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segunda-feira, 31 de março de 2014

Do Mundo Virtual ao Real / Reflexão

Do Mundo Virtual ao Real / Reflexão

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Esse é um problema novo. Todos nós conversamos por meio de blog e de interações virtuais diversas. É uma interação agradável, cultural e, acabamos por mostrar como somos na realidade, ao menos em parte.

Pode acontecer de um de nós, por exemplo, ao irmos ao supermercado encontrarmos o nosso conhecido virtual, que se identifica e posta algum texto na sua frente para mostrar que é a mesma pessoa com a qual você conversa pela internet.

O mundo virtual é diferente do mundo real, no mundo virtual, as nossas qualidades e defeitos existem, mas são evitadas por todos os participantes.

Não, não quero ser política, ou usar de argumentos válidos para a internet ao discutir essa interação. As interações com amigos na internet acontecem de duas maneiras: na primeira, você conhece a pessoa na vida real e prolonga o bate-papo no mundo virtual; na segunda você gosta do bate-papo no mundo virtual que o caminho é o do mundo real.

Quando acontece tal situação, não raro nos sentimos embaraçados, não sabemos por que o outro age da maneira que age, mesmo sabendo que se trata de pessoa de bom caráter. Um é extrovertido, o outro é introvertido e mais isso e mais aquilo, somos imperfeitos. A estruturação da vida de cada um pode ser diferente, assim num grupo de internautas temos casados (as), solteiros (as), divorciados (as), farristas, o que são condições do ser humano, mas a afetividade é real e a amizade também.

Por outro lado, as pessoas envolvidas nessa transição do virtual para o real são cobaias de si mesmas, não se pode acusar o mundo virtual pela vontade de trazer alguma amizade para o mundo real, não somos máquinas prestidigitadoras e também não significa que somos pessoas com carência afetiva; significa sim que as conversas virtuais por período prolongado de tempo valeram a pena, significa que rimos juntos, resmungamos juntos e discutimos em grupo, mas dentro de uma ética e lisura invejáveis.

Também significa que ao mundo real essa ética e lisura, invejáveis, serão cobiçadas por todos os demais presentes na nossa vida real, regra que vale para todos.

Todos tem que estar cientes dessas diferenças, que vindas ao mundo real, serão óbvias, deixando a todos outra vulnerabilidade, que é a vontade de conhecer o outro, enquanto que as relações pessoais de cada um os conhecem muito, e a partir do momento em que as relações virtuais e reais se encontram na realidade a interação será real para todos os relacionamentos que mantemos, a menos que se encontre outra saída para uma situação dessas.

Talvez, começando do zero, ou seja, apresentações formais para depois a convivência virtual pública, se bem que eu duvide que tal atitude possa funcionar adequadamente. Sei que amizade não é brincadeira na vida de ninguém, todos gostam de estar num grupo de amigos, aliás, penso que amizade é a saída para tal situação, independentemente do que tenha sido dito no mundo virtual.

Sinceramente não é atitude que aconselhe para jovens, não é de simples solução e é proibitiva para os arroubos da juventude, nesse mundo que já tem as suas complicações para todos os viventes. É o que acontece todos os dias, pois no âmago de cada um de nós, queremos pessoas reais para conviver e, o virtual, em princípio, é brincadeira.

Eu e as minhas reflexões, mas espero que cada um pense e decida o que é melhor, como pode ser bom, ou não, para a vida de cada um de nós, embora esse texto tenha sido pensado para os mais jovens.

Assunto para todas as famílias com todas as implicações possíveis na vida de todos os blogueiros.

Um pouco de polêmica não faz mal a ninguém.

Conversa Jovem / Crônica de Supermercado

Conversa Jovem / Crônica de Supermercado

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Hora tranquila, não tinha fila. Dois jovens conversavam alegremente.

_Eu acho que a Josélia está ficando faceira comigo. Você acha o que?

O garoto perguntou à garota, que disse que achava que sim.

E a pobre da Josélia, que eu não sei quem é aos poucos teve os seus adjetivos exagerados.

De faceira à assanhada foi um pulo.

Eu ria, mas não era para rir.

Dali a pouco, o jovem perguntou à jovem, dizendo:

_Se eu achar que ela está assanhada comigo, eu até falo com ela.

Ai meus ouvidos.

A Josélia estava numa situação delicada. No entanto, ela não saberá disso, embora todos os caixas saibam e os fregueses também.

Além de jovens, tolos.

Cadê a Josélia? Quem é essa tal de Josélia? Eu sei que ela ficou famosa na fila do supermercado. Pobre Josélia! Que ninguém sabe quem é e que tem um pretendente à sua espera e uma amiga ciumenta querendo namorar o apaixonado dela.

A juventude é essa vontade, essa alegria, nessas exacerbações juvenis.

Não importa, respirei ar fresco, desses que faz a gente acreditar que o mundo tem jeito, apesar da Josélia, que eu fiquei com vontade de conhecer, de ter uma ideia sobre quem seria essa Josélia. A Josélia precisa saber, mas eu não sou de disse-me-disse, então nada posso fazer.

Oração

Oração

Todo o dia é canção,
É hora de acordar
Matéria e lição.

Voz e afinação,
Por que não cantar?
 Cantar louvação.

Orar é canção


Em frente do altar.



domingo, 30 de março de 2014

Indriso Outonal

Indriso Outonal

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Bem-te-vi pia piano,

E continua amando;

Tanto, que é janela.

 

Folha ao vento voando,

Sono vem chegando,

Lâmpada amarela.

 

Paisagem sonhando,

 

Chuva fria e singela.

Soneto Branco

Soneto Branco
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Oferta sincera de quem nada espera,
Da idade madura, na chuva miúda.
Não tem um senão ao que esse amor reverbera,
Na fila de espera que Deus nos acuda.

Silêncio e bondade e finda essa quimera
De dor, sofrimento esse que não ajuda.
A ciência da vida aplicada é essa fera
Querida, que faz da dentada uma cura.

Aceite essas mãos de saúde sincera
Na curva que a trouxe e, portanto os saúda;
Que a idade é juízo e furtou toda a lepra.

E saiba do abraço… curiosa essa esfera,
De amor tão gratuito, num grito que a aluda,
Sem som, num sorriso de festa a quem dera.

Leque de Possibilidades / Reflexão

Leque de Possibilidades / Reflexão

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Em princípio tudo pode mudar a todo e qualquer instante, mas não da mesma maneira, assim um raio pode cair duas vezes no mesmo lugar, mas com o mesmo contorno e reverberação que o anterior, ao chegar a terra é difícil e, se chegar a terra não encontrará o mesmo momento que o anterior e talvez, a área do local atingido tenha outra configuração, o que é muito mais provável do que a do raio cair duas vezes no mesmo lugar.

Os efeitos que o raio anterior causou, dependendo do tempo entre a primeira queda do raio e a segunda queda do raio, estão mantidos e as modificações provocadas pelo raio anterior atingem diretamente o raio posterior que irá cair num campo modificado pelo acidente natural antecedente.

Em torno da queda dos raios, a única modificação possível é a que o tempo causou, seja pelas ocorrências naturais como a chuva, ou, pelas mãos do ser humano e suas habilidades de engenharia.

Por conseguinte a área não modificada pelo primeiro raio tende a ser a mesma e com o mesmo comportamento de antes da queda dos dois raios.

Enquanto isso, a área afetada pelos raios tem o seus comportamentos e as suas configurações transformadas, se não definitivamente, por um longo período de tempo.

Esse espaço geológico e geográfico que antes compunha um todo e formavam o local anterior à queda dos raios deixou de existir, em teoria. Temos dois ambientes que foram deslocados no tempo e no espaço físico.

