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quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Madeleine

Madeleine

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Ninguém conheceu Madeleine tanto quanto eu. A espiritualidade não é vista, senão em casos especiais.

O marido e os filhos entendem a espiritualidade da amizade sem que a descrevam, não por desconhecimento das letras, mas por não haverem palavras que a descrevam.

_Não me diga nada. Vou passar um café para você.

Eu peguei as xícaras e os pires.

_Sente-se comigo e tomemos juntas.

Sentamos à mesa da cozinha e tomamos o café sem muito conversar.

Olhávamos-nos e elogiávamos a marca do café.

Mais nada.

Outro dia ela contou à mãe dela aquele dia do café. Da paz infinita que se espalhou pela cozinha.

Enquanto o mundo inteiro, ao ler, pensa em drogas, sexo, finanças, nós usufruímos de uma amizade infinita e invisível.

Madeleine, fica com Deus. Se a ortografia está incorreta, não nos interessa porque a expressão utilizada não altera o momento da infinitude do ser.

3 comentários:

✿ chica disse...

Pequenos momentos, gestos de carinho, podem restituir a paz a quem dela precisa! Lindo! bjs,chica

Mariangela disse...

Que beleza de postagem!
É exatamente isso que importa nesta vida...nada mais.
Beijos e uma boa tarde!
Mariangela

Célia Rangel disse...

Incrível... mas sedimentei uma amizade assim na simplicidade de um café na cozinha... Tudo com muita serenidade e magia de viver.
Abraço.