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quinta-feira, 28 de julho de 2016

Arte Etérea

Arte Etérea



     Algum tempo atrás fui numa fábrica de chocolates. A visita durou por volta de uma hora.
     Os tipos de matéria prima, as máquinas, a feitura e, a degustação.
     Investir é se divertir. O chocolate vai além da lenda e da gula, vai além de um país e sua cultura, vai ao sonho e se diz presente ao paladar.
     O chocolate é a imaginação em produtividade e, até hoje, eu não tinha pensado em fazer em casa.
     Não sei se foi o clima frio ou uma estranha sensação de ter esquecido algo por fazer em casa.
     Eu sei que cheguei e vi que por hoje estava tudo feito, das leituras aos estudos e as conversas com os meus conhecidos de costume.
     Dia de inventar um paladar diferente.
     Não fui muito original, mas peguei chocolate amargo e paçoca com açúcar mascavo e as formas de chocolate com as quais eu derretia chocolate dietético para levar em passeios com a minha mãe.
     Não tenho o conceito definido, pois não foi exatamente saudade, foi uma experiência culinária.
     A gente é a soma de tudo o que vive e acho que hoje foi o dia do resumo, porque eu e ela, juntas, éramos unânimes na questão do chocolate. Ela lembrava que na guerra eram enviados chocolates aos aliados, coisa que o professor da chocolateria nos lembrou em aula e eu me emocionei. Ela também dizia que era útil ter um pequeno chocolate dentro da bolsa porque era bom em qualquer situação, fosse alegre ou triste.
     “_Prepare o meu chocolate porque vou passar a manhã no velório e não posso comer nada que os outros comem.”
     “_Prepare o meu chocolate porque vou a uma festa de aniversário e não posso comer nada que os outros comem.”

     Eu sei que eu não pensei duas vezes e derreti o chocolate e recheei com paçoca e o meu estado de espírito se encontra pertinho dos anjos.
     Para que tornar etérea uma emoção que compreende os dois mundos em que se vive: o do corpo e o da alma?


    
    

     

Um comentário:

Jaime Portela disse...

Adoro chocolate.
Sou viciado, aliás.
Por isso, custou-me ler o seu delicioso texto sem me levantar para ir buscar um chocolate... mas resisti, porque o seu texto me interessou do princípio ao fim.
E é muito bom saber fazer o resumo da "soma de tudo o que se vive".
Yayá, tem um bom fim de semana.
Beijo.