Lugares Bonitos

Lugares Bonitos

http://frasesemcompromisso.blogs.sapo.pt/

O blog da Nina, menina que lia quadrinhos.

terça-feira, 30 de junho de 2015

O Vendedor Correto / Crônica do Cotidiano

O Vendedor Correto / Crônica do Cotidiano

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Saí para saber do roteador wi-fi portátil para ver se eu consigo me acertar com o tablet. Fiz downloads e off-line eu posso ler em qualquer lugar, mas o tablet e a internet são um problema para mim.

Acredito que não seja somente eu, mas em cada lugar onde tem o wi-fi gratuito, a gente tem que perguntar o código de acesso e demora mais tempo acessando do que usufruindo da internet.

Ao final das contas quem carrega a internet pra valer é o celular.

_A senhora tem internet no celular e se a senhora não precisa de tablet para algum uso efetivo, use o celular. É mais barato e mais leve, não pesa na bolsa.

Ele está absolutamente certo.

_O seu tablet tem lugar para chip?

Eu digo que não.

_A senhora não imagina a minha dor de cabeça. Grande parte das pessoas compra tablet com wi-fi e pensa que o roteador wi-fi faz milagres. A senhora tem um tablet barato, daqueles do tipo quebra-galho onde a internet não fica rápida nem com a sua internet wi-fi dentro de casa. A maioria das pessoas pensa que nós podemos resolver o problema da internet lenta no tablet, mas o problema é com o tablet, não é nosso. Nós vendemos tablets compatíveis com alta velocidade, mas é um desperdício de dinheiro para as pessoas que pouco precisam do tablet quando estão em trânsito.

Eu saí muito satisfeita com o atendimento e manterei o meu celular com a operadora de telefonia móvel.

Otimista, fui ao café.

Algumas moças conversavam. Enquanto eu pegava o trocado para pagar o café, elas riam muito.

_Ah, gente. Vamos fazer um preço. Vamos cobrar mil e quinhentos reais para falar mal e, se for para falar bem a gente cobra dois mil reais. Falar mal é muito mais fácil que falar bem.

Fosse o que fosse elas dividiriam a fatura.

A distância da conversa anterior com essa faz com que a gente reflita. Melhor sair rápido do café e voltar pra casa. Manhã cheia.

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Colcha de Retalhos

Colcha de Retalhos

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São panos sobrados,

Fios entrelaçados;

Colcha de Retalhos.

 

Quadrados dobrados,

Bem arrematados;

Cartas de baralhos.

 

Retângulos dados

 

Dão muitos trabalhos.

domingo, 28 de junho de 2015

Venderam a Casa / Reflexão

Venderam a Casa

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Venderam a casa. Chegará o momento em que todos os vizinhos saberão. Quem vende a sua casa, seja por que motivo for, terá que dizer e, se não disser, quando os novos moradores chegarem, a constatação se dará.

Natural é que, os moradores da região, queiram saber quem serão os novos vizinhos, todos nós temos vizinhos que gostamos que sejam nossos vizinhos e outros dos quais nos perguntamos se alguém os merece como vizinhos.

Particularmente, gostei muito dos novos vizinhos, cordiais e educados, gente que vale à pena vizinhar, respeitando-se a privacidade de cada um.

Os novos vizinhos têm algo de alma em comum, algo antigo e algo moderno.

A grande maioria dos novos vizinhos são estrangeiros, americanos e europeus, além dos vizinhos brasileiros que conquistaram certo posto de respeito no meu coração.

Moradora antiga da região eu já tive vários vizinhos, já me adaptei a muitos vizinhos, gente que bem quis e malquis convivências. Culturas diversas são desafiadoras, exigem o apuramento das concordâncias, muito interessante.

Assim somos nós por mudanças nas nossas vidas, os vizinhos também passam por mudanças, a opção é deles.

Interessante é observar que quando se tem novos vizinhos, os moradores do bairro querem logo saber sobre a convivência. Para mim, ótima.

Eu também não sei nada, além disso, pois não sou bisbilhoteira quanto às miudezas dos outros.

Alguns outros cogitam o motivo da venda, provavelmente porque encontraram algum lugar melhor para si.

A gente não pode adiantar sobre como será dali em diante, mas as coisas vão conforme estão e, se está tudo bem, está. Porque ninguém sabe quais problemas enfrentará na existência, nem eu, nem eles e nem vocês que me leem.

Estou escrevendo para dizer que venderam a casa e que tenho novos vizinhos.

Mas, qual é o sentido de dizer que venderam a casa e que se têm novos vizinhos?

O sentido de escrever isto é que muita gente vendeu a casa na região e existem ruas próximas onde duas ou três casas não estão à venda ou foram vendidas.

O bairro tende a ter outra feição tendo em vista que quem faz as características de um bairro são os seus moradores.

Muitos dos que vendem as suas casas preferem morar em apartamentos. Muitos até mesmo perguntam se eu também venderei a casa. A minha resposta é a mesma, eu não sei. Hoje tenho uma opinião e amanhã posso ter outra, tudo é possível, mas, por enquanto, a resposta é não.

Preciso, no entanto, estar atenta às modificações urbanas que acontecerão, porque acontecerão. São novos vizinhos por aqui e novos vizinhos de bairro a algumas quadras de onde estou.

As mudanças que são imperceptíveis hoje e aos poucos serão visíveis e por certo, terei que me adaptar ao novo bairro que eu consegui sem vender casa alguma.

E foi assim que a minha casa mudou de bairro e eu me mudei sem saber.

Parece uma crônica, mas é uma reflexão.

sábado, 27 de junho de 2015

Uma Lenda / Crônica Junina

Uma Lenda

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Há uma história que, para mim, virou lenda.

Conto o caso conforme é contado, em ordem cronológica.

Observem os pontos comuns, posto que os tenham, muito embora se passando em locais diferentes e ambientes diferentes.

A primeira vez que ouvi essa história foi quando passamos um final de semana no litoral do Paraná, Antonina, há mais de dez anos atrás.

Cuidados com o mar são obrigatórios, mas fomos avisados para não adentrarmos em bosques. Diziam que havia areia movediça e que somente os acostumados a andar nas matas poderiam caminhar e, mesmo assim, com cuidado, nunca desacompanhados por estes lugares. Contaram que há mais de cem anos que a história se repete, é gente que some por não conhecer os banhados sempre cobertos de vegetação que parecem terra firme e não é. Disseram que existem lugares que é próprio para especialistas que, por sua vez, vão munidos de cordas e facas caso se atolem e sempre em dois ou mais conhecidos.

Estávamos lá para descansar e o suco de laranja na varanda do hotel era mais aprazível do que uma longa caminhada.

A segunda vez que ouvi essa história foi em Itajaí, no estado de Santa Catarina, cidade onde há muita gente para prevenir os visitantes sobre os cuidados com o mar, pois é uma cidade que abriga um porto.

Dessa vez, fomos por outros motivos, negócios e se passou em dois mil e nove.

Contou-me uma moradora que tomasse cuidado com os passeios. Disse que por lá, na região do litoral, havia uma sereia que cantava todos os lugares bonitos para se visitar.