Naturalmente, as dificuldades surgiram e atingem o ser humano, que dali em diante observou o comportamento do espaço enquanto ambiente físico, mas também teve que se adequar a uma nova realidade, pois pode ter acontecido do raio ter transformado a vida de parte das pessoas presentes ao local da queda dos raios.

As motivações e os conceitos são diferentes a partir daquele momento da queda do primeiro raio. O ser humano tende a observar o espaço físico a partir da sua realidade.

Aquele ser humano que não teve a sua vida alterada pela queda de raio nenhum observa o seu próximo a partir daí como um estranho. Raios caem todos os dias, em todos os lugares, não há porque se surpreender com a queda de um raio.

Aquele ser humano que teve a sua vida alterada por algum dos dois raios, porém, fica deslocado nesse espaço de tempo.

As adaptações se fazem necessárias, mas a compreensão dos fatos é difícil e surgem as resistências, as críticas, os diálogos fortes e até mesmo algumas acusações, porque todos sabem da existência dos raios e a maioria se protege deles adequadamente.

O ser humano é complexo, ele sente. Acredito que a sensibilidade afetiva do ser humano seja a mais complexa das reações para o entendimento do seu semelhante, opinião pessoal.

Esse talvez seja o hipotético caso de um apocalipse parcial, onde parte dos homens e mulheres o presenciam com todos os seus paradigmas e a outra parte desses homens e mulheres continua a existir da mesma maneira, sabem do final dos tempos como teoria.

Texto tão sério merece um contraponto divertido: imaginem um sujeito dizendo que presenciou o fim do mundo e foi absolvido por Deus, que o libertou de todo o sofrimento, dando a ele nova vida e novos objetivos acrescentados de toda uma disposição à sensibilidade afetiva.

Eu mesma o chamaria de “louco de vara”, aquele que precisa de uma camisa de força por precaução. Nem todos os raios e chuvas que ocorram no planeta me convencem de tal história.

O que é uma possibilidade, senão podermos buscar os argumentos necessários para a solução das nossas dificuldades.

Todos nós passamos por dificuldades, mas permitamos que a criatividade aja também. O raciocínio é lógico, mas é pouco diante do ser humano e das suas habilidades enquanto dons; a inteligência emocional flui intuitivamente e, ao a bloquearmos, podemos impedir a nós mesmos de solucionar essas dificuldades.

Deixemos fluir o final de semana, com todas as possibilidades para viver bem, acreditando que o próximo gosta da gente, gostando e respeitando a sensibilidade do outro, afinal, essa sensibilidade não é somente minha, mas sua e de todas as pessoas. Por ser assim, fiquemos de mãos dadas.

sábado, 29 de março de 2014

Aniversário de Curitiba

321 anos! Com Show na Pedreira! Parabéns Curitiba! 29 de Março de 2014!



Cheguei tarde para a festa, mas cheguei! Um abraço, Yayá.


Anotações do Blog / Para leitores

Anotações do Blog

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clip_image001 O Edson Prado continua como repórter do blog apesar dos boatos de que ele não está fazendo reportagens para o blog.

clip_image001[1] O blog não deixou de seguir nenhum blog nos últimos meses, alguns blogs fecharam e não existem mais, mas esse blog continua seguindo todos os blogs e desmente os boatos de desavença.

clip_image001[2] O blog segue blogs de outros provedores, mas por conveniência de utilizador não adicionou tags para adicionar os blogs de outros provedores, o que é possível, mas ainda passa por estudos da blogueira.

clip_image001[3] As visitas continuam nas suas atividades normais, embora haja um excesso de criatividade causado por excesso de leituras e as postagens estão momentaneamente com prioridade.

clip_image001[4] Está em estudos, igualmente, um melhor aproveitamento do blog com o incremento das postagens e desenvolvimento pessoal da blogueira.

clip_image001[5] Não houve nenhuma invasão de hackers no blog nos últimos meses.

clip_image001[6] Houve dificuldade técnica, mas as postagens são realizadas normalmente.

clip_image001[7] O blog deixou de compartilhar as postagens pelo Twitter, tendo em vista que a ferramenta Twitter é utilizada por profissionais e esse não é o objetivo do blog. Portanto a ferramenta Twitter passa pelos estudos de desenvolvimento e incremento do blog a fim de se determinar a validade do Twitter para amadores culturais.

clip_image001[8] No momento não existem planos para o fechamento de nenhuma das ferramentas de redes sociais, existe sim, a determinação do cumprimento dos objetivos deste blog, que é direcionado para arteiros em geral.

clip_image001[9] As postagens continuam sendo compartilhadas normalmente pelo Google Mais, cujos interesses amigos são culturais e amadores.

Resta agradecer aos leitores atentos do blog, que observaram as modificações ocorridas no blog e questionaram a blogueira.

Questionamentos são muito bem vindos.

Indriso Adolescente

Indriso Adolescente

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Penso em passeio,

Chega o recreio,

Que tentação.

 

Medo e receio,

Surpresa ao meio,

Palpitação.

 

Esse gorjeio,

 

Parece avião.

Conjugação

Conjugação

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Levo a frase no bolso,

Para o gasto do dia,

E não guardo desgosto,

E cultivo alegria.

 

Os chavões de entreposto,

Ao ditado é vigia;

Gatos gastos por gosto,

Quem diria quem diria...

 

Cedo acordo e vou ao posto,

Dicionário é euforia;

Todo verbo tem seu osso

Nesse tempo que o guia.

sexta-feira, 28 de março de 2014

Estudos

Estudos
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Estarei, pois, contigo,
Hoje, amanhã e depois,
E, ao mirante, o bendigo.
Quem nunca assim supôs,
Encontrar um amigo?

Ao supor-te comigo,
Sou a ti, alimento e arroz,
E nessa calma o sigo,
Espelho de nós dois,
Num reflexivo abrigo.

A sorte do que digo
Jamais se contrapôs
À luz, e não é castigo;
De andanças se compôs,
Como joia de ouro antigo.

A Moça do Café / Crônica do Cotidiano

A Moça do Café / Crônica do Cotidiano

Hoje foi melhor, a moça do café pediu-me para aguardar um momento enquanto a água terminava de ferver. A receita dela compõe-se de três colheres de sopa de café para um litro de água fervente, desligada do fogo.
É sexta-feira e conversamos sobre ela, o dia anterior ao final da semana.
Parei e disse que ficaria na fila, disse por dizer.
A outra moça elogiou a moça do café, contando de todos os requisitos para ser a boa moça do café.
A moça do café tem mais de trinta anos, usa maquiagem para que ninguém note o quanto está cansada de providenciar o café fresco e quente para transformar qualquer momento em único e inesquecível. Todas as moças do café recebem a visita do supervisor diariamente e eles verificam a quantidade de café a cada litro e a qualidade da água.
Tratam o público como se estivessem conversando com algum amigo, atendem as colegas de café sempre que podem e orientam os fregueses sobre alguma dúvida, dizendo aonde se dirigir para conseguir a informação necessária.
Hoje, os cafés são frequentados por uma grande quantidade de mulheres que, assim como eu, param para algum momento de descontração.
As freguesas a medem dos pés à cabeça. Não sei, mas tive a impressão que algumas mulheres têm ciúmes das moças do café, pensam que a vida dela é sorrir e passar café.
Ninguém se lembra, conforme a moça do café disse, que há todo um esforço para manter a qualidade da bebida, é o gosto de recém-passado que mantém o freguês naquele ponto, que faz com que o freguês volte, conforme a vontade do dono do estabelecimento.
Hoje ela agiu como irmã, compreendeu que seria boa para mim a parada,
_Estudando?
_Bastante.
_Nota-se.
_Sentiu o clima?
_Senti.
_Igual.
_Igual.
Ao fundo, a televisão ligada.

