Lugares Bonitos

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O blog da Nina, menina que lia quadrinhos.

domingo, 22 de setembro de 2013

Não Olhe Porque é De Graça / Crônica do Cotidiano

Não Olhe Porque é De Graça / Crônica do Cotidiano

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Todas as pessoas, de vez em quando, põe fora algum objeto que não usam mais, sem pensar em guardar para a doação.

Geralmente isso ocorre quando você já fez as suas doações e, depois verificou que este ou aquele objeto, bem que poderia ter ido junto.

Alguns países, como o Brasil, possuem a coleta de lixo seletiva e, não raro, quando se vão colocar os objetos em separado, você observa que junto ao seu objeto descartado, existem livros escolares, fotografias e objetos curiosos.

Esse é o melhor momento para ser feita a política da boa vizinhança porque é o momento em que o escambo, ou seja, a troca ocorre com boa vontade.

Eu mesma já obtive uma pintura da cidade onde Bach nasceu.

Também já aconteceu de antes de colocar o objeto à disposição no local certo, algum vizinho solicitar o meu objeto como presente e eu o presentear feliz por saber que ficaria em boas mãos.

Vivendo em condomínio aprendemos muito. Mas quando se trata de lixo que realmente não é lixo, é um objeto do qual queremos nos descartar, a situação é deveras agradável.

Essa crônica vem a respeito de uma pergunta que me fizeram hoje sobre esse lixo que deveria estar numa feira de garagem, mas nós não temos feira de garagem aqui no Brasil.

Aquilo que queremos nos descartar vai para uma lixeira em separado e é de quem quiser e à livre escolha. Pega quem chegar e gostar do treco.

Depois do olhar dos moradores e das auxiliares dos moradores, das zeladoras, enfim, somente depois que ninguém quiser o objeto para si é que ele realmente chega às mãos do lixeiro.

O assunto é tão sério que existem vizinhos que chegam a comentar na coragem do outro de jogar fora isso ou aquilo.

Acontece que existem objetos que não queremos mais e, a essa altura, fico feliz por quem criticou e por quem pegou a bolsa de couro sintético, seminova que pus no lixo.

Se eu pus fora, é para que alguém a reaproveite, pois está em excelente estado de conservação.

Vivendo num centro urbano é muito difícil avisar este ou aquele das boas possibilidades, mas não deixa de ser divertido.

Para evitar confusões, temos três a quatro encarregados de separar esse lixo. Eles são as pessoas que garantem que o objeto estava no lixo e esse é um fato importante para todos os moradores. Não existe equívoco quanto ao fato “foi para o lixo” e as negociações passam pelo conhecimento desses funcionários.

Essa é a feira de garagem à brasileira e não sei se pode ser melhor do que é.

Para variar, fica a ideia, para quem quiser aproveitar. É um conceito novo que pode se desenvolver, gerando um melhor aproveitamento daquilo que chamam trash em outros lugares.

3 comentários:

luís rodrigues coelho Coelho disse...

Pois eu não costumo jogar fora nada de nada e vou guardando tudo o que gosto. A última coisa foi um rádio já com muitos anos que queriam deitar no lixo.Pedi para o trazer.
Está danificado mas o modelo é dos anos quarenta. Vou limpá-lo e colocá-lo numa mesa como uma grata recordação dos meus tempos de menino.
As caixas que davam músicas...
Quando visitei a Alemanha em 1970 muitas pessoas colocavam coisas boas junto aos contentores de recolha dos tarecos e os portugueses reaproveitavam o que lhes interessava.

Brisa Petala disse...

OI AMIGUXA
Quanto tempo vc não me vsista. Venho para deixar um triste recadinho faleceu o esposo de uma grande amiga aqui do blog. Apareça no blog para deixar uma palavra de conforto para ela.Marly de Bastos em Apenas palavresias -
Um feliz começo de semana.
Ana
http://brisa-petala.blogspot.com.br/

Eloah disse...

Faço isto constantemente.Coloco e aviso a Zeladora e muitas das coisas foram bem aproveitadas.Tenho como norma ( moro num apartamento) o desapego.Belo exemplo e sujestão.
Bjs Eloah