Contaram-nos que em meio aos lugares bonitos, existe um lugar aonde as pessoas vão para não voltar e que esse lugar é no meio do mar. Disse que existe um lugar no mar que é próprio para especialistas porque é cheio de algas que se enroscam nos pés, causando buracos na areia e, que se o turista for sozinho, acaba por morrer afogado em maré rasa, pois as algas o enterram. Disseram que a sereia também indicava esse lugar quando estava zangada.

Aconselhou-nos a ficar na região entre Navegantes e Balneário Camboriú sem procurar praias desabitadas. Disse que a praia de navegantes era boa para o surf e Balneário Camboriú, para a praia em família.

As histórias são essas, mas em ambientes diversos. A primeira diz respeito às matas e a segunda diz respeito ao mar.

Em época de junho, não custa nada contar aos amigos.

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Vívida / Crônica do Cotidiano

Vívida / Crônica do Cotidiano

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Com setenta e seis anos me chamou para conversar sobre um tema polêmico: o ensino do gênero na escola.

Queria conversar, dizer o que pensa e ouvir respostas. Eu tinha tempo e sentei para ouvi-la.

Contou-me que chamou os netos para conversar. Como professora aposentada pelo estado de Santa Catarina, sentiu-se na obrigação de conversar com os netos sobre o gênero.

_Eu chamei os meus netos, cozinhei uma panela com pinhões e, enquanto descascávamos o pinhão, contei sobre o pinheiro. Disse que até o pinheiro tem gênero. O pinheiro macho tem as hastes longas. A árvore pinheiro fêmea é mais rechonchuda e é a que dá o fruto pinhão. Disse que o pinheiro macho é o responsável pela fecundação da árvore fêmea. Disse que Deus criou o homem e a mulher e essa foi a vontade dele. Quem dá a luz ao bebê é a mulher que concebe com a ajuda do homem, diferentes na anatomia pela própria natureza.

Eu perguntei onde é que estava a polêmica.

Ela disse que desejam ensinar às crianças de uma maneira com a qual ela discorda. Diz ela que querem ensinar que toda a natureza sexual é neutra até que se escolha a opção sexual.

Uma conversa sob o ponto de vista cristão, mas muito interessante.

Ela continuou a argumentação:

_Essa educação é errônea, pois a sexualidade, sob o ponto de vista natural, nasce com o gênero feminino e masculino, são diferentes. Agora, se mais tarde, depois de crescida essa criança, ela opta por uma orientação sexual diferente daquela que a natureza e o Criador a fez, ela que se autodetermine. Como é que eu vou ensinar a uma criança que ela não tem gênero sexual? Como é que eu vou ensinar a uma criança que é na juventude que se descobre se é macho ou fêmea?

Eu disse a ela que me sentia agradecida a Deus por não ter filhos em idade escolar.

A moça que estava por perto contou que eu não faço a ideia do que é receber ligações da escola querendo uma resposta pronta do pai ou da mãe. Segundo a moça, a fórmula é conversar com os filhos e com a professora para saber como conduzir a educação da melhor maneira possível. Ela não se exime da responsabilidade de educar os filhos e quem manda é ela e quem aguenta as pressões da escola é ela.

A senhora continuou dizendo que os governos são necessários em todos os países do mundo, mas que deve se cuidar quando mexe com assuntos delicados.

O assunto estava juntando gente na porta do estabelecimento comercial.

Para amenizar o entusiasmo que o assunto causava, lembrando que ela havia falado em governos, eu citei o terrorismo e perguntei o que ela achava.

Ela baixou a voz e me disse para calar a boca, é um perigo para todos.

Ela tinha razão. Depois é que tomamos conhecimento do que se passa no mundo.

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Circunspecções

Circunspecções

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Rearrumada a casa

Com canções, lições,

Que esse estudo embala

Às alterações,

 

É a cortina e a sala

Sem contradições

Na sonora gala

Das composições.

 

Quando o piano fala

De argumentações

Na fraseada escala,

São circunspecções.

quarta-feira, 24 de junho de 2015

A Questão do Uniforme

A Questão do Uniforme

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As lojas de departamentos começaram a surgir no Brasil na década de 1.970.

Antes da existência dessas lojas as opções para compras de roupas eram poucas. Existiam as butiques e as costureiras e as lojas de tecidos. A maioria das mulheres de classe média, que não trabalhavam fora, confeccionavam as roupas em casa. As que trabalhavam tinham um número de saias e blusas contadas para o trabalho e as roupas para os finais de semana. Os uniformes escolares dos filhos eram parte da economia doméstica, pois bastavam dois uniformes e a roupa da semana dos filhos estava feita. Crianças crescem e os uniformes ajudavam a comprar ou costurar roupas novas.

O conceito de que usar uniformes era desnecessário veio com uma loja de departamentos com roupas para adultos, jovens e crianças. As moças que atendiam como vendedoras usavam calças jeans azul e camisetas brancas sem o logotipo bordado.

Aconteceram tantos mal entendidos dentro da loja que os donos da referida loja vestiram as moças com camisetas de algodão coloridas e com o logotipo da loja. Na época grande parte das jovens vestia-se com calças jeans azuis e camisetas brancas. Dentro da loja as freguesas perguntavam umas às outras:

_Você é vendedora da loja?

Muita gente olhava e saia sem comprar nada devido a não identificação das vendedoras. Houve um boato que a loja fecharia em breve e, os donos, mudaram a roupa das vendedoras.

Aos poucos os uniformes foram caindo em desuso.

Pergunte se as lojas retiram o logotipo da loja das roupas das vendedoras? Não podem, precisam vender.

O país inteiro comenta do caso da babá cujo clube exigiu uniforme para a entrada.

Eu estava quieta, mas resolvi contar um caso presenciado.

Estava num clube lotado de gente durante o final de semana. Os pais foram pegar um lanche e, a criança caiu do escorregador. Chegaram os responsáveis pela segurança estancaram o sangue da criança, chamaram o atendimento de emergência e precisavam saber quem estava responsável pela criança naquele momento.

Os conhecidos dos pais da criança correram para a lanchonete e avisaram do acontecido.

Realmente havia uma moça próxima dos seguranças olhando a situação com lágrimas nos olhos, mas todos estavam aborrecidos com o que aconteceu e ninguém disse nada.

Quando os pais chegaram e os seguranças do local contaram o que aconteceu, a moça falou em seguida:

_Ele jogou um carrinho de plástico para longe e eu fui pegar. Enquanto isso ele subiu no escorregador e caiu.

Naquele momento descobrimos todos que havia uma babá no lugar. Sem uniforme.

O uniforme é uma utilidade, não um preconceito. Ele protege e informa sobre o usuário facilmente.

Parece que polemizam tudo, desinformam sobre as reais necessidades e utilidades do uso do uniforme.

É o que eu penso. Se quiserem, polemizem.

terça-feira, 23 de junho de 2015

Diplomacia

Diplomacia

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Bons são os diálogos contínuos,

Sem vidraças atingidas,

Consistindo aos indivíduos

As ideias desenvolvidas.

 

Destemidos porque assíduos;

Sugestões são renascidas

De brasidos e resíduos

Às palavras compreendidas.

 

Diplomatas dos contíguos

De intempéries tão seguidas,

Aos amigos desambiguos

Das questões mal resolvidas.

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Decisões Vindas do Espírito Santo

Decisões Vindas do Espírito Santo

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Quem já precisou, pediu em oração e conseguiu talvez saiba do que digo. Quem não precisou, não orou e fez o que quis que nem leia, o texto será ininteligível.