“Sobram” a Garantia e o Suporte Técnico

Sobra a Garantia e o Suporte Técnico

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Quando se adquire um novo produto, recebem-se os documentos de garantia e assistência técnica autorizada, além do manual de instruções.

O consumidor atento observa o manual de instruções e utiliza o produto de acordo com as suas necessidades.

Após algum tempo de utilização, o produto pode apresentar algum problema.

O consumidor pega os documentos de garantia e age conforme o manual de instruções para contatar corretamente a assistência técnica.

Esse é o procedimento normal para a manutenção do produto e a utilização da garantia.

Nem todas as pessoas agem desse jeito. Alguns, por motivos aleatórios, contatam pessoas de fora da área para consertar o produto, mesmo sabendo que perderão a garantia.

A pior parte é que não adianta advertir o consumidor de que ele perderá a garantia; e aí o critério é de cada um.

Presenciei vários casos de gente que age dessa maneira e, depois reclama da assistência técnica.

Não adianta insistir com esse tipo de consumidor, é ele quem quer consertar o produto sem proceder conforme o manual de instruções. Está escrito no manual de instruções para não agir assim, mas a pessoa age.

É óbvio que os consumidores que seguem o manual de instruções e contatam o serviço autorizado conseguem do seu produto a melhor manutenção, a maior economia na utilização e fica mais satisfeito com o seu produto.

São comportamentos diferentes e não se pode mudar através dos conselhos esse tipo de comportamento.

Um conselho ou aviso somente funciona para quem está disposto a receber a orientação e precisa desse suporte para tomar a melhor decisão.

Vale a pena tentar avisar porque não se tem certeza quando a pessoa age mal por falta de uma boa orientação ou, porque pensa que o manual de instruções não foi feito para ela.

Vale a pena repetir a orientação, mas é para quem não sabe como utilizar corretamente o manual de instruções. Para quem sabe e procede mal, não se pode fazer muito por ela.

Mas, uma vez, consciente e, com apoio para manter o produto no seu melhor estado de conservação, a pessoa opta por ir a qualquer assistência técnica dentro do prazo de garantia, dane-se.

São consumidores diferentes.

Outro dia penso em escrever sobre o quanto a propaganda mostra a política da empresa para o consumidor e eis o porquê a escolha de determinadas marcas em detrimento de outras.

Nesses casos “sobram garantias e o suporte técnico”.

quinta-feira, 27 de março de 2014

Verso

Verso

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Que o verso seja,

Ao declamar,

Tudo que o enseja,

Aroma de lar.

 

Quem a festeja,

É o poetizar;

Boca que beija

O palavrear.

Pôr do Sol

Pôr do Sol

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Brilha a luz ao entardecer,

Brilha tanto que me cega;

Deita um sol de enternecer,

Tanta paz que me sossega.

 

Nessa luz de se querer,

Vem à luz que me aconchega;

Lê-se um livro de aprender,

Vai-se o dia, mas surge Vega.

 

Quebra-luz ao evanescer,

Nessa luz que me navega;

Toda a luz de bem fazer,

Chega a quem assim a entrega.

Olhar

Olhar

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Figurante ou bailarina,

A dançar nesse salão;

Lantejoula e purpurina,

Luz, teatro, cortina e chão.

 

Gira o palco e rodopia,

Brinca à fita e enfeita a mão;

Que a leitura é feminina,

Ponta e passo esquecem não.

 

Colorida serpentina

Salta a dor e a multidão,

Que a graça se destina

A quem vê como artesão.

quarta-feira, 26 de março de 2014

Indefinições

Indefinições

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Difícil é compreender

As tais indefinições

Presentes. A todo ser,

Confusas, em ilações.

 

Constantes, ao se querer,

Um signo das condições,

Significando ao perceber,

As várias contradições.

 

Ao tempo, o que se dizer,

Conforme surjam noções;

Movidas nesse se ater

Ao cálculo das monções.

Senta a Pua

Senta a Pua

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Notícia sua,

Notícia minha,

Em vaga rua.

 

E senta a pua,

À escrivaninha,

Que não recua.

 

Em sol e lua,

 

Vê se adivinha.

1929

!929

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Às vezes me pergunto se as escolas ensinam 1929, a quebra da Bolsa de Valores de Nova York, as consequências das baixas das cotações das ações.

Os investimentos dos industriais brasileiros se transformando em nada e, os ensinamentos que sobraram dessa crise.

Muitos dos financiamentos na época de 1929 eram feitos através de duplicatas, o pior meio de financiamento que existe no mercado. Raramente usado hoje em dia, mas que exige que o tomador de empréstimo guarde para o resto da sua vida os recibos devidamente pagos, porque a duplicata pode ser duplicada, é emitida ao gosto do financiador.

No Brasil, não somente a quebra da Bolsa de Valores de Nova York levou muita gente à bancarrota. As duplicatas também.

Enquanto a crise econômica era absorvida com austeridade, a duplicata, não. As dívidas dos tomadores de empréstimos eram negociadas e os tomadores de empréstimos dormiam devendo a uma financiadora e acordavam devendo a outra instituição financeira.

A situação que a venda das duplicatas criava aqui no Brasil foi tão grave que, anos depois era matéria escolar. Os agentes econômicos de má fé imprimiam duplicatas anos após as dívidas serem quitadas e, de repente, o comerciante e o empresário viam os seus nomes na lista de devedores, quando não tinham dívidas a pagar.

Alguns desses comerciantes e empresários faliram em consequência da emissão de duplicatas negociadas muitas vezes, porém pagas, ao que se chamava a rolagem dos cobradores.

Naquela época, quem não guardava os recibos, continuava devendo, mas a desconhecidos e, esses desconhecidos, quando contatados, cobravam, porque eles mesmos tinham sido enganados ao comprarem dívidas falsas.

Quanto ao investimento na Bolsa de Valores, é um investimento seguro desde que não se queira negociar as ações para realização de lucro em curto espaço de tempo. Num parêntesis pessoal, as ações das companhias telefônicas não causaram prejuízo por aqui, acompanharam o preço do mercado durante os anos em que as detivemos.

As duplicatas têm que ser mantidas o resto da vida com o tomador de empréstimo, mas é um recurso que não requer fiador, em caso de necessidade, previna-se ao preparar os pagamentos das duplicatas com antecedência e guarde-as no cofre depois de pagas.

Porque o mundo dos negócios e da economia é baseado em compra e venda. Mas, cabe lembrar, que existem os piratas nessas negociações e esse é o perigo.

A crise de 1929 ainda merece ser escrita e pode ser tema de filmes e novelas.

Estamos a quase cem anos da crise de 1929 e é preciso lembrá-la aos jovens. Os golpes econômicos são perigosos a toda a população, e as regras são válidas para todo o mundo e todas as formas de economia existentes.

Outra constatação que ficou dessa crise é que nem todos os grupos de investimento são bons, como em qualquer outra área de conhecimento. Os investidores e os tomadores de empréstimos devem conhecer a instituição financeira antes de tomarem as suas decisões econômicas. Nem todos os economistas são competentes, e, aliviando a barra do assunto, alguns são excelentes.

Resumo para o vestibular: Apostas não são investimentos e as Bolsas de Valores são casas de investimentos. Duplicatas são provas a favor de quem as detém quando se trata de dívidas e quitações.

terça-feira, 25 de março de 2014

Encerrando a Fase Musical...de hoje




                                                                       Boa Noite!

O Que Fazer?

O Que Fazer?

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O descanso se fez necessário, a concentração para o estudo fugiu, a vontade de ouvir música foi maior.

Interagimos da mesma maneira, porque música também é cultura e a intenção do blog é cultural.

A diferença cultural através dos anos está presente no blog, os costumes mudam conforme a época.

Quem dirá que os cinemas lotavam quando Cantinflas estrelava o filme tanto quanto a Celine Dion é estrela hoje em dia.

