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domingo, 11 de outubro de 2015

Dia das Crianças / Crônica do Cotidiano

Dia das Crianças

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Esse dia 12 de Outubro será um bom dia para as crianças. As lojas e os supermercados estão cheios e adultos e crianças uniram-se aos jovens e estão todos nas ruas num congestionamento muito bonito.

Toda criança é curiosa e eu também guardo um pouco da infância comigo.

Com tanta participação das pessoas não foi difícil me divertir em meio à multidão.

As respostas às inúmeras filas foram ótimas unidas ao bom humor.

Transcrevo algumas frases hilárias ou irônicas desse dia cheio de gente.

_É muito melhor estar na fila do que ficar procurando pena em chifre de cavalo!

De fato, participar é uma interação muito boa. Juízo meu e comentário meu, mas inaudível.

Uma senhora passou à frente porque foi trocar um brinquedo cuja embalagem estava danificada e ela não queria a embalagem feia. Eu não vi, estava absorta olhando alguns biscoitos, mas a garota que estava atrás de mim viu os fundilhos das calças descosturados.

A garota estava com o namorado e ele perguntou a ela se ela não queria avisar aquela senhora sobre os fundilhos das calças dela.

A garota olhou para o ar, para cima e para baixo até que, enfim respondeu:

_Eu posso ficar constrangida falando sobre os fundilhos das calças dela. Alguém certamente a avisará. Vamos comprar um chocolate para dividirmos entre nós dois.

O garoto ficou de um jeito estranho. Afinal, por que é que a namorada poderia ficar constrangida ao avisar uma senhora que os fundilhos das calças dela estavam descosturados. Olhou para o ar, para cima e para baixo, ficou desconfiado de alguma coisa cujo pensamento seria inexplicável se fosse expresso ali, na fila e em meio à multidão.

O garoto pensou mais um pouco e perguntou sobre a marca do chocolate que a namorada gostaria de dividir com ele.

Eu estava na frente deles e poderia avisar à senhora, mas, cadê ela? Ela estava no caixa da loja com as três caixas de brinquedos.

Eu pensei que a senhora não iria gostar se alguém da fila a chamasse para avisar, pois todos olhariam para ela e ela ficaria constrangida. Decidi que não iria avisar.

Havia uma garota, vestida com a roupa da personagem Minie, da Disney, e a seu lado a outra moça também estava com algum traje típico dos personagens infantis, mas eu não reconheci a personagem.

A Minie estava muito graciosa, principalmente porque o tipo físico dela era mignon, ou seja, baixinha e magrinha e, o seu olhar era determinado. As garotas não estavam com as máscaras das personagens, estavam maquiadas conforme as personagens, fato que duplicou a simpatia das personagens.

Eu observei a Minie, muito graciosa e sorri. A Minie ficou zangada. Aí eu não olhei mais e deixei que elas comprassem as guloseimas sem a minha curiosidade.

Cá entre nós, nas revistas infantis, a Minie é muito séria e a sua amiga Margarida, é a zangada. Pensando bem, eu acho que a outra garota estava representando a Margarida. Continuo gostando da ideia da humanização das personagens, eu tive uma excelente impressão dessa ideia.

A crônica era para ser de supermercado, mas o supermercado estava lotado. Então fui até uma loja para comprar alguns biscoitos e mais algumas artes para o dia de amanhã. Artes caseiras são necessárias.

A última frase do dia e da fila veio de um senhor que ouviu um amigo dizer à mulher:

_Você pode me chamar somente a partir de amanhã e preferencialmente na hora do almoço? Faz de conta que eu estou ocupado até lá, é o meu presente, certo?

A mulher do amigo concordou, mas contou a história.

Feliz Dia das Crianças!

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