Quando acontece uma oração atendida, toda a sua vida muda dali em diante.

Sem radicalismos, mas com comunhão, as suas atitudes serão outras, devidas ao aprendizado positivo e espiritual vindo de uma determinada situação.

Se a gente fica contente quando ganha um desconto de um comerciante, como não ficar contente com o desconto do Espírito Santo?

O desconto ou a promoção que vem lá de cima não é igual ao do comerciante. Lá de cima, do altíssimo as promoções e os descontos são eternos porque o espírito que habita em nós é eterno.

Enquanto isso, temos que tomar decisões e, algumas dessas decisões estão intimamente ligadas às orações atendidas e isso é complicado.

Não espere compreensão humana para esse tipo de atitude, não existe e nem existirá. Para o bem da humanidade não conhecemos o Espírito em sua totalidade. Se conhecêssemos o Espírito, ele seria humano e não divino.

O Espírito Santo está acima do conhecimento humano e isso é maravilhoso.

A oração é humana e falha, pedimos em acordo com o que precisamos num determinado momento. O atendimento da oração é divino.

A obediência que vem implícita numa oração atendida é que entra no critério do livre arbítrio. Essa livre arbitragem da vontade própria depois de uma oração atendida deve ser em consonância com a bênção recebida.

Essa obediência está acima do que está escrito nas escrituras e não adianta contar a ninguém. As escrituras foram escritos por homens e, acima dela está o Espírito Santo, que inspirou os escritores sagrados deixando claro que revelava parte.

Assim, age-se conforme a bênção recebida e não conforme o mundo.

Paro por aqui e sei que, por mais que leiam, não entenderão.

domingo, 21 de junho de 2015

Natureza de Cada Um / Reflexão

Natureza de Cada Um / Reflexão

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Eu conheço uma infinidade de pessoas que têm animais de estimação. Conheço os donos e as donas de cachorros, gatos, coelhos e pássaros.

Eu gosto de alguns bichos também, mas não animais de estimação.

Não existe nada mais divertido do que uma lagartixa branca dentro de casa. Não me esqueço da noite em que um estranho barulho vinha da pia. A casa era pequena e, embora houvesse ouvido alguém dizer que a pia estava com problemas, acendi as luzes e olhei a pia onde uma pequena lagartixa branca havia pegado o meu espelho e o empurrava de um lado para o outro dentro da pia.

_Lagartixa, devolva-me o espelho.

Tomei o espelho da lagartixa e ela fugiu parede acima.

Todos se acordaram e eu não conseguia parar de rir. Por algum tempo fui apelidada de Ixa Ixa pelo mano.

Aconteceu de dois pássaros entrarem no apartamento e sobrevoarem o almoço, quente e inadequado para eles, causando uma confusão daquelas, pois todos se levantaram da mesa e, enquanto alguns cuidavam para que eles não adentrassem a tigela de feijão, outros abriam outras janelas e faziam vento artificial com revistas e jornais. Eles saíram sãos e salvos, mas ninguém conseguiu almoçar direito naqueles dias.

De outra sorte, foi à vez do gato preto que, todas as noites, aparecia à janela. Após muitas orações o gato, que era de uma moradora das redondezas passou a ficar com a dona.

O aquário que tivemos não deu certo, não gostamos nem um pouco quando os peixinhos morreram.

Dizem que eu sou bagunceira, discordo. É a minha natureza escrever essas coisas nesse jeito tão meu.

Cada um com a sua natureza e, no dia em que essa explicação for entendida, o mundo se tornará melhor.

sábado, 20 de junho de 2015

História Pitoresca

História Pitoresca
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Duas pessoas seguem pelo mesmo caminho anos após ano. Trocam diálogos úteis e toda a gente fica contente em ouvir as histórias deles.
Um dia, seguindo por essa estrada, eles observam que, ao final da estrada, outra estrada dividida em duas direções, aquilo que hoje chamamos de encruzilhada. Uma tabuleta contava as direções dos caminhos:
Caminho #: Quem segue por esse caminho sabe mais
Caminho**: Quem segue esse caminho adquire sabedoria
Um vira-se para o outro e diz que quer sabedoria. O outro se vira para o primeiro e diz que quer saber mais. Eles discordam e um quer que o outro siga o caminho do outro.
Nesse instante aparece do nada, uma velha senhora que avisa que saber mais não é sabedoria. Apesar do livre arbítrio de cada um, ela insistiu para que seguissem pelo caminho da sabedoria.
Eles conversaram e decidiram seguir os caminhos escolhidos por eles: um foi pelo caminho de quem quer saber mais e o outro foi pelo caminho da sabedoria.
O homem que foi pelo caminho da sabedoria, em sua caminhada ficou noites sem dormir porque não tinha quem o ajudasse contra os problemas da estrada, teria que apagar a fogueira que aquecia as noites e sofreria as consequências do frio, o que dificultaria a caminhada.
O homem que foi pelo caminho de saber mais, encontrou uma gruta e teve menos problemas com as intempéries.
No caminho da sabedoria havia muitos sábios e cada palavra dita por eles valia muitos pergaminhos.
Já, pelo caminho de saber mais havia bancos de madeira para que o viandante repousasse e ali comesse alguma coisa que trouxesse consigo.
O caminho da sabedoria era sinalizado para que nenhum passante se perdesse e pudesse seguir ali até a hora de retornar.
O caminho de saber mais continha setas diversas indicando o mapa para que o local certo fosse indicado.
Os dois homens seguiram pelos caminhos e voltaram ao ponto de onde partiram.
Um voltou mais sábio e o outro voltou sabendo mais.
E, se tinha algo de ruim nessa história, dois latidos de um cachorro bravo, os retiraram.
Os homens correram, pois cachorros mordem. Essa foi a melhor história da vida desses caminhantes.

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Multiplicação

Multiplicação

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O perfeito

Ninguém cobra

E está feito.

 

E, perfeito,

Não soçobra,

Sempre há jeito.

 

O bem feito

 

Se desdobra.

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Experiência de Fila / Crônica de Supermercado

Experiência de Fila / Crônica de Supermercado

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Antes de escrever esta crônica fui ao Google mapas para verificar a localização da cidade em questão.

Supermercado cheio e de atalho em atalho eu cheguei até a fila dos caixas.

Chega uma moça e encontra um rapaz, pelo jeito da conversa são colegas de profissão: vendedores.

Ela pergunta como ele vai porque faz tempo que não se encontram dentro da empresa.

Ele diz que está cansado porque acabou de voltar de Juqueí. Contou que ele e alguns colegas haviam organizado todo o estoque durante uma semana e noite afora até que tudo estivesse com fácil acesso e catalogado para a venda. Ele e os colegas conseguiram arrumar tudo antes do sábado passado e a empresa, após verificar a arrumação, ofereceu uma viagem para Juqueí, com passagem e estadia paga para que descansassem durante o final da semana e reassumissem os seus postos somente na terça-feira seguinte.

Até que ele estava contente e contou como era Juqueí a ela, conforme ela perguntou. Uma vila a cinquenta quilômetros de São Sebastião, no litoral de São Paulo e a viagem durou aproximadamente sete horas e meia no automóvel do tipo van, com motorista, conforme a empresa pagou.

Ela perguntou se eles aproveitaram a viagem e ele disse que sim.

