Loading...
Loading...

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Gato da Sorte

Gato da Sorte

clip_image002

Esse gato que me rouba

Sem dizer a que me leva,

Faz sentir-me feito boba,

Nesse olhar ao que despreza.

 

Desse jeito não sou loba,

Sem saber o que me espera;

Nesse dengo visto a touca

E me faço de pantera.

 

Esse gato que me estouva,

Ao frigir minha panela

Que meu peixe, minha anchova,

Quer o prato da janela.

 

O que quer quem se afeiçoa

Por um gato à cabidela,

A não ser o que não doa,

A não ser o que revela.

3 comentários:

Vieira Calado disse...

Olá, boa noite! Hoje é tão simplesmente para lhe desejar um Bom Ano de 2014.
Saudações poéticas!

Imaginário disse...

Não dói e não se sabe...
Com a revelação, sua sorte, não precisará da segunda vida. Nem saber o que é cabidela.
Gostei muito.
Ótimo final de semana.
Gilson.

Maria disse...

Gostei muito!
Bjs e bom fim de semana!
Maria