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quarta-feira, 2 de abril de 2014

O Gato Falante / Crônica do Cotidiano

O Gato Falante / Crônica do Cotidiano

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Hoje a crônica é sobre o gato falante, rosnante (neologismo), melhor dizendo.

Era tarde e o rosnar aos meus ouvidos chamou-me a atenção. O cachorro late e o gato mia, mas os meus ouvidos não reconheceram o som.

Que bicho seria aquele, eu precisava descobrir, pois os meus ouvidos não suportam sons não identificados.

Fui até a janela observar. Impressionante! Parecia um gato que rosnava e olhou nos meus olhos, depois sorriu um sorriso felino onde mostrou os dentes.

É melhor descrever o gato, quem sabe alguém diga que gato que era. Ele era branco com bolas exatamente redondas e pretas nalgumas partes do corpo.

A ave que estava por perto não voou e não sentiu medo, afinal, o gato olhava para mim. A ave não se sentiu com medo.

O gato não miou nenhuma vez, ou esse bicho que eu nomino por gato porque não sei exatamente o que era, acho que foi um gato do mato.

Andou sobre os muros com certa cautela e se embolou como se tivesse achado algo. Deu para perceber que era forte e que as patas eram ligeiramente mais robustas do que a dos gatos que costumam passear pelo bairro.

Parei para observar o gato. Ele me olhou novamente, desafiando-me.

Dali a pouco, ele entrou ao meio da cerca de arame farpado que existe na vizinhança andando passo a passo.

Fiquei observando, ele não se machucou.

Olhou mais uma vez para mim, deu um salto e sumiu.

Esse gato aguçou os meus sentidos como se fosse uma magia. Instinto foi o que senti o dia inteiro. Abafei-o por diversas vezes, sou humana, mas nem assim consegui deixar o meu caminho para ver o estrago que o caminhão furgão fez ao ônibus. A porta do caminhão se abriu e quebrou o espelho do ônibus juntamente com o para brisas.

Não me detive para ver a curiosidade, hoje não foi possível.

Eu vi esse gato e olhei os olhos que me olhavam.

A minha preocupação é que ele chegue perto de alguma criança.

É bom compartilhar essa história de gato.

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