De repente ela perguntou por que é que não a convidaram para arrumar o estoque. Ele disse que não sabia e que esse era um critério do gerente.

Quem foi ao passeio? Onde se hospedaram? Qual era o clima do lugar? Alguém reclamou de alguma coisa? Correu tudo como devia correr?

Aos poucos, o sorriso descansado do rapaz foi desaparecendo até que se calasse completamente.

Parece até que ele se arrependeu de contar do passeio oferecido pela empresa.

Ela se disse magoada por não estar com eles em hora tão boa. Ele olhava para os produtos da cesta de compras e somava a conta do que tinha comprado antes de ser chamado para pagar.

Na fila, eu que nem sabia da existência de Juqueí, fiquei aprendendo sobre a competitividade no mercado de trabalho.

Ganhei experiência de fila de supermercado. O link está no topo da crônica. Pois é.

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Emoção

Emoção

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Não direi da saudade

Muito embora não a negue.

Emoção é brevidade,

Movimento que segue

 

Fermentando ao que agrade,

À lembrança que a pegue,

Sem que brade a vontade,

Sem que ao tempo escorregue.

 

Sem querer, vem e invade,

Numa luz quase abnegue.

Depois vai à infinidade,

Sem que a si desapegue.

terça-feira, 16 de junho de 2015

Recolhimento

Recolhimento

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Pronta pra recomeçar,

Tudo em ordem, o caderno,

Feito em poesia, devagar,

Quase parado e fraterno.

 

Nesse outono a sussurrar,

Gélido vento que, externo,

Teima ao dia de tanto esfriar;

Sobra o aquecedor a chiar

 

Dentro de casa. A pensar

Fico no afazer que alterno

Pra n’outro dia terminar;

Doce quente é para o inverno.

segunda-feira, 15 de junho de 2015

Semana Gourmet em Curitiba





Enquanto eu penso como aproveitar o festival Gourmet na minha cidade, deixo uma linda música para vocês.



Brindes combinam com refeições,



Visitem Curitiba!

A Culpa é Do Cozinheiro / Crônica do Cotidiano

A Culpa é Do Cozinheiro / Crônica do Cotidiano

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Normalmente, eu não jogo comida fora. Se, coloco no prato, como até deixar o prato limpo e sou boa de garfo.

Gosto de arroz com aqueles temperos caseiros, soltinho e até exagero muitas vezes.

O cozinheiro que me perdoe, dessa vez a culpa é dele. Não comi o arroz e pedi emprestadas as batatinhas do conhecido para complementar o filezinho de frango.

Garanto que vou pensar algumas vezes antes de ir ao restaurante gourmet, não é para o meu paladar.

Dispensando o comentário de quem me levou ao mercado municipal para mostrar os temperos especiais que estão à venda, vamos ao cardápio:

Como entrada, um mousse à base de peixe. Igual ao mousse de chocolate e castanhas, com creme de leite fresco e gelatina. Um prato salgado e gelado com creme de leite e gelatina e peixe cozido moído.

Com muito esforço comi a metade da gelatina de peixe.

Como prato principal uma lasagna mediterrânea à base de frutos do mar. Lasagna? Frutos do mar? Queijos? Não era para ter erro e eu estava com fome.

Eu estava errada. Lasagna com polvo, mexilhões, lulas brancas e peixes exóticos. Aí eu olhei para o chefe de cozinha e perguntei o que eram aquelas carnes negras no prato.

Ele calmamente respondeu: Sépia.

Quando ele respondeu sépia, eu pedi para ele traduzir isso em comida porque, caso eu morresse, ele seria acusado de envenenamento.

O pobre coitado abriu o tablet, procurou o peixe e me mostrou.

Eu vi o monstro, sim, para o meu paladar esse peixe estranho fora importado, mas visto ao vivo me fez não terminar a lasagna.

Pedi desculpas e mais desculpas. Os gostos dos frutos do mar me acompanharam até a noite. Quando o gosto dos pratos foi embora, eu pude comer novamente.

Fui ao boteco onde estava escrito: arroz e filé de frango.

Não havia peixe na comida e eu poderia comer sem me sentir esquisita.

Uma garfada de arroz e meio litro de coca-cola. O arroz era especial e estava repleto de especiarias enfeitado com as legítimas pimentas verdes frescas.

Com os olhos repletos de lágrimas, pois eu pensei que eram pimentões e não pimentas. Implorei as batatas do prato do conhecido, que rindo muito as cedeu para mim.

Nesse caso o desperdício dos alimentos foi realizado pelo cozinheiro que não avisou com exatidão o que continha na refeição de pitoresco.

Pães, café e biscoitos terminaram o dia. Nenhuma das refeições me fez mal, de jeito algum, mas o paladar estranhou muito.

Essa crônica parece brincadeira, mas não custa avisar o que contém um cardápio gourmet.

O conhecido chegou e me levou ao mercado municipal para mostrar do que se tratava e o preço dos condimentos.

Eu garanti a ele que colocaram um pote de condimentos numa xícara de arroz.

A gente não pode levar tudo a mal. Acontece!

domingo, 14 de junho de 2015

Poema à Joana D’arc

Poema à Joana D’arc.

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As fotos ocultas em áreas cegas

Meditam nos medos dos sonhos puros,

Trafegam nas ruas em nada piegas,

Tornando-se sais em cristais maduros.

 

São luzes fractais de incontáveis velas,

Deixando clarões nas imagens, juros,

Das formas com bordas d’ouro amarelas,

Os sonhos bem feitos são quase augúrios.

 

No entanto, precioso é o limiar da luz,

Que cega ao mostrar o perfeito ciclo,

Objeto e reflexo do quê a conduz.

 

Melhor se saber do que a espelha em luz,

Sem ver, numa forma de simples rito,

À escolha daquela visão; Jesus!

sábado, 13 de junho de 2015

História Para Ser Contada Quando Se Está Com Sono / Crônica do Cotidiano

História Para Ser Contada Quando Se Está Com Sono / Crônica do Cotidiano

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Foram várias vezes a mesma história. Parecia ensinamento. Um amigo chegava para outro amigo, olhava nos olhos e dizia a ele olhos nos olhos:

_Eu sou seu amigo, pode observar. Chego e te desejo o bem e até mesmo tomo umas e outras com você. Mas eu gosto de te lembrar de que a nossa amizade será sempre com reservas, sem confiança e se você quiser, descubra as minhas particularidades sem que eu as diga, porque a minha confiança está reduzida, mas continuamos amigos.

Como ele falava olhos nos olhos e em boa voz, aparecia alguém preocupado com o tom da conversa e indagava sobre o que estava se passando.

Em todas às vezes, a repetição da resposta:

_Por causa dele eu quase entrei numa briga. Eu sou chefe de família, responsável, cumpridor dos meus deveres e na época eu prestava muita atenção em mim mesmo e nas minhas coisas, pois acabava de assumir as novas prestações de um financiamento habitacional. Ele constantemente vinha contar de alguém que, segundo ele, falava de mim pelas costas. Eu invoquei com o homem e fui atrás para saber o que é que estava acontecendo. Quando cheguei à entrada da sala de ginástica, ouvi alguém falar a meu respeito. Fiquei quieto para esperar o momento certo de brigar. Para surpresa minha o homem com quem eu iria brigar me elogiou e disse que estava mal humorado ultimamente por causa das prestações da casa própria, mas que provavelmente o meu mau humor passaria logo. Naquele momento a zanga que eu sentia se transformou em tristeza, pois o meu amigo de infância iria me colocar numa situação horrível. Entrei e saudei os dois com alegria. O homem piscou para o outro como que estava certo no que pensava. Depois, o meu amigo contou-me que não gostava do homem e que queria que eu brigasse por ele.