Qual dessas culturas é válida? As duas culturas são válidas, embora a filmagem moderna seja mais agradável aos olhos.

Não se retira o mérito do Cantinflas porque a Celine Dion canta. As épocas não se confundem, são artistas diferentes em ambientes diferentes e cada um deles preserva o seu valor artístico.

O motivo desse pensamento é que vivemos um momento de transformações, não somente no Brasil, como no mundo inteiro.

As migrações ocorrem com intensidades não vistas antes, o que significa que o planeta está menor em comparação com a intensidade de diálogos dos habitantes das diversas partes do planeta.

É lógico observar que a cultura, em breve, absorverá essa interação entre as culturas distintas.

Estamos na terça-feira e já conversei com árabes, israelenses, japoneses e chineses, pela internet, é óbvio, mas não raciocino como alguns anos atrás, quando se passavam meses e eu conversava com familiares, vizinhos e amigos, ouvindo sobre as outras culturas.

Acredito que, com outros blogueiros acontece o mesmo, estamos nessa mutação real de cultura e não há como evitar.

A situação é grandiosa para a cultura, mas nem por isso podemos deixar toda a cultura remanescente ao ostracismo. Não existe livro que possa ser considerado ultrapassado.

A comunicação é exercida por todos os povos, às vezes como observadores, outras vezes como ouvintes, e, muitas vezes, participativa.

Chegamos ao futuro e aprendemos a lidar com ele aos poucos e, quando dizemos nós, dizemos o ser humano.

Os estudos passam por modificações, o estilo passa por mudanças, a vida é dinâmica.

Todas as manhãs alguém executa música para meditar (japonesa e chinesa) à ginástica, próximo a minha residência.

Os mantras hindus não faltam em algumas clínicas de estética, e as freguesas gostam de equilibrar a alma enquanto recebem as terapêuticas estéticas.

Hoje em dia a internet volta e meia congestiona, a rede cai, a gente reclama. Eu fico imaginando quantos milhões de usuários estão teclando ao mesmo tempo.

Outro dia, caminhando, observei as pessoas que caminhavam, todas ao celular clicando para alguém, nos cafés, bis in idem, nos restaurantes do dia a dia, ninguém sai do local do almoço sem dar a sua olhada na internet.

Todos nós teremos problemas de coluna e de vista nessa posição típica de olhar a internet.

As aulas de músicas têm como apoio a internet, os grandes pianistas de todos os tempos são esmiuçados em técnica e execução de obras musicais.

As exposições de quadros rodam o planeta.

Estamos em meio a essas mudanças culturais e a interação faz parte do dia a dia.

De vez em quando temos que fazer uma pausa, para as nossas avaliações particulares, indispensáveis ao nosso desenvolvimento pessoal, mesmo como se fosse uma atitude de manutenção das nossas emoções perante toda essa atualização.

Foi o que aconteceu comigo e, acredito, aconteça com cada um de vocês.

Eu sei que as pessoas gostam de ter dias especiais, então que tal O Dia do Backup?

Útil e necessário!

Saudades!



                                                          Hoje estou musical.
                                                                   Brindes para todos...

Poema Caipira

Poema Caipira
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Sair pode espairecer,
Saí e comecei a sorrir,
Não errou o tempo a meu ver;
E não estou lá a fingir.

Todo o dia é dia de ver,
Toda a manhã que há de vir,
Pelo visto, há que se ir;
Mudei, não só a meu ver.

Assim vou a esse crescer,
O motivo ao devir
E, à vontade ao saber,
Sejam contigo; de rir.

Compartilhando Uma Bela Canção




Espero que gostem! Um abraço, Yayá

Até daqui a pouco :)

Só Sei Que Nada Sei /Amor de Reflexão

Só Sei Que Nada Sei / Reflexão que Amei

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Ninguém sabe nada com coisa nenhuma, mas Sócrates a disse primeiro.

A essa altura, já ouvi tantas ilações a esse respeito, sobre a frase de Sócrates, que é bom refletir sobre algumas delas.

A primeira é zangada:

_Se Sócrates achava que nada sabia é porque nada perguntou a mim. Eu sou melhor que ele e sei fazer uma canoa.

A segunda vem da falta de cultura:

_Ignorante! Se ele não sabia não deveria ter exposto a sua ignorância em público.

A terceira é machista:

_A Xantipa acabou com a vida dele e ele, educadamente, disse que nada sabia.

A quarta é política:

_Respeitamos todas as ideias, mesmo oriundas da Grécia antiga, mas me consta e não sei se são apenas boatos, que o governo da Grécia não gostava dele. Agora, e as provas contra Sócrates, eram documentais ou testemunhais? Como poderíamos julgar Sócrates se não estávamos na pele dele, naquela situação em que chegou a dizer que não sabia se queria ser filósofo ou não.

A quinta é feminista:

_Homem sem opinião, comigo não tem vez. Eu sou mulher que me aguento e me sustento e, modestamente, quando estou decidida valho dois homens.

A Sexta é pianista:

_Deixe-me ficar longe dessa polêmica que a minha área é outra.

A Sétima é chargista:

_Coloquei Sócrates cantando Caetano e não se fala mais nisso.

A oitava é religiosa:

_Sócrates não conheceu o Messias.

A Nona é entreguista:

_Por que é que ele não vendeu as suas ideias aos outros povos?

A décima é feliz:

_Deixo o Sócrates para lá porque quero continuar feliz. Eu sei que ele não joga mais na Seleção. Quem se lembra dos pênaltis perdidos ainda?

Acordar de bom humor é bom demais!

segunda-feira, 24 de março de 2014

Indriso Português






Indriso Português

Canção assim eu provei,
Presente que encontrei,
Guardado com carinho.

Cuidados que tomei,
E agora dedilhei,
Mãos e dedo mindinho.

À canção, vislumbrei,

Sabor, porto e Minho.


O Outro Supermercado

O Outro Supermercado / Crônica de Supermercado
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A cidade de Curitiba é bem servida de supermercados. Cada supermercado tem o seu público consumidor.
Às vezes, vou a outro supermercado, que também tem o que eu preciso, o preços são parecidos, mas a gente que lá frequenta é totalmente diferente da gente que frequenta o supermercado aonde vou diariamente.
Esse público faz toda a diferença na crônica, que de poderia devolver como produto amassado ou com defeito.
Enquanto pesquisava preços e produtos as conversas não existiam.
Quase me assustei ao entrar no corredor dos ovos de chocolate:
_Cada um tem o que merece!
Não olhei para os ovos, comprarei no outro supermercado quando chegar à data adequada.
Aquele supermercado também tem os seus fregueses de mau humor e, um senhor, passou sisudo, preocupado e olhando para frente. Fiquei com pena de tal estado de ânimo, mas é o público de lá.
Depois aquela conversa muda e explícita:
_Não me cumprimente sem que eu permita.
Não, esse não é o meu supermercado favorito. Pelo menos sei por que é que eu gosto do outro supermercado.
Ninguém faz por mal, é o jeito daquelas pessoas levarem o seu cotidiano à sério.
Não é o meu.
Valeu! Um abraço para quem não estava naquele supermercado!

Sala de Sol

Sala de Sol

clip_image002Clipart do Windows com o Mi na tela

 

 

Que venha a rotina

Da segunda-feira,

Dia esse em que se afina

A semana inteira.

 

Menino e menina,

Estudo em carteira,

Recreio à cantina,

Depois brincadeira.

 

Bendiz essa sina,

Venha alvissareira;

Que o sol descortina

A sala que o queira.

domingo, 23 de março de 2014

Feedback- Resposta Opinativa / Crônica do Cotidiano

Feedback- Resposta Opinativa / Crônica do Cotidiano

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Como é bom ser agradável ao outro, sem motivo e sem vontade.

