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terça-feira, 22 de setembro de 2015

Dia da Medusa

Dia da Medusa

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O Dia da Medusa é o dia em que se tem que lidar com todo tipo de pessoa e, melhor, do que isso tem obrigatoriamente que dizer o que pensa.

Os diálogos multiplicam-se, mas alguém precisa conversar. Faremos o uso de metáforas para que não sejam localizadas as situações e as pessoas envolvidas.

Querida Elite: Prezadas, conforme até a moça da panificadora constatou, não se colocam dois pães do tipo francês e um pão de queijo no mesmo pacote. Acredito que as senhoras não usem um pingente de ouro numa corrente de lata, então por que é que, de vez em quando, algumas senhoras pensam que as outras pessoas fariam isso, que bem disfarçado, ninguém nota?

Prezado Conhecido: Depois da conversa, por sorte, recebi o apoio de outro conhecido, que entendeu perfeitamente o posicionamento de não empregar alcoólatras em farmácias. Sabe-se de antemão que ao tomar tal medida, algo de ruim pode acontecer.

Prezado Parente: O que eu não consegui te mostrar a contento, o policial viu. Os bandidos preferem abordar as vítimas quando ela está sozinha, é preciso se prevenir quanto a essas questões.

Prezada Moça: Sinto muito em lhe dizer que as aparências enganam e o seu ídolo é de barro, aliás, os ídolos geralmente são de barro. Não queira confirmar o que foi dito sem o acompanhamento de familiares, amigos e quem mais você puder fazer-se acompanhar.

Esse texto não é um diário e nada está realmente dito, são momentos consecutivos de questionamentos e, quando se consegue conversar com a empresária, o conhecido, o parente, o policial, e mais duas ou três categorias de pessoas num diálogo difícil, o que era para ser feito, está realizado.

De todas essas pessoas, por uma delas, eu fiquei apreensiva, a idólatra. As pessoas não chegam a deuses e ela ficou com jeito de quem vai procurar o ídolo. A única perdedora num dia tão profícuo.

Somos humanos e temos diversos problemas no decorrer da vida, mas eu creio que a idolatria é o que conduz aos piores caminhos.

Quem salva a nossa alma é o Altíssimo. Acreditar em horóscopo talvez seja melhor que acreditar em ídolos, porque o pessoal que faz o horóscopo nas revistas e jornais se preocupa em dar bons conselhos. Carregar um amuleto é inofensivo. Acender velas para orar pode ser um rito particular.

Muitas tragédias foram noticiadas em decorrência da idolatria e são problemas para as autoridades quando não conseguem evitá-las a tempo.

Nenhum pastor ou religioso é dono da verdade a ponto de que o sigamos sem questionamentos.

Todos podem dizer o que pensam e através do diálogo pode-se chegar às conclusões satisfatórias, mesmo que sejam distantes do ideal, contanto que haja alguns pontos em comum a serem observados.

Consegui alguns pontos em comum com algumas pessoas. Espero que vocês também consigam e saibam que é exaustivo e o diálogo é difícil.

Um comentário:

Célia Rangel disse...

É Deus quem me sustenta!
Abraço.