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sexta-feira, 23 de maio de 2014

Pling

Pling

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Pling era um humanoide que gostava de passear e conhecer outros planetas, tanto quanto os terráqueos procuram planetas com possíveis sinais de vida.

Passeando pela Via Láctea, viu o planeta Terra e, desceu para saber melhor das condições de vida do planeta.

Durante a descida à Terra, o seu disco voador sofreu avarias e ele teria que ficar algum tempo por aqui até que a nave se consertasse. O disco voador se consertava automaticamente e, tudo que ele precisaria fazer, era esperar que a nave ficasse pronta para o retorno à sua galáxia.

Estando em meio de floresta, avistou um homem. Era um geólogo, chamado Teobaldo.

O geólogo logo percebeu que o Pling não era daqui, deste planeta. Pling tinha a pele verde e os cabelos cor-de-rosa, nem muito compridos e nem muito curtos.

Teobaldo chamou o guarda-florestal e mostrou o ser que não tinha linguagem habitual para se comunicar que, além do mais trajava roupas prateadas e botas prateadas.

O guarda-florestal comunicou o fato às autoridades.

Pling, apesar da dificuldade para se comunicar, mostrou a nave espacial e fez observar que os reparos estavam sendo feitos, após o qual ele iria embora daqui.

Todas as medidas de proteção e segurança foram tomadas para que o Pling fosse embora sem maiores consequências aos terráqueos, como pânico ou antropofagia.

Pling era esperto e logo começou a aprender a linguagem humana, como também ensinava a linguagem extraterrestre para o geólogo.

Conta daqui e conta dali, logo todas as autoridades ficaram sabendo da visita de Pling ao planeta.

Os terráqueos não são bobos e, alguns tentavam conversar com Pling para saber das características do seu planeta.

À medida que a curiosidade sobre Pling aumentava, as autoridades reforçavam as proteções e, nem elas poderiam fazer entrevistas sem que houvesse um acordo prévio entre todos os países.

Pling conversava pouco, mas com todos os que chegavam perto dele, sendo que um impedia o outro de obter qualquer vantagem sobre Pling.

O planeta Terra era correto ao agir dessa maneira com Pling.

Para Pling, não era nada fácil ouvir tantas ordens; uns a respeito dos outros, mas era a obrigação dele cumpri-las todas, sem desagradar ninguém.

Teobaldo era amigo de Pling, compreendia a situação difícil na qual Pling se envolvera sem querer.

Pling também ficou amigo de Teobaldo porque ele, de boa vontade, se dispôs a acompanhar os problemas de Pling, conforme eles surgiam.

Assim, as Polícias Civis não deixava as Polícias Militares se aproximar e a Polícia Federal, incluindo-se os nomes internacionais, se incumbiam de averiguar os possíveis problemas que essa aterrissagem pudesse causar ao planeta, enquanto os países e suas políticas colocavam as suas Forças Armadas para proteger o planeta Terra de possíveis ataques extraterrenos.

Pling estranhou tantas novidades, ele era um piloto de discos voadores amador, com capacidade para levar até sete passageiros, o que no planeta dele era permitido a qualquer ser que atingisse um metro e sessenta e cinco centímetros de altura.

Para Pling, restava conviver com a situação até que a nave se consertasse.

Passadas duas semanas, as luzes da nave se acenderam indicando que ele poderia voltar ao seu planeta.

Ele avisou as autoridades e disse que partiria para o seu planeta assim que a luz da ré se acendesse.

Chamaram Teobaldo e pediram a ele que explicasse que, na Terra, não bastava que todas as luzes de um disco voador se acendessem para que ele pudesse voltar ao seu planeta.

Teobaldo contou a Pling que, para ele voltar ao seu planeta de origem, era preciso que todas as agências espaciais concordassem e que, a saída da nave da atmosfera terrestre deveria ser monitorada pelas agências.

Pling instalou transmissores para satélites do mundo inteiro e, teve que esperar a autorização para a decolagem.

Uma vez concedida a autorização para a decolagem, Pling voltou para o seu planeta.

A partir de certa distância, alguns satélites perderam o contato com o disco voador, o que obrigou outras agências espaciais a abrigarem vistorias umas das outras até que Pling saísse da Via Láctea.

Após a saída da Via Láctea, todas as agências perderam o contato por satélites com Pling.

Depois de tudo o que passou na Terra, Pling prometeu a si mesmo que iria voltar outras vezes, não para invadir a Terra, mas para se divertir com toda essa gente, que ao final das contas, havia sido boa para com ele.

2 comentários:

XicoAlmeida disse...

Coitado do Teobaldo, jamais imaginado nestas coisas.
Mas o enquadramento tem do melhor do sentimento humano. Adorei!

Célia Rangel disse...

Seria o Ping um Pequeno Príncipe à procura de sua flor? Ou de um "asteroide B612"...
Minha imaginação extrapolou com você, Yayá!
Abraço.