Eu estava na rua e parei para tomar um café na panificadora mais próxima. Comentei com a moça do balcão que havia algum tempo que eu não parava numa panificadora para dois minutos de descanso.

Havia um casal a meu lado. A esposa olhou para mim e sorriu, depois olhou para o marido e comentou:

_A voz dela soou tão suave aos meus ouvidos, devagar, pausada, pedindo um café como quem está em casa.

O marido sorriu para a esposa:

_É verdade, ela nos fez nos sentir em casa novamente.

A esposa continuou a conversa e, eu nem sei se estava ali ainda, porque eles olhavam para mim e conversavam entre eles.

_A viagem foi boa, mas cansativa. Eles falavam muito rápido para nós, que somos brasileiros. Buenos Aires é linda, as fotos ficaram ótimas, voltamos à Curitiba, a nossa cidade, mas algo faltava.

O marido completou o raciocínio da esposa:

_Você sabe que eu me sentia igual a você até ela pedir um café. O jeito como ela pediu esse café é tão de casa.

Eu fiquei como uma estátua olhando para eles.

A mulher agradeceu-me pela voz com a que eu pedi o café.

Parece óbvio que disse que não era necessário agradecer. Aliás, eu não tenho outra.

O meu café ficou melhor com aqueles comentários, talvez eu estivesse com vontade de tomar aquele café na panificadora e tenha dito o pedido num tom de voz bom.

O retorno espontâneo fez toda a diferença positiva naquele dia, aliviou o cansaço, me senti leve.

Eles me contaram que iriam para o apartamento deles agora, depois de muitas horas ao volante, mas que somente agora estavam prontos para ir para casa, pois se sentiam parte da cidade.

Eles se foram e não custou nada fazer uma breve oração pedindo que eles chegassem bem ao apartamento deles. Fiquei com medo que eles dormissem durante o caminho e pedi, em oração, por eles mais uma vez.

Sim, ainda posso sorrir.

Conto Sem Fadas

Conto Sem Fadas

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Era uma vez uma rainha má. Tanto quanto os reis, as rainhas podem ser boas ou más. Gigi gostava de ser má, matava quem a olhasse com jeito de quem comeu e não gostou.

Um dia descobriu que havia no reino uma moça casadoira chamada Jasmim, suave e romântica, com bons modos, bonita e singela.

Chamou o guarda real e ordenou:

_Mate aquela moça, ela é a vergonha do reino, dá maus exemplos às demais moças. Resumindo, não gosto dela. Mate-a!

O guarda real, obediente, mas sem querer se meter em complicações, disse à rainha que a obedeceria, mas usaria os seus próprios métodos. O guarda real era amante de um esteticista real, às escondidas da rainha.

À noite, durante o encontro com o seu amante, pediu a ele que fizesse um cárcere invisível para Jasmim.

O amante, de nome Dido, em princípio, recusou-se, mas convenceu-se após receber da rainha uma mansão próxima ao castelo.

_É um pedido irrecusável, ajudarei a deixar a moça presa nessa prisão invisível.

De nada adiantava Jasmim ser do jeito que era. Ela era cuidada dia e noite para que não tivesse ninguém a seu lado. Eram guardas, mulheres maliciosas e alguns meio-homens, os gigolôs, a manterem essa situação.

Enquanto ninguém percebeu a situação, as ordens da rainha eram cumpridas rigorosamente.

Como se sabe, todos os reis e rainhas têm os seus opositores e, um dia, Astor, um jovem forte, viu que Jasmim chorava à beira do rio.

Astor se aproximou de Jasmim e perguntou por que ela chorava:

_Choro por algo que você não sabe e não vê. Penso mesmo que, se eu te contar, será difícil para você entender.

Astor pediu a Jasmim que contasse a ele, pelo menos ela desabafaria com alguém.

A moça parou de chorar e quis conversar com ele.

O reino soube.

O guarda real tomou as providências:

_Deixe o rapaz sem mulheres e sem diversão. Não a tempo de deixá-lo enfurecido, nada disso. Quando ele começar a se zangar, nós mostraremos a ele as nossas garotas.

Os planos da rainha foram bem sucedidos.

O tempo passa. Houve uma invasão das forças de Fifo. Houve o corre-corre de todos os súditos para ficarem em suas casas com as suas famílias.

Jasmim estava na beira do rio. Não mais chorava, apreciava as águas e molhava os pés fazendo barulho e se divertindo com os seus gestos. Estava adaptada a vida que levava, ciente de que o que a rainha mandava, estava feito.

Ao perceber o corre-corre, quis também correr para a sua casa.

Astor, ao contrário, ao perceber o corre-corre, foi ao encontro dele.

Nenhum dos dois fez o que planejava. Tropeçaram, um no outro enquanto corriam, caindo na grama e dando risadas. Naquele instante, o tempo para eles, parou.

Alguns sábios perceberam que eles tinham tropeçado. Os sábios possuem um conhecimento maior do que os filósofos e tomam atitudes para auxiliar os que deles precisam. A grama era de propriedade de um conde muito poderoso e ele amaldiçoava quem nela pisasse.

Naquele momento em que tropeçaram e caíram na grama, os jovens conseguiram reunir tantos problemas em volta deles que, sozinhos, estariam mortos.

Junto a eles, de agora em diante estariam o conde, o amante do guarda real, a rainha e, as suas vidas particulares, que estavam à mercê de se desestruturarem a qualquer momento.

Os sábios chamaram os jovens para conversar:

Disseram a eles que eles não tinham mais do que o conhecimento justo que as suas juventudes permitiram, mas eles tinham o conhecimento dos milênios da humanidade.

Pediram para que Jasmim prestasse mais atenção no lado negativo das histórias que lia e que se cuidasse. De fato, Jasmim era um caso irremediável de boa vontade. Ela reconheceu e disse que tentaria ser mais cautelosa, principalmente com aqueles que viessem a conviver dali em diante, o que seria uma posição dura para quem está acostumada a conviver com as brincadeiras das águas do rio. Apresentaram a ela possíveis amigos para o Astor, em caso de necessidade.

Disseram que Astor também enfrentaria dificuldades e pediram a ela que fosse ao rio da mesma maneira como costumava, mas com uma diferença. Astor iria conversar com ela todos os dias. Para os sábio era imprescindível esse diálogo diário, porque uma rainha má não deixa de ser má porque dois jovens tropeçam na grama do castelo do conde.

Astor prestava atenção, mas somente após algumas conversas com os sábios é que a situação seria precisa ao entendimento do jovem.

Advertiram ambos sobre alguns dos problemas que enfrentariam como o moralismo, que em excesso oprime e desvirtua a virtude, o naturalismo, o qual é leniente com todas as situações humanas como se todas as ações fossem naturais e não pudessem ser modificadas para melhor e, a promiscuidade individual lembrando que os animais copulam, mas os seres humanos fazem amor.

Eram tantos os conselhos que para guardá-los seria preciso papel e caneta.

Referiram-se novamente ao Astor, dizendo que a ele caberia dizer não quando Jasmim pudesse agir de modo que o aborrecesse, ele era mais experiente que ela; pediram que ela aceitasse as intervenções do Astor com bons modos.

Jasmim perguntou se ela não poderia discordar dele.

Os sábios disseram que as discussões movidas com respeito eram necessárias, uma hora ou outra haveriam de discordar e que encontrassem o caminho para o fim dessa discussão voltando ao bom entendimento.

Astor e Jasmim estavam atônitos com tantas informações de sabedoria de uma só vez.

Astor questionou por que eles aconselhavam tanto se, depois, não dariam suporte.

Ao questionar foi respondido que o suporte existiria, mas para que fosse possível alguma espécie de suporte, que tinha por finalidade o bom relacionamento, essa conversa era necessária.

