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quarta-feira, 24 de abril de 2013

Pergunte ao Scherlock / Crônica de Supermercado

Pergunte ao Scherlock / Crônica de Supermercado

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Devido ao fato presenciado e devidamente fugido, pois corri para dentro do supermercado, me ocorrem dúvidas sobre a correta maneira de agir em determinadas circunstâncias.

A cidadã pacata, que aqui questiona, compra pães e ganha a história para o blog.

Quando se escuta um grito, um motor roncando e se encontra no pátio do supermercado, deve olhar para o lado, ao se dirigir para dentro do estabelecimento. Agora suponhamos que, ao olhar para o lado a cidadã vê um veículo em fuga, logo atrás um cidadão desesperado e, ainda atrás, o garoto de ouro, aquele que leva os carrinhos de compras para que sejam pegos pelos clientes que chegam ao estabelecimento, gritando:

_Para aí! Para aí!

Para que lado se corre? Eis a minha dúvida! Corri para dentro do estabelecimento ao ver os olhos de dentro do veículo e a direção do mesmo ameaçando vir para o meu lado. Se viesse, no entanto, iria se chocar com uma fila de carrinhos de compras e, talvez, tivesse que fugir a pé se não apanhasse de quem estava no local. Não quero nem pensar no “imbroglio”. Não me corrija o português, a palavra imbroglio é italiana Seria embrulho se fossem compras, mas carrinhos, assaltantes, assaltados, automóveis, garotos e cidadã pacata, seria imbroglio no sentido de confusão.

Comprei pães e não peguei a história? Lógico que peguei na saída.

Dirigi-me a um caixa de carrinhos de compras. Ele estava vazio de fila e havia alguém terminando de pagar as suas compras. Coloquei a cesta sobre a bancada, quando aparece uma senhora aparentando trinta e poucos anos e começou com a falta de educação:

_Essa fila é minha. Eu estava na fila. Saí para pegar um item que faltava na minha lista de compras e a senhora pegou o meu lugar.

Conforme escrevi acima, não havia fila, não havia carrinho de compras. Ela com más maneiras, pegou o lugar para ela, mesmo verificando que na minha cesta havia somente pães.

Eu não a conheço. Acredito que ela também não me conheça.

Agora a pergunta:

_Deveria eu fazer valer o meu direito de estar na fila, mesmo depois do acontecido no estacionamento? Para que criar polêmica num supermercado com vários caixas de atendimento e qual o sentido de pegar o lugar na fila se todos os caixas estavam com o mesmo movimento?

Divagando: com o supermercado lotado, naturalmente procuram-se os caixas rápidos para compras de pequena monta; em caso contrário a situação é optativa.

Pergunto ainda se estou certa em manter a calma e se com essa calma, não estou contrariando os princípios de cidadania?

Por hoje, é isso. Sei que o segurança disse que levei sorte e que ganhei o dia, pois consegui entrar sem que o assaltante viesse com automóvel e arma para o meu lado. Valeu o bate-papo!

3 comentários:

Wanderley Elian Lima disse...

Se fosse comigo tinha rodado a baiana. Grosseria não aceito, tudo conversado é resolvido, mas não abro mão de meus direitos. Parabéns pela calma.
Bjux

Zilani Célia disse...

OI AMIGA!
TENHO PLENA CERTEZA QUE AGISTE CERTO, POIS, ESTA PESSOA MOSTROU ABSOLUTA FALTA DE EDUCAÇÃO.
AGORA, DE ONDE TIRASTE A CALMA PARA AGIR ASSIM NÃO SEI, ACHO QUE AINDA ESTAVAS ABALADA PELO FATO ANTERIOR.
ABRÇS
http://zilanicelia.blogspot.com.br/

Artes e escritas disse...

Zilane, tinha começado a respirar normalmente. Grata Wanderley, grata Zilani. Ainda estou cansada, foi de tirar o fôlego. Um abraço, Yayá.