Esse alguém olhava então para o amigo e perguntava se era isso mesmo, com medo que fosse discussão. O amigo repetia que agiu daquele jeito que o amigo contava e que quis mesmo que o seu amigo brigasse por ele.

Para concluir a situação todos em volta eram advertidos que um dos amigos agiu e agiria da mesma maneira quando achasse que fosse uma situação conveniente. Dizia também que confirmava porque era amigo, ao que o outro retrucava no mesmo momento que era amigo sob-reservas de confiança. Ambos chegavam à conclusão de que a amizade de antes não mais existia e que conversavam ainda porque conseguiam conviver com essa nova situação.

Essa história foi contada tantas vezes até que decorássemos a situação dos dois amigos.

São fatos que acontecem e situações que se repetem de maneira que os novos amigos se tornam mais amigos e mais confiáveis que os amigos de infância.

Muitas pessoas acham que é tolice se fiar em amigos, mas não, a amizade é uma esperança da humanidade.

No entanto, existem pessoas, as quais preferem não ter amigos. Essa é uma questão pessoal de cada um.

Ninguém tem que deixar de ser confiável porque a amiga, ou, o amigo não acredita em confiabilidade ou amizade.

As reservas aparecem como se fossem vinho antigo, cujos defeitos todos conhecem e pode ser usado como vinagre para temperar salada.

São situações que podem acontecer a qualquer um e pode até acabar bem, como no caso desses dois amigos, cujo conhecimento das mazelas um do outro fizeram com que mantivessem alguma convivência.

São superações as quais estamos sujeitos, o relacionamento humano permite uma infinidade de situações cotidianas e temos que tomar posições. Dizer o que se sente, pode parecer fraqueza diante de uns e virtude diante dos outros, o importante é a pessoa se sentir bem perante si mesma. A compreensão da outra parte também é uma questão individual e essa é a parte complicada da questão. Mas é o que acontece nessas situações e ambas as partes merecem respeito.

Se eu não estivesse com sono, não escreveria esse texto. No entanto ele é válido e muito produtivo para se ler antes de dormir e pensar sobre como se agiria em determinadas situações, se a situação fosse com você.

Lembrei-me da história, espero que vocês aproveitem, porque boa parte de nós está cansado de ler nos jornais sobre a violência.

Deus Não Tem Nada A Ver Com Isso / Crônica do Cotidiano

Deus Não Tem Nada A Ver Com Isso / Crônica do Cotidiano

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Vou a Shopping Center. Escuto a história da moça, humilde e esforçada. Nenhum elogio a mais para ela.

Ela está ao telefone explicando a situação da cunhada para um parente dela.

_A Clarisse sai da UTI hoje... Era coisa simples, ela teve que tirar as amígdalas...Deus permitiu e ela foi para a UTI...Depois da cirurgia, ela recebeu as visitas e foi para casa...No dia seguinte voltou ao hospital com a região da garganta fechada, inchou tudo lá dentro...Era infecção...o problema foi que ela tirou as amígdalas depois de velha, com criança não acontece nada...Deus permitiu, é Ele quem permite a doença e o sofrimento...Eu não sei porque Ele permitiu, mas parece que Ele está perdoando e ela está ficando boa. Amém.

Eu esperei a ligação dela terminar para ser atendida. Tratei bem a moça, precisava comprar algumas miudezas e somente aquela loja vende.

Deixei a conversa fluir. Depois contei a minha situação.

_No prédio onde eu moro, vários vizinhos estão resfriados. Eu também estou com um leve resfriado. Fui convidada para uma festa de aniversário. Não vou. A aniversariante está em tratamento médico e eu não levarei gripe para ela, muito embora ela tenha tomado vacina contra a gripe. Esse resfriado é acompanhado de uma leve dor de garganta e dor de garganta é bactéria. Ela está aborrecida por eu não ir e eu, contente, porque tenho a consciência que do meu resfriado ela não morre.

Eu sei que essas moças mal têm tempo para cuidarem de todos os seus afazeres com tantas atividades tais como trabalho, cada, marido, filhos e igreja.

Eu sei também que em outros lugares, o estado previne a ignorância com panfletagem maciça avisando dos cuidados a serem tomados pelas pessoas.

A prevenção da ignorância é fator de economia.

Por aqui, estão dizendo que “Deus permite”.

Andei mais um pouco e me encontrei com uma conhecida da igreja, mãe de dois filhos e, ela, tão aborrecida quanto eu, disse que passam dos limites em certas assertivas.

Eu concordei com ela.

Eu tenho blog e ela, não. Ela forneceu um panfleto numa viagem que fez com o marido.

Deixarei o panfleto como amostra grátis para a reflexão dos frequentadores de igrejas e agentes de saúde, cumprindo assim com a minha obrigação cidadã.

Trotes e alarmes falsos nesses telefones são passíveis de sanções.

É obrigação de todos combaterem a ignorância assassina.

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Tudo Para Dar Certo

Tudo Para Dar Certo

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A analista de relacionamentos olha a ficha dos possíveis casais que possam dar certo. A vida está difícil e ela aceitou trabalhar numa agência matrimonial, após ser demitida do cargo de “coaching empresarial”, uma espécie de personal trainer psicológica.

Os dois relataram degustar vinhos importados embora não bebam. Os dois relataram terem ido aos últimos meses em restaurantes gourmets para experimentar o preço dos pratos à base de mostarda importada. Ambos gostam de serem vistos em locais selecionados. Um ponto em comum entre eles.

Ela se diz livre para fazer o que lhe dá na cabeça, embora levante cedo e vá ao trabalho na hora certa. Não dispensa a saída com as amigas e amigos e acha que a mulher do século passado era oprimida pelo machismo predominante na classe média.

Ele prefere mulheres divorciadas às solteiras. Mulheres livres e independentes desgrudam facilmente do namorado, fato que ele vê com vantagem. Dentre todas as namoradas que ele teve apenas uma era solteira e ainda morava na casa dos pais.

Ela gosta de mostrar que é forte e independente e que leva muito à sério a profissão como fonte de manutenção própria e dos pequenos exageros que costumeiramente aparecem nas suas contas no cartão de crédito. Diz a todos conhecidos que se garante e que não precisa de homem algum que a sustente, pois homem é fonte de amizade e namoro, jamais de dependência ou interdependência. Não aceita trabalhar em bairro frequentado por classe média baixa.

Ele tem necessidade de autoafirmação da autoestima e leva o seu automóvel para passear em locais direcionados a um público elitizado. Ao contrário dela, não diz aos conhecidos o quanto é independente, ele simplesmente é independente e os seus conhecidos bem o sabem. Frequenta os mesmos lugares que os melhores amigos frequentam, mas não dispensa uma passada pela zona sul pelo menos uma vez por semana. Diferentemente dela, ele passa pela zona sul e não compra uma lata de refrigerante que custe mais do que cinco reais. Ele gasta somente quando está entre amigos que saibam o quanto ele não gosta de jogar dinheiro fora.

