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sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Queijadinha / Crônica do Cotidiano

Queijadinha / Crônica do Cotidiano



     Estava na rua e precisei de caneta para anotar um endereço, fazer anotações no celular em rua movimentada nunca é uma boa ideia.
     Na minha cidade ainda se encontram canetas esferográficas nas bancas de jornal e revistas.
     Avistei a banca e fui até lá, perguntei se tinha caneta e a resposta foi negativa.
     Pensando em voz alta, disse à senhora que me atende que andaria um pouco mais e iria até a papelaria, longe algumas quadras dali.
     Na mesma hora ela me respondeu:
     _A senhora não precisa ir até a papelaria! Se a senhora for naquela banca de jornal e revistas no final da quadra, a senhora encontra a caneta.
     Perguntei a ela se ela tinha certeza.
     _Tenho! Aquela banca tem mais estoque porque atende os funcionários da empresa que fica em frente a ela.
     A resposta dela me incitou à curiosidade:
     _E, a senhora, a quem atende?
     Sabem o que ela respondeu? Respondeu que atendia aos passantes da rua e ao pessoal que pegava ônibus.
     _Somos bancas diferenciadas e cada uma tem o seu público consumidor.
     Determinada, fui até a outra banca no final da mesma quadra.
     _ O senhor vende canetas?
     _Vendo. Pode escolher a sua esferográfica.
     Embora sejam iguais e da mesma marca, escolhi uma e a comprei.
     Olhei os docinhos e pensei numa pergunta perspicaz?
     _Qual é a melhor paçoca de amendoim que o senhor tem para vender?
     Sabem o que ele respondeu. Que o melhor doce que ele tinha à venda era a queijadinha. Eu só vi a queijadinha depois que ele falou.
     As queijadinhas estavam sobre o balcão, tinham embalagens individuais com as especificações do fabricante.
     Seria impossível adivinhar uma coisa dessas. A queijadinha era uma delícia.
     Pois é.


Um comentário:

Aleatoriamente disse...

As coisas seguem sempre com escolhas.
Mas o ponto positivo estava lá numa delas.
Sua caneta, e de quebra a queijadinha.

Beijinho