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segunda-feira, 28 de julho de 2014

Cidadania é Voto

Cidadania é Voto

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Que digam o que disser eu acredito em eleições, no exercício da cidadania, em políticos com bons propósitos, na Justiça Eleitoral e nos mecanismos da cidadania e da democracia. Essa é a minha convicção.

As populações migram entre os bairros da cidade e mudam os endereços dos seus títulos eleitorais mudando os seus locais de votação.

Votando no mesmo lugar a trinta e poucos anos, posso tirar algumas conclusões.

Gosto do voto do jeito que ele é. O voto distrital pode se tornar voto de cabresto. Por quê? Tivemos no bairro um candidato muito bom, mas também muito forte. Ele ligou várias vezes para todos nós, moradores do bairro. Os cabos eleitorais, também do bairro. O candidato, no entanto, era muito coerente, e eu, diante da pressão para que se votasse nele, atendo ao telefonema de um parente dele e fui sincera:

_Eu votarei em você.

_E os seus familiares?

_Posso dizer que na urna eletrônica haverá um voto que não será para você. Daqui de casa. A urna é sua, todos os moradores votarão em você.

Dito e feito. Um voto não foi para ele e tivemos a certeza de que a urna eletrônica estava em perfeito funcionamento.

Certa vez, eu estava sem candidato e votei no candidato escolhido por um amigo meu. Ele obteve apenas um voto na minha urna. Ganhou as eleições e foi excelente legislador. Essas urnas eletrônicas funcionam mesmo.

Houve certa vez, que nas eleições majoritárias, houve um voto de eleições majoritárias para um partido nanico, o voto é livre, mas houve tentativa frustrada de convencimento ao contrário. Depois nos divertimos apontando para o único voto naquele candidato no bairro inteiro.

A cidadania é o livre exercício de escolher os nossos dirigentes. Penso que seja a criatividade uma das maneiras de verificarmos a lisura das eleições, porque ganhar e perder faz parte de toda a eleição. Todos os candidatos sabem disso e a população tem que saber também.

Ninguém é obrigado a votar no candidato do outro, a escolha é livre.

Em todas as eleições temos notícias de apreensões de pessoas que tentam substituir as urnas, ou que fazem a chamada boca de urna em local impróprio. A justiça eleitoral funciona e tem o apoio dos agentes públicos de segurança.

As dificuldades são aqueles que gostam de desacreditar a prática da cidadania, os desiludidos com os candidatos em que votaram nas eleições passadas. Quem não se arrependeu de algum voto que deu?

Não se preocupe, ano que vem tem mais. Essa era a frase que trocávamos entre amigos.

Outra de quando o dia das eleições era dia de festa: Alguém tem que mandar, mas tem que mandar acompanhado de outro alguém e eu tenho que escolher alguém para não ficar sem ninguém que eu conheça no meio daqueles que mandam.

Seja o seu próprio fiscal eleitoral, verifique se o seu voto está na urna em que você votou. Pode ser que você não tenha motivos para reclamar, mas não tente enganar, porque o sistema eleitoral descobre. Tem gente testando o sistema eleitoral na cidade toda, por amostragem e por meios outros como os votos em candidatos em regiões diferentes dos seus eleitores costumeiros.

O nosso país não é um país imaturo e tem muito a se desenvolver ainda.

Vamos às eleições.

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