A analista da agência matrimonial precisa mostrar serviço e coloca os dois em confronto emocional.

Quem sabe eles se entendem e ela consegue a manutenção do emprego.

Feliz Dia dos Namorados para quem está disposta ou disposto a se apaixonar!

O Inglês

O Inglês

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Essa é uma interessante palestra de um homem inglês a caminho de casa, num metrô entre desconhecidos dispostos a escutá-lo.

Viram quantas câmeras de segurança encontramos nos nossos caminhos? A nossa privacidade é delas, das câmeras de segurança. Alguns são contra, eu não. Outro dia foram presos três homens: o mais novo tinha setenta e três anos e o mais velho setenta e seis, assaltantes de bancos. Alguém imaginou assaltantes de bancos com mais de setenta anos? Qualquer um de nós, com alguma educação, traria uma cadeira para qualquer um desses assaltantes de bancos idosos e bem afeiçoados. Seríamos bem educados e, talvez assassinados por estes homens. As câmeras de segurança, quando bem administradas promovem a segurança.

Olhem os jornais agora, por favor. Observem que chega a trinta por cento os nossos representantes políticos que são homossexuais. Eles podem chegar à maioria daqui a algum tempo, são perspectivas. O que será dos heterossexuais quando for minoria, que tipo de protestos farão. Eu tenho idade e não alcançarei esta época, esse é um assunto para a próxima geração da maçonaria inglesa.

Observem o anúncio desse comércio de ferramentas. Essa loja está instalada onde antes havia uma igreja. Vinte e seis igrejas foram vendidas para empresas particulares. Seriam essas igrejas cansadas de serem igrejas? Não, chegaram ao ponto de não conseguirem pagar as contas de luz e água.

Todos nós precisamos de referências positivas. Vamos às nossas referências positivas. Os clubes dos lordes continuam sendo os clubes dos lordes. Algumas senhoras não gostam muito das regras do clube dos lordes. Sentimos por elas, mas é parte da nobreza algumas das condições impostas a algumas mulheres dos clubes dos lordes. Eu, comum, continuo sendo do clube dos comuns e da maçonaria inglesa.

Não quero que gostem da minha palestra, pois quem gosta de uma palestra sem objetos a serem ocultos ou meias verdades ditas em frente às câmeras de segurança? Ao contrário, não mais pegarei essa linha de metrô porque bem sei que não serei agradável aos seus ouvidos. No entanto, as verdades que exponho serão mais agradáveis a cada dia que passar e as suas memórias recordarem do que foi dito.

Infelizmente para alguns dos que aqui estão, os meus objetivos não são monetários. Não que eu seja rico, mas a satisfação que tenho em certos momentos, como o de estar aqui divulgando algumas das verdades que os nossos estudos permitem divulgar é imensamente maior do que o meu desgosto por frequentar uma estação de metrô no inverno.

Para aqueles que gostaram da palestra, lembrem-se de que os pensamentos que não recordarem com o passar do tempo, podem ser obtidos através de uma solicitação junto aos agentes de segurança porque estou de viagem para alguma outra cidade. Penso que vou para os Estados Unidos.

Despediu-se de todos porque a sua estação de descer estava próxima. Foi aplaudido por ironia e por aqueles que o entenderam perfeitamente.

Obs. Respeitamos todas as instituições e a civilidade que elas produzem.

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Lentes

Lentes

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As fotos que não são tiradas

Não mostram as guerras veladas

Que o mundo trava descontente,

Mau exemplo não se dá a essa gente.

 

E ficam assim reveladas,

Expostas por sobre as calçadas;

Que entenda em meia cor insolente

Um sol de luz indiferente.

 

São as fotos tão desengonçadas

Com foco às lâmpadas quebradas,

Que até mesmo qualquer vivente

Não a vê sem usar sua lente.

terça-feira, 9 de junho de 2015

Shakespeare’s Potatos / Crônica

Shakespeare’s Potatos

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Quem não comeria batatas fritas num boteco onde Shakespeare, após a exibição de uma de suas peças, foi com os amigos saboreá-las.

Sinceramente prefiro batatas à dorê, mas dizem que em alguns lugares batas fritas e batatas à dorê são exatamente a mesma coisa e, para comer as batatas palito tais quais a conhecemos é preciso pedir batatas à francesa.

Deixando de lado as batatas fritas de Shakespeare, alguém sabe se, aqui no Brasil, nós temos bares e restaurantes onde o fato de alguém famoso ter passado por ali é motivo de propaganda gratuita?

Certa vez almoçamos numa excelente churrascaria próxima a esquina das Avenidas Ipiranga e São João, em São Paulo. Paramos na esquina famosa por Caetano Veloso, observamos os passantes e, tiramos foto numa divertida aventura musical.

Ao pararmos, entendemos a canção, pois ouvimos conselhos de toda a gente que passava por ali pedindo para usarmos roupas descombinadas para não sermos assaltados. Voltamos ao hotel e, descombinada toda a arrumação do vestuário. Passamos uma semana em São Paulo e, pasmem, não fomos assaltados. Sentimos saudade de Curitiba.

É uma boa ideia de marketing divulgar os pratos preferidos e os restaurantes frequentados, por exemplo, por Jorge Amado, por Dorival Caymmi (Bahia).

Está chegando a hora do almoço e devo estar com fome, mas o Bacalhau do Batata (Pernambuco) poderia ser marca e prato a ser vendido em restaurantes.

A cultura fica naturalmente intrínseca ao local e alguma minibiografia do famoso junto ao cardápio daria um charme especial ao local.

Lugares lotados são frequentados por jovens, lugares que permanecem com a casa quase cheia são atraentes a todas as faixas etárias. Será que funcionaria em termos de lucro e boa sobrevivência do comerciante se tivéssemos locais aprazíveis para lanchar, com ambiente acolhedor, onde fosse permitido violão e, na ausência musical, a televisão ficaria acesa, com hora para abrir e fechar?

Estou com fome e faço sugestões que o apetite sugere.

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Arrozais

Arrozais

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A galeria de arte está fechada. Abaixo dela estão os estacionamentos, gratuitos nos dias em que a galeria de arte está fechada.

Ivan sugeriu deixarem o automóvel no estacionamento da galeria de arte para lancharem antes de seguirem para as planícies irrigadas dos arrozais, distante dos confortos da cidade.

O automóvel de Ivan era para sete lugares e todos os lugares estavam ocupados: um casal e mais três amigos solteiros: uma mulher e dois homens.

Ivan entrou no estacionamento subterrâneo e escolheu o segundo andar abaixo da galeria de arte. A iluminação era pouca, apenas a luz que dava acesso aos corredores estava acesa.

Ao descerem do automóvel, tudo o que ouviam eram os barulhos dos próprios calçados. À medida que Ivan indicava o caminho, pois o estacionamento era em forma de caracol e labirintos, perceberam-se os ecos, tanto vindos da voz de Ivan, como vindos das concordâncias dos convidados em segui-lo.

Todos seguiram Ivan até o andar térreo e avistaram a porta de saída, a que dava acesso a todas as lanchonetes daquele bairro.

Ivan marcou o local do reencontro e deixou os convidados à vontade para escolherem as lanchonetes e os lanches conforme o gosto de cada um.

Ninguém ficou no lugar. No andar térreo, além da porta que dava acesso à galeria de arte fechada, havia um café e uma casa de chá.

