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sábado, 16 de maio de 2015

Comportamento Urbano / Crônica do Cotidiano

Comportamento Urbano / Crônica do Cotidiano

Senti saudades de ir ao supermercado para conseguir crônicas. De qualquer maneira, me atualizei.

Para fazer companhia a um membro da família, fui a um Shopping Center frequentado por outro tipo de público. Diferente dos supermercados os Shoppings têm um público diferenciado dependendo do bairro e da frequência do lugar.

Não existe crônica sem a parada para o café, do tipo clássico e pequeno, saboreado lentamente para sentir o lugar e apreciar as conversas.

É impressionante o que algumas pessoas mais abastadas são capazes de fazer, não aos estranhos, mas aos seus próximos.

Uma senhora contava para a amiga que ela conseguiu que a filha não namore antes, pasmem, dos vinte e cinco anos. Disse ainda que, na casa dela, não entra nenhum jovem antes que a filha tenha diploma de faculdade com especialização e emprego para se sustentar sozinha. Havia conseguido o apoio de várias das suas amigas e das filhas das suas amigas, colegas de faculdade da jovem adulta.

Um senhor contava ao amigo que havia descoberto porque é que o outro amigo estava se queixando de falta de dinheiro para pagar o licenciamento do veículo. Ele descobriu através do bolso do paletó do sócio que ele havia adquirido um automóvel Lamborghini caríssimo, mas estava reticente para contar ao amigo.

Ambas as situações deploráveis.

Por outro lado, temos os personagens mais humildes.

História ouvida no caminho: a moça simples diz no ponto de ônibus para uma senhora de melhor condição social para que ela faça o favor de se manter equidistante dela porque ela não queria se vista como traidora perante as suas colegas de trabalho. Disse à senhora para que ela a tratasse com reservas, conforme convém a uma pessoa de melhor condição social. A senhora agradeceu o conselho e não mais conversou com ela. A moça ficou feliz por colocar a senhora no seu devido lugar de superior.

São histórias curtas, mas todas elas muito ousadas.

Moral da história:

Poema para Supermercado

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Meu supermercado querido,

Que tantas vezes é meu abrigo

Com histórias para contar;

Do que eu mais posso me queixar?

 

Entre pão e bolo eu te bendigo,

Corredor que é tão bom amigo,

Com produtos a se comprar,

Classe média há de se salvar!

 

É, que quando eu não te visito,

É sofrível o meu castigo,

Pois que sem ti para contar,

Os versos são de amedrontar.

2 comentários:

Nidja Andrade disse...

O supermercado além de ser local de abastecer nossa dispensa, lá encontramos muitas novidades em todos os sentidos.
Excelente texto!...
AbraçO

Célia Rangel disse...

Pessoas! Verdadeiras "caixinhas de surpresas" com embalagens bem diferenciadas...
Abraço.