tem que ver.
     Antes que eu passasse o meu anti-mofo, eles saíram. Ele feliz por ter feito arte, a mão feliz e séria com as compras no carrinho e a bebê sem entender nada direito.    

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Nexo

Nexo

O muito a ser feito,
Sem contradição,
Será ao melhor jeito.

Passo a passo afeito
Ao nexo e à canção.
O ser satisfeito

Leva o dia a seu jeito,

Faz o dia em canção.

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Alpiste

Alpiste

Partituras apagadas
São desenhos em grafite,
Notas e hastes conjugadas,
Recompostas, acredite,

São fielmente retocadas
À mão, vontade sem limite
De vê-las óbvias, tocadas
Em leitura que se imite.

São canções interpretadas
A pedirem o convite
De fazê-las divulgadas;
Passarinha com alpiste.

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Dar Conselhos - Reflexão

Dar Conselhos - Reflexão

     Uma das tarefas mais complicadas é dar conselhos, principalmente quando sabem que a gente tem muita leitura.
     Tudo o que disse até agora, eu repeti.
     A gente deve fazer o que pode, dar o melhor da gente, mas devemos saber que não somos personagens de livros e revistas infantis. Somos gente, ou seja, humanos.
     Não adianta tentar ser super- herói na vida real. Quem faz o que pode, faz muito. Quem faz o melhor que pode, supera as expectativas. Quem vai além do melhor que pode, pode se destruir.
     Existem outros fatores em toda questão humana e esses fatores independem do esforço que fazemos.
     Onde a questão dos conselhos é necessária, cada palavra é responsabilidade de quem dá o conselho.
     Nada vale a pena quando é a qualquer preço. Eu conto história e a pessoa que tire a sua conclusão.
     Contei a história de um jovem que tinha certo conforto. Quando prestou o vestibular não passou em universidade pública. Fez outros vestibulares e passou numa faculdade particular. Tendo sido advertido pelo pai que este não conseguiria pagar a faculdade, ele vendeu o carro para pagar as mensalidades. Depois foi vendendo o que tinha e estudava na biblioteca da faculdade. Formou-se e nunca conseguiu um bom emprego. Morreu antes de completar cinquenta anos sem nunca ter se sentido realizado profissionalmente.
     São diversos os fatores que interferem na vida de cada um.
     Ontem eu disse do livre arbítrio dentro das alternativas do bem viver. Bem viver significa em primeiro lugar manter-se vivo. Em estar-se vivo e em condições de escolher o que se pode fazer é que as alternativas são cogitadas.
     Todos os planos podem ser feitos desde que preserve-se a condição de sentir-se bem dentro do desenvolvimento desses planos.
     Reafirmei que faz-se o que se pode fazer racionalmente. Porque poucas coisas se dão conforme são idealizadas. Quem já construiu ou reformou uma casa sabe disso.  É a chuva que impede o dia de trabalho. É o operário que tem problemas e vê-se obrigado a deixar a obra ou consegue um emprego numa grande construtora e abandona a obra. É o material de construção que chega fora das especificações e volta para a troca pelo material pedido.  É o engenheiro responsável, que depois dessa série de problemas, avisa que os problemas acarretam um pouco mais de verba para a conclusão da obra. É alguém da sua família que fica doente enquanto você constrói a casa. Quando a casa fica pronta a gente agradece a Deus porque conseguiu realizar o sonho da casa própria.
     Os planos possíveis já são difíceis por si mesmo, para que fazer planos que exijam mais? Os planos feitos além das possibilidades podem fracassar mais facilmente.
     Planejar é atividade para todo dia, mas planejar com certa coerência dentro das possibilidades de cada um é melhor.
     Também eu fiz o melhor que pude. É difícil dar conselhos porque os conselhos precisam de toda a humildade possível, ninguém tem essa certeza toda a respeito do outro ser humano que quer ouvir uma palavra responsável.
     Mais que isso, não é da minha escolha. Permitam-me a humildade nessa reflexão. 
     

terça-feira, 4 de outubro de 2016

Para Não Perder a Fé / Reflexão

Para Não Perder a Fé / Reflexão

     Para não perder a fé é preciso não ir além do que dizem os evangelhos de Cristo (Gálatas).
     Tudo o mais é livre arbítrio, sacrifício inútil, obediência às idolatrias.
     Suponhamos um ponto de ônibus, se andássemos um pouco mais do que necessário, não pegaremos o ônibus.
     Os evangelhos são milimétricos em Jesus Cristo. Não se pode acrescentar uma ilação além do que consta nos textos sagrados dos Evangelhos e seus apóstolos.
     Se seguirmos pessoas ao invés de Jesus, estaríamos reinventando a idolatria, mesmo que essas pessoas tivessem muita sabedoria e cultura, mas cujos textos fossem da própria humanidade. Todos devem adquirir cultura, é um benefício humano. Jesus não é contra o conhecimento, mas devemos separar o que é o conhecimento humano da fé divina. Até é mesmo uma questão de bom senso.
     Além do pecado, que é o afastamento voluntário de Jesus Cristo, podemos nos afastar Dele por outros meios e esses meios são sob um ponto de vista pessoal e nem quero que os leitores pensem igual a mim, a valorização da materialidade das coisas em detrimento da fé (pedida por Cristo que fosse infantil) que acredita que tudo se resolve por meio Dele.
     Ele não pediu sacrifícios, pediu que seguissem as suas ideias porque Ele era Deus. É óbvio que alguns dos seus seguidores tiveram uma vida voltada a Ele, mas em tempo nenhum consideraram que faziam sacrifícios.
     As idolatrias estão por toda a parte, cabe a cada um de nós evitarmos.
     Seguindo-se ritos de sacrifício, aumentando ou diminuindo o que está escrito e valorizando seres vivos como se fossem divinos, nos afastamos da prática da fé e da fé intrínseca em nós.
     O livre arbítrio situa-se na forma de como exercemos a fé sem deixarmos de observar os evangelhos, mas existe. É importante observar que o livre arbítrio existe em conformidade com os evangelhos, pois cada apóstolo seguiu a Cristo de maneira individual. Embora com modos diferentes, cumpriram a divina missão.

     Uma reflexão rápida e prática que posso observar no dia a dia e que me ajuda bastante a não perder um pouco da fé que me guia e que compartilho com vocês.

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Itinerante

Itinerante

Enquanto estiver frio,
A janela é distante
E o pensamento, o instante,
Que não fica vazio.

Não que esteja arredio,
É que o tempo é falante,
Conselheiro da estante
Para o dia corredio.

O dia passou e não viu
A janela, pensante,
Mas correu itinerante
E rápido sumiu.

domingo, 2 de outubro de 2016

Dominical

Dominical

Filosofia,
Boa companhia
De café e pão,

Sabedoria
De todo dia
É distração.

Quem não a leria

Junto à canção?

sábado, 1 de outubro de 2016

Deus da Graça

Deus da Graça

Minh'alma tem fome
Da santa palavra
E Cristo é o seu nome;
Palavra sagrada.

Mas não se consome
A bem vinda graça
De todo pronome;
Palavra traçada

De um saber que move
Ao Deus que congraça
E também comove,
Muda e a si consagra.