Chegada a hora do reencontro, aos poucos, os sete se reuniram. Todos foram ao banheiro porque a partir dali reencontrariam banheiros somente à noite.

Ivan indicou o caminho do 2º andar abaixo do térreo. De novo, a luz fraca, os ecos e os saltos do sapato.

Depois que todos estavam acomodados nos seus bancos, alguns com pacotes de balas e água, outros com refrigerantes e chocolates e salgadinhos, Ivan perguntou se nenhum deles havia sentido vontade de dar uma espiada na galeria de arte enquanto fechada ou desbravar os labirintos do estacionamento, dos ecos e sem grande luminosidade.

Nenhum dos sete convidados sentiu a menor vontade de fazer descobertas.

_Eu sou privilegiado em tê-los como companhias. Quantos outros não preferiram se perder em labirintos escuros ou nas vozes dos ecos inócuos e sem sentido? Continuemos o nosso passeio, agora com maior disposição e mais aliviado por não ter estranhos no meu automóvel.

Seguiram o dia aos arrozais e voltaram às suas casas à noite onde encontraram o conforto que cada um possuía. Estavam mais unidos por saberem uns dos outros daquilo que não eram capazes de fazer.

domingo, 7 de junho de 2015

A Prova de Joaquina

A Prova de Joaquina

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Joaquina tinha prova de história antiga e adormeceu tentando decorar o que estava escrito sobre os povos antigos naquele capítulo do livro.

Os fenícios eram excelentes comerciantes que comerciavam desde Londres até a Grécia e chegaram a montar um império que foi erradicado, inventaram o alfabeto e o levou mundo afora dando origem a linguagem tal qual a conhecemos nos dias de hoje.

Os egípcios dos povos antigos eram excelentes em arquitetura e artes, tinham como qualidades a adaptabilidade e a continuidade dos seus conhecimentos através de sistemas matemáticos originais e próprios.

Os gregos antigos trouxeram ensinamentos filosóficos, culturais e políticos estudados até hoje, estudos atemporais.

Sonhava com o livro e as imagens do livro, também com a escola.

Ao sonho aparece o professor de inglês, naquele seu jeito pausado e circunspecto de ser. Ao invés de ensinar gramática e verbos, ensinava história.

_Joaquina, não se preocupe tanto com a prova de história. O que você escreveu é suficiente para uma criança. Deixe o estudo difícil sobre os fenícios para mim. Eu faço pós-graduação e viajarei para a pesquisa de mestrado. A obrigação de saber muito sobre os fenícios é minha.

Dito isso, o professor de inglês desapareceu do sonho. Agora surgia a professora de desenho matemático que dizia a ela:

_Joaquina, acrescente ao texto sobre os egípcios que eles construíram as pirâmides. Cite esse exemplo e a resposta será muito boa para a prova de amanhã.

A professora desapareceu do sonho, mas apareceu a professora de literatura.

_Joaquina, você já leu algumas histórias da mitologia. Lerá muito mais porque são histórias fascinantes, pensadores instigantes, política incessante. Não queira saber tudo, fique contente com a boa resposta.

A professora de literatura não desapareceu, foi para outra sala se reunir com os outros mestres.

Ao entrar na sala e encontrar-se com o professor de inglês, quis saber algumas situações históricas sobre os fenícios.

_Os fenícios não desapareceram, como se supões, mudaram a forma e o método.

A professora de desenho matemático pediu ao professor de inglês, se possível, que compartilhasse todos os desenhos encontrados para que ela os transformasse em cálculos.

O professor de inglês gostou muito da ideia que enriqueceria o seu trabalho de mestrado.

A professora de literatura pediu aos outros dois que permitissem que ela pensasse filosoficamente depois que lesse os estudos comuns de ambos, se fosse possível.

O professor de inglês e a professora de desenho argumentaram com a professora de literatura. Ela poderia ler e filosofar sobre os estudos, mas alertaram-na de que ela não poderia dizer que conhecia a matéria, porque, de fato, desconhecia. Um texto não bastaria para que ela pudesse afirmar certamente sobre os complexos conceitos intrínsecos daqueles povos antigos.

A professora de literatura concordou, era culta suficiente para saber que eles não a ofendiam nem a magoavam com a assertiva. Os estudos seriam lidos como parte de conhecimento geral pessoal, como se fossem mais uma história mitológica, mesmo sem o serem.

O professor de inglês e a professora de desenho matemático ficaram contentes e se colocaram à disposição para esclarecerem as suas dúvidas e resolverem todas as questões que, por ventura, outros alunos trouxessem a elas sobre essas questões.

O sonho desapareceu e Joaquina dormiu até a manhã seguinte, com as respostas decoradas.

sábado, 6 de junho de 2015

Ser Mulher / Reflexão

Ser Mulher / Reflexão

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Aquela mãe com a filha nos braços está em mim como a menina no colo da mãe e a apoiadora das artes da avó.

É inconcebível não sentir a feminilidade como parte de mim, é interessante ser assim como se fosse uma eterna gestação, um barrigão de mãe, filha e avó.

Há mulheres que não desejam a maternidade como se a maternidade não pudesse ser um estado de espírito, um olhar a vida com afeição com ou sem concepção.

Nada impede uma mulher de ser, agir e pensar nas mais variadas situações.

Vejo a mãe sofrida com a criança nos braços e, ao olhar os seus pés, vejo as sapatilhas que doei. Olho-a de cima a baixo e me vejo naquele olhar, preocupada e ansiosa pelo bem estar da criança.

Vejo a menina no colo da mãe querendo sair do colo e andar sozinha, pequenina, confiante de que tudo sempre termina bem e me vejo criança, querendo que tudo fique bem. Por alguns instantes me abstraio da realidade e penso como ela. Quem sabe? A gente nunca sabe nada mesmo. A criança é a eterna esperança no pensamento de uma mulher.

Vejo a avozinha deixar um papel no chão e junto o papel e entrego a ela e ela me diz que ainda há motivos para acreditar na gentileza do ser humano. Parecia algo importante para ela. Tomara envelhecer pensando que há motivos para crer no ser humano.

Depois, fiquei parada, em silêncio, pensativa. Essa luz vinda dessas mulheres me era tão necessária quanto um desjejum de manhã.

A gente vê tantas coisas que se esquece dessas sutilezas necessárias à vida de toda mulher que são o embalar e ser embalada com ternura para algum dia ser alvo da atenção de estranhas que juntam os nossos papéis na sociedade.

Mais do que papéis é o instinto que nos faz assim, bicho-mulher, mas são as sutilezas do viver que nos elaboram em nossas manifestações infantis, maternais e racionais.

O melhor é não precisar entender o que se passa na cabeça de uma mulher, mulher não tem explicação, é o tal do sexto-sentido pra cá, bolo pra lá, conversa descuidada não sei aonde, que, às vezes, nem mesmo a gente se entende.

E, se procurar a racionalidade nesses sentidos, ela se perde em qualquer canto de delicadeza, como se perde esse texto em menina, mãe e avó.

Ah! Deixa pra lá.

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Privacidade

Privacidade

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Não é que seja algum medo,

Muito menos segredo;

É a tal privacidade

 

Pela qual enveredo.

Hóspede sem enredo,

Uma liberalidade.

