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terça-feira, 9 de junho de 2015

Shakespeare’s Potatos / Crônica

Shakespeare’s Potatos

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Quem não comeria batatas fritas num boteco onde Shakespeare, após a exibição de uma de suas peças, foi com os amigos saboreá-las.

Sinceramente prefiro batatas à dorê, mas dizem que em alguns lugares batas fritas e batatas à dorê são exatamente a mesma coisa e, para comer as batatas palito tais quais a conhecemos é preciso pedir batatas à francesa.

Deixando de lado as batatas fritas de Shakespeare, alguém sabe se, aqui no Brasil, nós temos bares e restaurantes onde o fato de alguém famoso ter passado por ali é motivo de propaganda gratuita?

Certa vez almoçamos numa excelente churrascaria próxima a esquina das Avenidas Ipiranga e São João, em São Paulo. Paramos na esquina famosa por Caetano Veloso, observamos os passantes e, tiramos foto numa divertida aventura musical.

Ao pararmos, entendemos a canção, pois ouvimos conselhos de toda a gente que passava por ali pedindo para usarmos roupas descombinadas para não sermos assaltados. Voltamos ao hotel e, descombinada toda a arrumação do vestuário. Passamos uma semana em São Paulo e, pasmem, não fomos assaltados. Sentimos saudade de Curitiba.

É uma boa ideia de marketing divulgar os pratos preferidos e os restaurantes frequentados, por exemplo, por Jorge Amado, por Dorival Caymmi (Bahia).

Está chegando a hora do almoço e devo estar com fome, mas o Bacalhau do Batata (Pernambuco) poderia ser marca e prato a ser vendido em restaurantes.

A cultura fica naturalmente intrínseca ao local e alguma minibiografia do famoso junto ao cardápio daria um charme especial ao local.

Lugares lotados são frequentados por jovens, lugares que permanecem com a casa quase cheia são atraentes a todas as faixas etárias. Será que funcionaria em termos de lucro e boa sobrevivência do comerciante se tivéssemos locais aprazíveis para lanchar, com ambiente acolhedor, onde fosse permitido violão e, na ausência musical, a televisão ficaria acesa, com hora para abrir e fechar?

Estou com fome e faço sugestões que o apetite sugere.

Um comentário:

Célia Rangel disse...

Hum... lembranças gastronômicas de Sampa! E, de "Santa Felicidade" em Curitiba! Deliciosos!
Abraço