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quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Pequenos Adoráveis / Crônica do Cotidiano

Pequenos Adoráveis

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Tem muita gente se mexendo para as compras de Natal.

Os gerentes avisam os funcionários de que os dias serão bastante movimentados de agora em diante. Em todos os lugares: lojas, estacionamentos, e onde quer que haja lembranças para vender.

Numa loja que entrei duas senhoras conversavam sobre presentes ousados. Perguntaram se eu compraria um presente ousado ou se me arriscaria a usar o tal presente, no caso um par de sapatos muito original.

Não respondi. O presente não é para mim e como é que posso dar palpite sobre um presente ousado para alguém que não conheço!

Em meio às compras, a animação.

É parte dos problemas de final de ano querer encontrar o presente ideal.

As crianças pedem o que gostariam de ganhar. É até mesmo divertido saber o que cada uma delas gostaria de ganhar.

A doçura das conversas entre os pequenos e os adultos.

Um garotinho, ainda pequeno e inteligente pediu aos tios, aos avós e aos pais um par de tênis para brincar com os amigos. Ele fez o mesmo pedido aos três durante o último almoço em que a família se reuniu.

O garoto tem por volta de sete anos de idade e não usará os pares de tênis até o final do ano que vem. Criança cresce.

Ele obrigou a família inteira se reunir para discutirem sobre os pedidos de Natal dele.

A conversa gira em torno de quem dará o par de tênis para o menino, porque dois dos pedidos não serão atendidos.

O pai chamou o filho e perguntou para ele se, por acaso, ele estava com receio de não conseguir o par de tênis. Para que três pedidos iguais?

Adulto pensa de um jeito.

_Eu quero três tênis, um de cada cor.

O pai pergunta:

_E brinquedo, você não quer nenhum?

O garoto faz pose ao responder para o pai.

_Não. Eu cresci bastante no último ano e os meus irmãos mais velhos não ganham mais brinquedos. Eu quero ganhar tênis para poder sair com eles jogar futebol na praça.

Os irmãos mais velhos têm respectivamente doze e quatorze anos. O pequeno não entrará no time de futebol dos irmãos mais velhos.

A resposta foi que conversariam com calma, em casa, enquanto tomassem o lanche.

Eu sei que tem uma família com avós, tios, pais e garoto discutindo a melhor solução para os três pares de tênis.

A distância percorrida entre o conselho do gerente e a conversa do garoto é imensa, embora tudo tenha se passado em menos de duas quadras a pé.

A sensibilidade chegou. Presente é metáfora...

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