 

Meu bom dia acorda cedo,

 

Meio sol, grande cidade.

quinta-feira, 4 de junho de 2015

Um Conselho Exótico

Um Conselho Exótico

Seja bom, ou seja, mal, se o caminho não te agrada não o siga, menos mal é a menor contrariedade possível.

Existem bons lugares e boas pessoas que não te convém, não é por quem, é porque você também pensa e é alguém.

Não passe duas vezes por uma porta, somente porque está aberta, pois uma porta de desagrado você entra e sai.

A generosidade não tem preço, não faça com que a sua tenha.

Situar-se é sempre bom, pois enquanto o rei Henrique VIII, na Inglaterra, gastava o seu tempo querendo o filho sem se importar com a esposa, o rei Luís XIII sonhava em construir Versalhes e Portugal descobria o Brasil. Onde você gostaria de estar?

Se você não tem o biótipo adequado, aceite, existe algum lugar onde esperam por você.

Insista em dizer daquilo para o qual você não serve, é normal não ser útil em algum lugar.

Faça o melhor que pode, mesmo que seja pouco ou quase nada. Quanta gente espera por esse quase nada vindo de você e você nem sabe.

Saiba que existe gente de todo o tipo, então você pode ser do jeito que é, mas aguente as consequências. Essa pode ser a melhor parte da sua vida.

Conselho é um ponto de vista, não precisa vestir, basta ser atencioso para com ele.

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Nostalgia

Nostalgia

 

Vamos às roupas,

Que não são poucas,

Com alegria.

 

Mantas e toucas,

Secas e soltas

Ao sol do dia.

 

Sonha que poupas

 

A nostalgia.

terça-feira, 2 de junho de 2015

Motorista Pé no Chão / Crônica do Cotidiano

Motorista Pé no Chão / Crônica do Cotidiano

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Motorista também pensa. Ele estava concentrado no volante e falando como se ninguém estivesse ouvindo.

Comentávamos sobre pontes e passarelas, as construções da cidade.

Entre pontes, passarelas e viadutos, ele divagou, numa divagação tão sincera e correta de raciocínio que estou pensando até agora.

Dizia ele que, no Brasil, as construções acontecem e os melhoramentos também, mas tudo é pensado para o curto prazo.

_Como as nossas obras são pensadas para a execução em curto prazo, acabam por serem mais caras. Se tivéssemos obras com prazos maiores e a certeza de que as eleições não interromperiam as obras, poderíamos escolher os projetos com cuidado e atenção aos detalhes e estabelecer um prazo razoável para a conclusão das obras. Em consequência de que tudo deve ficar pronto em dois, ou no máximo, em três anos, a quantidade de projetos arquitetônicos é menor, as escolhas são rápidas e os custos ficam entre os cinco ou seis projetos cujas empresas possuem condições de realizar as obras em menos tempo.

Foi dito a ele que o prazo longo facilita a prorrogação do prazo por tempo indeterminado.

_Eu não digo de adiar a solução de um problema como a construção de uma passarela para pedestres ou uma ponte necessária. Existem obras que precisam de tempo para a execução. Ninguém pode construir, por exemplo, uma hidrelétrica, em poucos anos, sem onerar demais os outros investimentos necessários à população. O país teve que correr contra o tempo para aprontar as obras para a Copa do Mundo quando o correto seria que tivéssemos a infraestrutura necessária antes de sediarmos as competições. O custo foi muito alto e poderíamos assumir que o custo para a Copa foi pesado e tomarmos outras posições em relação aos investimentos necessários para que haja progresso continuado.

Foi dito a ele que, pelo menos, o que se sabe, é que não há continuidade de obras de governos formados por políticos de partidos contrários.

_Possivelmente poderíamos criar uma legislação que obrigasse a continuidade da construção de uma ponte, independentemente do partido que elaborou a ideia para a construção dessa ponte. Estamos nos atrasando em relação aos países desenvolvidos e a falta de investimento em longo prazo se fará sentir daqui a alguns anos. Quando houver a necessidade inadiável de algum melhoramento, os custos cairão sobre a população. Os interesses são tantos que nem mesmo se discutem obras para daqui a dez ou quinze anos. As pontes, as passarelas, os asfaltamentos e alargamentos de avenidas são obras caras e se quisermos fazer em dois ou três anos, certamente a população será penalizada de alguma maneira, enfim, o custo social pode se tornar insuportável.

Foi perguntado a ele, como ele resolveria essa situação.

_Se fosse eu, os novos colégios seriam planejados com dez anos de antecedência e haveria mais colégios do tamanho e qualidade do Colégio Estadual do Paraná. As universidades estaduais teriam seus departamentos de pesquisas pensados em termos de compras de equipamentos com mais antecedência. Eu faria um concurso nas universidades de engenharia para os projetos de pontes e passarelas com valores artísticos no desenho arquitetônico com custo estimado avaliado pelos professores dessas universidades. O valor do custo-benefício de toda e qualquer obra estaria sujeito ao prazo necessário para que não fosse necessário repassar esse custo à população.

Houve silêncio.

_Mas, se ninguém pensar nisso, daqui a alguns anos haverá ruínas onde tínhamos necessidades. A gente tem que pensar a política de um jeito diferente. A política não pode ser desculpa para o atraso do desenvolvimento e muito menos da miséria. Temos ciência de que podemos fazer melhor e mais barato. Não sou a favor de tudo novo ou de reformas constantes no sistema, mas sim a favor do planejamento e da análise constante desse planejamento sem mudanças traumáticas conforme já aconteceram em governos anteriores. Acho que eu penso demais, desculpem.

Não precisa se desculpar, está bem compreendido.

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Valores Outros

Valores Outros

Não se faz o bem porque o outro pede ou precisa e muitas das nossas decisões são em consequência da manutenção daquilo que se chama dignidade e caráter.

As nossas convicções podem ser consoantes com o que chamamos digno, independente de outros valores, sejam esses valores morais ou religiosos. São valores próprios em relação a alguma situação.

Sem pensar em convicções quaisquer temos algo insólito para contar.

Havia três mulheres em frente a uma vitrine.

A primeira olhava com curiosidade a vitrine, os produtos e os preços.

A segunda mulher, cheia de véus olhava com desgosto para a primeira.

A terceira mulher disse palavras interessantes às duas outras mulheres.

A terceira mulher disse para a primeira mulher na frente da segunda mulher que esta era a indigna.

A primeira mulher ouviu a palavra indigna e a achou forte demais para ser dita a alguém.

A terceira mulher repetiu o que havia dito e explicitou:

_A primeira mulher tem a curiosidade natural de olhar uma vitrine bonita. A segunda se cerca de proteções para desgostar-se da primeira mulher e, no entanto, mente.

A primeira e a segunda mulher esperaram por mais explicações.

_A segunda mulher possui a liberdade de enganar a todas as demais, menos a quem a protege e, não engana a quem a desposa, porque ele saberia antecipadamente, tendo em vista que sabe de todos os seus passos.

A segunda mulher olhou a terceira mulher, desafiando-a a dizer bem da primeira mulher.

_A primeira mulher está curiosa com a vitrine e não se desgosta que a segunda mulher olhe a vitrine com interesse.

As duas mulheres olharam para a terceira mulher questionando a dedução aparente.

_Nenhuma das mulheres é dona da loja e todas as mulheres passantes podem olhar a vitrine livremente.

Insólita é a repetição dessa história.