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sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Polivalentes, Futebol?

Polivalentes, Futebol?

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Particularmente, conheço o termo polivalente oriundo do futebol. Antigamente se dizia pejorativamente que polivalente era o jogador que chutava com os dois pés e fazia gol de cabeça, ou seja, inexistente dentro do campo.

De fato, a polivalência não é habilidade compatível com a maioria dos jogadores, que nem por isso, deixam de serem habilidosos e excelentes.

No entanto, todos nós temos mais de uma habilidade e as diversas habilidades merecem tratamento diferenciado.

Sem que haja a despersonalização de ninguém, é possível conviver com as diversas habilidades sem que uma interfira na outra. Para tanto, é preciso não dar exclusividade a nenhuma delas, sem, no entanto, ser hiperativo ou dispersivo.

Os mestres dizem que as habilidades se desenvolvem em círculos, que se cruzam equitativamente uns aos outros. Geralmente há habilidades melhores desenvolvidas que as outras, variando igualmente, de indivíduo para indivíduo.

A proporção da influência das habilidades varia de pessoa para pessoa, sendo que quase todas as pessoas possuem uma habilidade dominante.

Quando, por fatores internos e externos, essa habilidade é desconsiderada, ela não desaparece do indivíduo, ela adapta-se às exigências e se desenvolve por outros mecanismos que não os convencionais tais como o estudo voltado para o desenvolvimento da habilidade dominante de cada indivíduo.

Nesse desenvolvimento sem direcionamento, a habilidade dominante aparece e se satisfaz sendo polivalente.

Diferente da ambivalência, a polivalência não é habilidade natural; ela se desenvolve a partir da sua contrariedade natural, sejam essas contrariedades vindas dos costumes ou das necessidades de convivência.

Toda teoria, precisa da sua fundamentação e, nesse caso, a fundamentação é infantil e particular.

A criança passa o primeiro ano de estudos desenhando com a mão direita porque escrever com a mão esquerda é considerado obra do “capeta” pela escola.

A família intervém e a criança consegue a liberação para escrever com a mão esquerda, feliz.

O resultado é que ela escreve com a mão direita, consegue comer com a mão direita quando preciso, mas é antinatural. A mão direita é amiga da mão esquerda pelas contingências.

A contrariedade é fator de polivalência. As habilidades naturais, quando contrariadas, desenvolvem outras maneiras para se desenvolverem.

A habilidade natural, desenvolvida em seu potencial pleno, produz ótimos resultados, mas para os jogadores de futebol penso que a palavra ambivalente seja a adequada ao jogo bem sucedido.

Quanto ao polivalente, têm-se a vantagem da consciência daquilo que é antinatural, mas desenvolvido a contento pelo mesmo.

Alguém falou em futebol? O esporte é universal e, ainda é digno de público.

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