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sábado, 21 de dezembro de 2013

Um Natal Diferente

Um Natal Diferente

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Rogéria convidou uma amiga Laércia para visitar a sua cidade natal.

Ela nasceu em Natal, mas os pais, bancários, foram transferidos para São Paulo e, por circunstâncias diversas, não mais tiveram oportunidades para voltar à cidade de Natal, no Rio Grande do Norte.

As moças eram colegas de faculdade e ainda moravam com as suas respectivas famílias. O dinheiro do estágio poderia ser gasto numa viagem e, assim fizeram.

Chegando a Natal, Rogéria procurou se informar para fazer os roteiros necessários para visitar os locais da sua infância.

Ela estava no tempo da sua infância, num deslocamento absurdo do espaço.

Laércia, que não conhecia Natal, ficou surpresa ao ver o calendário.

_Rogéria, voltamos no tempo! E agora?

Rogéria foi à rua onde seus pais moravam e perguntou pela família dela.

_Eles foram para São Paulo há um mês.

Rogéria perguntou para Laércia se ela passearia com ela pela sua infância.

_Se estamos num lugar de outra época, não vou me afastar de você por nenhum minuto. Peço, no entanto, que me belisque. Eu sei que é pura precaução existencial, mas absolutamente necessária para que eu me sinta viva.

Rogéria foi à sorveteria. Conheceu as amigas e amigos do seu pai e da sua mãe. A diferença era que tinha a mesma idade que eles.

Uma senhora conversou com ela:

_A senhora vem de onde? A sua fisionomia não me é estranha.

Laércia ouviu e protegeu a amiga, protegendo-se a ela mesma, dizendo:

_Viemos de São Paulo para passar uns dias e conhecer as belezas desse lugar encantador. Hoje vamos passear de buggy e temos que nos apressar para chegar ao local com tempo para o passeio.

Todas as ruas percorridas para chegar à escola estavam iguais e Rogéria sabia todos os caminhos. Os seus amigos de infância estavam na escola e ela agradecia por não poder vê-los, o fato seria aterrorizante para ela, naquele deslocamento de tempo.

Laércia aproveitava para se divertir observando toda a moda dos tempos da sua infância. Para ela, não era tão impressionante, porque não conhecia a cidade e nem os seus habitantes. Mas não pode deixar de observar:

_Eu consigo te ver criança! Maravilhosamente criança! Eu me sinto com vontade de passear por esse tempo que se foi. As lojas e os brinquedos são iguais, nas artes das crianças e nas respectivas chamadas de atenção que elas conseguem. Que saudades desse lugar que eu não conheci de fato, mas da infância que vivi intensamente através dessa água de coco verde gelado.

Rogéria se espantou com a alegria de Laércia e pediu para que ela dissesse como era ela quando criança.

_Eu te vejo de saia rendada e blusa de lastex, sonhando ao amanhã, pulseiras de plástico alaranjada e branca combinando com os brincos de plástico de contas polidas alaranjadas e brancas.

Rogéria não disse nada. Ela teve saia rendada, blusa de lastex, pulseira e brincos alaranjados e brancos. De fato, estavam na vitrine da loja. A sua mãe os havia comprado há dois meses antes de se mudarem. Ela pediu e, como eram baratos os mimos, a sua mãe os deu de presente para ela. Eram apropriadas para meninas.

Estavam na vitrine e se poderia comprá-los a preço irrisório. Rogéria se conteve. Era adulta e estava deslocada no tempo.

Conhecia tudo de cor, fato que facilitava o passeio para Laércia. Sabia aonde ir, como ir, onde comer, onde se divertir e, o caminho da pousada, distante vinte quadras daquele lugar onde conversavam particularidades.

Os dias passaram alegres e saudosos do tempo que não volta mais. Se bem que, estar em Natal, sem ser o que se foi na infância, trazia para Rogéria uma sensação estranha.

Chegou o dia de voltarem para São Paulo. Pegaram o avião.

Rogéria sentiu um mal estar quando o serviço de bordo anunciou:

_Este é o voo 190 da aeronave. Esperamos que todos façam boa viagem.

O número da aeronave não era o mesmo do número do voo.

O avião sobe em linha reta para o alto, numa hipotenusa imensa.

Laércia estava se divertindo, mas Rogéria fechou os olhos e pensou com toda a energia que lhe vinha da mente:

“Eu sei que algo está errado. Não com o voo, mas com tudo o que aconteceu nessa viagem. Se, essa energia, é de abdução, peço que compreendam que a aeronave não suportará uma abdução física. Se, existem contatos imediatos nessas energias de luz, que se façam contatos por pensamentos, pois, a continuar a reta perpendicular, os contatos cessarão e não haverá abdução possível com êxito para essa forma de vida que se apresenta.”

O avião aterrissa em São Paulo e, Rogéria acorda porque Laércia avisa que a viagem terminou.

_Vamos descer Rogéria.

As amigas pegam táxi para se dirigirem às suas respectivas residências. O taxista puxa conversa:

_Vocês estão sabendo dos investimentos da multinacional SA na via de acesso ao aeroporto. Eles estão investindo uma fortuna em treinamento de pessoal. Se vocês conhecerem interessados, avisem, porque vem gente de todo o país para cá.

Rogéria sentiu-se aliviada. Estava em São Paulo, no tempo certo, na competição certa e mal teve tempo de acordar para recomeçar a competir pela sobrevivência.

5 comentários:

edumanes disse...

Por Deus abençoada, nesta data divinal.
Saúde e paz, na vida, o melhor que gente tem
Desejo para você e sua família, Feliz Natal
E próspero ano novo também.

Um abraço para você, amiga Yayá.
Eduardo.

Antonio Pereira Apon disse...

Olá,

O tempo é absolutamente relativo. E na magia literária, maravilhosas viagens.

Passando para desejar um natal repleto de luminosidades e um renovador ano novo, transbordante de felicidade, saúde, paz, prosperidade e tudo mais de bom. Para você, seus parentes e amigos.

Um abração e boas festas.

La Gata Coqueta disse...



En estos días tan especiales,
quiero pedir felicidad para todos
no importa la distancia que nos separa,
pues lo importante es desearte que pases una
¡Feliz Navidad y un positivo y prospero Año Nuevo!

Pasa un hermoso domingo con el espíritu en Belén
y que el niño te colme de Bendiciones y Salud!
Que la paz y el amor reine en tu hogar
y el de toda tu familia y amigos esta Navidad,
con mis mejores deseos te envío
un cálido y afectivo abrazo.

Atte.
María Del Carmen


Sonhadora (RosaMaria) disse...

Minha querida

Que neste Natal a magia da criança que fomos esteja presente nos nossos corações...que não seja apenas uma comemoração de um dia, mas que se prolonguem por todo o ano...unindo almas com o carinho de uma palavra...o calor de um abraço...a doçura de um sorriso.

FELIZ NATAL junto de todos os que amas

Um beijinho com carinho
Sonhadora

Maria Rodrigues disse...

Yayá hoje venho especialmente para Desejar que a Paz, Harmonia, Saúde e Amor estejam hoje e sempre presentes na sua vida. Um NATAL muito FELIZ .
Beijinhos
Maria