Saberiam os jovens, de antemão, que o conde viria atacá-los com o naturalismo, o amante do guarda real com toda a lascívia digna da cobra do paraíso e, a rainha gostaria de servi-los grelhados ao molho pardo em algum banquete de aniversário.

Os sábios terminaram a conversa dizendo que o melhor suporte com o qual eles poderiam contar seria o fornecido de um ao outro e vice-versa, porque as trocas de vivências, quando somadas, multiplicam-se a favor daqueles que a precisam e lembraram o pedido de que eles convivessem em conversas para que observasse os pontos fortes e fracos do outro para esse auxílio mútuo dentro dessa amizade, a qual os sábios se surpreenderam pelo bom ânimo que a movia.

Por último, mas não menos importante, eles ofereceram oportunidades em outros reinos, caso houvesse alguma condição extrema que assim exigisse uma oportunidade modesta, porém valiosa para ambos, em princípio rejeitada por eles.

Saíram do lugar ainda falando, que o futuro ninguém pode prever, mas se pode estabelecer algumas diretrizes e metas para que os prejuízos sejam menores.

Astor e Jasmim se sentiram sobrecarregados, mas pensariam sobre tudo o que foi dito.

Enquanto isso, a rainha comprou aranhas procedentes do jardim do conde, que por sua vez, montou um cabaré onde o amante do guarda real seria o gerente.

sábado, 22 de março de 2014

Divino

Divino

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Sensível, que se sente sem querer,

Sorrindo, festejando todo o dia.

A vida no presente, sem fazer,

Da mágoa, o seu motivo de valia.

 

Nem tudo tem propósito ao viver,

O amor é um despropósito, é a alegria,

De ser por ser, imbuído dentro ao ser;

Parece ser sentido à revelia.

 

E sabe a todo sábio renascer;

De toda a forma passa e se recria,

E a todo pranto enxuga ao bel prazer.

 

Em si, é a esperança, bônus do viver,

Em poético elo cíclico à magia

Do sonho e, mostra o real resplandecer.

O Quê?!

O Quê?!

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Um amigo encontra-se com o outro depois de algum tempo sem conversarem.

_Como está você? Soube que você estava sofrendo muito.

O outro respondeu:

_Quem te disse isso?

O primeiro disse que era visível, que todos sabiam que o amigo tinha emagrecido e que estava com olheiras. Disse também que estava feliz em perceber que o outro estava bem.

_Erraram feio. Eu não estava sofrendo, estava fazendo hora extra. Aliás, fiz horas extras por muito tempo, mas nos momentos de folga li e escutei músicas do meu agrado. O ambiente de trabalho era adequado, mantive o essencial para conseguir fazer as horas extras. Estou bem.

O primeiro disse que não tinha a noção de que se poderiam ter bons momentos enquanto a aparência empalidecia.

_Engano seu, os momentos de convivência foram excepcionais. Estou bem.

O primeiro disse que todos pensavam que, depois do excesso de trabalho, ele iria extravasar.

_Não tenho motivos para agir assim, estou equilibrado tanto pelo lado físico quanto o emocional.

O primeiro disse que ele poderia contar com ele e dizer do que precisava.

_Obrigado, mas no momento não preciso de nada. As horas extras terminaram e eu consigo mais tempo para aparentar melhor, me alimentar melhor, ganhei os quilos que perdi durante as horas extras, o tempo de lazer aumentou, a minha vida pessoal está em ordem, estou em dia comigo mesmo.

O primeiro exclamou:

_O quê?! Se eu soubesse que tudo ficaria bem, eu teria pegado a sua vaga!

O outro sorriu até cansar e disse que as horas extras tinham acabado, senão ele as passaria para o amigo caso fosse necessário. Repetiu pela enésima vez que estava bem e bem resolvida estava à questão das horas extras.

_O quê?! Como foi que eu não percebi antes?

Enquanto um amigo ficou estático, o outro seguiu o seu caminho.

Nesse caso a situação era a inversa do ditado, e assim engraçada:

_Ele era feliz e eu não sabia...

O Manipulador / Crônica de Supermercado

O Manipulador / Crônica de Supermercado

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Abençoado supermercado! O discernimento de quem se é muitas vezes vem do diálogo presenciado, vamos à história da fila.

Pães na cesta e fila pequena. Pensei que iria sair de lá sem a crônica.

À minha frente estavam um adulto e uma criança, pai e filha.

O pai com o saco de ração para o seu cachorro num dos braços e a cesta de compras na mão, a filha olhando as prateleiras com os doces ao alcance das mãos.

Ela pegou um chocolate e perguntou ao pai se ela poderia comprar.

O pai da menina olhou o chocolate, viu o preço e olhou para o chocolate ao lado, da mesma marca, que tinha outro formato, maior peso líquido e preço menor. Ele pediu para a filha que o trocasse, tirando o chocolate que a menina queria e colocando o outro no lugar.

A menina baixou a cabeça e disse:

_Está bem pai, eu levo esse que você escolheu.

Antes de chegar ao caixa há toda uma prateleira de chocolates, outros chocolates estavam expostos e o pai da menina mostrou outro chocolate de outra marca e perguntou à filha se ela não gostaria de trocar o chocolate que ela tinha escolhido por esse outro, colorido, com o mesmo peso e mais barato dez centavos que o anterior.

Enquanto a menina pensava, ele retirou o chocolate que ele mesmo tinha trocado, pelo outro chocolate da outra marca.

Tive a impressão que a menina ganhou o chocolate mais amargo da vida dela.

Não concordei com essa atitude manipuladora, também não fui educada assim. Acredito que sim e não são respostas mais fáceis para qualquer criança.

O saco da ração para o cachorro estava mantido. Eu senti uma vontade danada de perguntar se ele não queria trocar a ração do cachorro por outra mais barata, comprada a granel nas lojas especializadas. Ele também poderia trocar o cachorro por outro que fosse mais barato e comesse menos ração.

Observando a conversa dos dois à minha frente, ficou claro o comportamento que não aprovo para o meu cotidiano.

A gente está bem e tudo está dentro do que a gente pode ser e fazer e é nessas horas que aparece alguém para tentar manipular a vontade da gente.

Pensei apropriada para ser escrita de manhã, porque o dia começa e depois vêm outros textos no cotidiano de todos.

sexta-feira, 21 de março de 2014

Olhar de Garça

Olhar de Garça

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O tempo divaga ao espaço

Contando de toda a graça;

Que nada perdeu a esse laço,

Nem curva, nem livro e traça.

 

Unido esse tempo ao espaço,

Concede a junção e ultrapassa

Limites ao etéreo passo,

Completa teoria à vidraça.

 

Além dessa imagem-paço,

O tempo não mais se escassa,

O espaço cria algum pedaço

De céu, nesse olhar de garça.

Inspeção Escolar Polêmica

Inspeção Escolar Polêmica

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Larissa e Letícia encontram-se no corredor da escola. Combinam de se comportarem o melhor possível porque a inspeção será feita.

Na Escola Noturna de Pós-Médio a situação se tornou constrangedora para os professores e diretores.

Um dos alunos, o Mateus se envolveu com uma garota que gosta de pornografia. A Janete é maior de idade e faz e diz o que pensa. É ninfomaníaca assumida e indiscreta.

O problema seria de fácil solução, caso a Clarice não estivesse com um dos pés quebrado e pudesse pegar o ônibus normalmente.

Os alunos Mateus e Edson ajudaram a Clarice, que é boa aluna, não falta às aulas e não incomoda ninguém além de não gostar nem de conversar sobre sexo.

O Mateus e o Edson ajudaram de boa vontade a Clarice, que tem boa conversa e fez amizade com os dois colegas.

Nessa escola todos são maiores de idade e estudam à noite pela necessidade de trabalhar durante o dia.

Clarice conversava com os colegas normalmente até que a Janete entrou no grupo.

