Lugares Bonitos

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O blog da Nina, menina que lia quadrinhos.

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Percepções / Reflexão

Percepções

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A percepção do outro depende do seu momento. Dificilmente estamos em estado de neutralidade suficiente para perceber o outro e a mensagem divina que essa pessoa traz consigo.

Falava agora pouco sobre essa percepção do outro. Não diretamente, mas nas entrelinhas.

Existem pessoas que nos causam indiferença independentemente do momento ao qual atravessamos e existem aquelas pelas quais sentimos profunda simpatia pelo modo de ver e sentir a existência sem sabermos exatamente aonde chegará a partir desse momento em diante.

Por certo, também existem momentos especiais, esses são os momentos de desequilíbrio, onde a vida surpreende positivamente e, nos quais podemos ser úteis, bons e produtivos sem que esperássemos.

As fantásticas reviravoltas que poucos têm a oportunidade de experimentar. Esses são os momentos de desafio, quando as carências de oportunidades aparecem e somos obrigados a nos posicionar diante das circunstâncias modificadas.

Todas as percepções são necessárias, até mesmo aquelas que nos confundem, onde precisamos testar a nossa adivinhação dos acontecimentos. É a percepção da existência em constante modificação em que precisamos encontrar a escolha adequada ao momento.

A percepção da confusão é exata para que saiamos dela. Ninguém necessita viver em confusão, mas compreender a necessidade da busca do ambiente menos confuso.

Percebam que digo do campo espiritual, porque a luz não tem endereço e telefone, a luz depende da nossa percepção para ser realidade.

Conversávamos sobre percepções e o assunto revanche veio à tona. A revanche não faz ninguém feliz, é uma sombra, não é luz. A revanche impede a percepção do outro, das suas fraquezas e fortalezas. Impedindo a percepção do outro, ela em si mesmo é a fraqueza e conduz a enganos.

Como contraponto, conversamos sobre os momentos brilhantes, onde estamos sob a condição propícia para percebermos a luz brilhando noutra pessoa e a outra pessoa percebe em nós o espírito preparado para a fraternidade cristã.

As percepções não são óbvias, às vezes os momentos individuais são diferentes uns dos outros, mas certamente aparecerá a verdade existente entre as pessoas.

O que não se pode deixar de perceber é esta realidade, que é a percepção que temos dos outros e que os outros têm de nós mesmos.

Ouso dizer que a percepção é uma infinitésima parte de Deus que habita em nós. Devemos respeitar a nossa percepção do outro e aceitar a percepção que o outro tem de nós.

Sabemos também que a percepção e as circunstâncias interagem entre si. As circunstâncias podem nos desiludir e nem devemos levá-las muito a sério. As percepções, no entanto, merecem a nossa consideração.

Percepções não são as impressões diversas que temos uns dos outros em diferentes situações. A percepção, quando persiste, indica alguma luz quando se considera a luz como a verdade necessária ao nosso desenvolvimento enquanto seres humanos.

Concluindo, vamos refletir sobre as nossas percepções com carinho e cuidado.

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