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sábado, 8 de outubro de 2016

Bronca Certeira / Crônica de Supermercado

Bronca Certeira / Crônica de Supermercado

     Hoje eu estava na fila por um motivo diferente, pois encontrei um anti-mofo que deixou o guarda-roupas sem mofo, apesar do frio e da chuva. Hoje, quando abri o guarda-roupa e vi que o mofo não estava mais lá, corri para comprar um novo, pois aquele estava precisando ser jogado fora com tanta água absorvida.
     Não prestei muita atenção na fila, mas sim na minha vez de me dirigir ao caixa.
     À minha frente, porém, havia um casal e uma menina de mais ou menos três meses dentro do berço portátil. A menina estava com o rosto voltado para a parte de trás do berço junto ao carrinho de compras e a o seu pai. A mãe estava acompanhando os dois, contrariada.
     Eu não me dei conta das compras do carrinho deles até que a fiscal chegou e disse que pneus automotivos não passam pelo caixa, eles somente podem ser pagos num local apropriado dentro do supermercado.
     _Como foi que esses pneus chegaram até aqui? É impossível que ninguém tenha visto os dois pneus em cima do carrinho de compras.
     Bom, eu estava na fila e não tinha observado até aquele momento.
     O homem pediu desculpas e foi retirar os pneus do carrinho quando a fiscal disse que era tarefa dela verificar os pneus e devolvê-los ao lugar correto.
     A mulher dele olhou contrariada para ele.
     Por um instante todos olharam para os pneus.
     Eu não gosto de interferir, mas não me contive:
     _Gente, olhem a passageira do carrinho.
     O homem olhou para mim e eu apontei o dedo, para a filha deles.
     Mas não é que estavam distraídos mesmo?!
     Depois de olharem para a menininha, a fiscal foi-se embora com os pneus, o pai da criança sentiu-se orgulhoso de ter trazido a filha para fazer arte e a mãe, com a ajuda da moça do caixa e do marido, começou a passar as compras que estavam sob dos pneus.
     Tem situações que para acreditar, a gente tem que ver.
     Antes que eu passasse o meu anti-mofo, eles saíram. Ele feliz por ter feito arte, a mão feliz e séria com as compras no carrinho e a bebê sem entender nada direito.    

Um comentário:

Célia Rangel disse...

Observar as reações humanas é grande fonte de reflexão mesmo...
Abraço.