Mateus se envolveu com a Janete e, o Edson, não gostou muito da conversa da Janete e aumentou a amizade com a Clarice, achando que as duas não iriam conviver bem, pois Clarice era muito diferente da Janete e, ele não queria perder uma boa amiga porque o Mateus se divertia com a Janete.

Os professores e diretores da escola observaram atentamente essas amizades, cientes de que a Clarice estava contente, embora engessada.

Depois de reuniões sucessivas chegaram à conclusão de que a amizade com o Mateus seria prejudicial para a Clarice e que a amizade da Clarice com o Edson era tolerável, ele não incomodava os outros alunos e se comportava com respeito ao dirigir-se à Clarice.

Os diretores aconselharam a Clarice a se afastar do Mateus, o que ela fez sem interferir na conversa do Mateus com a Janete.

O Mateus não gostou do afastamento da Clarice, ficou magoado porque ele também tinha ajudado a Clarice do pé engessado. Procurou assunto com a Clarice, que até conversou com ele e foi educada, mas manteve o relacionamento com a Janete; afinal a Clarice não era a sua namorada e ele não achou que fosse errado manter a amizade com a Clarice enquanto namorava a Janete.

Clarice foi chamada para ir à secretaria da escola para assuntos de interesse pessoais dela.

Ela aceitou de boa vontade os avisos para não se aproximar do Mateus novamente.

No entanto, certo dia caiu um temporal. Mateus não deixou que a Clarice colocasse os pés na água que poderia estar contaminada e causar leptospirose.

Agora todos os alunos esperam o inspetor para resolver essa situação. Os diretores da escola negociarão essas amizades de maneira que ninguém seja prejudicado, muito menos a escola.

Clarice contou aos professores e à direção que pretende conservar a amizade com o Edson, e os diretores pediram a ela que aguardasse a solução ideal.

Larissa e Letícia comentam, porque uma inspeção não atinge apenas alguns alunos, atinge toda a escola. Ambas estão preocupadas com as novas determinações sobre as amizades, os namoros, a convivência, parece que será uma situação difícil para toda a escola.

A pornografia é inaceitável dentro da escola e os diretores estão agindo de modo correto.

O que Larissa e Letícia se perguntam é por que é que o Mateus não levou uma advertência quando permitiu que a Janete conversasse abertamente sobre pornografia.

Agora, porque o Mateus e a Janete se envolveram, todos os alunos serão prevenidos contra a pornografia, assunto que não era tema da escola, mas agora será.

As duas alunas estão aborrecidas com a situação da Clarice, mas ela conversou com o Mateus após ser avisada para não conversar.

A amizade da Clarice com o Edson é boa e até mesmo salutar porque eles se queixam, comem pipoca juntos, trocam conversas agradáveis e não perturbam o sossego da escola.

Após conversarem sobre o comportamento adequado para a inspeção, elas decidiram combater a pornografia dentro da escola.

Essa foi a consequência.

Abraçado

Abraçado
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Dia de chuva no mar,
Vêm, salpica o molhado;
Horizonte deitado
Descansado no olhar.

Todo dia é começar,
Passo a passo abraçado,
A manhã tem seu lado
De dançar, navegar.

Pois, chover não é chorar;
É querer do suado,
Além do que é esforçado,
Esse ouvir, esse olhar...

Ao cruzar esse mar,
Ou, de barco, ou, à nado,
Chuva mansa é de agrado;
Assim é o começar.

A Primeira Música

Minha amiga e professora aconselhou-me a buscar a primeira música que toquei decor.
Ainda estava decor e a toque outro dia para a professora.
Por onde estará aquela menina gorducha que não existe mais?
Aquela menina que se trancava na sala para estudar piano nos dias de sol? Eu também a busco! Com chocolates ao lado do piano.
A minha amiga pediu que eu a buscasse e eu fui atrás dela tentando saber como é que ela era: tímida e gorducha. Alguém que detestava as aulas de educação física, o vestido bordado de domingo com o qual não podia brincar junto com as meias curtas e o sapato estilo boneca, pois aos dias de semana ela colocava roupas casuais depois de tirar o uniforme da escola, fazia as lições de casa e tocava piano.
Achei a menina: faz as lições de casa e toca piano sem o menor compromisso de tocar bem, mas se divertir aprendendo.
Aquela menina tímida aprendeu a não ser tímida depois de tocar para a família uma música decorada. Tinha acabado a diversão! Que mico declamar a batatinha e tocar a valsinha! Foi terrível, mas a risada foi geral porque ela se saiu bem na tarefa. Se não fosse assim, ela não teria aprendido a se divertir e não levar a vida muito à sério. Ela seria chatíssima!
Essa busca é dedicada a todos os meus estimados amigos, aos quais gosto mais a cada dia que passa e, à quem tiver paciência com gracinhas infantis.

Ainda sou tímida e esse texto não será compártilhado além do blog, desculpem.



I Schmoll nº 5

quinta-feira, 20 de março de 2014

Meia-Noite

Meia-Noite

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Lua, pernoites

A me sorrir.

Não, não te afoites,

A esse dormir.

 

Conte das noites

De seu existir,

Dessas meias-noites,

Desse elixir.

 

E me abiscoites

Em seu fulgir;

Quero tresnoites,

A me exprimir.

Axis

Axis

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O dia está feito,

Quase perfeito,

Comichão e lápis.

 

O que tem jeito,

Faço em sujeito.

Desse mundo, o axis,

 

Seguro ao peito;

 

Lua de práxis!

Caderno de Sabedoria

Caderno de Sabedoria

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Encontrei num caderno antigo a seguinte frase: “Evite más interpretações agindo com calma, postura e equilíbrio.” Frase que não é da minha autoria, mas que gostei tanto que comi dois biscoitos.

Aos adolescentes cabem essas frases, tanto que aqui estou com a minha segunda melhor frase do dia. A primeira pode ser inconveniente aos leitores sensíveis.

São frases que consegui ao realejo, do tempo em que havia realejos e periquitos da sorte nos parques infantis.

Papai e mamãe diziam que eram caça-níqueis para namorados e que não se devia acreditar nos bilhetes dos periquitos, mas me permitiram conseguir algo do passarinho e gastaram alguns trocados nesse presente.

A saudade foi tanta que aqui deixo a receita do Bolo Econômico:

Duas xícaras de açúcar,

Três colheres de sopa de margarina sem sal,

Três ovos,

Duas xícaras de farinha de trigo,

Uma xícara de (amido de milho) Maizena,

Uma xícara de leite,

Duas colheres de chá de fermento Royal.

Modo de fazer:

Batem-se os ovos com a margarina na batedeira. Depois de homogênios, acrescenta-se o açúcar. Mistura-se bem. Coloca-se o leite devagar para não espirrar e mistura-se antes que respingue. Acrescenta-se a farinha de trigo e a Maizena (marca de fácil entendimento) e bate-se bem. Por último, o fermento.

Coloca-se a mistura numa forma untada e enfarinhada no forno com a temperatura por volta de 180 graus. Após, em média, quarenta minutos, testa-se com um palito de fósforo para verificar se está assado (Aos jovens peço que não usem a cabeça do fósforo para o teste, usem o lado do palito) e, por conseguinte desligar o forno.

Pode ser coberto com limão e açúcar que ficará um delicioso amor em pedaços digno das melhores mesas. O segredo é cobrir com limão e açúcar e colocar o bolo de volta ao forno para esfriar.

É uma receita de família e, hoje poderia ser o dia ideal para apreciá-lo. Quem puder comer ou quiser experimentar, que se delicie!

Fiquem com Deus meus amigos. Seria assim que mamãe diria; papai provavelmente estaria com o prato à espera da fatia de bolo.

Vou-me ao café com pão de mel. Dois biscoitos e um pão de mel não é nada que seja exagerado, para um dia chuvoso e belo.

