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sábado, 26 de setembro de 2015

Uma Tarde no Museu / Crônica do Cotidiano

Uma Tarde no Museu / Crônica do Cotidiano

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Que museu, que nada! Eu fui dar uma olhada na moda primavera verão.

Graças ao bom Deus encontrei uma conhecida para compartilhar as ideias sobre a moda atual.

O que aconteceu com a moda? Pelo visto houve uma pesquisa nas revistas de moda de época. A maioria das jovens freguesas não encontrará problema, agora, para nós, jovens há mais tempo que elas é que é o problema.

Nas vitrines estão lado a lado, as roupas que as nossas mães, tias e primas da mamãe usavam ao lado daquelas peças usadas por nós.

Eu não sei se aquelas regras de moda ainda velem, mas as dicas de moda da época que separavam as jovens, as adultas jovens e as mães, eu deixo para as leitoras e leitores interessados na área.

As jovens ficam com as saias de renda com o forro mais curto que a renda, era a maneira de usarem a minissaia, o que jamais ultrapassava, segundo a época, quatro dedos acima do joelho.

Ainda, dentre as jovens, as mais altas e longilíneas usavam as calças boca de sino, e, as mais baixinhas ficavam com as cigarretes. Os macacões e as pantalonas eram usados pelas mais magras e as mais cheinhas ficavam com as saias e as blusas. Os vestidos para as jovens exigiam algum detalhe que combinasse com a juventude. Era praticamente sem cabimento o uso dos vestidos cujas mães, tias e primas da mamãe usavam.

Os tecidos ficavam ao gosto das jovens, das adultas jovens e das mais velhas, mas até nisso havia uma diferenciação e eram usados de forma diferente e em acordo com a faixa etária.

As estampas graúdas e as estampas miúdas dependem muito mais da personalidade de cada mulher do que de alguma norma; os tons das estampas é que podem ajudar no visual.

Fui visitar as vitrines e percebi que eles misturaram todas as faixas etárias de uma época de uma vez só. Que bagunça!

Trocando ideias com essa conhecida, eu disse que é preciso garimpar e fazermos os nossos próprios arranjos no visual.

Por sorte, no ano passado eu comprei dois vestidos do estilo mamãe usava e os repaginei com o meu estilo. São vestidos do tipo chemisiers, mas de tecido de algodão, o que diferencia completamente dos tecidos sintéticos dos vestidos atuais, os quais eram usados pelas senhoras mães.

Essa diferença é importante porque a diferenciação no vestuário se era questão de busca da identidade, também era visto como forma de respeito às mães. Era muito comum entre as senhoras a afirmação de que as filhas vestiam-se como jovens e que aqueles vestidos eram apropriados às mais velhas. As mais velhas, na época tinham por volta de trinta e cinco anos a quarenta anos de idade.

Encerrando a crônica, temos que buscar a identidade de novo, mesmo agora, sendo mais velhas que as nossas mães à época. Demos boas risadas, mas é necessário para que não desconstruam a nossa juventude, que boa ou má, foi da nossa geração e de mais ninguém. Não queremos ser jovens de novo, mas não perderemos o que valeu ser feito.

Fui ao garimpo hoje e consegui achar essa tal de identificação.

A conversa bem durou por volta de uma hora.

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