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sábado, 1 de março de 2014

Ô, Dona Maria Francisca!

Ô, Dona Maria Francisca!

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Uma amiga veio contando a história.

A empregada Maria a chamou para vir à janela:

_Dona Maria Francisca há algo errado lá embaixo. Eu sou pobre, simples e não entendo de sexo sofisticado. A senhora, por favor, venha ver e me explique o que é aquilo.

Dona Maria Francisca, uma senhora polida duvidou que houvesse sexo na praça próxima ao seu apartamento.

_Maria, espere que eu veja o que há antes de tirar as suas conclusões ou me contar da sua sexualidade. Mantenhamos o respeito.

Maria Francisca dirigiu-se vagarosamente à janela receosa sobre o que seria a conversa depois da janela.

Maria exclamou ao perceber a patroa ao seu lado:

_Olha lá embaixo! Não é uma posição esquisita?

Maria Francisca olhou o que acontecia na praça e se segurou para não rir:

_É esquisito, mas não é sexo. A esse tipo de atitudes se chamam competições. Não sei qual é o esporte, mas sei que é um esporte. Sexo é que não é. Contenha-se, por favor.

Maria olhou, olhou e disse:

_A senhora reparou que estão em três pessoas. O que está do lado de cá pega nas pernas do outro e o levanta. O outro, depois de levantado se joga para os braços da mulher que o pega no colo. Ela o pega no colo e ela faz uma cambalhota e a derruba no chão. Ela pega aquele primeiro homem, que tinha agarrado as pernas do segundo homem e o levanta. Aquele homem a quem ela havia ajudado segura o seu adversário no colo, que por sua vez faz uma cambalhota e se segura às pernas dela de novo. Não é esquisito?

Maria Francisca sabia que era qualquer coisa que ela não sabia como explicar, era algum tipo de esporte, mas ela não sabia o nome da prática esportiva.

_Sexo é que não é! Você está com algum problema?

_Não senhora. Eu e o meu marido nos damos muito bem, por enquanto.

Maria Francisca compreendeu a simplicidade da moça e perguntou se ela poderia ser útil em algo mais, porque tinha alguns afazeres pela frente durante o dia.

_ Dizendo o que penso, dona Maria Francisca, é que se ele vê e resolve fazer igual, eu não farei.

Maria Francisca olhou com ar sério e respeitoso para a empregada, mas perguntou sobre o tempo em que ela e o marido estavam casados.

_Estou casada há mais de vinte anos.

Maria Francisca perguntou se até então ele tinha sido um bom marido.

_Excelente marido, mas eu não quero que ele veja o que acontece na praça.

Maria Francisca, contendo o riso, respondeu:

_Maria, se até agora ele tem sido bom marido, não há porque pensar bobagem.

Maria, naquela sua humildade, perguntou se poderia se maquiar na saída do trabalho. Ela queria ficar bonita para o marido.

Maria Francisca disse que sim. Maria poderia se pentear, passar perfume e batom na saída do trabalho.

Maria agradeceu e disse que o marido chegava em casa antes dela chegar.

Maria Francisca não chamou a atenção da empregada. Acabava de ver um casamento bem sucedido, de mais de vinte anos, onde a chama da pureza não se apagou.

Maria sorriu contente. Maria Francisca foi aos seus afazeres, mais do que necessários após aquela conversa.

Um comentário:

✿ chica disse...

Que lindo e naquela noite teria festa na casa da Maria,rs bjs, tudo de bom,chica