Linda reprise…

Ideias Convergentes/ Reflexão

Ideias Convergentes / Reflexão

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Quando se fala sobre a mesma em locais diferentes, é melhor refletir.

Eu não concordo com a linha de raciocínio na qual se diz que quem está ao lado do mais forte numa discussão, vence.

Vencer não é a palavra exata para o relacionamento humano. A palavra que deveria reger o relacionamento humano é o gostar através do respeito, da colaboração, da compreensão porque não se impõe coautoria num relacionamento.

Conversei algumas vezes sobre esse ponto de vista durante a semana, porque é uma atitude que não funciona dentro de casa.

O assunto surgiu numa banalidade e a troco de nada. Eu não concordei.

Porque fazer a vontade do mais forte em detrimento de um relacionamento leva a dissolução do relacionamento. Aliás, até forneci o “aviso prévio” para daqui a alguns meses por não concordar com tal modo de pensar.

Propuseram, exemplificando a situação, comprar os pães numa panificadora indicada por alguém que tem esse poder temporal, terreno, mesquinho, etc. e tal.

Esse é o tipo de poder a qual ninguém deveria se submeter aceitar que outra pessoa, com maior influência determine onde comprar os seus pães. Esses pães, em última análise, são para o lanche de quem as compra, não são parte do lanche de quem sugeriu a compra.

Agora, continuando o exemplo em suposições. Suponhamos que o chefe de uma empresa sugira que o empregado compre os seus pães na panificadora ao lado da empresa. O empregado compra os pães e os leva para casa. A esposa do empregado prefere os pães do supermercado (exemplo simples porque é onde compro os meus pães e faz parte da minha realidade) e se sente impedida de comprar os pães que ela prefere.

Esse é um poder que não pode ser aceito, vindo de onde vier. Ocorrem situações absurdas nesse sentido e, como se sabe, as sugestões acabam por se transformar em pressões e obrigações descabidas colocando todo e qualquer relacionamento em segundo plano,

Os relacionamentos não deveriam se submeter a esse tipo de questão proposta por quem não tem esse poder sobre as decisões pessoais.

No entanto, algumas pessoas aceitam essas sugestões pensando que é uma atitude passageira e que daqui a algum tempo ela volta a, no caso citado, comprar os pães onde gosta de comprar. Nesse momento ela não pensa que está comprando o pão que o diabo amassou, mas é o que faz. Não vale a pena comprar esse pão, não é bom.

E, o pior, é que sugestões desse tipo, surgem todos os dias nas vidas das pessoas. Não é convite para inauguração de loja de amigos, é uma sugestão impositiva.

Eu compro os meus pães no supermercado e, às vezes, experimento uma ou outra panificadora conforme a pressa. Quando alguém me pergunta por que é que eu não compro os pães nesse ou naquele lugar eu respondo que é porque eu quero e que sou eu quem come esses pães e que, nesse caso a decisão é minha. Nesses dias eu ouço como resposta que eu não sou muito polida.

Reflito porque nem sempre se sabe onde fica a panificadora do demônio, mas, se puder, eu evito ir até lá. O meu lado nessa discussão é o oposto desse lugar.

Todos os seres humanos erram, mas se souber que algo é errado, é mais fácil se evitar. Essa é uma reflexão maniqueísta entre o bem e o mal, mas mal não faz porque é voltada ao bem dos relacionamentos.

Parem com isso! Vivam o melhor que puderem os seus relacionamentos, que eu vivo os meus muito bem.

quarta-feira, 19 de março de 2014

A Dois

A Dois

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O casal, chateado pelos contratempos que tiveram durante o dia, dizem um ao outro:

O marido pediu à mulher que ela contasse sobre algum assunto que saísse do problema da goteira do apartamento de cima, cujos pingos de água terminavam na lavanderia do apartamento.

_Fala qualquer coisa. Qualquer assunto que me distraia.

A mulher, sem saber se o assunto iria ou não distrair o marido, contou a curiosidade do dia.

_Eu não seu se é sorte ou se algum anjo está guiando a situação, mas está acontecendo algo muito engraçado comigo. A cada sugestão onde alguém tenta me convencer a fazer algo de que eu sinceramente não gosto, parece que alguma coisa acontece e muda a direção da conversa e as discussões sobre o assunto. Foi divertido quando a Joana estava a me convencer a pintar os cabelos de marrom e o quadro da parede despencou, caiu sobre o vaso de flores, que se partiu e esparramou-se pelo chão do escritório. Eu sei que a Joana não gosta de mim, mas ao invés de argumentar com ela, ajudei-a com os cacos do vaso.

O marido olhou espantado para a mulher e confirmou se a Joana era aquela conhecida da qual ela havia se afastado há alguns anos porque a amizade se tornou desagradável.

A mulher confirmou ao marido que era aquela mesma, agora muito amiga da colega de escritório.

Ele pediu à esposa que contasse mais dessa história.

_É a segunda vez que acontece tal coincidência. Da primeira vez, ela tentava me convencer a experimentar um creme hidratante enquanto retocávamos a maquiagem. Ouvimos um barulho e saímos do espelho às pressas para ver o que tinha acontecido. A escrivaninha se desmontou como que por mágica. A escrivaninha se desmontou e não quebrou. A tela do computador foi o único objeto quebrado.

O marido se animou e perguntou o que ela achava que essas coincidências significavam.

_A Joana está sendo impedida de ser má por essas coincidências, é muito engraçado. Eu não preciso dizer nada a ela, é como se eu estivesse sendo protegida por um anjo.

O marido, distraído, ainda perguntou por que é que a mulher achava que o anjo estava a protegendo das investidas da Joana.

A mulher parou de rir.

_ Joana está querendo forçar uma amizade que não existe mais. Eu não sei o que ela fez, mas o anjo deve saber o que faz. O fato é que eu não preciso me esforçar para ser gentil e me afastar ao mesmo tempo. O anjo está fazendo tudo por conta dele. Esse anjo é quem está dizendo à Joana para não tentar voltar a ser minha amiga. Se eu fosse ela, eu não tentaria mais, mas ela não acredita em anjos.

O marido se distraiu com a história e perguntou como é que ela achava que essa história terminaria.

_Bom, querido, eu estou feliz com essa intervenção do anjo e tenho a impressão de que ela terá que desistir dessas tentativas para o bem dela. É curioso porque eu me afastei dela, mas o bem universal que é a boa energia, não se afasta de ninguém. Não serei curiosa de querer saber o que foi que ela fez e pensou que deixou o anjo a ponto de tomar atitudes contra ela, mas que essa intervenção não é simplesmente humana, não é.

O marido disse que, se os fatos estavam daquele jeito, então havia porque acreditar numa solução para os problemas pelos quais atravessavam.

A mulher concordou com ele.

Naquela noite dormiram tão bem quanto os anjos permitiram, em paz com o futuro.

Polifonias

Polifonias
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Não se inventa emoção,
É o que sente e é o que vale,
Versos d’uma razão,
Dividida à metade.

Nesse criar a canção,
Conto o tempo que cabe,
Brindo nessa intenção;
Rimo à letra, quem sabe...

Digo um canto de então,
Armadura de clave;
Numa escala à visão;
Som maneiro é amizade.

Surpresa Musical

Surpresa Musical

É divertido observar as mudanças pelas quais passamos e, quando percebemos, somos surpresas a nós próprios.

Ao levantar, penso música. É bonito, ao acordar, ter uma música em mente. Seja ela do ritmo que for e com a letra que tiver.

É como se fosse um toca discos em espera (stand-by).

A parte divertida é que não consigo escrever pensando música, é imperativa a vontade de experimentar sons e, volto depois.

Mar

Sempre a esse mar,

Sempre a sonhar.

Bota o som na caixa, Dj: