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segunda-feira, 27 de junho de 2016

Reflexão comparativa entre misericórdia e dó / Reflexão


Reflexão comparativa entre misericórdia e dó / Reflexão


     Este é um tema difícil, mas muito bem sugerido nos seguintes termos:
     “_Ai que dó! Eu também sinto dó. O que você acha?”
     A reflexão diz respeito a uma forma de expressão expositiva de um pensamento para que seja possível o diálogo.
     Eis aqui o que consegui pensar desde a hora da sugestão:
     A misericórdia inspira o bem em qualquer circunstância, pois é o primeiro passo para a caridade, tendo em vista que é generosa, mesmo quando em discordância de palavra ou atitude, pois diz da vontade de que a misericórdia e o amor de cada ser humano prevaleçam sobre toda e qualquer questão.
     Já, a pena, ou, o chamado dó de um pelo outro, ao contrário do que se possa imaginar de positivo, é uma comiseração expressa da incapacidade parcial ou total de pensar ou agir generosamente para com o próximo. O dó é a aceitação do sofrimento do outro como algo imutável, mas para Deus, ou, para os que não creem, mas é positivista, a condição de imutabilidade de um sofrimento não existe, a menos que seja uma impossibilidade de se agir em conformidade com o bem, objetivo primeiro da existência enquanto vida.
     O dó se exprime a traduzir-se como a cumplicidade inequívoca com o mal, pois nem mesmo conta com a boa vontade humana de dialogar, ou, com uma simples oração, feita em silêncio, em favor daquele que sofre, para que o seu sofrimento seja minorado.
     A misericórdia é inspirada, tem boas intenções explícitas ou implícitas por parte de quem sabe do outro a sua dor mesmo estando sem condições de nada fazer de prático para aliviar o sofrimento daquele que sofre por algum motivo.
     Exemplos são necessários. Digamos, por exemplo, de qualquer pessoa que ainda não tenha encontrado a sua vocação. Nada se pode fazer quanto a isso, mas pode-se desejar que esta pessoa encontrasse o seu bom caminho para que possa estar inserida na sociedade através do amor da sua vocação, nas suas intenções e atitudes.
     Sobre o diálogo em si, o que dizer? Dizer que o dó pelo outro é um sentimento cultivador de amargura e que pode levar a autocomiseração. Dizer que a misericórdia é uma prece que fazemos sem precisar dizer muito, é uma prece para que o discernimento do Espírito Santo a esteja inspirando, é pedir que Deus ensinasse a desejar o bem ao próximo por meio de livros, filme, e por que não dizer canções. Dó é sentimento de incapacidade de ser ou fazer o bem em determinado momento, ter em mente este conceito muito pode ajudar a mostrar o que é a misericórdia.
     O dia a dia é feito de muitas inserções e conversas rápidas, diálogos, críticas e elogios, não há motivo para se amargar com pensamentos que não ajudam nem a si mesmo e nem ao próximo.
     Evoluímos constantemente na busca pelo conhecimento, na superação das dificuldades e a sabedoria agregada durante a existência é infindável. Nenhum ser humano está pronto sob o ponto de vista de que nada possa melhorar, conforme o ditado “Enquanto há vida, há esperança.” A esperança de um ser humano em relação ao seu próximo é parte da misericórdia.
     Hoje, a sugestão do tema veio de forma inesperada, mas é apropriada a alguma reflexão.
     Espero que o leitor não pense o texto como uma página de um diário pueril porque não é do que se trata.
     O pensamento pode ser objetivo e proposital, sugerido e questionado, valorado em busca da confiança do ser humano pelo seu próximo, ensimesmado.
     Sugestão instigante!

     

Um comentário:

Célia Rangel disse...

Sua excelente reflexão me levou aos meus estudos: ..."MISERATIO, derivado de MISERERE, que significa “compaixão” e CORDIS, derivado de COR, “coração”...
Como seres humanos, sensíveis, estamos sempre em busca...
Abraço.