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domingo, 18 de janeiro de 2015

Orações ao Alto / Crônica do Cotidiano

Orações ao Alto / Crônica do Cotidiano

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Ainda gosto de orar aos domingos, é o meu jeito de expressar a fé.

Mas esse domingo foi diferente dos outros. Parei com as orações agora, por volta das dezesseis horas.

Depois da igreja, a saída para o lanche do almoço.

Na mesa ao lado o Padre católico contava da viagem à Itália. Por sorte minha, estava acompanhada de bom Católico. Ouvimos, sem querer, pela proximidade das mesas, uma bonita preleção sobre o amor e o pecado, além das paisagens italianas. Um almoço abençoado, diga-se.

Depois fomos passear num Shopping Center. Cruzamos pelos corredores com um Rabino. Cumprimentamos respeitosamente com um menear de cabeças.

Tantas orações não dependeram da nossa vontade, mas da Dele.

Esse foi um domingo diferente, com uma profunda interferência da esfera divina em nossas almas.

As percepções religiosas variam de indivíduo para indivíduo, mas pareceu-me como continuações sobre um mesmo tema.

Assim como temos variações musicais sobre um tema, desenvolvimento e conclusão, assim foi o dia.

O Pastor nos explanou sobre a esperança, a fé e a caridade, entre outros motivos de preleção.

O Padre disse sobre o amor, sentimento que obrigatoriamente está inserido nas relações interpessoais. Disse também do pecado que é não termos com o nosso próximo, relações interpessoais onde o amor esteja inserido.

Saí do almoço, cuja preleção sucedeu a feita na igreja, pensando no Apóstolo Paulo, especificamente na Primeira Epístola de Paulo aos Coríntios, capítulo 13, copiado abaixo:

1 Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine.

2 E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria.

3 E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria.

4 O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece.

5 Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal;

6 Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade;

7 Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.

8 O amor nunca falha; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá;

9 Porque, em parte, conhecemos, e em parte profetizamos;

10 Mas, quando vier o que é perfeito, então o que o é em parte será aniquilado.

11 Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino.

12 Porque agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido.

13 Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o amor.

 

Ao cruzar com o Rabino durante o passeio no Shopping Center, pensei no Apóstolo Paulo (Saulo) e no profundo conhecimento da sua fé. Ele é elo de união entre judeus e cristãos.

O domingo foi diferente e, humildemente, peço que reflitam comigo sobre esse dia.

Que Deus esteja com vocês!

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